Lula e Stedile: termômetro explode antes do domingos…


…e Dom Avelar: homilias que faziam pensar.

ARTIGO DA SEMANA

Termômetro, serpentes, homilias e ruas do domingo (13)

Vitor Hugo Soares

“Deus me imunize do teu veneno. Deus me poupe do teu fim”

(Da letra da música “Reza”, composição de Rita Lee e Roberto de Carvalho)

Escrevo na sexta-feira, 11, antevéspera das grandes manifestações convocadas, há mais de um mês, em todas as regiões do Brasil. À frente da convocação, grupos de tendências variadas que atuam, fortemente, nas redes sociais e setores políticos e partidários de oposição ao governo petista de Dilma Rousseff, que estimam: “Se tudo sair nos conformes”, como dizem os soteropolitanos , haverá expressivos e memoráveis protestos em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador (entre outras) neste domingo, 13 de março, da Quaresma de 2016.

Tempo propício, portanto, para meditações sobre o ambiente de ameaças, boataria, estímulos ao confronto e de provocação escancarada em alguns casos. Caldo de cultura da violência, intranqüilidade e medo, que começou a se formar e a ser incentivado de uns dias para cá.

Principalmente, por grupos sindicais e “tropas de sem terra do comandante Stédile” (a definição é do ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva) ao lado de vozes estressadas de entidades dos chamados movimentos sociais – ligadas diretamente ao PT ou linhas auxiliares do partido, há mais de 13 anos no governo e com projeto de poder almejado por tempo indeterminado, aparentemente. Apêndices que começaram a propagar, também para a mesma data,a realização de atos em contraponto ao do movimento pelo impeachment da presidente Dilma.

Em sua edição para o Brasil, da sexta-feira (11), o diário espanhol El País define o ambiente com extrema precisão e competência jornalística, na metáfora de abertura do texto da reportagem sobre o pedido de prisão preventiva de Lula, pelos três promotores do Ministério Público de São Paulo.

“A temperatura política e social no país já estava alta. Mas, nesta quinta-feira (10), três promotores do Ministério Público de São Paulo ajudaram a explodir de vez o termômetro”, diz o relato creditado a três profissionais do El País na capital paulista e em Brasília: Gil Alessi, Marina Rossi e Afonso Benites. “Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo são os responsáveis por denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato, ambos relacionados ao triplex do Edifício Solaris, no Guarujá. Mas o trio foi além, e pediu, à juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, a prisão preventiva do petista – a magistrada ainda não se posicionou sobre o caso”, completam os jornalistas, na primorosa abertura do texto.

Seja como for, tentar confrontar os protestos, marcados com grande antecedência, ou tentar barrar as manifestações populares nas ruas, com arruaças e ameaças de última hora, aparenta tratar-se de receita política aloprada e evidentemente perigosa. Com, praticamente, todos os ingredientes para dar errado, se levada adiante.

“E solar o bolo do jejum da Quaresma”, como diziam sábias tias e hábeis doceiras, em Santo Antonio da Glória, a querida cidade de meus melhores anos de infância, na beira do São Francisco. O rio da minha aldeia que, agonizante e sangrando por todas as suas veias, vai virar tema da novela das 9h, da Globo, igualmente anunciada para começar neste março de um tempo temerário no Brasil.

Recordo, por fim, dos meus plantões de fim de semana no Jornal do Brasil, cuja redação da sucursal na Bahia eu chefiava, em Salvador, nos anos loucos de 70 e 80. Aos domingos, em períodos de graves confrontos ideológicos e de princípios (que não podem ser comparados com defesa de governos corruptos, políticos, dirigentes, entes públicos e privados em conluio para saquear patrimônios sagrados da sociedade, a exemplo da Petrobras), em horas de confusões políticas e sociais, do porte da atual, sabia haver espaço quase garantido, no JB, para matérias com informações e palavras reflexivas de equilíbrio, sapiência e moderação, mesmo nas ocasiões de maiores tumultos. Na Bahia, a voz principal era a do estão arcebispo de Salvador e Cardeal Primaz do Brasil, D. Avelar Brandão Vilela, Bem informado e com o feeling da notícia, bastava um simples telefonema que o cardeal atendia com proverbial gentileza . O restante era tarefa do repórter..

Na conversa de um tempo sem redes sociais, ele dava a moldura factual para o texto de suas homilias dominicais, publicadas no jornal A Tarde. Em geral sobre o tema mais candente e polêmico da semana. Que seria transformado em texto jornalístico para a edição da segunda-feira do JB . Nesta antevéspera dos protestos, pelo impeachment da presidente Dilma e contra a corrupção no Brasil, confesso que sinto falta do antigo Primaz.

