SALVE ELAS!!! TODAS ELAS (OU QUASE) NO SEU DIA DE CELEBRAÇÃO.

BOA TARDE!!!

Regina: obrigado por corrigir a minha desatenção. Postei o vídeo de Nana mais cedo e precisei desligar o PC. Só agora vi que o vídeo não tinha entrado. Aproveito para desejar um dia especial a você, Gabee e Cloe.Mulheres especiais para mim.

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Moro: “Como se fossem vítimas de uma perseguição universal”

Na sentença de hoje, Sergio Moro critica a chicana dos advogados da Odebrecht:

“Ao invés de esclarecerem as contas, preocuparam­-se em apresentar diversos requerimentos probatórios sobre questões laterais e sem a mínima importância, destinados a postergar o julgamento ou propiciar futuras alegações de cerceamento de defesa, ou a atacar as investigações e a persecução, como se fossem vítimas de uma perseguição universal e não de uma ação penal fundada, desde o início, na prova material do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht aos agentes da Petrobras.

O que ocorre neste caso e, infelizmente em alguns outros no âmbito da assim denominada Operação Lavajato, é, com todo o respeito, certo abuso do direito de defesa.

No processo ou fora dele, em manifestos ou entrevistas a jornais, reclamam da condução do processo, imaginando uma fantasiosa perseguição aos seus clientes, sem, porém, refutar as provas apresentadas pela Acusação, e não só as declarações do colaboradores, mas a prova documental categórica do pagamento da propina no exterior.

Trata­-se de um efeito colateral negativo do modelo processual adversarial, no qual a parte não raramente exacerba a defesa de seus interesses em detrimento da Justiça, formulando requerimentos ou promovendo discussões que, ao invés de buscarem elucidar o caso, têm por objetivo obscurecê-­lo ou atrasar a sua resolução.”

mar
08
Posted on 08-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-03-2016

DEU NO G1/O GLOBO

A Justiça Federal condenou nesta terça-feira (8) o empresário Marcelo Odebrecht a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes envolvendo o esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Operação Lava Jato. O dono da maior empreiteira do país foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Esta é a primeira condenação de Marcelo Odebrecht.

Os executivos Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, bem como os ex-diretores da estatal Renato Duque, Pedro José Barusco Filho, Paulo Roberto Costa também foram condenados na mesma ação penal.

Também foi considerado culpado o doleiro Alberto Youssef. No entanto, como ele tem outras condenações, o juiz deixa de aplicar as penas devido ao acordo de delação premiada, que prevê, no máximo, 15 anos de prisão.

Marcelo Odebrecht e outros executivos da empresa foram presos em junho de 2015 em meio à 14ª fase da Lava Jato. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Odebrecht, ao lado de outras empreiteiras brasileiras, fraudaram licitações da Petrobras para a contratação de grandes obras como as da Repar, RNEST e Comperj.

mar
08


Campos dos Goytacazes (e Gabeira) na hora do café

Maria Aparecida Torneros

Acordo às 8 e preparo um simples café da manhã. Ligo a TV onde o Gabeira mostra o Norte fluminense. Aparecem tomadas com entrevistas sobre a crise daquela região. A redução de receita pós boom do petróleo além da nostalgia da época áurea da riqueza colonial mantida pelo ciclo da cana de açúcar.

Tenho carinho especial por Campos dos Goytacazes. Aprendi ainda menina a gostar dali pois meu pai representava um fazendeiro de lá que mantinha escritório no Rio para acompanhar os processos do DNOS que cuidava das dragagens onde o velho Chico Pinto dos olhos azuis mantinha seus negócios e papai o assessorava. Quando o Coronel campista vinha na capital Niterói , papai ia presrar-lhe contas das atividades e era comum voltar para casa com presentes saborosos. Goiabada cascao e o inesquecivel doce chuvisco feito de ovos. Nos Natais vinham os perus. O fazendeiro mandava o caminhão com eles vivos.

Papai providenciava o abatedouro, a limpeza e embalagem das aves e sua distribuição aos funcionários da autarquia e outros varios amigos do fazendeiro que figuravam na lista dos perus. O telefone de casa não parava. Todos queriam o seu. E papai se desdobrava para atender com o famoso e tradicional presentinho para a ceia de Natal. Eram os anos 60, 70 e início de 80.

Acompanhei meu pai em algumas viagens àquela cidade. Meu irmão ajudava nas idas ao abatedouro e na entrega aos premiados.

Anos depois, trabalhando para o Governo do Estado, comecei a visitar Campos regularmente. Na Saúde primeiro e depois na SERLA em trabalho de Rios e Lagoas.
Nessa fase conheci Cristina Márcia e ganhei uma irmã campista. Ela me trouxe a mãe Zezé com suas broas de milho e uma plêiade de amigas como Helô Cordeiro, Carol e outras.
Daí fui conhecer Atafona e o delta do Paraíba do Sul. Acompanhei o enriquecimento com o petróleo chegando a ver o inicio das obras do Porto de Açu. Passei a observar que se abriam cursos de mandarim visando a troca co os chineses que viriam para as trocas comerciais.
Gabeira mostra que tudo parou.

Um impasse que a crise trouxe. A prefeita Rosinha Garotinho tenta governar Campos cortando gastos.

O povo da região se adapta ao novo quadro. Os municípios vizinhos também
Mordo meu pão com mortadela. Recordo o gosto da broa de milho da d. Zezé. Quero revisitar minha família de Campos. Acho que não vou por lá há mais de 5 anos. Saudades dos passeios pela cidade. Saudades do peixe bijupira que Helo faz com banana da terra. Saudades da cantoria com Cris nos bares na noite. Saudades do meu pai cuidando das coisas do Chico Pinto como se cuidasse de um pai. Saudades das feiras agropecuárias onde trabalhava em estand do governo estadual e até das viagens de barco pela Lagoa Feia com técnicos da SERLA.

De repente Gabeira finaliza o programa sem resposta para o futuro do Norte fluminense.
Termino meu café com gosto de goiabada na memória. Penso na cana de açúcar. Sua pujante economia. No petróleo e sua viscosa lucratividade. No Rio Paraíba do Sul e a embocadura no mar quase abandonado ou até ameaçado pelas obras paradas do Porto de Açu.
Repentinamente, lembro de um encontro de jornalistas no Sesc da praia nos anos 80. Havia promessa de futuro.

Meu café tem sabor de esperança apesar dos pesares. Terra com chuvisco é terra de índios guerreiros. História de um Brasil a ser redescoberto.
Resolvo que não vou demorar muito a voltar lá.
Minha mana me espera e a crise é nada diante da força daquela gente agricultora amante da terra que dará a volta por cima com certeza.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. É editora do Blog da Mulher Necessária

No BP, para animar a sua noite até chegar a terça-feira , Frank Sinatra, Dean Martin & Sammy Davis Jr (The Rat Pack)!!!

BOM DIA!!!

( Gilson Nogueira)

DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

A noite do morto-vivo

Entre os mitos que estamos acostumados a ver erigidos da noite para o dia em torno de Lula está o de que sua condução coercitiva para depor à Polícia Federal na Operação Lava-Jato provocou “manifestações populares” em seu apoio, a ponto de pôr em risco a segurança pública pelos conflitos com grupos e pessoas a ele contrários.

Muitos analistas, articulistas e colunistas dedicados ao trato do quadro político apressaram-se a interpretações de pretensão histórica, pelas quais o país estaria à beira de uma quase guerra civil apenas em razão de procedente inquirição de um cidadão comum por suspeita de crime.

Como se trata de um ex-presidente, a comparação é natural com duas outras situações que o Brasil já viveu. A primeira, em 1954, após o suicídio de Getúlio Vargas, acossado, de fato, e injustamente, como hoje sabemos, pela mídia da época.

