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Posted on 23-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-03-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

EXCLUSIVO: O DUPLEX DA FILHA DE ROSEMARY NORONHA

Como O Antagonista revelou, a nova investigação do MP de São Paulo mira imóveis da Bancoop que foram entregues a dirigentes petistas.

Os imóveis estão localizados nos residenciais Solaris, Mirante do Tatuapé, Anália Franco, Altos do Butantã e Ilhas D’itália.

No Ilhas D’Itália, Mirelle Noronha, filha de Rosemary, ocupa o duplex 182.

Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique querem saber se o imóvel foi adquirido regularmente ou se foi mais um presente da OAS.

Bravo, poeta Vinícius!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugos Soares)

Deu no Blog do Fernando Rodrigues/ UOL/Folha

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):

Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht
Planilha-BJ-Odebrecht

Na planilha, Renan é “atleta”; Eduardo Paes, “nervosinho”; Sérgio Cabral, “próximus”.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.

Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.

Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.

Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:

Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião

O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição

COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.

O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.


Sede da Odebrecht no Rio de Janeiro

DO EL PAIS

Os procuradores da Operação Lava Jato, em Curitiba, repetiram por dois anos que estavam atacando o que chamam de “modelo de negócios” da política brasileira, que envolve superfaturamento de obras e contratos públicos e financiamento ilegal de campanhas política. No centro desse esquema, posicionaram a “joia da coroa” das empreiteiras brasileiras, a Odebrecht. Nesta terça-feira, instalações da empresa foram alvo de nova fase da Lava Jato, ampliando as investigações que já levaram a condenação do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, a 19 anos de prisão. No final do dia, veio a notícia esperada com ansiedade e tensão por vários atores políticos brasileiros: os executivos da companhia, incluindo potencialmente Marcelo, anunciavam que farão “colaboração definitiva” com as investigações.

Segundo o Jornal Nacional, os procuradores da Lava Jato disseram que não há acordos selados com a empreiteira, mas que avaliarão os mais vantajosos para a operação. Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015, havia repetido que não faria delação. Diante de deputados na CPI da Petrobras, chegou a atacar moralmente o expediente de colaboração com a Justiça. Segundo relatos da imprensa brasileira, ele está sofrendo pressões da família para aceitar o acordo diante da perspectiva de não poder recorrer de sua sentença em liberdade por causa de uma mudança legal aprovada neste ano pelo Supremo Tribunal Federal.

“Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil”, diz a nota da empresa, um império há 72 anos no mercado com atuação em 28 países.
Potencial para “mudar o jogo”

Por meses se especulou qual seria a capacidade de estrago de uma colaboração de executivos da Odebrecht, uma das maiores contribuintes legais de partidos políticos no Brasil, com somas vultuosas tanto para os políticos do PT, incluindo a campanha da presidenta Dilma Rousseff, como de seus principais adversários, como o senador Aécio Neves (PSDB).

Se aceitas as colaborações, o provável é que a Lava Jato, a maior investigação de corrupção no Brasil, entre em uma nova fase. Além de Odebrecht, está em curso a delação do ex-presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro. Para a consultoria de risco Eurasia Group, colaborações de Pinheiro, Odebrecht ou mesmo de pessoas ligadas a outra construtora do esquema, a Andrade Gutierrez, poderiam “mudar o jogo”. “Os próximos dois meses serão críticos, e provavelmente representam o terreno mais delicado e perigoso para a presidente na crise até o momento”.


BOM DIA!!!

mar
23
Posted on 23-03-2016
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Inquérito de Lula vai para o STF

Teori Zavascki determinou há pouco que Sérgio Moro envie ao Supremo as investigações da Lava Jato sobre o ex-presidente Lula. O ministro também impôs sigilo aos grampos.

Teori atendeu ao pedido do governo, que alega irregularidade na gravação que fisgou Dilma Rousseff e em sua divulgação.

