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Posted on 17-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-03-2016


Cal Tjader,People,para ouvir e relaxar no início do Outono (20) que promete muito!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

MORO CITA ‘WATERGATE’ AO DEFENDER GRAMPO

Em novo despacho agora pela manhã, Sérgio Moro defendeu a interceptação do diálogo entre Lula e Dilma Rousseff. Ele reiterou que o interceptado era o investigado e não a autoridade, “sendo a comunicação interceptada fortuitamente”.

Moro frisou que Dilma, apesar de presidente, não tem privilégio absoluto de sigilo de suas comunicações.

“Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte norte-americana em US v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido.”

“Evidentemente, caberá ao Supremo Tribunal Federal, quando receber o processo, decidir definitivamente sobre essas questões. Então apenas prossiga a Secretaria no cumprimento do despacho do evento 135. Sobrevindo informação sobre a efetiva posse do investigado no cargo de Ministro Chefe da Casa Civil, remetam-se os autos, com os conexos, ao Supremo Tribunal Federal.”

DO EL PAIS

Gustavo Moniz
Afonso Benites
São Paulo / Brasília 16 MAR 2016 – 22:56 BRT

Milhares de pessoas tomaram a avenida Paulista, em São Paulo, nesta quarta feira, para pedir a renúncia de Dilma, depois do vazamento do diálogo entre a presidenta e o ex-presidente Lula. O grampo vazado pelo juiz Sérgio Moro, noticiado a exaustão nas TVs e redes sociais, caiu como uma bomba. Ao telefone, a presidenta avisa que está enviando a Lula o termo de posse para se tornar ministro “e só usa em caso de necessidade”, o que insinua que seria um documento para protegê-lo de uma eventual detenção. O Planalto negou e afirmou que o diálogo se justificou porque o novo ministro da Casa Civil não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, então “a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro”, afirmou em nota.

O conteúdo do diálogo despertou a ira dos manifestantes anti-PT que já haviam lotado a Paulista neste último domingo, dia 13. Por volta das 20 horas, cerca de 1500 manifestantes, segundo a Polícia Militar, começaram a se reunião na frente do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Uma hora depois, mais de 5.000 pessoas se espalhavam pela avenida cantando músicas de apoio ao juiz Sergio Moro e protestando contra Lula e o Governo do PT.

Bandeiras do Brasil e camisas da seleção brasileiras se misturaram com a roupa social de quem acabava de sair do trabalho e adiou a volta para casa. Uma ciclista, que pedia calma no meio da avenida, foi xingada de “petista filha da puta” por outros manifestante, um ato hostil presenciado pela reportagem.

Na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a poucos metros do Museu, patos amarelos gigantes foram inflados como no domingo. A Federação colocou caixas de som viradas para a avenida e tocou o hino nacional, que foi entoado com toda a força pelos manifestantes. Estendeu, ainda, uma faixa preta gigante onde se lia “Renúncia Já”, levando as pessoas presentes ao ato ao delírio.

O protesto parou a avenida Paulista entre a rua Peixoto Gomide e a Alameda Campinas, um trecho de cerca de um quilômetro. Em vários bairros se ouviram panelaços e buzinaços para mostrar indignação com a nomeação de Lula ministro e com a divulgação dos áudios.

Em Brasília, outra multidão se aglutinou em frente ao Palácio do Planalto com cartazes contrários a Dilma, enquanto parlamentares de oposição cobraram aos gritos a renúncia no plenário da Câmara. O protesto começou por volta das 17 horas já para protestar contra a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil. Cresceu depois da liberação dos áudios pela Justiça. Milhares de pessoas se concentraram, erguendo bandeiras do Brasil e faixas onde se lia “Fora Dilma”, e réplicas da Constituição. Em seguida, seguiram em marcha até a frente do Congresso.

Notícias da Globo News mostram que ao menos 15 cidades promoveram protestos, ainda que mais modestos, para aumentar o coro das manifestações. A divulgação dos diálogos telefônicos de Lula com vários interlocutores aumentou a fúria dos manifestantes anti-PT. “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos uma Superior Tribunal da Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado”, diz o ex-presidente a certa altura numa conversa com a presidenta Dilma. “Eu, sinceramente, tô assustado com a ‘República de Curitiba’, completou Lula.

Em outro momento, numa conversa com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o ex-presidente afirma que os “meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público, eles se sentem enviado de Deus”. Em seguida ele completa: “É uma coisa absurda. Uma hora nós vamos conversar um pouco porque eu acho que eu sou a chance que esse país tem de brigar com eles pra tentar colocá-los no seu devido lugar. Ou seja, nós criamos instituições sérias, mas tem que ter limites, tem que ter regras”.

O áudio das dezenas de conversas foram repetidas exaustivamente na televisão. A ação é uma bomba para o Palácio do Planalto, que apesar do barulho, divulgou que a posse do ex-presidente como ministro para esta quinta, às dez da manhã – inicialmente estava marcada para a próxima terça. Dilma havia saído por volta das 18 horas e seguiu para a sua residência, no Palácio da Alvorada.

O Governo estava respirando aliviado com a nomeação de Lula para a Casa Civil quando se deparou com a “bomba” das escutas telefônicas divulgadas com a autorização do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. A presidenta já havia encerrado o expediente, retornado para o Palácio da Alvorada, quando o caso veio à tona.

Em cerca de uma hora, parte da cúpula governista estava reunida na residência oficial. Rousseff convocou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e outros ministros para definir como se posicionariam. A solução foi fazer uma verdadeira ginástica para tentar explicar por qual razão a presidenta queria enviar o termo de posse para Lula mesmo antes de ele ser oficialmente empossado. Conforme os investigadores da operação Lava Jato, o objetivo era fazer com que ele evitasse ser preso por uma decisão de Moro.

Em princípio, a posse de Lula estava marcada para a próxima terça-feira. Seria uma cerimônia exclusiva, com toda a pompa que um ex-líder de Estado. Porém, a saída para Rousseff ter uma justificativa foi fazer um evento coletivo, às 10h desta terça-feira, no qual seriam empossados Lula na Casa Civil, Mauro Lopes, na Aviação Civil, Jaques Wagner, na chefia de Gabinete da Presidenta, e Eugênio Aragão, na Justiça. Em princípio, o evento está mantido.

Manifestantes prometem que estarão na frente do Palácio do Planalto no momento do evento. O Batalhão da Guarda Presidencial, formada por militares do Exército, já foi convocado para reforçar a segurança.

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DO PORTAL TERRA BRASIL

Manifestantes fecharam os dois sentidos da Avenida Paulista para protestar contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil e contra o governo Dilma. Eles se concentraram no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e vestiam camisas do Brasil, seguravam bandeiras e cartazes contra a presidenta Dilma Rousseff e o ministro Lula. Eles cantaram o Hino Nacional, entoaram palavras de ordem contra o governo petista, gritaram “Renuncia, renuncia”, bateram panelas e fizeram barulho com vuvuzelas.

Nas redes sociais, as manifestações ganharam destaque. A hashtag #OcupaBrasilia ficou em primeiro lugar nos trending topics (os dez assuntos mais comentados na rede) no Brasil e em segundo no mundo. No microblog, havia comentários como “Vamos, gente! Vamos lá! Vamos ficar, até Dilma renunciar!” e “Sérgio Moro é herói, arriscou sua carreira inteira liberando esses áudios! Esse sim é um cidadão de verdade!”.

Também circularam fotos e vídeos das manifestações que ocorreram em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e outras capitais.

As manifestações ocorreram também no plenário da Câmara, onde um grupo de deputados gritava: “Renuncia”.

A movimentação ocorreu após a presidenta Dilma Rousseff anunciar na tarde de hoje (16) a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil. Após o anúncio, a nomeação foi oficialmente publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Juízes federais apoiam Sergio Moro

A Associação dos Juízes Federais divulgaram uma nota de apoio a Sergio Moro.

Leiam:

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) vem a público manifestar total apoio ao juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, na condução dos processos relacionados à Operação Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo do processo de interceptação telefônica deferido judicialmente – com concordância do Ministério Público Federal – em face do ex-presidente Lula, que revela diálogos de graves repercussões, inclusive com a presidente da República Dilma Rousseff.

O artigo 5º, LX, da Constituição Federal estabelece como princípio a publicidade dos atos processuais. A prova resultante de interceptação telefônica só deve ser mantida em sigilo absoluto quando revelar conteúdo pessoal íntimo dos investigados. Tal não acontece em situações em que o conteúdo é relevante para a apuração de supostas infrações penais, ainda mais quando atentem contra um dos Poderes, no caso o Judiciário.

“Nos termos da Constituição, não há qualquer defesa de intimidade ou interesse social que justifiquem a manutenção do segredo em relação a elementos probatórios relacionados à investigação de crimes contra a Administração Pública”, diz a fundamentação da decisão do juiz federal Sérgio Moro.

As decisões tomadas pelo magistrado federal no curso deste processo foram fundamentadas e embasadas por indícios e provas técnicas de autoria e materialidade, em consonância com a legislação penal e a Constituição Federal, sempre respeitando o Estado de Direito. No exercício de suas atribuições constitucionais, o juiz federal Sérgio Moro tem demonstrado equilíbrio e senso de justiça.

A Ajufe manifesta apoio irrestrito e confiança no trabalho desenvolvido com responsabilidade pela Justiça Federal no Paraná, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal – todas a partir da investigação da Polícia Federal, Receita Federal e do Ministério Público Federal.

A Ajufe não vai admitir ataques pessoais de qualquer tipo, principalmente declarações que possam colocar em dúvida a lisura, a eficiência e a independência dos juízes federais brasileiros.


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Eis o ministro da Educação

Aloízio Mercadante pode ser perdoado por tudo: obstrução da Justiça, tentativa de corrupção e até pela falsa solidariedade que desejaria prestar às filhas do senador Delcídio Amaral atacadas na internet.

Mas merece prisão perpétua por ter dito cinco ou seis vezes, na entrevista à imprensa, que não é “adevogado”.

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Posted on 17-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-03-2016


Sinovaldo, jornal NH (RS)


Cartaz com imagens de Dilma e Lula durante o protesto
do dia 13 de março. NACHO DOCE REUTERS

DO EL PAIS

ANÁLISE
Lula cai do cavalo

M. A. Bastenier

Em 2010 o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deixava o poder com 87% de aprovação popular; colocava uma caretaker, Dilma Rousseff, para o caso de lhe apetecer ser de novo o candidato. Dizia o oficialismo que havia posto mais de 30 milhões de compatriotas na classe média e reduzido dramaticamente a fome e a pobreza; sua sucessora era eleita e depois reeleita em 2014, mas sempre honrando as preferências do ex-operário metalúrgico. O país, que parecia convencido de ter chegado lá, organizava a Copa do Mundo de futebol e se preparava para outro tanto este ano com os Jogos Olímpicos. Hoje, em contrapartida, promotores públicos pedem a prisão preventiva do grande líder por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, e ele é submetido a uma breve e humilhante detenção para interrogatório. São já três anos de retrocesso da renda per capita, a inflação é de 10% e as grandes cifras de política inclusiva parecem as Cuentas del Gran Capitán; 61% dos entrevistados declaram que jamais votariam no ex-presidente; manifestações oceânicas pedem que a justiça atue e que Rousseff renuncie, acusada de irregularidades econômicas e ameaçada de impeachment ou julgamento político; lulistas e antilulistas se enfrentam nas ruas; e a Copa ficou longe de ser um sucesso de transparência e austeridade orçamentária.

Ambas teorias merecem atenção: a direita considera que já chega com quatro mandatos, Lula e Dilma; e a corrupção é um mal endêmico

A essa sucessão de cenários se pode aplicar, no entanto, uma dupla medida igualmente explicativa. Ou bem se trata de um complô da direita midiática, dirigido por um adversário reconhecido de Lula, o juiz Sérgio Moro, contra uma plataforma considerada progressista; ou a moderada esquerda brasileira é tão corrupta como o que a terra dá.

Sobre o primeiro será preciso ponderar que a conspiração seria só local porque o capitalismo reinante não chegou a criticar o líder petista por mais do que um tíbio afeto pelo chavismo, e sua sucessora, melhor ainda, tenta fazer um ajuste do que há de mais neoliberal para a economia brasileira. Quanto à corrupção, a chamada operação Lava Jato levou à prisão dezenas de altos funcionários, políticos e empresários, acusados de lucrar com os dividendos da Petrobras, a empresa pública que conduz o negócio do petróleo. Ambas teorias merecem atenção: a direita brasileira pode considerar que já chega com quatro mandatos, Lula e Rousseff, dois cada um, mais um possível quinto se o veterano político for de novo candidato; e a corrupção é um mal endêmico em um país com um Congresso habitado por 28 partidos, onde é preciso ficar fazendo e desfazendo alianças para poder governar.
MAIS INFORMAÇÕES

‘O Brasil mostra sua cara’, por LUIZ RUFFATO
‘O Cristo de Lula não encontra paz’, por JUAN ARIAS
‘Na política, mesmo os crentes precisam ser ateus’, por ELIANE BRUM

O próprio Lula parecia validar a segunda hipótese, embora se apresentando como vítima do irreparável em uma conversa com José Mujica, que revelam os jornalistas Danza e Tulbovitz, na qual, segundo relata o ex-presidente uruguaio, teve “que lidar com coisas imorais, porque era a única forma de governar… com angústia e um pouco de culpa”. Declarações tão sumamente interpretáveis tiveram que ser desmentidas ou matizados pelos jornalistas da revista Búsqueda, de Montevideo. Mas o que, de qualquer modo, fica claro é que a potência emergente brasileira padece de um profundo mergulho no fracasso. Vamos ver como se sairão os Jogos.

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