mar
06
Postado em 06-03-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-03-2016 00:22

OPINIÃO

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Indiciamento de Lula está a caminho

Baixada a poeira 24 horas depois da “condução coercitiva” de Lula à Polícia Federal, é possível ao observador prever aquilo que o promotor Carlos Fernando de Souza Lima estava impedido, por dever de ofício, de antecipar: aproxima-se o dia em que o ex-presidente passará de investigado a indiciado na Operação Lava-Jato, com grande chance de prisão preventiva e condenação.

As relações espúrias de cinco empreiteiras envolvidas na investigação com a empresa e o instituto mantidos por Lula, claramente demonstradas pela análise fiscal do quadro, e sua extensão a empresas das quais são sócios dois filhos do ex-presidente, foram respondidas como sempre: com bravatas, dissimulação e manifestações encomendadas.

Em geral, os acusados injustamente buscam, até em desespero, uma forma de comunicar seu drama à sociedade. Lula, não. Além de não tocar no mérito das denúncias contra ele, convidou a imprensa a uma entrevista após ser liberado, mas não permitiu que nenhuma pergunta lhe fosse feita. Sabia que, talvez, não resistisse à primeira.

Instituições unidas contra o crime de cúpula

Ante a fama nacional de país da impunidade, é natural a incredulidade brasileira quanto à consumação da justiça. Entretanto, a marcha dos fatos – rigorosamente falando, desde a prisão de Marcelo Odebrecht – não deixa dúvida de que mesmo os maiores criminosos pagarão por seus atos. Nesse contexto, a intimação forçada a Lula funcionou como um ensaio.

Vê-se uma comunhão institucional ditada pela razão que ainda nos resta, pela consciência de que o Brasil entrará em breve numa era de convulsão de consequências imprevisíveis caso não seja freada a onda de gangsterismo que tomou conta das cúpulas do poder.

O Supremo Tribunal Federal, guardião-mor da Constituição, demonstra que não é mais aquela corte da acomodação e da protelação, com numerosas decisões que, exceto os casos de proteção a legítimos direitos individuais e de princípios, apontam para a célere responsabilização de poderosos.

Foi assim na época do mensalão e tem sido assim agora, por exemplo, nos pleitos referentes ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Não deverá ser diferente quando entrar na pauta o presidente do Senado, Renan Calheiros. Ambos, inaceitáveis num Brasil que se pretende purgado.

Tiro no coração exige dignidade

Do “exército do Stédile” ao fim por ele próprio decretado do “Lulinha paz e amor”, o ex-presidente mostra o vazio de sua argumentação e restringe-se a uma realidade que não existe mais, na qual ele defendia os pobres despossuídos contra os malignos representantes “das elite”.

Na “entrevista” de ontem na sede do PT, em São Paulo, Lula fez a incitação ao ódio com sua luta de classes de tartufo, uma verdadeira sugestão ao conflito. “Vão ter que me enfrentar nas ruas deste país”, anunciou, antes de proclamar-se “jararaca”, certamente prenhe de veneno.

Não falou dos favores recebidos de empresários, do enriquecimento da família e do uso discricionário dos poderes do governo, dos quais é acusado. Preferiu atribuir tudo ao revanchismo eleitoral.

Na sua ótica impudica, as ações que se movem contra ele e o partido são produto de discriminação social, racismo – já que “negro não podia ser dentista ou engenheiro” –, preconceito contra as mulheres, no caso, a presidente Dilma, e até a motivação religiosa, pois “a internet soltou os demônios”.

Lula declarou-se “o maior presidente do século XXI”, e aí pode-se levar em conta que, pelo menos, desistiu de comparar-se a Getúlio Vargas, que na sua carta-testamento disse antes de dar um tiro no coração: “Aos que pensam que me derrotam, respondo com minha vitória”. A dignidade e a consciência de Lula não comportam o suicídio.

É muita liberdade…

Não deixou de ser notado por espectadores mais atentos o chega-pra-lá que Jaques Wagner deu em Juca Ferreira para ficar ao lado da presidente Dilma no pronunciamento de ontem. Realmente, onde já se viu ministro da Cultura querer tomar o lugar do da Casa Civil?