Moro terá dez dias para explicar suas decisões. Se Teori concordar com elas, o juiz de Curitiba sairá mais forte.

EUA-Cuba, uma mudança apenas unilateral

O mundo livre – para usar uma expressão muito em voga no tempo da Guerra Fria – festeja o reencontro entre Estados Unidos e Cuba depois de mais de 50 anos. Realmente, nenhum país tem o direito de impor a tirania sobre uma pessoa ou nação.

Não sabemos, efetivamente, o que pode estar por trás disso, que interesses “imperialistas” estariam embutidos nesse “gesto” norte-americano, mas examinemos os fatos a distância e superficialmente.

Cuba já deu numerosas demonstrações e declarações de que em hipótese alguma abrirá mão de princípios nacionais. A convivência, portanto, terá de ser dar nos limites da autodeterminação de cada país.

Certamente, os Estados Unidos não quererão usar, na chamada ilha caribenha e nas relações com seu governo, os métodos de controle comuns em tantas partes do mundo, muito menos “exportar” democracia.

A Cuba, por sua vez, bastará que se mantenha como sempre – independente, altiva, sem fazer concessões sobre o que julga fundamental. Postura que países muito mais fortes, de territórios incomensuravelmente maiores, não conseguem ter.

Herói vivo

Merece repúdio o hábito do jornalista José Simão de tratar o presidente Fidel Castro como “o coma andante”.

E não o dizemos por motivos políticos, que talvez nem seja o caso. É porque, adeptos que somos do humor – e do bom humor –, entendemos que só o humor, neste vasto campo de contradições e conflitos de toda ordem, tem limite.

Não é possível nem aceitável que, em nome do humor, se atinja a dignidade elementar do ser humano num aspecto sobre o qual não temos o menor domínio, apesar de todo o progresso médico, tecnológico e farmacológico: a saúde.

O mesmo respeito se deve às “pessoas comuns”, mas, sobretudo, a um homem – com eventuais equívocos – que teve a coragem de jogar a própria vida buscando construir um mundo melhor para seus compatriotas.

Os Estados Unidos já tentaram matar Fidel umas 50 vezes. A imprensa, ultimamente, depois que o Comandante fez 80 anos e caiu doente, também tentou. Mas ele está vivo.

Fazendo história

Cabra macho, esse Obama.

mar
23
Posted on 23-03-2016
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Clayton, no jornal O Povo (CE)

mar
23
Posted on 23-03-2016
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O Cassino de Buenos Aires, marca emblemática de Cristóbal López. / R. Ceppi

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

A família Kirchner dominou praticamente todo o poder na Argentina durante 12 anos. E a seu redor cresceu um império não só político, mas também econômico, com empresários próximos cujos negócios se expandiram com o kirchnerismo no poder. Depois da derrota, esse conglomerado está vindo abaixo não só por falta de apoio político, mas pela evidente ojeriza do Governo de Mauricio Macri, que está pondo contra a parede em especial Cristóbal López, o empresário mais poderoso do mundo kirchnerista, e de vários juízes, que durante anos mantiveram estagnados diversos casos que afetavam o entorno do Governo e agora os revitalizaram. A Argentina vive no momento um recrudescimento da guerra entre kirchneristas e antikirchneristas, que parecia refluir depois da vitória de Maurício Macri, mas agora volta a ganhar força.

O próprio presidente, segundo fontes do Executivo, recebe muita pressão em seu entorno para que mova suas cartas para “levar à prisão Cristina Fernández de Kirchner”. É o que reivindica o setor mais duro e conservador do antikirchnerismo. Alguns no Governo acreditam que essa não seria uma boa ideia e que não há nenhuma necessidade de chegar tão longe. Por ora, ela foi denunciada em uma causa que não é de corrupção, mas de mau uso do dinheiro público, e terá de depor em 13 de abril. Mas ao seu redor estão caindo todas as bombas políticas, judiciais e midiáticas que vêm afundando o que até poucos meses era o poder absoluto na Argentina.