A população saiu às ruas e depredou redações da imprensa antigetulista. Caminhões que distribuíam os jornais foram virados pelo povo enfurecido. A embaixada dos Estados Unidos, identificada como foco da pressão sobre o presidente, foi igualmente atacada.

Em 1976, o quadro era diferente. Cassado 12 anos antes pelo regime militar, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, recluso em sua fazenda, parecia uma vaga lembrança, até os jornais estavam esquecidos dele.

Morto em acidente na Via Dutra até hoje cercado de mistério, seu velório, na catedral de Brasília, foi uma comoção. A multidão tomou o caixão nas mãos e o conduziu por quatro horas até o Campo da Esperança, no que era um desafio ao silêncio político imposto pela ditadura.

Lula está biologicamente vivo, e que assim seja por muitos anos que virão. Mas politicamente morreu e não quer saber. Seu cortejo é artificial e pequeno, de sindicalistas de falsas bandeiras, leões-de-chácara e apaniguados do poder público. É outro tipo de noite que estamos vendo a terminar.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A conversa fiada (e perigosa) de Dilma

Os jornais informam que Dilma Rousseff está preocupada com prováveis “confrontos” no domingo 13, entre manifestantes pró e contra o PT.

Conversa fiada.

O protesto do dia 13 já estava marcado havia meses pelos movimentos que querem o impeachment. Foi Lula e o PT que animaram a convocação de uma manifestação contrária no mesmo dia.

E Dilma só colocou lenha na fogueira ao visitar seu padrinho e tirar fotos ao lado dele acenando da varanda da cobertura conjugada de São Bernardo do Campo.


DO EL PAÍS

Gil Alessi

De São Paulo

A presidente Dilma Rousseff não é oficialmente investigada ainda pela Lava Jato, que não encontrou nenhum indício contra ela nestes últimos dois anos de investigação. Mas se do ponto de vista legal a petista ainda não respira por aparelhos, a situação política do Governo, que atravessa grave crise política, é a cada dia mais delicada. Além de um Congresso arredio, cada nova fase da operação que investiga a corrupção na Petrobras tem sido um tiro a mais em direção ao Planalto. Nas últimas semanas foram ao menos três duros golpes contra a petista desferidos pelas canetas do juiz federal Sérgio Moro e de sua força-tarefa. Primeiro com a prisão preventiva do marqueteiro da mandatária, João Santana. Depois o vazamento da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral, que implicaria Dilma e ameaça sacudir o Governo. Mas foi a última etapa da investigação, realizada em 4 de março, a mais dolorosa para Dilma, com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor.

Com cacife político cada vez mais reduzido, a presidente tem investido na defesa do seu Governo e do ex-presidente Lula e começa a questionar abertamente as ações do juiz Sergio Moro. Nesta segunda-feira, ela voltou a defender o ex-presidente, coisa que ela já havia feito na sexta-feira e no sábado. A presidenta disse que não faz sentido “conduzir [Lula] sob vara, se ele jamais se recusou a ir”, referindo-se à condução coercitiva que levou Lula a depor na Polícia Federal. “Nunca o presidente Lula, justiça seja feita, nunca se julgou melhor do que ninguém (…) sempre aceitou, convidado para prestar esclarecimento, sempre foi”, afirmou a mandatária durante evento de entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. A petista também aproveitou a ocasião para criticar a oposição, que segundo ela ainda está inconformada com a derrota no pleito de 2014: “O Brasil está passando por um momento de dificuldades. Uma parte desse momento de dificuldades é devido também à sistemática crise política que [a oposição] provoca no país”.

A expectativa de que a oposição volte com carga total na defesa do afastamento da mandatária, e a possibilidade de que novos delatores citem irregularidades na campanha da presidenta em 2014, limitam ainda mais o oxigênio que mantém o Governo de pé. No campo jurídico, ela enfrenta processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral, e Moro tem trabalhado com a corte repassando informações sobre propinas pagas para a campanha da presidenta. Em despacho para o TSE, o magistrado disse que está “comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas”. Ao menos quatro pedidos de cassação protocolados pelo PSDB tramitam no tribunal.