Be Sociable, Share!

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 9:10 #

“Iscrusivi sou primário!!!”

Quanta diferença, onde anda aquele “cara” que posava de realeza em jardim francês? Como foi confortável assistir Joaquim Barbosa, aquele que os crédulos promoveram a herói nacional, vociferando contra todos, menos contra ele!

O que mudou de lá pra cá?

Simples, Lula, agora, enfrenta o doce caminho da impessoalidade dos procedimentos penais. Cada dia um novo fosso, em cada fosso uma certeza, o tempo escoa e a consequente ação penal se aproxima.

Sem, bazófias e maus bofes, sem toga enfeitando mistificações.

O acerto inicial, dos tempos do mensalão, restou pueril, José Dirceu, posava de chefão, mas escapava da principal condenação de quadrilheiro. A mídia cuidava de eleger um novo herói, e Lula dormitava em doce instituto.

E agora?

Resta ao barão, nada assinalado, travestir-se de jararaca, confessar a peçonha, para, quem sabe, encantar viúvas, animar o exército de Stédile, tentando, em desespero, adiar o Juízo final.

Noticia a coluna Painel, Folha de São Paulo, que integrantes do governo e do PT buscam líderes mundiais para subscreverem um manifesto em favor do “namorado” de Rose, nomes como Pepe Mujica e Nicolas Sarkosy, será divertido acompanhar as tratativas. Haveriam razões “republicanas” para tal ato de desprendimento?

Lula está nu, em posição indecorosa, aliás, sempre esteve, só faltava o enquadramento.

Jararaca? Será?


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 9:23 #

Pois é, Luís Augusto…Nadinha de nada sobre a advertência de Marco Aurelio de Melo contra a condução coercitiva? Veja bem, uma coisa é punir, como manda a lei, os desmandos cometidos, mediante as provas existentes ou não. Não me cabe entrar no mérito. Outra coisa é atropelar a Constituição para fazer ” justiça”, atendendo aos clamores da massa, como o facismo fez em vários momentos da história. Ainda maus uma massa colérica como a que se vê hoje no Bradil. Porque a regra constitucional descumprida não atropela somente o adversário, mas tira salvaguardas importantes para todos. É como o dito popular: o pau que dá em Chico, dá em Francisco. Esse clima de euforia, esses elogios deslumbrados ‘a figura de um juiz, já é por si só, muito suspeito dessa busca doentia por salvadores da pátria, justiceiros etc. Hitler, Mussolini e Lampião, cada um a seu tempo, também fora muito populares.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 9:24 #

Correção: sexta linha, ainda mais.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 9:25 #

Correção: última linha, também foram.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 9:34 #

Aliás, como ensina Vitor Hugo Soares, editor deste blog, em respeito “a sua excelência o fato”, a advertência de Marco Aurélio de Melo, ministro do Supremo Tribunal Federal, a Sérgio Moro (e que advertência!), deveria ter sido noticiada em todos os espaços jornalísticos. Ao contrário, a maioria não o fez, e quem o fez, o fez timidamente, com raríssimas exceções.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 9:35 #

à sua excelência, corrigindo.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 9:56 #

Foram mais de uma centena de conduções coercitivas, o pau bateu em centenas de chicos e franciscos, com ou sem viúvas. Marco Aurélio andava distraído? Ou o normal virou incomodo? Compreende-se a confusão, a toga, por vezes, produz sombras, transforma meros becos em portais do inferno.

“Iscruvis primários!”


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 10:00 #

Por falar em pau de chico e francisco, triste é ser marqueteiro, nem uma visitinha da Madame!


luis augusto on 6 Março, 2016 at 10:05 #

A entidade do Ministério Público já respondeu a Marco Aurélio.

E eu, modestamente, acrescento: a condução coercitiva não exige intimação prévia. Para determiná-la, basta que o magistrado presuma que um eventual intimado não vá comparecer ao juízo. Não tem nada de inconstitucional nisso.


Taciano Lemos de Carvalho on 6 Março, 2016 at 10:05 #

Com essa coisa de Lula se considerar uma jararaca, eu lembrei da dupla Jararaca e Ratinho.

