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Postado em 10-03-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 10-03-2016 00:39

OPINIÃO

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Salvar o Brasil é melhor do que sangue nas ruas

É preciso que o que resta de autoridades e assemelhados no Brasil se compenetre de suas responsabilidades perante mais de 200 milhões de pessoas e trabalhe, com dedicação e eficácia, em pelo menos dois campos.

O primeiro – e mais imediato – é desestimular o clima de confronto nas ruas que se está estabelecendo para domingo, para quando, há pelo menos um mês, estão programados protestos contra o governo como os que ocorreram, mais fortes ou menos fortes, em outras datas.

A marcação, para o mesmo dia, de manifestações em solidariedade ao ex-presidente Lula por sua condução coercitiva à Polícia Federal é uma reação descabida à legítima ação da Justiça e representa, na prática, um convite ao conflito e à desordem para mascarar uma realidade que está à vista de todos.

O segundo ponto, igualmente urgente e importante, é o diálogo amplo por uma solução inquestionavelmente institucional para os problemas políticos, econômicos e administrativos que vive o país, os quais podem resultar num quadro de instabilidade de graves consequências.

A inflação, o desemprego, a recessão não mais estão batendo à porta, mas se encontram comodamente instalados na sala de jantar, esperando a hora de tomar conta da casa toda. Para combatê-los, espera-se humildade do governo e que a oposição, também um exemplo de incompetência, entenda que não é hora para oportunismo vulgar.

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Comentários

Jader martins on 10 Março, 2016 at 7:58 #

Janio de Freitas na FSP:
O plano obscuro
10/03/2016

Em condições normais, ou em país que já se livrou do autoritarismo, haveria uma investigação para esclarecer o que o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato intentavam de fato, quando mandaram recolher o ex-presidente Lula e o levaram para o Aeroporto de Congonhas. E apurar o que de fato se passou aí, entre a Aeronáutica, que zela por aquela área de segurança, e o contingente de policiais superarmados que pretenderam assenhorear-se de parte das instalações.

Mas quem poderia fazer uma investigação isenta? A Polícia Federal investigando a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República investigando procuradores da Lava Jato por ela designados?

É certo que não esteve distante uma reação da Aeronáutica, se os legionários da Lava Jato não contivessem seu ímpeto. Que ordens de Moro levavam? Um cameramen teve a boa ideia, depois do que viu e de algo que ouviu, de fotografar um jato estacionado, porta aberta, com um carro da PF ao lado, ambos bem próximos da sala de embarque VIP transformada em seção de interrogatório.

É compreensível, portanto, a proliferação das versões de que o Plano Moro era levar Lula preso para Curitiba. O que foi evitado, ou pela Aeronáutica, à falta de um mandado de prisão e contrária ao uso de dependências suas para tal operação; ou foi sustado por uma ordem curitibana de recuo, à vista dos tumultos de protesto logo iniciados em Congonhas mesmo, em São Bernardo, em São Paulo, no Rio, em Salvador. As versões variam, mas a convicção e os indícios do propósito frustrado não se alteram.

O grau de confiabilidade das informações prestadas a respeito da Operação Bandeirantes, perdão, operação 24 da Lava Jato, pôde ser constatado já no decorrer das ações. Nesse mesmo tempo, uma entrevista coletiva reunia, alegadamente para explicar os fatos, o procurador Carlos Eduardo dos Santos Lima e o delegado Igor de Paula, além de outros. (Operação Bandeirantes, ora veja, de onde me veio esta lembrança extemporânea da ditadura?)

Uma pergunta era inevitável. Quando os policiais chegaram à casa de Lula às 6h, repórteres já os esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto, repórteres os antecederam. “Houve vazamento?” O procurador, sempre prestativo para dizer qualquer coisa, fez uma confirmação enfática: “Vamos investigar esse vazamento agora!”. Acreditamos, sim. E até colaboramos: só a cúpula da Lava Jato sabia dos dois destinos, logo, como sabe também o procurador, foi dali que saiu a informação –pela qual os jornalistas agradecem. Saiu dali como todas as outras, para exibição posterior do show de humilhações. E por isso, como os outros, mais esse vazamento não será apurado, porque é feito com origem conhecida e finalidade desejada pela Lava Jato.

A informação de que Lula dava um depoimento, naquela mesma hora, foi intercalada por uma contribuição, veloz e não pedida, do delegado Igor Romário de Paula: “Espontâneo!”. Não era verdade e o delegado sabia. Mas não resistiu.

Figura inabalável, este expoente policial da Lava Jato. Difundiu insultos a Lula e a Dilma pelas redes de internet, durante a campanha eleitoral. Nada aconteceu. Dedicou-se a exaltar Aécio, também pela rede. Nada lhe aconteceu. Foi um dos envolvidos quando Alberto Youssef, já prisioneiro da Lava Jato, descobriu um gravador clandestino em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Nada aconteceu, embora todos os policiais ali lotados devessem ser afastados de lá. E os envolvidos, afastados da própria PF.

Se descobrir por que a inoportuna lembrança do nome Operação Bandeirantes, e for útil, digo mais tarde.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 Março, 2016 at 9:22 #

Triste é esperar seriedade, sensatez, dessa ‘oposição’ e também da ‘situação’ que temos. Duas coisas semelhantes, quase iguais. Desprovidas de tudo que posa haver de bom para o Brasil e o Povo.

Brigam apenas pelo butim.


Jader martins on 10 Março, 2016 at 9:48 #

https://www.washingtonpost.com/world/the_americas/brazils-new-hero-is-a-nerdy-judge-who-is-tough-on-official-corruption/2015/12/23/54287604-7bf1-11e5-bfb6-65300a5ff562_story.html

Moro has said he learned from foreign corruption investigations, such as Italy’s “Clean Hands” case of the 1990s, which exposed kickbacks in state contracts. His approach also may have been influenced by his exposure to the U.S. legal process, friends say. In 1998, Moro and Gisele Lemke, a fellow federal judge, spent a month in a special program at the Harvard Law School. In 2007, Moro participated in a three-week course for potential leaders sponsored by the U.S. Department of State. Zuculotto said Moro admires the rigor and efficiency of the U.S. justice system


luis augusto on 10 Março, 2016 at 9:54 #

What?


Taciano Lemos de Carvalho on 10 Março, 2016 at 9:55 #

Cuma?


luiz alfredo motta fontana on 10 Março, 2016 at 9:56 #

Movimentos renanianos!

Poderia até ser bolero, dois prá lá, dois pra cá, poderia ser tango, mas Dilma, a cintura dura, não sabe dançar, poderia então…

Acreditem, é o Coco Alagoano, na sua variação mais vigorosa, o tropel, Renan puxa o enredo.

– É coco, é coco, é alagoas em debandada
– adeus Dilminha, adeus
– Temer está esperando a faixa

É o que dá, café com Lula, frio e requentado, jantar com Tasso à luz de velas!

Lula poderá ainda fretar duas kombis para transportar o tal exercito de Stédile, movido a sanduíche? Há quem tema, e temer é outro significado de Temer.

– Mas é coco, é coco alagoano!

Já nas capitais, a procissão promete ser grande, 13 terá outros significados.

Peirce, Saussere, Eco, terão seus discípulos ocupados com as nuances, sentieremos falta de Oswald de Andrade, com ele ao menos, Lula atearia fogo às vestes.

Ionesco, Arrabal, Ibsen, poderiam retratar os últimos dias de Dilma, a “mulher sapiens”, ou de como o dilmês assassinou os exegetas.

Mas…

– É coco, é coco alagoano!


Daniel on 10 Março, 2016 at 10:04 #

Acho pitoresco quando ouço algo do tipo “a oposição, também um exemplo de incompetência, entenda que não é hora para oportunismo vulgar.”.

