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27


João Santana e Mônica Moura: presos em Curitiba…


…e Ingemar, o garotos das incríveis
comparações em “Minha Vida de Cachorro”.

ARTIGO DA SEMANA

Lula, Santana, Mood’s: o Brasil na ladeira

Vitor Hugo Soares

Lá vem o Brasil descendo a ladeira. Evoco a memória e recolho retalhos da letra do sucesso musical dos Novos Baianos, nos anos 70. Autoria de Moraes Moreira (na época parceiro do jornalista chefe da redação da sucursal de O Globo na Bahia, João Santana, Patinhas, como está registrado no disco a autoria do “Forró do ABC”, outro sucesso naquele período). Vale a pena rever e anotar, pungente e criticamente, para não deixar que tudo escorra entre os dedos como areia nas mãos, sem lembrança nenhuma.

Comparo com o furdunço geral em andamento, na semana de dar calafrios, a saber: dos protestos indignados de milhões de brasileiros na Bahia e no País afora, durante os 10 intermináveis minutos de duração do programa eleitoral do PT na TV. O vôo de João Santana e de sua mulher e sócia Mônica Moura, entre o balneário de Punta Cana, na República Dominicana, onde o publicitário tocava mais uma campanha presidêncial, até a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde responde, perante o juiz Sérgio Moro, a graves suspeitas levantadas pela Lava Jato. Para completar, que desgraça não vem só, a retirada de dois pontos pela agencia de risco Mood’s, que lançam o Brasil, inapelável e vergonhosamente, no rol dos países sem credibilidade para novos investimentos.

Difícil pensar – e mais ainda acreditar – que o País tortuoso, trôpego e irreconhecível, que vemos e atravessamos nesta Quaresma anunciada de 2016, é o mesmo desenhado nos cantos ufanistas, nas pinturas suntuosas, caras, mas cegas de realidade e enganosas, da propaganda do partido no poder (com seus satélites de ocasião).

E dos governos seguidos que o representam há 13 anos – dois de Luís Inácio Lula da Silva e dois de Dilma Rousseff (este último mandato tão pífio e cambaleante que é difícil acreditar que se sustentará em pé até 2018. A conferir.

Fatos impensáveis até bem pouco tempo, repito, que se sucedem aos turbilhões, acompanhados de solavancos políticos, econômicos, jurídicos, policiais e sócio-sanitários (olha o mosquito do zica!) de dar calafrios, mal (ou bem?) comparando.

Em Salvador (de onde escrevo), antes propalada como a capital mais lulista e dilmista do País, soteropolitanos indignados batem panelas e caçarolas nos apartamentos, tocam buzinas dos carros a toda carga nas ruas, gritam e protestam com fúria impensável e espontânea, desde o primeiro segundo do horário político “gratuito” destinado ao PT, em rede nacional de TV e rádio.

Desta vez – em razão dos sérios apuros enfrentados por Santana – , “o comandante da propaganda do PT e do governo”, como anunciam William Bonner e Renata Vasconcelos nestes últimos dias, nas chamadas da principais manchete do Jornal Nacional – “sob nova direção; a cargo de Edson Barbosa, o Edinho”. Portanto, sem fugir à praxe, a mais recente produção da propaganda petista, na televisão, teve a batuta de outro bamba formado “na melhor escola de marqueteiros políticos da Bahia”, de larga e extensa tradição. Para o bem ou para o mal, é só comparar, porque esta é a linha principal deste artigo.

A fama marqueteira remonta – salvo engano que pode ser corrigido por outros jornalistas,especialistas e estudiosos do tema, mais e melhor informados – aos primeiros governos (municipal e estadual) de Antonio Carlos Magalhães, o ACM, no tempo da ditadura. Mas foi reforçada – e muito – no começo da redemocratização do país, com a memorável campanha que levaria o ex-exilado, chefe de gabinete do governo deposto de João Goulart,Waldir Pires, ao Palácio de Ondina. Como esquecer de Caetano Veloso interpretando “Amanhã”, de Guilherme Arantes, a cada abertura e término do programa de Waldir, no horário eleitoral na TV?