Se a PF e o MPF estiverem certos, e parecem que estão, acho que temos um ratinho. Ou ratão. Pelo tamanho dos furos nos queijos do reino, deve ser ratão.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 10:06 #

Caro Luís, mudando de pato para ganso, sem perder a jararaca de vista, tem notícia de como anda o mercado de marketeiros nesta campanha municipal?

Recomendações de Patinhas ainda são disputadas? Ou a discrição é a nova palavra de ordem?

Isto sim é recessão!


luis augusto on 6 Março, 2016 at 10:06 #

Valeu, Taciano. Vou aproveitar no Por Escrito.


luis augusto on 6 Março, 2016 at 10:11 #

Caro Fontana, não conheço isso de dentro, mas o que tenho ouvido falar é que o dinheiro tá curto, e mesmo quem o tem guardado não vai querer gastar ostensivamente.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 10:20 #

Sinal dos tempos, resta o som das matracas e o choro desafinado das carpideiras de plantão.

Ao mais, por pura questão semântica, pensando bem, “jararaca” não pode mesmo ser, eufemisticamente, conduzida coercitivamente, mas sim “sob vara”, como outrora assinalava o léxico costumeiro.

Compreende-se a repulsa em certos nichos.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 10:24 #

E por falar em chicos e franciscos, oportuna a nota de Lauro Jardim:
———————————–

Procuradores querem que Marcelo Odebrecht elucide contratos dos governos FH, Collor e Sarney
POR GUILHERME AMADO06/03/2016 10:00

Procuradores da Lava-Jato fizeram chegar a Marcelo Odebrecht que uma eventual delação premiada do ex-presidente da empreiteira teria que expor as relações do grupo não só com os governos Lula e Dilma.

Os investigadores também querem saber o que a Odebrecht tem a dizer sobre contratos dos governos Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney.

——————————-

Somos todos franciscos, exceção feita aos chicos, é claro! Ou seria o contrário?


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 10:35 #

Oh, Luís, Marco Aurélio de Melo deve estar a serviço do PT!
Triste Brasil! Como alternativa à crise da representação política apelou-se para a judicialização. O modus operandi de Pindorama, saudosa do absolutismo e da figura do rei permanece. Do pai dos pobres, dos salvadores da pátria para os justiceiros, os xerifes. Sassa Mutema em sua várias vestes. E a torcida ainda grita: muda Brasil! Prefiro o nosso Senhor do Bonfim.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 10:44 #

Ilações cada um faz a sua. Nunca trabalhei com Patinhas no marketing Político, senhor Fontana. Nem nunca usufrui benefícios de quem quer que seja em 30 anos de jornalismo político. Agora, o senhor goste ou não, Patinhas é um gênio.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 10:57 #

Gênio é qualidade possível sem caráter, não duvido então que lhe caiba tal epíteto.

Ilação? Com certeza nenhuma específica ou individualizada, falava sobre chicos e franciscos, em diálogo com Luís, sobre este singelo mercado de marketeiros, hoje envergonhado, é verdade.

Quanto ao gênio, talvez o carcere sirva de polimento. Que o Senhor do Bonfim se apiede, embora, ao que tudo indica, pareça ser cobrança, certa e inevitável, de Xangô.
Kaó!!!

Como diria o distraído barman:
– Cada qual com sua coercitiva!!!
Não é não?


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 11:06 #

Em tempo, até por respeito aos fatos, é necessário admitir-se, que a trama ora desvendada, nada tem de politica, o que por si só desculpa eventuais erros de análise, sobretudo dos ditos especialistas da nobre arte política. Trata-se, sem sombra de dúvidas, de um enredo policialesco, com personagens e torpezas de estilo.

“Incrusivis os primários!!”


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 11:07 #

Chicos e Franciscos, entreolham-se abespinhados!


Jader martins on 6 Março, 2016 at 11:21 #

Janio de Freitas
Isto foi
06/03/2016 02h00

Nos seus dois anos de ação que se completam neste março, o juiz, os procuradores e os policiais da Lava Jato vieram em crescendo incessante nos excessos de poder, mas o ambiente em que esbanjaram arbitrariedade não é mais o mesmo. O exagero de prepotência faz emergirem reações em ao menos três níveis.

