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Postado em 16-03-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 16-03-2016 00:56

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO
Ministro Lula cairá com Dilma

Temos assistido nos últimos anos no Brasil a versões fantasiosas para explicar as mais escandalosas situações. Sendo assim, não surpreende a tese de que o ex-presidente Lula será ministro para articular a base da presidente Dilma no Congresso de sorte – e aí a locução adverbial cai como uma luva – a sustar o processo de impeachment.

Há uma verdade absoluta que se pode proferir sobre o assunto: Lula simplesmente foge da chamada justiça comum e homizia-se no foro privilegiado, que os bacharéis preferem definir, eufemisticamente, como prerrogativa de função.

Não há nada, num governo indicado por ele mesmo e destroçado pela ação dos seus variados cúmplices, que Lula possa fazer no ministério que não o pudesse como “pessoa comum”, tipo, hoje, Sarney.

Evitamos as interrogações jornalísticas, mas será mesmo que o ministro Lula rejeitado com veemência nas ruas tem condições de adentrar o Palácio do Planalto e de lá ditar alguma coisa que possa ser aceita placidamente pela nação?

A presidente Dilma engoli-lo-á por obrigação e chantagem, mas sua presença mais ainda emporcalha e descredencia o governo. A luta chega aos extremos da morte. O ministério poderá poupá-lo por enquanto, mas o impeachment cada vez mais próximo o lançará de novo ao vale dos mortais.

O dedo no buraco da barragem de lama

A “estratégia” do governo, do PT e de Lula em toda essa desgraceira da Operação Lava-Jato tem sido, desde o início, a postergação e o tapar com os dedos os buracos do dique, ou da barragem, para usar palavra de mais fácil compreensão desde a lama de Mariana.

Lula insurgiu-se contra as investigações do Ministério Público paulista sob o tríplex e o sítio, deixando de atender a uma intimação, e a entrar, via laranja, com recurso para não comparecer a outra, sob o argumento de que o assunto estava sendo apreciado na Justiça Federal no Paraná.

Quando o MP o denunciou e propôs sua prisão preventiva, para impedir que atuasse para interferir no processo e perturbar a ordem pública, o ex-presidente teve a esperança de que a juíza Priscila Ernandes Veiga Oliveira retardasse a análise ou concluísse pela improcedência.

Mas, sem ler uma linha, a magistrada, transferiu os 36 volumes à apreciação do temido juiz Sérgio Moro, o que, evidentemente, causou um terremoto nas pernas de Lula, fazendo-o recorrer, como anunciam seus advogados, ao Tribunal de Justiça paulista para alegar, paradoxalmente, que é esta corte o âmbito correto para tramitação da questão.

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