De volta a esta semana quaresmal, para não perder o prumo e gastar espaço em vão. E para não deixar de fazer, antes do ponto final, dois registros que julgo essenciais agora. Pela relevância exemplar do conteúdo de informação e opinião, no primeiro caso, e pelo tragicômico simbolismo do segundo.

Na área de comentários do site blog Bahia em Pauta, que edito há anos em Salvador, o jornalista Luís Augusto Gomes, editor do Por Escrito, escreveu sobre um texto de sua autoria, a propósito da prisão do marqueteiro baiano e o noticiário divergente entre dois pesos-pesados da imprensa brasileira (A Folha e o Globo):”Eu o conheci no meio baiano, fui por ele chefiado em O Globo. Poderia ter se contentado com menos”.

Na mosca!

Lembro, em seguida, do meu filme preferido de sempre: “Minha Vida de Cachorro”, cult dos anos 80 (com narrativa passada nos 60). E de uma das incríveis comparações do garoto Ingemar, personagem central da obra prima cinematográfica do diretor sueco Lasse Halstrom, que vive repetindo: “É preciso comparar”.

Ingemar recorda do campeão de saltos de motocicleta sobre plataformas. Ele alinhou 30 automóveis, lado a lado, decidido a conquistar o recorde, saltando sobre os obstáculos. Ganhou distância com a moto e voou tomando impulso na plataforma. Espatifou-se sobre o vigésimo nono veículo enfileirado. Ingemar conclui: “Se tivesse feito por menos, ainda estaria vivo.”

Nada mais a acrescentar.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta.E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Comentários

Chico Bruno on 27 Fevereiro, 2016 at 8:43 #

Brilhante texto que abriu em minha memória a lembrança que foi Domingos Leonelli, então na Propeg, quem turbinou o nome ACM, em campanhas memoráveis com o jingle de Batatinha: “A Bahia vai bem obrigado a você…


Taciano Lemos de Carvalho on 27 Fevereiro, 2016 at 9:00 #

“Se tivesse feito por menos, ainda estaria vivo.”

E Lula? Se tivesse feito por menos, ainda estaria nadando de braçada. E não nesse afoga e desafoga.


Mariana Soares on 27 Fevereiro, 2016 at 9:45 #

O problema, meu irmão, é que a usura dessa gente não tem limite…e a impáfia também…
Vida que segue…só que cada vez mais triste e sem esperança…
Seu texto? Irretocável, como sempre.


luiz alfredo motta fontana on 27 Fevereiro, 2016 at 9:48 #

-“Quem sois vós?”
-“Como ousas bater em meus umbrais?”

Pois é!
Vaca não reconhece bezerro, sanhaço jura ser pardal, cachorro mia e gato finge ser lebre!

Tempos irados!

O “namorado” de Rose parece ter contratado bufões ébrios, no lugar de advogados, a cada “explicação”, uma nova “expiação”.

Madame Dilma, no Chile, tem pesadelos, sonha estar engasgando com acarajés servidos por Edinho Silva, esta versão mal acabada de Exú Caveira.

Quanto ao que “fez demais”, o cheiro exalado, em varias redações, diz muito, resta aos “ora constrangidos”, o silêncio pesado, travestido de amarelo sorrir.

Caro VHS!

É hora de Rose cantar “Molambo”!

Tim Tim!!! (desta vez, pela crise, com rabo-de-galo)


Mariana Soares on 27 Fevereiro, 2016 at 9:59 #

“Nos barracos da cidade”, letra e música de Gilberto Gil, mostra direitinho os nossos dias…
“E o governador promete…só promete na eleição
Mas o sistema diz não
Os lucros são muito grande e ninguém quer abrir mão…
É mesmo uma pequena parte já seria a solução
Mas a usura dessa gente já virou um aleijão…
Gente estúpida!
Gente hipócrita”
É isso, infelizmente.


Mariana Soares on 27 Fevereiro, 2016 at 10:01 #

Se quiser ouvir, segue o link
http://youtu.be/neY8ecNazmA


Rosane Santana on 27 Fevereiro, 2016 at 11:21 #

As campanhas eleitorais em todo o mundo têm um custo milionário, desde que a TV se tornou um espaço de representação política importante, permitindo aos candidatos falarem diretamente aos eleitores, sem a intermediação das burocracias partidárias, como observou Bernard Manin. Num cenário onde a capacidade de comunicação do candidato é mais importante que os programas de governos, estes mesmos impossíveis de serem detalhados e fechados, num contexto de rápidas transformações e complexidades técnicas, a valorização dos profissionais que cuidam da imagem é uma constante. Neste particular, Castells observa que a dependência de recursos volumosos advindos de setores empresariais de grande porte tornou-se uma armadilha, levando os partidos – em todo o mundo – a recorrerem a meios ilícitos para o financiamento (caixa 2 etc). Nesse sentido, o historiador e sociólogo americano Perry Anderson, um dos maiores intelectuais do século XX, chamou a atenção para o fato de que, em 1994, a campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso tenha gasto 41 milhões de dólares para elegê-lo, enquanto os gastos da campanha de Bill Clinton, nos EUA, em 1996, tenham sido da ordem de 41 milhões de dólares. Ele observa que, comparados os PIB americano e brasileiro, a campanha de FHC teve gastos exorbitantes, especialmente quando analisada a renda per capita do brasileiro. Assim, observa-se que a questão das remunerações dos profissionais de marketing deve ser analisada fora da máxima medieva da usura, muito entranhada dos valores cristãos, que combatiam a usura da burguesia ascendente, entre o final do século XV e início do século XVI. Mas num contexto da chamada democracia da audiência, onde inevitavelmente, a TV, ocupa papel central – toda relação entre o homem e o seu meio nas sociedades avançadas é mediada pela mídia -, como a mais poderosa ferramenta de comunicação no processo decisório eleitoral. Além do fato de, no sistema capitalista, a publicidade ocupar papel estratégico na construção das imagens de produtos e pessoas, a custos sempre estratosféricos. Patinhas, portanto, jogou o jogo do mercado e cobrou o preço que, em sua opinião, o seu trabalho, seguindo a regra de todos os grandes profissionais dessa área. Não tivesse trabalhado para o PT, quem sabe, não estaria em apuros.


Rosane Santana on 27 Fevereiro, 2016 at 11:24 #

Correção: a TV ocupa, sem a vírgula entre o direito e o verbo.


vitor on 27 Fevereiro, 2016 at 11:42 #

Chico Bruno:

PERFEITO!!! Grato por sua memória invejável e certeira, ajudada evidentemente pelo estudo e a técnica do excelente jornalista e especialista em marketing que você sempre foi. A peça de Leonelli para ACM, em cima da música de Batatinha era uma peça que me faltou lembrar no texto sobre o grande e variado tabuleiro do marketing político na Bahia.Tem mais (e boas) ainda do tempo de João Ubaldo Ribeiro, daí o pedido para que me ajudem a lembrar.Obrigado também pelo generoso elogio do texto, mas isso é parte do coração de Chico Bruno.Tim Tim!!!


Rosane Santana on 27 Fevereiro, 2016 at 12:21 #

Algumas considerações
As campanhas eleitorais em todo o mundo têm um custo milionário, desde que a TV se tornou um espaço de representação política central, permitindo aos candidatos falarem diretamente aos eleitores, sem a intermediação das burocracias partidárias, como observou Bernard Manin. Num cenário onde a capacidade de comunicação do candidato é mais importante que os programas de governos, estes mesmos impossíveis de serem detalhados e fechados, num contexto de rápidas transformações e complexidades técnicas, a valorização dos profissionais que cuidam da imagem é uma constante. Nessa conjuntura, Castells observa que a dependência de recursos volumosos advindos de setores empresariais de grande porte tornou-se uma armadilha, levando os partidos – em todo o mundo – a recorrerem a meios ilícitos para o financiamento (caixa 2 etc). Nesse sentido, o historiador e sociólogo americano Perry Anderson, um dos maiores intelectuais do século XX, chamou a atenção para o fato de que, em 1994, a campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso tenha gasto 41 milhões de dólares para elegê-lo, enquanto os gastos da campanha de Bill Clinton, nos EUA, em 1996, tenham sido da ordem de 43 milhões de dólares. Ele observa que, comparados os PIB americano e brasileiro, a campanha de FHC teve gastos exorbitantes, especialmente quando analisada a renda per capita no Brasil. Assim, a questão das remunerações dos profissionais de marketing político deve ser analisada fora da máxima medieva da usura, muito entranhada dos valores cristãos, que combatiam a burguesia ascendente, entre o final do século XV e início do século XVI. Mas, sim, no contexto da chamada democracia da audiência, onde, inevitavelmente, a TV ocupa papel central – toda relação entre o homem e o seu meio nas sociedades avançadas é mediada pela mídia -, como a mais poderosa ferramenta de comunicação no processo decisório eleitoral. Além do fato de, no sistema capitalista, a publicidade ocupar papel estratégico na construção das imagens de produtos e pessoas, a custos sempre estratosféricos. Joao Santana Filho, o Neymar do marketing político brasileiro, portanto, jogou o jogo do mercado e cobrou o preço que, em sua opinião, o seu trabalho merece, seguindo a regra de todos os grandes profissionais dessa área. Não tivesse trabalhado para o PT, quem sabe, não estaria em apuros. Não é o modus operandi, comum a todos os marqueteiros, de todos os partidos, que o condenou. Mas o fato de ser o “Marqueteiro do PT”.


luiz alfredo motta fontana on 27 Fevereiro, 2016 at 12:22 #

Desculpe caro VHS, mas simplificar as ações de Patinhas e seus discípulos, como como mero marketing político, seja lá o que for esse maneirismo, tem muito de ingenuidade, tal qual acreditar que Lulas são políticos, as definições parecem padecer de excessiva credulidade.

Estamos, queiramos ou não, imersos no mundo policialesco, os personagens mimetizam mafiosos toscos, meros meliantes, com aguda crise de pedantismo.

Marketing, publicidade, adornos publicitários, de há muito ficaram para trás. Nem se pode pensar, mesmo que por descuido pueril, que isto é política.


luiz alfredo motta fontana on 27 Fevereiro, 2016 at 13:40 #

A PF certamente não é associação de marketing, por isso mesmo sua operação não traduz fiscalização de condutas profissionais rotineiras, o que se enfoca é crime, seja lá qual for sua versão. simples assim, não há similitudes com estratégias de marketing.

Contudo, é inevitável a percepção de desconforto no meio que, poder-se-ia nominar, de jornalistico de resultado.

Caro VHS, pejos abundam, mas o aroma do crime é indisfarçável. Resta saber se é só flagrância. O inquérito responderá.