O que se passou de quinta (3) para a sexta (4) passadas não foram ocorrências desconectadas. Foram fatos combinados para eclodirem todos de um dia para o outro, com preparação estonteante no primeiro e o festival de ações no segundo. O texto preparado na Lava Jato para entrega ao Supremo Tribunal Federal, como compromisso de delação de Delcídio do Amaral, está pronto desde dezembro. À espera de determinada ocasião.

Por que a intermediação para o momento especial foi da “IstoÉ”, desprezada pela Lava Jato nos dois anos de sua associação com “Veja” e “Época”? É que estas duas, na corrida para ver qual acusa e denuncia mais, costumam antecipar na internet os seus bombardeios. A Lava Jato desejava que a alegada delação de Delcídio só fosse divulgada na quinta-feira, véspera das ações planejadas. A primeira etapa funcionou sem falhas, até para “IstoÉ” lembrar-se de si mesma.

Ainda no começo da noite de quinta, Ricardo Boechat deu com precedência e correção, no Jornal da Band, a íntegra da nota em que Delcídio negou confirmação ao “conteúdo da reportagem de IstoÉ” e negou “reconhecer a autenticidade dos documentos acostados ao texto”. Mas a conduta comum aos jornais, TV e rádios foi tratar como verdadeira a alegada delação de Delcídio. Nos dois jornais mais relevantes, o desmentido só foi referido na 21ª linha das 31 sob a grande manchete (“O Globo”: “Embora o senador diga que não confirma a reportagem”, e muda o assunto). Nas 54 linhas sob a grande manchete na edição nacional da Folha, nenhuma referência ao desmentido, no entanto citado em parte com destaque no interior.

Situação curiosa: o Delcídio tratado como parlapatão, pelo que disse ao Cerveró filho, merece crédito absoluto quando incriminador de Dilma e Lula, e volta a ser declarante desprezível quando nega as incriminações. Uma oscilação que pode ser política ou ter qualquer outra origem, mas jornalística não é. Em tempo: o filho de Cerveró foi mandado para o exterior.

As ações da sexta-feira quase santa foram sintetizadas, não por acaso, no título do artigo, naquele dia mesmo, de um dos irmãos em fé de vários integrantes da Lava Jato: “Destituição de Dilma é missão cristã”. Do pastor evangélico Wilton Acosta, presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política. Adequado texto de fundo para a chegada da Polícia Federal à moradia de Lula, levando-o; e para as invasões do Instituto Lula e do sítio em Atibaia. Com base em razão assim exposta uma semana antes pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, ao falar da obra no sítio: “Eu desconfio” (de relação entre Lula e empreiteiras). Mas procurador e policial que desconfia não vão para os jornais. Vão trabalhar. Para esclarecer sua desconfiança e dar ao país informações decentes.

Em São Paulo, em São Bernardo, no Rio, em Salvador, pelo menos, houve amostras eloquentes de que os ânimos da militância dos mais sofridos está próximo do ponto de descontrole. Um aviso à Lava Jato de que sua “missão cristã” não pode continuar tão mais missão do que cristã. Em paralelo, o pronunciamento de Lula, revivendo o extraordinário mitingueiro, não apenas deixou pasmos os que esperavam vê-lo demolido, a ponto de que também a Globo transmitiu-o ao vivo. Calmo, desafiador, o pronunciamento abriu a única perspectiva conhecida de restauração do PT, com Lula em campo pelo país afora, e já enfrentando os que pretendem extinguir os dois.

O ministro Marco Aurélio de Mello, ele quase sempre, convocou diante das atitudes de Sergio Moro: “Precisamos colocar os pingos nos is. (…) Amanhã constroem um paredão na praça dos Três Poderes”. Apontava a ilegalidade da decisão de Moro referente a Lula, e foi forte: “paredão” remeteu ao “paredón” dos fuzilamentos nos primórdios da revolução cubana. Considera que Moro age por critério seu, não pelos da legislação. O resultado são “atos de força”. E “isso implica retrocesso, não avanço”. Marco Aurélio não falou só por falar.

