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Posted on 21-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-03-2016


DO PORTAL TERRA BRASIL

O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu nesta segunda-feira o presidente norte-americano, Barack Obama, no Palácio da Revolução, em Havana, onde acontece o encontro bilateral.

Dentro da sede do governo cubano, Raúl Castro cumprimentou Obama com um aperto de mãos. Depois, os líderes posaram sorridentes perante as câmaras.

Este é o terceiro encontro entre ambos os presidentes desde o anúncio do degelo entre os dois países, após seus encontros na Cúpula das Américas no Panamá, em abril de 2015, e na Assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, em setembro do mesmo ano.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Na própria carne

Colocando-se como “político pequeno”, que o mais próximo que chega da Odebrecht é quando passa na porta da empresa na Avenida Paralela, o deputado Adolfo Menezes (PSD) afirmou que a maioria das manifestações é contra o PT porque é o partido que está no governo.

“Se Marcelo Odebrecht abrisse o bico, não iam sobrar Aécio, José Agripino, Serra, Alckmin, Tasso Jereissati…” – e mais não disse porque “a lista é grande e só cabe no grande expediente” (a parte da sessão da Assembleia em que o orador fala por 25 minutos).

Com fama de destemido e independente, Menezes foi provocado do plenário: “E Kassab?” O deputado não se fez de preocupado. “Não ia sobrar nem Kassab, que é do meu partido. Ele foi prefeito de São Paulo. Você acha que sobra?”

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Armagedom à vista

Data: 20/03/2016

Se Trump ganhar nos Estados Unidos, é porque, desta vez, o fim do mundo está realmente próximo.

Fabuloso e eterno Moré!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO EL PAIS

Afonso Benites
Carla Jiménez
Brasília / São Paulo

No dia da posse do segundo mandato da presidenta Dilma um grupo barulhento chamava a atenção, ao lado da fila de cumprimentos à mandatária. Empresários, políticos e cônjuges empunhavam seus celulares para tirar selfies com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ano de 2014 começava como sempre. Lula era o centro das atenções mesmo quando os holofotes cabiam a sua sucessora. Depois de entrar no alvo da Lava Jato, porém, Lula passou por um escrutínio que atingiu o ápice com a revelação dos áudios mostrando possíveis ilegalidades numa conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula e com outros interlocutores do PT que estão em Brasília.

Pelas gravações, o Brasil e o mundo acabaram conhecendo o que o ex-presidente pensa de verdade sobre diversos assuntos por meio de áudios repetidos a exaustão em todos os noticiários.O homem que foi chamado de “O Cara” pelo presidente Barack Obama, em 2009, hoje se vê rebaixado a pixuleco, um caricato boneco inflável vestido de presidiário que toma conta das manifestações pró-impeachment pelo Brasil. Se já era considerado um ladrão por metade do país, os áudios, repetidos à exaustão nos noticiários e até em memes da internet, endossam ainda mais as certezas de quem despreza a figura de Lula e injetou dúvidas em muitos dos que confiavam nele, muito embora o protesto desta sexta, 18, contra o impeachment, tenha mostrado que o Brasil continua, como sempre, dividido.

Os áudios são um tiro de canhão nas intenções do Governo de restaurar a confiança de que o país poderia encontrar uma saída para a crise política. Ao contrário, aumentou o clima de suspeitas sobre o ex-presidente, ainda que o juiz Sérgio Moro tenha afirmado, inicialmente, que “não há nenhum indício nos diálogos ou fora deles de que estes [fatos] citados teriam de fato procedido de forma inapropriada”, conforme explica no despacho para esclarecer sua decisão de tornar públicos os grampos.

Na leitura das gravações obtidas pela equipe de Moro, porém, saltam duas suspeitas, segundo os investigadores: 1) que o ex-presidente pediu que o Governo interferisse em um processo contra ele junto ao Supremo Tribunal Federal e; 2) que Dilma agilizou a nomeação dele para lhe dar a prerrogativa de foro privilegiado. No primeiro áudio tornado público, Dilma avisou Lula que enviava o termo de posse de ministro para ele usar só “em caso de necessidade”, um argumento que não caiu bem para a Justiça, e na sequência, para a opinião pública.

O Planalto deu sua explicação, dizendo que a conversa da presidenta transcorreu nesse sentido “uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva”. Por isso a presidenta teria encaminhado “para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.”

O argumento do Governo é polêmica, assim como a condução do grampo de Moro. Esse debate jurídico, porém, ficou em segundo plano e frustrou a costura que Lula vinha fazendo para chefiar a Casa Civil. A posse dele fora suspensa e uma enxurrada de ações judiciais ainda tramitavam em foros de todo país pedindo que ele não se tornasse ministro. Foram mais de 50 na primeira instância e uma dezena no STF. Na sexta, foi a vez do ministro do Supremo Gilmar Mendes suspendeu a nomeação e devolver o processo de Lula a Curitiba.