Os mais afetados são dois empresários da Patagônia que se tornaram muito ricos durante o kirchnerismo. Cristóbal López é o mais importante. Com a família originária de Almeria (Espanha) – por isso seu grupo se chama Indalo, símbolo dessa província espanhola –, é chamado de “czar do jogo”. Acumulou um império de cassinos, petróleo e meios de comunicação que o tornam um dos empresários mais ricos do país. O outro é Lázaro Báez, um homem que era caixa de banco quando conheceu Néstor Kirchner e passou a ser dono de um conjunto de empresas de construção que realizou quase todas as obras públicas de Santa Cruz, a província dos Kirchner. Esta semana um vídeo de uma câmera de segurança em que se vê seu filho com outros funcionários de sua empresa contando 3,5 milhões de dólares (13 milhões de reais) causou enorme polêmica.

Mas a peça importante é López. Ele é o dono da C5N, uma das redes mais importantes do país e que se tornou um dos poucos órgãos da mídia de refúgio do público kirchnerista. Seu apresentador de destaque, Roberto Navarro, hipercrítico de Macri, provocou até uma pequena manifestação no domingo diante da entrada do canal quando anunciou no Twitter que não lhe deixavam transmitir um especial de três horas sobre os negócios do grande sócio e amigo de Macri, Nicolás Caputo. A pressão sobre a C5N é muito forte e a polícia se apresentou ali na sexta-feira para uma investigação antecipada pelo jornal La Nación, a qual provaria que López deixou de pagar 8 bilhões de pesos (cerca de 2 bilhões de reais) em impostos durante o período kirchnerista. Agora o Governo de Macri os está cobrando.

A mídia é o grande palco das batalhas políticas na Argentina. A C5N era precisamente uma rede de propriedade de Dahiel Hadad, um jornalista que conseguiu formar um grande grupo de meios de comunicação e agora é dono do Infobae. A C5N criticava muito o kirchnerismo e, em 2012, a presidenta Cristina Fernández de Kirchner fez chegar uma mensagem clara a Hadad: ou vendia seu grupo de mídia – que incluía uma rádio importante – a Cristóbal López, o empresário mais próximo do kirchnerismo, ou seria fechado de um jeito ou de outro. Hadad decidiu vender, e o grupo deu um giro de 180 graus até se transformar em uma das grandes referências da mídia próxima ao kirchnerismo. Agora o poder mudou, mas a C5N seguia na mesma linha até esta semana. A decisão de não transmitir o programa de Navarro parece ser o primeiro passo de uma guinada num momento em que López, cercado pela Justiça e o Governo, quer desfazer-se rapidamente de seu grupo de meios de comunicação e voltar a ter um “baixo perfil”, o termo mais usado na Argentina para os que querem desaparecer da linha de frente da polêmica.

Mais complicada ainda é a situação de Lázaro Báez, que agora quase não tem obras públicas em Santa Cruz, uma província praticamente quebrada, e está em um processo de demissão da maioria de seus 1.800 funcionários.

O império kirchnerista parece assim afundar com a mudança de Governo, enquanto a ex-presidenta mantém seu silêncio e seu grupo de fiéis se afasta pouco a pouco, embora ainda continue sendo a grande referência da oposição. Macri vai ocupando pouco a pouco todo o espaço. O kirchnerismo sofre uma enorme deterioração e cenas como a do filho de Lázaro Báez contando dólares o fazem afundar ainda mais. Quem de fato fala é Máximo Kirchner, o filho mais velho da família, que cita uma “perseguição notória” contra seu grupo. Algumas fontes peronistas e macristas consultadas acreditam que esse é somente o início de uma ofensiva muito forte contra o entorno da ex-presidenta e a suposta corrupção que ali se produzia, embora acreditem que não se chegará ao extremo de ela acabar na cadeia, como desejam muitos dos mais próximos do presidente.

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