A megaoperação resultou em mega-advertência à Lava Jato.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 11:26 #

Vitor Hugo, você que possui exemplar autografado, poderia fazer uma resenha sobre o livro de oAviso Goes sobre a Inveja. Urgente! É uma questão de utilidade pública. Adianto, como a popular Valeria Poposuda, que para a inveja só “beijinho no ombro”.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 11:26 #

Correção: Joaci Goes.


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 11:36 #

Excelente artigo do Jânio de Freitas, Jader. Ontem ä noite, Cláudio Leal enviou-me uma cópia e eu reproduzi um trecho no Facebook.


Jader martins on 6 Março, 2016 at 11:41 #

luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 11:59 #

E dando por findas as lamúrias, chicos e franciscos, pedem perdão pela ausência de argumentos. Tudo se resume na lhaneza do trato. Ou não?
“Incrusivis as primárias!!!”
Coercitivas ou não!


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 12:04 #

Caro Luís, era só um comentário sobre um certo “namorado” de Rose, seu exército, nada amável, eventuais conduções, em meio à confusão semântica.

Compreende-se o ruído. ´
E questão de repertório!


vitor on 6 Março, 2016 at 12:06 #

“Sob vara” é o jeito mais elegante e elevado do poeta de Marília (SP) falar da condução coercitiva, que tanta gente viu sem dizer nada antes do agente da Federal bater na porta do ex-presidente Lula, no ABC.

Na Faculdade de Direito da UFBA os professores eram mais contundentes e bem ao estilo soteropolitano ensinavam, a começar pelo meu grande mestre de Direito Penal, Thomas Bacelar, que dizia (e ainda diz), caprichando na dicção :”será conduzido debaixo de vara”.

Ainda há poucos dias, por telefone , com emoção, falei longamente com o professor Thomas (hoje um querido amigo, ex-presidente da OAB-BA quando a Ordem era a Ordem), que repetiu outra de suas frases preferidas nas aulas de Direito Penal: “Vivemos um tempo de homens moluscos. Se adaptam, na palma da mão do poder, a qualquer posição e formato que se pretenda obter”. Viva!


Rosane Santana on 6 Março, 2016 at 12:06 #

Pois é, é o que mais chove no Brasil de hoje: inveja, frustração, rancores e ódios travestido de rigores éticos! Sanatório geral.


luiz alfredo motta fontana on 6 Março, 2016 at 12:53 #

Caro Vitor, são tão “maleáveis” quanto a percepção dos que abdicaram da razão, repetem mantras, confundem-se em citações, produzindo desvios semânticos.

Por sorte, a novelinha policialesca caminha para o desfecho natural, Papuda, com direito a autógrafos tímidos em livro de visitas.

Nada como a impessoalidade processual.

“Incrusivis par aos primários!!!”


Jader martins on 6 Março, 2016 at 14:46 #

Taciano Lemos de Carvalho on 6 Março, 2016 at 15:37 #

A jiboia e a “jararaca”

Jiboia se enrola em fiação de poste em Santa Maria, uma das regiões administrativas de Brasília. O fato aconteceu neste domingo, 6 de março.

Enquanto a jiboia foi resgata pelos Bombeiros, uma “jararaca” se encontra toda enrolada nos fios desencapados da Operação Lava Jato, de um tríplex e de sítio no interior de São Paulo.


Taciano Lemos de Carvalho on 6 Março, 2016 at 15:44 #

Mestre Luís:
Esteja à vontade para usar o ratinho ou ratão.

Hoje, domingo, ao pedir uma moqueca de camarão num restaurante da orla de Salvador serviram como entrada deliciosos acarajés. Mas eu juro por todos os meus Orixás que eram apenas acarajés de se comer. Nenhum de colocar no bolso.


Jader martins on 6 Março, 2016 at 17:04 #

Tá hora da verdade . Com esta tentativa de GOLPE , a globo está sendo desmascarada !!!
http://jornalggn.com.br/noticia/globo-nos-invadimos-%E2%80%98sua%E2%80%99-praia


Taciano Lemos de Carvalho on 6 Março, 2016 at 18:06 #

Uai! A globo não é aquela antiga dona da Net TV?


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos