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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Honesta, Dilma deveria correr de problemas

A presidente Dilma gaba-se recorrentemente de ser uma pessoa idônea, contra a qual jamais se poderá assacar uma sombra de acusação que desabone sua permanência no mais alto cargo da República.

Sendo assim, quando se encontra politicamente enfraquecida, o correto seria distanciar-se de focos de problemas dessa natureza e concentrar-se na reorganização da gestão econômica do Brasil, em busca dos apoios – inclusive morais – de que depende nesta hora.

Entretanto, a presidente faz o inverso. Na primeira hora, viajou a São Bernardo em solidariedade a Lula, ao lado de quem acenou para o público da sacada de um apartamento, agora, também suspeito.

Inspirada pelo mestre a circular mais – embora a nova caravana dele esteja adstrita por enquanto a Brasília –, desandou a atacar uma decisão judicial, condução coercitiva, sem dar-se conta de que é a primeira magistrada do país.

É um caminho semelhante ao do próprio Lula, que cerca de um ano atrás vivia discreto, alheio às denúncias que se sucediam, até que se sentiu, de longe, focalizado. Aí, reagiu, porque inerte somente esperaria o pior surpreendê-lo despreparado.

Mas até segunda ordem, como dizem por aí políticos “moderados” que querem ver se evitam o trauma de um impeachment, “não tem digital de Dilma nessa história”.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 8:26 #

Digressões amenas sobre o tal “proveito próprio”

Dilma a imaculada?

Dilma a imaculada apesar de Pasadena?

Dilma a imaculada apesar de “comandar”, ou se quiserem “xeretar”, continuamente o setor de energia, incluso nele, é claro, a Petrobras, portanto o outrora petróleo é nosso, por todo o governo, ou desgoverno como demonstram os fatos, petista?

Imaculada pela ausência de indícios de fluxos de numerários para contas particulares ou de familiares?

Mas, proveito próprio, restringe-se tão somente à apropriação de numerários, ou bens? Ou compreende omissões, cumplicidades, para manter-se em evidência, em relação à organização despudoradamente criminosa, como leva a crer o caminhar das investigações?

Sem esta confessada placitude paquidérmica, com os tais “malfeitos”, teria galgado a condição de favorita do rei?

O que diria Brizola sobre este romanceiro canhestro? Fingiria ser crédulo como os “neotrancredos” cinicamente se portam?

Dilma é apenas a desengonçada, inepta, inoperante, desprovida de neurônios ativos, como pregam a toda hora?

Como dizia no título, apenas digressões amenas!

Com a palavra os que produzem as pautas neste país, já que Brizola não parece ser referência aos que buscam interpretar fatos obscuros sob a ótica da beatitude

Dilma é santa?


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 8:55 #

Reflexões sobre alhos e bugalhos

A força-tarefa, na LAVA JATO, caminha, até o momento, sem percalços, causando espécie pela forma técnica com que se livra de ataques da tal malfadada morosidade.

De outro lado, o MP paulista arrasta-se no caso Bancoop desde mil novecentos e nada.

Eis que, içados novamente ao noticiário, pelas declarações da “jararaca”, buscam agora, via atalhos, competir por manchetes com a competente força tarefa de Curitiba.

Que estes arroubos não militem em favor da jararaca raivosa.


luis augusto on 11 Março, 2016 at 9:10 #

Concordo com você, Fontana. Já escrevi diversas vezes que Pasadena não tem explicação para ela nem para o conselheiro Wagner, que diz não ter lido os relatórios. Apenas estou dando à presidente uma espécie de benefício da dúvida, mas prenhe de desconfiança. É do estilo. Abraços.


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 9:31 #

Pois é, o tal benefício da dúvida, belo instituto, especialmente em seu devido habitat, ou seja, no universo processual penal, afinal o Estado deve ser contido. Regras devem ser obedecidas. Não se questiona isto.

A pergunta contudo é diversa.

Dilma é santa?

Não é de estilo, mas merece o amém!

Ou não?


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 9:40 #

Vamos piorar o quadro?

Entreouvido no Planalto:

– tá com medo, tá?
– tadinho, como diz Josias de Souza é morofobia!
– liga não, mamãe te acode, vem pro ministério!
– é mamãe sim, sou do PAC, porque não da minha jararacazinha?
– poderes de presidenta, existem para servir amigos em apuros!
– vem pro colinho, vem!

Assim caminha a santidade!!!


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 9:43 #

Canção para ninar jararaca:

Quem tem medo do Moro mal, Moro mal, Moro mal?
Eu não tenho e te socorro, te socorro, te socorro!
Te faço ministro agora, agora, agora!

Quem tem medo do Moro mal, Moro mal, Moro mal?