Volney on 27 Fevereiro, 2016 at 15:58 #

Olha, vou me permitir entrar de novo em seara alheia.
Falo assim porque fico até acanhado em opinar sobre assunto discutido por tão ilustrados comentaristas.
Mas é que não me contive. Vivo diuturnamente angustiado, às vezes revoltado, com o que defino como indignação seletiva.
Alma boêmia que sou, estarreço-me com tanto exercício de “cidadania” que vivo a presenciar nos bares da vida. Amigos que nunca se motivaram a dar um mínimo palpite, fazer o mais breve comentário sobre o que ocorria em nossa Pindorama, de repente se revelam os mais indignados e revoltados com os desmandos, corrupção e que tais hoje denunciados diariamente. A alguém desavisado parece que a corrupção foi recentemente “inaugurada”.
Duda Mendonça era gênio até aceitar fazer propaganda do PT – quando fez para Josaphat era endeusado.
FHC que nunca consegue explicar suas trapaças, é gênio, príncipe dos sociólogos, estadista e vai por aí. Ou essas empreiteiras não operaram eu seus mandatos??? Eu poderia discorrer aqui sobre vários episódios de corrupção escabrosos ocorridos em seus governos, sem contar a imoral e comprovada compra de parlamentares para alterar a Constituição para lhe permitir uma reeleição.
Enfim, por mim esse pessoal do PT, empreiteiras, lobistas e associados, merecem a prisão e, para mim, prisão perpétua – roubaram de um povo que passa fome.
Agora, cá pra nós, só vai preso em Pindorama quem é do PT ou trabalhou para ele – o acontecido no passado, NUNCA ACONTECEU, É INTRIGA DE BOLIVARIANOS.
Já até imagino a indignação que haverá quando alguma denúncia for feita em futuro, acontecida em governo que não seja do PT – “isso é coisa de petistas derrotados e enraivados” (no mínimo).
Mas, que fique claro, hoje, para mim, Lula, PT, Dilma e “congêneres”, merecem prisão perpétua.
Desculpem a maçada, precisava do desabafo.


vitor on 27 Fevereiro, 2016 at 16:16 #

A casa é sua. Volney.Você é parte fundamental no alicerce desta construção chamada Bahia em Pauta. Sinta-se à vontade. Sempre.


Taciano Lemos de Carvalho on 27 Fevereiro, 2016 at 18:33 #

“Basta de discursar pelos pobre outorgando privilégios para os barões da mídia e para banqueiros. Fazendo concessões espúrias no apagar das luzes.” (João Vicente Goulart)

“Depois do entreguismo subterrâneo do Pré-sal, só resta a terceira via”

http://www.tribunadaimprensaonline.com/2016/02/depois-do-enteguismo-subterraneo-do-pre.html

Ou em: http://www.institutojoaogoulart.org.br/noticia.php?id=15471&back=1


Jader martins on 28 Fevereiro, 2016 at 11:44 #

Pois é Volney, depois da republicana PF não conseguir descobrir o dono de 450 Kg de cocaina do helicoptero dos Perrelas ( amigo de Aecio ) e também não desvendar quem é o dono do jato que matou Eduardo Campos , ela ainda não fez nada com a lista de Furnas:
https://www.youtube.com/watch?v=13AS0HJDmWE


luiz alfredo motta fontana on 28 Fevereiro, 2016 at 12:14 #

Caro Volney

Pior que o exercício de “cidadania” é a ausência de percepção, é a simetria entre a proibição do cinzeiro e o repudio ao contraditório, vale apenas o pensamento único, traduzido pelo cinismo e complacência. Um pulmão sadio e um cérebro preguiçoso, eis o novo boêmio.

Volney, por quem choram as novas carpideiras?


Volney on 28 Fevereiro, 2016 at 16:36 #

Ausente ontem, volto agora para agradecer os comentários sobre minha manifestação.
Sabendo dar o desconto devido à generosidade neles contida, começando pelo nosso guru Vitor Hugo, reafirmo minha estupefação e concluo, Pindorama realmente não tem jeito.
Quando vejo algumas figuras politicas, baianas inclusive e principalmente, cujo passado até tenebroso conhecemos de perto, a pregar moralidade, “castidade”, fico com a sensação nunca resolvida de rir ou chorar.
Caro poeta Fontana, como diz Vitor Hugo, “a conferir”…
Grande abraço a todos.


luiz alfredo motta fontana on 28 Fevereiro, 2016 at 18:13 #

Volney

A benevolência dos baianos em relação aos tucanos, ao que parece, explica-se, pela ausência destes nos comandos do estado e da capital.

Nilo substituindo Waldir, em 1989, e Lídice, então emplumada em 1993, não compõem substrato suficiente para análise.

De tal sorte, e arte, que a Bahia resta vacinada e imune ao tucanato.

Compreensivel, assim, a bondade dos articulistas e as esperanças vãs de alguns candidatos a Patinhas.


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