Às ruas, então. É bom não só gritar, mas também ouvir, atentamente, as vozes que virão delas neste domingo. Das ruas devem vir os ensinamentos e a luz para os próximos e indispensáveis passos de redenção do país.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Parabéns, Cacá, neste sábado de seu aniversário. Vai para você (merecedora dos presentes mais maravilhosos que possa desejar)esta linda e singela canção de amor dos Carpenters. Envio junto os mais ardentes votos de felicidades e sucesso profissional e pessoal.Com todo afeto e admiração deste cujos olhos e coração agradecem, diariamente, a sua existência e presença.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

(Hugo e Ila)

mar
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DO EL PAIS

Após o alarde causado pelo pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma promessa de discrição. A juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4.ª Vara Criminal de São Paulo, divulgou nota para informar que o processo em que o petista é acusado de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro seguirá em segredo de justiça. Na mensagem distribuída pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ernandes diz ainda que sua análise “demandará algum tempo”.

A juíza destaca que “trata-se de processo de elevada repercussão social, em que há acusações contra ex-presidente da República e requerimento de medidas cautelares sérias”. “Neste momento saliento que o processo apresentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo possui 36 volumes, ainda não findo o processo de digitalização, e já existem habilitações de procuradores de alguns denunciados, e para a análise da viabilidade da acusação, bem como dos pedidos cautelares formulados, necessária a detida apreciação de todo o material apresentado, o que demandará algum tempo”, explica Ernandes.

A assessoria do TJ-SP informou que a nota foi divulgada “em razão da grande procura pela imprensa sobre o andamento da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo”. Depois que o pedido de prisão do ex-presidente se tonou público, no fim da tarde de quinta-feira, as atenções se viraram para a juíza Maria Priscilla Ernandes, que ganhou perfil nos jornais baseado em suas redes sociais e já está sentindo o peso de ter nas mãos o futuro do ex-presidente Lula.

O tumultuado caso Lula teve seu primeiro capítulo público em fevereiro, quando, convidado a depor sobre o caso do Triplex no Guarujá (SP), o petista acabou dispensado, por conta de uma decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A ausência de Lula naquele dia não impediu que militantes petistas e críticos do ex-presidente se enfrentassem em frente ao fórum da Barra Funda, na capital paulista. Dias depois, Lula seria submetido a uma condução coercitiva por conta de outra investigação, da Operação Lava Jato, e o clima político do país só tem se acirrado desde então.

Nesta sexta-feira, a Frente Brasil Popular, formada por movimentos sociais ligados ao PT, confirmou que Lula estará no ato de apoio a ele convocado para daqui a uma semana, no dia 18. Segundo os movimentos da Frente Brasil Popular, as entidades pró-Lula não estarão presentes na avenida Paulista neste domingo, 13, quando acontece o ato que pede o impeachment de Dilma Rousseff, como os petistas chegaram a cogitar após a condução coercitiva. Para eles, a manifestação de domingo tem uma “pauta golpista”.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Movimentos esquálidos em defesa de Lula

O Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra foi recebido pela sociedade, nos seus primórdios, como uma causa das mais simpáticas, e não era para menos: transmitia a ideia de luta por justiça social e acenava com a perspectiva de alternativa para a produção de alimentos.

As marchas pelas estradas brasileiras, com foices, facões e outros apetrechos, e os acampamentos montados em áreas públicas e privadas eram vistos como instrumentos necessários à construção do objetivo fundamental do MST: a reforma agrária, uma das bandeiras de fundação do PT, que, no entanto, estagnou com a chegada do partido ao poder.

O MST passou a ser um braço político-eleitoral do governo no meio rural, como aconteceu com a UNE no segmento estudantil. São seus próprios dirigentes a afirmarem que até o governo do general João Figueiredo (1979-1985), o último da ditadura, promoveu mais assentamentos que o governo Dilma.

A pauta da reforma agrária não avançou. O MST apenas recebeu polpudas subvenções governamentais e ficou tudo como está. Há cerca de um ano, ganhou de Lula, numa de suas bravatas, o epíteto de “exército do Stédile”, referência a seu maior dirigente, embora não passe de grupamentos cujas habilidades maiores são bloquear rodovias e destruir plantações, pesquisas e equipamento.

Agora, junta-se a outros “movimentos sociais” chefiados por Lula para tapar o sol com peneira, no que acreditam será suficiente para tirar o ex-presidente do alcance das malhas da lei e da Justiça. Não é por outro motivo que o Ministério Público de São Paulo vê na liberdade do ex-presidente uma ameaça à ordem pública.

mar
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Posted on 12-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-03-2016


Regis, no Correio Amazonense (AM)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Novos acarajés da Odebrecht

A PF prendeu nesta sexta-feira uma funcionária da Odebrecht em Salvador, em desdobramento da Acarajé.

De acordo com a polícia, uma assistente administrativa da empreiteira foi presa na capital baiana e será encaminhada para Curitiba.

No domingo passado, O Antagonista publicou o seguinte:

Após a liberação de Maria Lúcia Tavares, secretária da Odebrecht responsável pela distribuição de “acarajés”, a Polícia Federal passou a seguir a pista de outra secretária, bem mais importante, chamada Ângela.

Ela mora em Salvador.

Na Odebrecht, Ângela cuidava dos pagamentos internacionais de “acarajés” sob coordenação de Fernando Migliaccio.

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