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Postado em 14-03-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 14-03-2016 02:03

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

A mágica se repete e a plateia segue encantada

Mesmo embrulhando o estômago de alguns, o PMDB engoliu os (maus) bofes do extinto PFL, lá pelos idos de 1984, para eleger a dupla Tancredo-Sarney, na verdade, apenas Sarney.

Desse PMDB resultante retirou-se, anos depois, uma costela, ou mais de uma, para fazer o PSDB, à frente nomes de expressão, como Franco Montoro, Mário Covas e, ainda na rabada, Fernando Henrique Cardoso.

O PMDB, no dizer de FHC, era um “partido-ônibus”, cada um tinha seu ponto para descer. Estava ”contaminado”. Por isso, é de um embasbacar histórico vermos agora as duas legendas, por suas altas representações no Senado, declararem-se, enfim, juntas.

Se não pelo passado distante, no qual ninguém identificou um espaço comum, pelo menos pela época presente, em que uma é governo – ou meio governo – e a outra é oposição.

Remexem-se, assim, os caldeirões. Magos refinados, bruxos oportunistas e aprendizes de todo tipo de feitiçaria se conjuminam na escuridão da floresta disfarçada de palco feérico da democracia e de um futuro grandioso para a pátria.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 14 Março, 2016 at 11:51 #

O PMDB sacraliza Lampeduza, Il Gattopardo:

– “Se não estivermos lá também nós, eles acabam fazendo uma república. Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude” ( Tancredi Falconeri, personagem de Il Gattopardo, Lampeduza)

A história tende a repetir-se, a troca de navios, desde que o próximo continue governando. Aceita-se até mesmo, por pequeno período, responder pelo governo.


Taciano Lemos de Carvalho on 14 Março, 2016 at 12:17 #

Tenho minhas dúvidas, fortes dúvidas, se o PMDB, com os líderes que tem hoje, e que apareceram juntos na mesa da convenção, é um “partido-ônibus”. Não seria um “partido-bonde”. Bonde aparentado com os “bondes” que arrepiam morros do Rio?


Taciano Lemos de Carvalho on 14 Março, 2016 at 13:08 #

Já que falei em “bonde”, acho que o PMDB pode “fugir” do governo usando a estratégia do “cavalo doido”, muito usada em casas de detenção. Aquela que se constitui na maior correria para conseguir fugir. Foge e deixa terra arrasada, grades quebradas, portas arrombadas.

Maior loucura! Com está atualmente a política brasileira.


Taciano Lemos de Carvalho on 14 Março, 2016 at 15:38 #

“Como está atualmente…”


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