DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Gilmar Mendes decidiu: Lula não pode ser ministro

Gilmar Mendes decidiu: Lula não pode assumir Casa Civil.

Lula terá de enfrentar Moro.

“Desperdicio”, de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro, samba de coração machucado na véspera do Outono que promete ser quente como brasa!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Demóstenes Rousseff

Em 2012, na Operação Monte Carlo, o então senador Demóstenes Torres foi gravado conversando pelo telefone com Carlinhos Cachoeira.

O advogado de Demóstenes Torres, o indefectível Kakay, queria anular os grampos, porque Demóstenes Torres gozava de foro privilegiado e teria sido grampeado ilegalmente.

O que disse na época José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça?

Disse que foro privilegiado não servia para acobertar atos ilícitos. E afirmou que os grampos eram legais:

“Ninguém nunca investigou objetivamente os parlamentares. Estava-se investigando o empresário Carlinhos Cachoeira. Agora, se parlamentares conversam com ele, o problema é outro.”

Demóstenes Torres e Dilma Rousseff são, no caso, a mesma pessoa.


DEU NO UOL/ FOLHA

Em carta, Lula diz que grampo foi violência e pede justiça

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou carta aberta nesta quinta-feira (17) em que afirma que a gravação e divulgação de conversas telefônicas suas com aliados violentaram a intimidade de sua família.

No texto, Lula também se defende das críticas que recebeu depois que foram tornados públicos trechos em que afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) estão “acovardados”.

Na manhã desta quinta, o ministro do STF Celso de Mello disse que as conversas de Lula mostravam uma reação “torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei”

Sem citar o ministro, Lula disse na carta que não admite que conversas pessoais divulgadas “ilegalmente” sejam usadas para fazer julgamentos sobre seu caráter ou consideradas uma “ofensa pública”.

“Não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5o. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios ?sobre meu caráter. Não me conformo que palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do processo arbitrário e ilegal que levou ao vazamento ilegal de tais conversas.”, afirma o ex-presidente.

Lula ainda diz que, durante seu mandato como presidente, sempre mostrou respeito pelo Poder Judiciário. Como prova, lembra que chegou a afastar a direção da Polícia Federal após surgirem evidências de que o então presidente do STF Gilmar Mendes havia sido vítima de uma escuta ilegal.

“Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo –fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias– tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário”, diz o texto.

Leia a íntegra da carta:

*

Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.

Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei e o respeito inarredável ao estado de direito.

Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.

Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.

Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo –fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias– tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.

Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.

Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.

Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para? preservar a dignidade da Suprema Corte, e afastei a direção da Polícia Federal, para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos?.

Agi daquela forma não apenas ?porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.

Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das res?ponsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.

Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.

Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticados atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família.

Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.

Não espero, nem seria republicano esperar, que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.

Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5o. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios ?sobre meu caráter.

Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do processo arbitrário e ilegal que levou ao vazamento ilegal de tais conversas.

Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor? se sobreponha ao direito.

Não tive acesso a grandes ?estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.

Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.

Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.

mar
18


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

De cima, Lula escarnece da sua história

A coletânea de frases de Lula nos grampos telefônicos é um primor, mas uma, especialmente, chama a atenção: é quando ele diz, em conversa com um irmão, que ficaria “escondido” em casa porque na porta haveria “um monte de peão pra bater nos coxinha” (sic) e que, “se os coxinhas aparecer” (sic) “vão levar tanta porrada que eles nem sabem o que vai acontecer”.

Para melhor esclarecimento, informe-se que “coxinha” é uma gíria correspondente, também, ao antigo “almofadinha”, aplicada atualmente para definir pessoas empenhadas na luta contra o poder do PT. Lula usa como massa de manobra os manifestantes que vão defendê-lo em domicílio e demonstra evidente descaso até com a segurança deles, pois sugere a ocorrência de um confronto físico.

Mais que um simples elitismo, a declaração causa repulsa pelo fato de que Lula, durante toda a sua vida antes de meter-se em política, foi um peão, com todos os estereótipos incorporados a essa figura que, afinal, é quem constrói a riqueza sem recebê-la, pois apropriada será pelos “burgueses” que, praticamente, o escravizam.

Lula foi flagrado nesse ato cínico pela decisão de um juiz de informar à sociedade o que “os governantes fazem protegidos pelas sombras”, mas não se trata de nenhum conceito que o “ministro” não emita abertamente e até com deboche, como quando declarou, no depoimento à Polícia Federal, que o tríplex do Guarujá não era grande coisa, parecia até obra do Minha Casa Minha Vida.

Ora, esse é o programa habitacional popular que produziu mais de 4 milhões de imóveis, sendo usado frequentemente como grande trunfo eleitoral dos governos do PT, tanto o federal quanto os estaduais e os municipais. As palavras de Lula exibem claramente o verdadeiro pensamento que ele tem sobre a qualidade das moradias que propicia ao segmento mais pobre, cuja posse, para ele, seria, portanto, uma ofensa.

Essa é a marca definitiva de um período governamental no país sustentado pela demagogia. Em vez da busca do compromisso histórico de transformação que assumiram, os governos petistas promoveram remendos sociais, frágeis ao mais leve vento, enquanto as classes dominantes continuaram enriquecendo e, como se vê hoje, criando, com os detentores do poder igualmente locupletados, um universo promíscuo que ameaça o país.

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Autosserviço

Uma das missões do ministro-chefe da Casa Civil é orientar o presidente para a legalidade das medidas que toma.

Nesse caso, se fosse cumpri-la corretamente, Lula teria de sugerir a Dilma a revogação do próprio ato que o nomeou.

ha

Nota Vermelha

O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, estreou dando aula ao juiz Sérgio Moro. Vamos aguardar quem será reprovado após os exames.

O Batista da Esplanada

“É bom pra a nega aprender”, disse Wagner quando informado por Lula dos xingamentos que a senadora Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB, recebeu nas manifestações do último domingo.

“Falou”, disse Wagner a Lula em resposta às providências que deveria tomar para levar a presidente Dilma a, de alguma forma, interferir nas medidas que a ministra Rosa Weber tomaria em relação a ele, Lula.

“Tá bom, um beijo na Marisa e nos meninos”, disse Wagner a Lula, em mais uma melancólica demonstração, travestida de bons modos, de subserviência e disposição completa para atender aos caprichos do chefe.

Velho Chico: está melhor a cada capítulo o novo folhetim das nove da TV Globo. Bahia em Pauta recomenda a mortadelas e coxinhas ( e aos que não jogam em nenhum dos dois lados) como exercício de relaxamento, prazer visual e reflexão artística e cultural. Confiram !

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Sociólogo que sugeriu ministério a Lula deu palestra na Secom

O cientista político Alberto Carlos Almeida, que sugeriu a Lula aceitar um ministério para escapar de Sérgio Moro, proferiu uma palestra ontem na Secom da Presidência da República.

No meio da palestra, ele disse que a corrupção é inerente à sociedade brasileira e que em sua opinião o governo deveria fazer uma campanha falando isso, que os brasileiros são e sempre foram corruptos.

Almeida foi pago ou proferiu sua ‘palestra’ de graça?

mar
18
Posted on 18-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-03-2016


Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAIS

A lei brasileira diz que o ministro-chefe da Casa Civil deve “assistir direta e imediatamente ao Presidente da República no desempenho de suas atribuições”. Entre essas atribuições estão participar da coordenação e integração das ações do Governo, da verificação prévia da constitucionalidade e legalidade dos atos presidenciais e, antes que você durma, sejamos mais diretos: as obrigações e competências do cargo variam com a necessidade e com o caráter do ministro responsável, como mostra o rol recente de ocupantes do cargo. Nenhum deles pode, contudo, ser comparado ao papel que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convocado para desempenhar no Governo Dilma Rousseff — sua sequência no cargo ainda depende de decisão judicial.

Na quarta-feira, ao anunciar o ex-presidente como ministro, a presidenta Dilma disse que Lula “terá os poderes necessários para ajudar”. Um dia depois, na posse, ela disse que seu Governo “terá ainda melhores condições para recolocar o Brasil nos trilhos com Lula ao meu lado”. “As circunstâncias atuais me dão a magnífica chance de trazer para o governo o maior líder político desse país”, discursou a presidenta. Para muitos, Dilma estaria entregando o comando de seu Governo na tentativa de refazer laços políticos no Congresso Nacional que foram dilacerados em seu segundo mandato. Um breve resumo dos últimos ocupantes desse cargo deixa claro a distância não apenas da dimensão, mas também da missão de Lula em relação a seus antecessores.

José Dirceu talvez seja o ministro-chefe da Casa Civil cuja importância no cargo mais se aproxime da importância de Lula. Dirceu era visto como o grande articulador político do Governo e circulava com ares de primeiro-ministro por Brasília até cair por conta do escândalo do mensalão — pelo qual acabaria condenado como “chefe da quadrilha”, nas palavras do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello —, Dilma Rousseff, que o sucedeu em 2005, atribuiu um caráter menos político e mais administrativo à posição, tão desgastada após a queda de Dirceu. Foi durante os cinco anos de Dilma na Casa Civil que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva construiu sua imagem pública de gestora rígida, simbolizada pela alcunha de “mãe do PAC”, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento.

Erenice Guerra, que ocupou o cargo no final do Governo Lula para que Dilma cuidasse de sua campanha à Presidência, assumiu com a fama de braço direito da antecessora e ficou conhecida como a “Dilma da Dilma”. Erenice, que ficou apenas seis meses no cargo, começaria a consolidar a fama da “maldição da Casa Civil”. Assim como Dirceu, ela deixou o cargo sob acusações de tráfico de influência.

Após Carlos Eduardo Esteves Lima ocupar o cargo interinamente, Antonio Palocci assumiu a pasta como ministro do primeiro Governo Dilma Rousseff. Ex-ministro da Fazenda, Palocci inevitavelmente levou ares econômicos para dentro do Palácio do Planalto, mas também acabaria vítima da maldição seis meses após a posse, por ter elevado sua renda em quatro vezes, graças a consultorias, durante os anos em que esteve afastado do Governo.

Coube à senadora Gleisi Hoffman assumir a pasta e conduzi-la de forma discreta durante praticamente todo o primeiro mandato de Dilma. O posto de ministro-chefe da Casa Civil voltou a ganhar relevância com a chegada de Aloizio Mercadante ao cargo, no fim do primeiro mandato da petista. Mercadante se tornou o grande parceiro do tumultuado segundo mandato de Dilma e, exatamente por isso, acabaria caindo pouco mais de um ano após assumir. Os equívocos estratégicos do Governo, como o que levou ao rompimento de Eduardo Cunha com o Palácio do Planalto, costumavam cair na conta de Mercadante.

Para corrigir os rumos, Dilma empossou no cargo Jaques Wagner, próximo a Lula. A chegada de Lula ao posto oficializa a aproximação entre a pupila e seu mentor no momento mais difícil do Governo. O fato de ser também o momento mais difícil para o ex-presidente Lula deve, contudo, limitar o potencial que um ministro-chefe da Casa Civil de seu porte poderia desempenhar.

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