Amy: Oscar de Melhor Documentário

DEU NO G1/O GLOBO

‘Spotlight’, Di Caprio e Iñárritu são os grandes ganhadores da noite da festa do Oscar 2016.

Do G1, em São Paulo

A cerimônia do Oscar neste domingo (28) em Los Angeles foi uma noite de primeiras vezes. Ao menos para Leonardo DiCaprio, que levou a estatueta de Melhor Ator por “O Regresso”. No entanto, o melhor filme da noite foi “Spotlight: segredos revelados”.

Mas foi também uma cerimônia com um bicampeonato (o melhor diretor Alejandro G. Iñárritu) e um tricampeonato (o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki). Eles venceram por “O regresso”.

Mad Max: prêmios técnicos
Quando o assunto foi prêmios técnicos, não teve para ninguém. “Mad Max: Estrada da Fúria” levou seis prêmios desse tipo. Ficou com mixagem de som, edição de som, montagem, cabelo e maquiagem, design de produção e figurino.

Os outros atores premiados ganharam em sua primeira indicação. Brie Larson levou por “O quarto de Jack”. A sueca Alicia Vikander foi melhor atriz coadjuvante por “A garota dinamarquesa”. E Mark Rylance foi melhor coadjuvante por “Ponte dos Espiões”.

A animação brasileira perdeu o Oscar para “Divertida mente” e Lady Gaga perdeu o prêmio de canção original para Sam Smith.

A premiação foi comandada por Chris Rock. O apresentador aproveitou todo seu tempo com piadas mirando o racismo e o boicote ao Oscar proposto por algumas celebridades negras. Ele tratou o assunto com bastante sarcasmo e foi bem recebido pela plateia.

Brasil perdeu
“O menino e o mundo”, filme brasileiro que concorria como Melhor Animação, perdeu para “Divertida mente”.

Antes da cerimônia, o diretor Alê Abreu comemorou o fato de estar na premiação. “Estar aqui já é uma grande vitória. É uma grande vitória do Brasil. Sabe, um filme feito com tamanha liberdade de criação”, afirmou, no tapete vermelho.

“Estar aqui no meio dessa festa da indústria de Hollywood, competindo de igual para igual com esses filmes de US$ 300 milhões.”

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DO UOL/FOLHA

O documentário “Amy”, que conta a história da cantora Amy Winehouse, ganhou Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

Dirigido por Asif Kapadia (o mesmo cineasta que fez “Senna”, sobre o piloto de Fórmula 1), o documentário foi rejeitado pela família da cantora. O motivo é evidente: à exceção da avó, quase todos são retratados na produção como ausentes, imprudentes, oportunistas ou mercenários (caso de Mitch, pai da cantora).

Ao subir ao palco da premiação, Kapadia disse que quis mostrar ao mundo a verdadeira Amy, engraçada, inteligente, sensível.

O filme começa com Amy Winehouse brincando de personificar Marilyn Monroe (cantando para John Kennedy) no aniversário de 14 anos de Lauren Gilbert, em 1998, e termina com seu funeral estranhamente sóbrio, 13 anos depois. Ela morreu aos 27 anos, em 2011, após uma carreira meteórica de extremos, da aclamação crítica que lhe rendeu o Grammy e os cachês de US$ 1 milhão por show às dolorosas vaias em Belgrado, no auge da alienação.

Relação com o marido

O documentário identifica na sua relação com o ex-marido, Blake Fielder-Civil, o início do fim: foi ele quem a introduziu aos vícios da heroína e do crack, a partir de 2005, e também a convenceu de que todos estavam destinados ao fim clássico do romantismo: viver intensamente, morrer jovem.

O retrato de Blake traçado por Kapadia é até um pouco mais simpático do que o de Mitch Winehouse. Ele aparece como um malandrinho de pouca inteligência. “Vou amar você incondicionalmente, até o dia em que meu coração parar e eu cair morta”, disse Amy, sobre Fielder-Civil.

A família de Amy não gostou do resultado e definiu o filme como “desequilibrado” e “equivocado”. O pai da cantora, Mitch, chamou os produtores de “desgraças” e afirmou que deviam se envergonhar de si mesmos por ter concluído daquela forma. Não era para menos. Ele é mostrado perseguindo a própria filha com uma equipe de filmagem na Ilha de Santa Lúcia, onde ela ficaria 6 meses para tentar recuperar a saúde.

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