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 10:52 #

Se o caso são sinais, signos e significados, símbolos e semiologia…

Vejamos:

Lula, o criador de postes, declara, em alto e bom som, ser uma jararaca pisada no rabo, portanto irada e perigosa.

Ao telefone, orgulhosamente gravado e divulgado por uma deputada da base, em conversa com sua criatura, vocifera: eles (a força-tarefa, que enfie o processo no ****!!!

A dita criatura, balbucia em duas ou três ocasiões, na condição de presidente, que seu criador esta sendo perseguido. Por quem? Ora bolas, por três instituições de Estado., o MP, a PF e o Judiciário.

Não satisfeita, com toda a pompa e circunstância, afora o custo que se abate a nosostros, aboleta-se via avião, helicóptero, caros e batedores oficiais, em direção à residência do criador para prestar homenagens e solidariedade. Solidariedade a que? Simples, a sua condição de mero investigado sob indícios de corrupção entre outros crimes correlatos.

Agora, qual versão moderna de Maria Antonieta, oferece ao bufão um ministério, a ser por ele escolhido, seja lá qual for, com o único escopo de livrá-lo do tal Moro. Institucionaliza, assim a “morofobia” síndrome criada pelo genial Josias de Souza.

Note-se, a preguiça deste comentarista em reviver os fatos relativos ao saque havido no âmbito da Petrobras, enquanto esta senhora brincava de administradora eficiente e exemplar. A tal “gerentona”.

Deveremos, mesmo assim, estapeados diuturnamente por essas sandices, contermos nossas, agora certezas, em nome de um balbuciar politicamente correto?

Como diria VHS, responda quem souber!


Jader martins on 11 Março, 2016 at 11:48 #

luis augusto on 11 Março, 2016 at 15:11 #

Poeta, sobre sua pergunta quanto à santidade de sua excelência, não sei se você viu noticiário, hoje, dando conta de que está rolando grana alta nos processos de canonização do Vaticano?


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 15:59 #

Pois é, não basta ser milagroso, precisa ter a pretensão alicerçada em sólido fundo, os fiéis, hoje em dia, só formam rebanhos significativos se tangidos por sofisticados processos midiáticos.

Mas a minha dúvida, quanto à “santidade” de Madame, encontra resposta na simples leitura da crônica política, esta mesma crônica cada dia mais afeita aos embates de cunho policialesco.

Deixemos Francisco com suas vicissitudes históricas e universais. Lembremos, o marqueteiro de Dilma, hoje é presidiário, temporário, é verdade, mas devidamente trancafiado.

O que aumenta a dúvida sobre a “santidade” de Madame.

Ao mais, o PMDB volta ao centro da tragicomédia, dele depende ao que se noticia, a aceleração da inevitável passagem do bastão.

A nossa história mambembe, por triste e angustiado fado, eu disse fado, e não fardo, repete-se.


luiz alfredo motta fontana on 11 Março, 2016 at 16:41 #

Reportando a Millor Fernandes e sua genial máxima, “livre pensar é só pensar”.

Imaginemos:

O que aconteceria a Igreja se santos se recusassem a exercer seus santos ofícios?

Como ficariam as esperanças dos fiéis?

Migrariam, em massa, ordeiras ou não, para outras seitas e religiões?

Pois é, no mínimo teríamos um vazio teológico, com consequências seculares.

O que dizer da nossa frágil democracia, quando por inaptidão crônica, a presidente eleita, recusa-se a governar, deixando a nação a deriva, colecionando crises diuturnamente?

Decididamente, estamos nus e abandonados, tentando, olimpicamente, manter incólumes, estilos e trejeitos, mas todos, náufragos de si mesmos.

Ela recusa-se a governar, nosostros, finos e educados, recusamo-nos a expressar nossa cidadania, seria isto uma versão cabocla da desídia?


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2016 at 16:47 #

Rapaz, a cana tá brava:
TRF4 nega liberdade a João Santana e Mônica Moura;

Operação Zelotes (Carf): juiz condena o primeiro réu. Cana de quatro anos e três de prisão; e

Declarações por escrito de Lula não valem para defesa de Bumlai, diz juiz


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2016 at 16:48 #

Brava está a cana, e muito mais os sinais.


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2016 at 16:49 #

Correção; “Cana de quatro anos e três meses…”


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2016 at 17:22 #

“Dilma ainda pode prestar um inestimável serviço aos brasileiros”

Acho que o autor do texto tem muita razão. É uma coisa que está ao alcance da presidente. É só ela querer.

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/03/dilma-ainda-pode-prestar-prestar-um.html


luis augusto on 12 Março, 2016 at 8:42 #

Caro Taciano, seus excertos informativos são muito bons. Obrigado.


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