Antes de ser empossado na quinta-feira passada, Lula vinha numa maratona de conversas, que terminaram com uma lista de exigências apresentadas na noite de terça-feira e na manhã de quarta. As principais delas foram autonomia para atuar junto a parlamentares, montar sua própria equipe no ministério e, principalmente, em dar uma “guinada” no Governo Dilma Rousseff – o que seria uma minirreforma ministerial e de mudanças de rumos na economia, movimentos que já eram tratados de Plano Lula. Seria o início de um terceiro Governo do ex-metalúrgico, dizem funcionários do Palácio do Planalto, congressistas e até alguns ocupantes de ministérios.

Nos diálogos com a presidenta, Lula chegou a pedir a Dilma a cabeça do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ouviu um não (disse que eles estão mais dentro do que nunca). Mas as negativas da presidenta acabaram por aí. Sempre chamando Lula de presidente durante uma entrevista coletiva surpresa em que comunicou a chegada de seu novo auxiliar, Rousseff negou publicamente que haverá mais mudanças em seu primeiro escalão.

Nos bastidores, contudo, era dado como certo que os ministérios das Relações Exteriores, da Comunicação Social, da Educação e dos Esportes teriam trocas nas próximas semanas. Entre os cotados estariam o jornalista Franklin Martins e o diplomata Celso Amorim.

A matemática feita pela presidenta e pelos ministros Jaques Wagner e Ricardo Berzoini foi de que era possível encampar alguns nomes de Lula, mas era necessário garantir o espaço de outros que até agora foram fiéis à Dilma e ao PT. Neste grupo estão o próprio Wagner, que virou chefe de gabinete da presidenta, cargo que agora tem status de ministro, e Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social que pode ir para Esportes.

Além da lealdade desses dois, a preocupação dos petistas era garantir a prerrogativa de foro privilegiado deles. Como foram citados no escândalo da Lava Jato, se perdessem os cargos de ministros, ambos poderiam ser julgados pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Mantendo a função, só ficariam sob o crivo do Supremo Tribunal Federal, assim como Lula.

No cardápio de medidas discutidas por Rousseff e Lula nos últimos dois dias havia um possível uso de reservas internacionais do país para a criação de um fundo destinado às obras de infraestrutura, saneamento e energia, além da ampliação da concessão de créditos. Essas questões foram levantadas pelo PT em seu último encontro nacional no mês passado.

A primeira delas não foi aceita de pronto pela presidenta, que as chamou de especulação. “Jamais teremos uma pauta de uso dessas reservas para algo que não seja proteção do país contra flutuações internacionais. E as reservas, também, elas podem ter um papel em relação à dívida, mas elas não são a forma adequada de se solucionar questões de investimento”. A segunda (que trata dos créditos) deverá ter novidades em breve, conforme aliados do Governo.

Todos esses planos estão em suspenso, num momento em que as gravações romperam pontes importantes para Lula. O ex-presidente se vê agora entre um impeachment aparentemente inevitável de sua sucessora, e a tarefa de salvar sua biografia.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Os 17% de Lula

O Datafolha pesquisou 4 cenários para 2018.

Marina está praticamente eleita, assim como estava praticamente eleita em 2014,e despencou depois de uma campanha desastrada.

Quanto menos ela aparece, mais votos tem.

Aécio Neves foi abatido pelas denúncias de Delcídio Amaral.

Ele precisa de tempo para tentar se recuperar, por isso agora apoia o impeachment.

O aspecto mais importante da pesquisa é que Lula, nos quatro cenários, independentemente dos adversários, aparece com 17%.

É seu teto.

Lula será condenado pela Lava Jato e estará fora da disputa em 2018.

No presente, porém, esses 17% assumem outro significado.

Eles reduzem sua capacidade de articular um golpe contra a Lava Jato e de atrair o PMDB.

Lula não conta mais nada.

mar
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Posted on 21-03-2016
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Sinovaldo, no jornal NH (RS)


Histórico:Obama passeia no centro de Havana

DO EL PAIS

Marc Bassets
Havana

Um presidente dos Estados Unidos pôs os pés em Cuba neste domingo, pela primeira vez em 88 anos. Barack Obama, que em 2008 ganhou a eleição com a promessa de dialogar com os países inimigos, desembarcou às 16h19, hora local, no aeroporto José Martí de Havana. Obama não chega para pedir ao líder cubano, Raúl Castro, uma mudança política em um dos regimes autoritários mais longevos. Também não foi recebido com hostilidade: pelo contrário. Na ilha do Caribe, um dos poucos redutos da Obamamania, o presidente americano quer reforçar a aproximação entre os dois países.

Até alguns meses, a possibilidade de que um presidente dos EUA entrasse triunfante em Havana se enquadrava na categoria dos piores pesadelos do castrismo. O sobrenome Castro provocava em Washington e Miami – sede do exílio – urticária e imaginar um presidente visitando um Castro no Palácio da Revolução em Havana parecia pura ficção política.

A visita, de 48 horas, culmina um ano em que Obama e Castro – um afro-americano nascido em 1961, quando a revolução cubana tinha dois anos, e um velho revolucionário e militar nascido em 1931 – terminaram com mais de meio século de guerra fria. Em pouco mais de um ano, os Estados Unidos e Cuba reabriram suas embaixadas e Washington relaxou as condições para fazer negócios e viagens a Cuba. O degelo acelerou tanto que o que parecia inimaginável há um ano e meio, como é ver um presidente norte-americano passeando por Havana, parece natural. A anomalia parece hoje a obstinação durante 55 anos em uma política de confronto que mantiveram dez presidentes sem conseguir desalojar os Castro do poder.

A visita inclui, além do discurso e uma reunião na segunda-feira com Raúl Castro (não com seu irmão Fidel), encontros com empresários e dissidentes, e assistir a um jogo de beisebol. Ele está acompanhado por toda a família: a primeira-dama, Michelle, as filhas Sasha e Malia, e sua sogra, Marian Robinson.

No aeroporto, foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, entre outros altos funcionários e diplomatas. Após uma reunião com funcionários da embaixada dos EUA em Havana, Obama visitou a pé Havana Velha, a região antiga da capital. O historiador local Eusebio Leal serviu de guia. Em seguida, deve se reunir com o cardeal Jaime Ortega, chave nas negociações secretas que levaram à normalização das relações.

“Para os cubanos, a visita do presidente é uma validação da revolução”, diz Peter Kornbluh, coautor de Diplomacia encubierta con Cuba (Diplomacia secreta com Cuba), uma história das negociações secretas entre Washington e Havana. Em sua última edição, o livro inclui o relato mais detalhado das conversações que levaram ao anúncio, em 17 de dezembro de 2014, por parte de Obama e Castro, do restabelecimento das relações.

“O ponto de vista dos Estados Unidos” continua Kornbluh, “é o seguinte: vamos criar pontes culturais, econômicas, políticas entre as duas sociedades. E por estas pontes vai atravessar a enorme influência do sistema norte-americano”.

Aplicada a Cuba, a doutrina Obama na política externa diz que a mudança política – a democracia, o pluripartidarismo, a liberdade de imprensa – não serão impostos de fora, muito menos pela força. Obama não quer a mudança de regime: nem aqui nem no Irã. A ideia é que, ao melhorar a vida dos cubanos comuns, o país acabará se transformando. Quanto mais turistas e estudantes visitarem a ilha, e quanto mais negociem entre si os cubanos e os norte-americanos, mais próximos estarão da democratização.

Na terça-feira, no discurso central da visita, Obama deixará claro que corresponde ao povo cubano – não aos EUA, nem a mais ninguém – decidir seu futuro. Mas não deixará de dar sua opinião. “Ao povo cubano, como aos povos de todo o mundo, as coisas vão melhor com uma verdadeira democracia, na qual sejam livres para escolher seus líderes, expressar suas ideias e praticar sua fé”, adiantou há alguns dias em Washington Susan Rice, conselheira de segurança nacional da Casa Branca. “Os Estados Unidos continuarão promovendo os direitos humanos para todas as pessoas, em todos os lugares, inclusive Cuba”.

Em dezembro, Obama disse que não fazia sentido visitar Cuba se não havia progressos palpáveis em matéria de direitos humanos. Esses avanços não são visíveis e, no entanto, Obama viaja para a ilha.

“Obviamente, ele mudou de critério”, diz o professor Jorge Domínguez, de Harvard. “Em vez de dizer: ‘Vou esperar para que sejam palpáveis os avanços em direitos humanos’, minha impressão é que ele disse para si mesmo: ‘Eu tenho pouco tempo. E se quero que aconteçam mudanças em Cuba, tenho que ir ver Raúl Castro e dizer: Ei, o que está acontecendo? Sozinho não posso fazer isso’”. Quando faltam dez meses para que um novo presidente o substitua na Casa Branca, um presidente que poderia desfazer o progresso do ano passado, Obama quer que o degelo seja irreversível.

“Um presidente republicano poderia recuar se quisesse”, diz Elliott Abrams, veterano da administração Bush e um dos líderes do movimento neoconservador. “Minha principal objeção à política de Obama é que, ao contrário do caso da Birmânia, onde fizemos exigências antes de retirar as sanções, demos tudo a Castro em troca de nada. Os direitos humanos em Cuba estão piores hoje do que há um ano”.

Abrams acha que estão erradas as analogias da viagem de Obama a Cuba com a do presidente Richard Nixon à China em 1972 ou de Bill Clinton ao Vietnã em 2000. “No Vietnã, tivemos uma guerra com 50.000 mortos. A China, no final das contas, é uma grande potência. Cuba é pequena, com uma economia pequena. Acho que, para Obama, trata-se sobretudo de uma viagem de vaidade: ele vai se reunir com Castro e a imprensa vai adorar, mas os efeitos serão muito reduzidos”.

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