Nesta segunda o Supremo Tribunal Federal publicou um acórdão com o rito a ser seguido para o impeachment de Dilma na Câmara, o que, ao menos em teoria, coloca seu mandato nas mãos de seu maior inimigo, Eduardo Cunha, que é réu no STF por seu envolvimento na Lava Jato.

Por ironia do destino, embora o ambiente político esteja cada dia mais tóxico para ela, legalmente não há nenhum indício contra Dilma investigado pela força-tarefa. Em entrevista coletiva logo após a deflagração da nova etapa da operação na sexta-feira passada, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que “não há nenhum dado ou indício de participação da Dilma [no esquema de corrupção da Petrobras] sendo investigado pela Lava Jato em Curitiba”. De acordo com ele, “se aparecer algo aqui, como ela tem foro [privilegiado] será remetido ao procurador-geral da Republica Rodrigo Janot”.

No ano passado Janot já havia anunciado que as citações à presidenta feitas por ao menos quatro delatores do esquema de corrupção não seriam investigadas, tendo em vista que são referentes a eventuais irregularidades cometidas no mandato anterior. É o caso do depoimento de 11 executivos da Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, que afirmaram no início da semana passada que a construtora pagou despesas da campanha eleitoral de Dilma em 2010. Estes pagamentos ilícitos que somariam mais de 5 milhões de reais foram feitos com a utilização de contratos fictícios de prestação de serviço envolvendo uma agência de comunicação, a Pepper.

Mas existem rumores de que executivos da Andrade Gutierrez cogitem falar sobre pagamentos irregulares feitos para a reeleição da presidenta em 2014, o que, caso seja provado, poderia ser desastroso para a mandatária. E existe a possibilidade de que Marcelo Odebrecht, preso desde junho do ano passado, também escolha contar o que sabe. Apesar de ter criticado delatores, a nova resolução do Supremo Tribunal Federal que obriga condenados em segunda instância a começar a cumprir pena antes do último recurso, coloca o empreiteiro sob pressão: até o momento Moro condenou 75% dos réus da Lava Jato.

Também não se sabe em que medida a suposta delação de Delcídio do Amaral pode desequilibrar a balança contra o Governo, e colocar a presidenta na mira da Lava Jato: até o momento o parlamentar e seus advogados negaram conhecer o conteúdo apresentado pela revista IstoÉ. Mas essa tem sido uma prática comum quando o conteúdo dos depoimentos de colaboradores da Justiça vaza. Para garantir os benefícios do acordo, até que as autoridades homologuem o conteúdo do acerto os investigados evitam comentar os fatos apresentados.\A agência de risco Eurasia, geralmente comedida em suas análises do cenário político brasileiro – na sexta-feira elevou para 50% a chance de Dilma não terminar o mandato.

Outro ponto que pode dificultar ainda mais a vida de Dilma são os protestos pró-impeachment convocados para o dia 13 deste mês. Na avaliação do Planalto, caso os atos atraiam multidões para as ruas, como ocorreu em uma série de atos em março de 2015 que contaram com a participação de centenas de milhares de pessoas, a tendência é que o afastamento da presidenta volte com toda a força à pauta do Congresso.

Mas não é apenas a direita que promete ir às ruas contra o Governo. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto divulgou nesta segunda um manifesto no qual promete “intensificar suas ações nos próximos meses (…) em todo o país e de grandes mobilizações contra os ataques aos direitos sociais promovidos pelo Governo Dilma”. O Movimento critica “iniciativas como a reforma da Previdência, a reforma fiscal, o acordo com o PSDB em relação ao pré-sal e a lei antiterrorismo”, e afirma que o atual Governo “parece não ter mais limites na entrega de direitos sociais”. O calvário de Dilma continua em 2016.

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