Ora, se a oposição pode ser acusada de alguma coisa, certamente é de falta de pulso. Não a toa todos os entendidos afirmam que o PT passou 13 anos no poder praticamente sem oposição, remando em mar sereno e atiçada apenas pelo chamado “fogo amigo”.

Aliás, à época do escândalo de Collor, ouvia- se falar em “oposição golpista” ou “sedenta pelo poder”?


Taciano Lemos de Carvalho on 10 Março, 2016 at 10:35 #

O curso que Moro teria feito seria mesmo outra versão do curso de imersão que Lula Participou no início da década de 70 na Johns Hopkins University, no Estados Unidos? Cursos patrocinados pelo Departamento de Estado, pela AFL-CIO (central de direita de trabalhadores e ponta de lança de ações da CIA pelo mundo), pelas Fundações Ford e Rockefeller?

Chamado Curso de Imersão para Líderes Emergentes na América Latina, tinha o objetivo de fazer a cabeça (por isso, apropriadamente chamado de imersão) de futuros líderes. No caso de Lula, deu certo. Isso não há como contestar. Agora ele, Lula, já nem fala que se zangava quando o qualificavam como de esquerda. Recentemente se declarou “um liberal”. E toma liberal nisso!


Jader martins on 10 Março, 2016 at 11:31 #

Luís Fernando Veríssimo, no Estadão

Ninguém está acima da lei” foi o refrão que acompanhou a ida do Lula, à força, para depor na semana passada. Perfeito. Numa República democrática ninguém deve se considerar acima da lei, nem ex-presidentes. Mas faltou um adendo: “Nem juízes”.

A condução coercitiva determinada pelo Moro foi, mais do que um circo desnecessário, uma ilegalidade. Pela lei, a condução coercitiva é usada quando uma intimação não é atendida. Não foi o caso do Lula, que já havia prestado depoimento três vezes sem necessidade da força. Se uma ação policial é descabida e fora da lei e mesmo assim é realizada, e com estardalhaço, resta especular sobre o que motivou a ação e o estardalhaço. Foi só para humilhar o Lula? Foi uma deliberada demonstração de força, tão compulsiva que se fez mesmo em desafio à sua evidente ilegalidade e sua previsível repercussão?

É difícil acreditar que a Polícia Federal não tivesse outro canto de São Paulo para ouvir o Lula a não ser o Aeroporto de Congonhas, com sua implícita pequena distância, de avião, de Curitiba e da prisão, se a polícia assim quisesse. E, no fim, ainda tivemos a espantosa declaração do Moro de que o método e o local em que Lula havia prestado depoimento tinham sido escolhidos para proteger o ex-presidente.

Ninguém está imune a ela, de acordo, mas a biografia de alguém deveria valer alguma coisa ao se avaliar sua posição, acima ou abaixo da lei. Para ficar só nos ex-presidentes: o Fernando Henrique Cardoso, pelo seu histórico de intelectual engajado e homem público – não importa o que você pensa do governo dele – não merece ver sua vida privada transformada numa novela das 9 e ter que dar explicações sobre um assunto que é só da conta dele e da família dele. Da mesma forma, o Lula, pelo sua história, pelo que ele representa, deveria ter outras considerações além da pequena regalia de não precisar usar algemas. Ou talvez a intenção do carnaval fosse essa mesmo, a de mostrar para essa gentinha metida a grande coisa que só porque foi presidente, o ex-torneiro mecânico que idolatram, com sua adega de vinhos caros e os pedalinhos pras crianças, mereça algum respeito.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 Março, 2016 at 11:32 #

Lula provou o que disse antes: é uma metamorfose ambulante, sim

Estava aqui matutando! O Lula é que fala a verdade. Disse uma vez que era uma metamorfose ambulante. Agora prova que é. De sapo barbudo virou jararaca. E isso de uma hora pra outra. Bastou para isso a PF e o Ministério Público quererem descobrir qual era o verdadeiro pulo do sapo.

Vai agora rastejar.


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