DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Movimentos esquálidos em defesa de Lula

O Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra foi recebido pela sociedade, nos seus primórdios, como uma causa das mais simpáticas, e não era para menos: transmitia a ideia de luta por justiça social e acenava com a perspectiva de alternativa para a produção de alimentos.

As marchas pelas estradas brasileiras, com foices, facões e outros apetrechos, e os acampamentos montados em áreas públicas e privadas eram vistos como instrumentos necessários à construção do objetivo fundamental do MST: a reforma agrária, uma das bandeiras de fundação do PT, que, no entanto, estagnou com a chegada do partido ao poder.

O MST passou a ser um braço político-eleitoral do governo no meio rural, como aconteceu com a UNE no segmento estudantil. São seus próprios dirigentes a afirmarem que até o governo do general João Figueiredo (1979-1985), o último da ditadura, promoveu mais assentamentos que o governo Dilma.

A pauta da reforma agrária não avançou. O MST apenas recebeu polpudas subvenções governamentais e ficou tudo como está. Há cerca de um ano, ganhou de Lula, numa de suas bravatas, o epíteto de “exército do Stédile”, referência a seu maior dirigente, embora não passe de grupamentos cujas habilidades maiores são bloquear rodovias e destruir plantações, pesquisas e equipamento.

Agora, junta-se a outros “movimentos sociais” chefiados por Lula para tapar o sol com peneira, no que acreditam será suficiente para tirar o ex-presidente do alcance das malhas da lei e da Justiça. Não é por outro motivo que o Ministério Público de São Paulo vê na liberdade do ex-presidente uma ameaça à ordem pública.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos