Baião Atemporal

Gilberto Gil

No último pau-de-arara de Irará
Um da família Santana viajará

Levará uma semana até chegar
Junto com mais dois ou três outros cabras que estarão lá
No último pau-de-arara de Irará

Se essa viagem comprida fosse um cordel
Seria boa saída acabar no céu

Só que este conto que eu canto é pra lá de zen
Não tem sentido, não serve pra nada e é pra ninguém
Pra ninguém botar defeito e não ter porém

Basta pensar que Irará poderá não ser
Que os paus-de-arara de lá já não têm porquê

Porque os tempos passaram e passarão
Tudo que começa acaba, e outros cabras seguirão
Cruzando o atemporal do tao do baião
===================
Pra ninguém botar defeito e não ter porém, como diz o poeta nos versos da emblemática composição.
Maravilha de baião que atravessa o tempo. Confira e compare com o voo Punta Cana-Cumbica !!!

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares)


Santana: chegada em Cumbica/ Foto Estadão

Do G1/O Globo

De São Paulo

Tatiana Santiago

Do G1 São Paulo

O marqueteiro do PT João Santana desembarcou nesta terça-feira (23) no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, um dia depois de ter a prisão decretada pela Justiça por receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior. A Polícia Federal suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

Santana e a mulher, Monica Moura – que também teve a prisão decretada nesta segunda-feira (22) –, estavam na República Dominicana, onde participavam da campanha de reeleição do presidente do país.

Eles chegaram ao Aeroporto de Cumbica em um voo da Gol vindo de Punta Cana, na República Dominicana, previsto para chegar às 10h, mas com aterrissagem antecipada para as 9h20. O advogado de Santana, Fábio Toufic, também estava no voo.

O casal foi preso por agentes da Polícia Federal que o aguardava e foi levado para a delegacia no aeroporto onde foi ouvido por 15 minutos por Eduardo Mauat, da operação Lava Jato. Eles tiveram os pertences recolhidos. Às 10h30, Santana e a mulher embarcaram em um voo da PF para Curitiba, onde se concentram as investigações da operação. O advogado Fábio viajou para Curitiba em um voo comercial.

O publicitário Marcos Afonso, veio de Punta Cana com a mulher, na mesma aeronave que o publicitário João Santana, e disse que voo foi tranquilo. “Era um voo da Gol, não tinha primeira classe, não teve nenhuma diferenciação, a gente ficou nas poltronas de trás e acompanhou um pouquinho deles durante o voo”.

João Santana estava sentado ao lado da mulher Monica Moura e do advogado Fabio Toufic na primeira fileira do avião. “Eles pareciam estar tranquilos, não vi nenhum nervosismo neles”. De acordo com o passageiro, ninguém se manifestou e não teve nenhum tipo de vaia. “Não houve nenhum tumulto”. O casal e o advogado foram os ultimos a deixar o avião.

O assessor de Santana que o aguardava no aeroporto afirmou que ele ficou bastante surpreso com a decisão da Justiça, mas está tranquilo porque o dinheiro que tem fora do país veio de campanhas feitas no exterior. A mesma explicação foi dada pela defesa do publicitário ao Jornal Nacional na noite de segunda. “Nenhum centavo” é de campanha brasileira, disse a defesa.

Segundo os investigadores, Santana teria recebido US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, representante oficial do estaleiro Keppel Fels no Brasil, entre 2013 e 2014. O engenheiro foi preso nesta segunda-feira e é apontado como operador do esquema.

Investigadores suspeitam que os pagamentos foram feitos em troca de serviços prestados pelo publicitário ao PT. Santana foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff, da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

“Há o indicativo claro de que esses valores têm origem na corrupção da própria Petrobras. É bom deixar isso bem claro, para que não se tenha a ilusão de que estamos trabalhando com caixa 2, somente”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Nesta segunda, a defesa de Santana já tinha comunicado ao juiz Sérgio Moro que ele e a mulher tinham agendado a volta ao Brasil, mesmo sem ter recebido a notificação oficial sobre os pedidos de prisão.

‘Origem espúria’
Segundo relatório da PF, João Santana e a mulher ocultaram das autoridades os recursos recebidos no exterior porque tinham conhecimento da “origem espúria” deles. Esse dinheiro foi escondido, conforme o relatório, mediante fraudes e “com a finalidade exclusiva de esconder a origem criminosa dos valores, que, como se viu, provinham da corrupção instituída e enraizada na Petrobras”.

CRÔNICA

Picadas da mosquita em tempos de triplex no Guarujá

Picadas de Mosquitas entre pedaladas de Presidenta ou exilada forçada de jornalista mãe de filho de ex presidente com artimanhas escancaradas de Eduardo Cunha e cinismo boiadeiro de Renan mais fisgadas de Zicas ou Dicas de dribles à moda de Garrincha. Saudades daquelas pernas tortas.

Ah. Como era bom ver os dribles do Mané. Uma glória. Driblaria a mosquita com certeza. Driblaria melhor que os empreiteiros tentam driblar o Ministério Público. Mané daria a volta no Cunha e suas manobras. Quiçá desvendaria o impasse do FHC pai de filho negado. Mané pai e amante assumido. Prisioneiro do amor e do álcool mas sobretudo da paixão de um povo que amava seu futebol.
O Mané das muitas filhas e da Elza. O Mané que teve um filho roubado pelo destino trágico.

Esse Mané é melhor que qualquer estratégia de combate à microencefalia. Era o craque dos melhores tempos. Antes de tantas corrupções expostas e tanto cinismo na nossa cara.
Saudades dos seus loucos dribles.

Driblem-se Mosquitas. Gol contra governantes indigestos. Escanteios a favor de times vendidos aos industriais das dores humanas.
Ano de Olimpíadas ou ano de grandes derrotas?
Salvemos a memória dele. Garrincha faz muita falta. Ela daria conta das Mosquitas e das desditas.
Zombaria dos três poderes. Com seu jeito interiorano ia tirar de letra tanto justiques inexplicável. Mané ia dar um banho de sensatez nessa doidice que é o Brasil de agora.

E a glória justa seria sua eleição como o melhor exemplo de brasileiro assumidamente sofrido, injustiçado e honesto. Não teve patrocínio de empreiteiros. Mas tem o carinho eterno do povo brasileiro. Mané não morou no Guarujá. Mas mora no coração da gente.

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde é editora do Blog da Mulher Necessária (Blog da Cida)

Preciosidade da criação de Paulinhos postada pelo jornalista Claudio Leal uma noite destas em seu endereço no Twitter. Bonito demais!!! Bahia em Pauta foi lá buscar para compartilhar com seus leitores nesta terça-feira em que praticamente só se escutar no day after da operação”Acarajé” que mexe com a Bahia e o País.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Globo revela decretação da prisão de Santana

Dois pesos-pesados da imprensa brasileira – o Globo e a Folha de S. Paulo – noticiam hoje, de formas distintas, a deflagração da 23ª etapa da Operação Lava-Jato: o jornal paulista não cita a decretação da prisão do marqueteiro João Santana, supostamente acusado de ter no exterior contas bancárias não declaradas.

Ambos, no entanto, concordam sobre a outra investigada desta fase, a empreiteira Odebrecht, pela recorrente prática de propina em contratos da Petrobras. Possivelmente pela origem baiana do publicitário e da empresa, a ação policial recebeu o nome de Operação Acarajé. O portal G1 esclarece que “Santana está no exterior e não foi preso”

fev
23
Posted on 23-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2016


Gilson, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAIS

Rodolfo Borges

De São Paulo

João Santana não vai conseguir eleger seu oitavo presidente na América Latina, pelo menos neste ano. O marqueteiro responsável pelo sucesso eleitoral do PT nas últimas décadas anunciou nesta segunda-feira, horas depois de ver expedida uma ordem de prisão temporária contra ele e contra sua mulher, Mônica Moura, que deixa a campanha de reeleição do presidente da República Dominicana, Danilo Medina — que o próprio Santana ajudou a eleger quatro anos atrás.

Na nota, divulgada em espanhol, Santana faz referência à 23ª fase da Operação Lava Jato e diz que “conhecendo o clima de perseguição que se vive hoje em dia em meu país, não posso dizer que me pegou completamente de surpresa, mas mesmo assim é difícil de acreditar”. “Dadas as circunstâncias, solicito a este Comitê de Campanha desligar-me em caráter imediato da campanha em curso na República Dominicana”, segue a nota.

O publicitário diz que isso lhe permitirá “ir ao Brasil para se defender das acusações infundadas de que estou sendo objeto”. Santana é suspeito de receber mais de 7 milhões de dólares para contas não declaradas no exterior. Na nota em que comunicou seu desligamento, o marqueteiro destaca ainda que “desde a passada semana” se colocou ao dispor das autoridades do Brasil “para esclarecer qualquer especulação”, e afirmou que facilitaria “toda a informação necessária para deixar estabelecida a verdade dos fatos, para além de toda dúvida”.

Além de declarar a prisão temporária do publicitário, a Justiça brasileira bloqueou 25 milhões de reais de João Santana. Os investigadores esclarecem que o valor do bloqueio é padrão e não significa que os investigados tenham a quantia depositada. Mas, só na campanha presidencial de 2010, a empresa de Santana, Polis Propaganda, recebeu 42 milhões de reais declarados do PT. O publicitário já informou à justiça brasileira por meio de seu advogado que pretende se apresentar às autoridades locais assim que chegar ao país.
Um discreto protagonista

O marqueteiro João Santana é referência para a propaganda política brasileira e latino-americana desde que ajudou a reeleger o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Com a popularidade arranhada pelo escândalo do mensalão – por meio do qual seus representantes no Congresso compravam apoio parlamentar –, Lula foi apresentado por Santana como um homem do povo que venceu na vida, mas que estava sofrendo ataques dos poderosos, da elite que comandava o país. A estratégia deu certo e qualificou o publicitário para dirigir as duas vitórias seguintes do PT na disputa pela presidência da República, já com Dilma Rousseff como candidata.

De início, a relação entre Santana e Dilma não era boa, como o próprio marqueteiro relatou em entrevistas. Coube a Lula aproximá-los em nome da candidatura criada para dar sequência ao legado petista no Palácio do Planalto. Após o início ruim, publicitário e presidenta se entenderam tão bem que Santana virou uma espécie de ministro da propaganda informal do Governo, e passou a ser consultado por Dilma, junto com ministros e líderes do PT, antes de cada uma de suas aparições públicas.

Sempre muito discreto e pouco afeito a entrevistas, Santana acabaria virando protagonista na campanha de reeleição de Dilma. É ele que assina uma das peças mais polêmicas da campanha eleitoral de 2014. A propaganda rebatia uma proposta de Marina Silva, uma das principais adversárias de Dilma, que propunha atribuir autonomia ao Banco Central. Para o PT, isso significava entregar a instituição aos banqueiros, o que faria – como exibia o vídeo – a comida sumir da mesa do brasileiro. Dias depois de eleita, Dilma chamou um banqueiro (Joaquim Levy) para dirigir a economia do país.

Mesmo depois de Levy ter deixado o Ministério da Fazenda — pouco menos de um ano após assumir o cargo —, a presidenta segue carregando a pecha de ter mentido durante a campanha, e não apenas por essa contradição. Os meses que se seguiram à sua reeleição ampliaram progressivamente a distância entre o Brasil pintado por João Santana na propaganda partidária e o país real, no qual as taxas de desemprego e a inflação só subiram desde a reeleição.

Ainda assim, o marqueteiro — que, como jornalista na década de 1990, já havia contribuído para a queda de Fernando Collor de Melo da presidência da República, com uma reportagem na revista IstoÉ — seguiu prestigiado. Agora, contudo, o homem que se tornou famoso por eleger candidatos continente afora terá de convencer a justiça brasileira, e sob o risco de acabar condenado se não conseguir.

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