fev
25
Postado em 25-02-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 25-02-2016 00:33

DEU MO G1/ O GLOBO

Thais Kaniak

Do G1 PR

O advogado Fábio Tofic, defensor de João Santana e Mônica Moura, afirmou que a cliente conseguiu demonstrar cada movimentação da conta no exterior no depoimento prestado à Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (24) e que durou cerca de três horas. Fábio Tofic relatou não existir nenhuma prova de que os recursos recebidos pelo casal sejam provenientes de corrupção ou de campanhas brasileiras.

João Santana e a mulher Mônica Moura são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Lava Jato. Ele é publicitário e foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

“Eles receberam recursos lícitos pelo trabalho honesto que fizeram ao longo de anos. Não são lavadores de dinheiro, não são corruptos, nunca tiveram contrato com o poder público. São trabalhadores honestos – gostemos, gostem ou não, dos clientes deles. Agora os recursos são lícitos, não envolvem campanha brasileira”, disse o advogado.

“Está claro que ela e o João estão presos por um crime de manutenção de conta não declarada no exterior. Um crime pelo qual não existe uma pessoa presa neste país. Não vou dizer que é um crime leve, mas é um crime que não enseja prisão de qualquer cidadão desse país”, afirmou Fábio Tofic.

João Santana e a mulher foram presos na terça (23) ao desembarcarem no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). A prisão temporária de ambos foi decretada na segunda-feira (22), dia da deflagração da 23ª etapa da Operação Lava Jato

O casal estava na República Dominicana, onde participava da campanha de reeleição do presidente do país. Eles voltaram ao Brasil e se apresentaram à PF. No mesmo dia, foram levados para a carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense, onde estão concentradas as investigações da Operação Lava Jato.

O depoimento de João Santana também estava previsto para ocorrer nesta quarta, mas foi remarcado para as 9h30 de quinta-feira (25).

Benedicto Barbosa

Outro preso foi ouvido pela PF nesta tarde – Benedicto Barbosa, diretor-presidente da construtora Norberto Odebrecht. Ele foi detido na segunda-feira. A prisão dele e do casal é temporária, com prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco ou convertida em preventiva, que é por tempo indeterminado, caso a Justiça considere necessário.

No despacho de prisão temporária, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, afirmou que Benedicto Barbosa aparenta estar envolvido no pagamento de propina para autoridades com foro privilegiado.

Por meio de nota, a defesa de Benedicto Barbosa informou que ele respondeu aos questionamentos feitos pelas autoridades policiais. Conforme a nota, ele reafirma a “disposição para colaborar com as investigações em curso e esclarece que a sua atuação profissional sempre se pautou em conduta ética e legal”.

Be Sociable, Share!

Comentários

Jader martins on 25 Fevereiro, 2016 at 8:21 #

Hoje na FSP .
janio de freitas

Efeitos secundários
25/02/2016
Compartilhar48
Mais opções
Facebook
Enviar por e-mail

Um mistério, mas nem tanto. O juiz Sergio Moro expôs por escrito, os procuradores falaram à vontade, representantes da Polícia Federal falaram também, mas ninguém disse o essencial para dar sentido a essa operação 23 da Lava Jato: por que, afinal de contas, o marqueteiro João Santana “recebeu propina” US$ 3 milhões da Odebrecht, se nada tem a ver com intermediação de contratos da Petrobras, nem se sabe de outras atividades suas que expliquem comissões da empreiteira?

Também não há, nas tantas palavras daquelas vozes da Lava Jato, nenhum indício, consistente ou não, de que o dinheiro da Odebrecht no exterior seja proveniente da Petrobras, como “desconfiam”. Nem que tenha qualquer relação com campanha no Brasil.

A falta até de mínima sustentação das exposições de Sergio Moro, no próprio decreto de prisão de Santana e Mônica, como nas falas dos procuradores e policiais é nada menos do que escandalosa. Ou deveria sê-lo.

O jornalista Fernando Molica levantou, para sua coluna no carioca “O Dia”, o uso de determinadas palavras no decreto de prisão do casal. Sergio Moro diz ser algo “possível” 19 vezes. “Já ‘possivelmente’ foi escrita em 3 ocasiões, ‘provável’ em 5. Moro utilizou alguns verbos no futuro do pretérito: ‘seria’ aparece 14 vezes; ‘tentar/tentariam’ merecem 16 aparições”.

Ou seja, o piso do decreto de Moro é o texto das vaguidões, das inexistências e dos pretendidos ilusionismos.

Anterior por poucos dias, o outro caso gritante na última semana fez Hélio Schwartsman considerar cabível a hipótese de que, suscitada em momento de ataque mais agudo a Lula, a história de Fernando Henrique com Mirian Dutra emergisse como um chamariz das atenções. Em tal limite, e sem ameaçar suas veracidades, a hipótese é admissível. E, por força, desdobra-se em outra.

Ainda que Sergio Moro, os procuradores e a PF dispusessem de elementos convincentes para a prisão de Santana e Mônica, seria preciso fazê-la com a urgência aplicada? Nenhum fato a justificou. O risco de fuga era zero, já estando ambos no exterior. Mas o problemático assunto das remessas e contas externas de Fernando Henrique foi sufocado com mais facilidade. Não que se pudesse esperar um tal assunto levado a sério: a Procuradoria Geral da República, os procuradores e a Polícia Federal não foram capazes de emitir, dirigida à população como devido, sequer uma palavra a respeito. Mas sempre poderia ocorrer algum desdobramento a exigir mais para sufocá-lo.

Além disso, a oportunidade foi perfeita para o fato consumado de ampliar o alcance de Sergio Moro e da Lava Jato, apesar da duvidosa legalidade do novo alcance. O âmbito legal das ações de Moro e da Lava Jato não inclui eleição, campanhas, Santana, e atividades das empreiteiras fora do sistema Petrobras. Extendê-lo já foi tentado, mas o Supremo Tribunal Federal barrou-o. Mas é por aqui que se pode entender o serviço prestado por tanto “possível” e “possivelmente” e “seria”: misturam o marqueteiro com dinheiro da Petrobras. E com as campanhas de Lula e de Dilma, que assim são postas na jurisdição das ações da Lava Jato e de seu poderoso juiz.

Sergio Moro, os procuradores e policiais federais falaram muito sem dizer o essencial. Mas já se entende parte dele.

FANTASMAS

Não tenho apreço por João Santana. Sua demissão da campanha eleitoral na República Dominicana me parece positiva para os dominicanos. Com isso, porém, a funcionária fantasma de José Serra pode voltar, também, a Brasília. Para ganhar outra vez, que tristeza, só como fantasma do Senado. Um efeito secundário da ação de Sergio Moro.


Vanderlei on 25 Fevereiro, 2016 at 9:52 #

Nunca fui simpático ao FHC, e muito menos ao seu perfil de esquerda ( esquerda caviar, bons vinhos e bairro de higenópolis – SP) , no entanto, hoje mesmo lançou um vídeo em sua defesa, fora entrevistas em jornais. Estando certo ou errado ele está aberto à entrevistas, mesmo depois do assunto Mirian permanecer no congelador por muitos anos.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2016
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    29