Com louvores e agradecimentos a todos os santos e orixas (deste ateu que acredita em milagres ) por poder ter vivido e presenciado – sentado em uma daquelas cadeiras no inesquecível salão da cantina da portentosa Faculdade de Direito da UFBA, no Vale do Canela, enquanto. sentado no sofá, Waltinho Queiroz dedilhava no violão os acordes que, mais tarde, sua poesia invulgar transformaria em preciosidades musicais como “Feijãozinho com Torresmo”, que Maria Creuza consagrou em extaeordinária interpretação.

Alí também, naqueles anos loucos de resistência e “amigos presos, e sumindo assim pra nunca mais”, sem perder a criatividade e a generosidade, nasciam a amizade e a admiração que perduram. Revividas no alegre e feliz reencontro no apartamento do casal de amigos comuns, Jorginho e Aninha Ramos
, ainda recentemente.

Agora, música na caixa, maestro, como diz Olívia. E Vivas a Walter Queiroz, Maria Creuza e à música brasileira.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Teori manda Delcídio de volta ao antro

Vai aqui um exercício de interpretação sobre as restrições impostas a prisioneiros liberados sob condições especiais, como trabalhar durante o dia, não sair à noite e evitar contatos com determinadas pessoas ou locais.

O trabalho é elemento essencial na recuperação do detento, para que possa garantir o próprio provento, o que facilita o processo de futura reintegração à vida comunitária.

Quanto aos limites à movimentação, é certo que, distanciado de indivíduos que eventualmente poderiam incitá-lo ao crime, seria reduzida a possibilidade de reincidência.

Presume-se, contudo, que o legislador considerou os tipos de delito que na época preocupavam a sociedade, como o furto de galinhas em quintais, mais exequível sob a sombra da noite.

Não se esperava, pelo menos na incidência dos dias atuais, que o espírito do assalto aos cofres públicos dominasse tantos políticos, empresários, advogados, jogadores de futebol e profissionais outros de bom berço e formação superior.

Por isso, se é justa a soltura do senador Delcídio Amaral, não faz sentido que o ministro Teori Zavascki lhe aplique sanções comumente reservadas aos presos “comuns”.

Proibi-lo de sair em certos horários do dia não o deixará, como aos antigos pés-de-chinelo, incomunicável, nestes tempos pródigos de celular, internet e outros meios.

Por outro lado, nada poderia ser mais infeliz do que a autorização para que Delcídio volte ao “trabalho”, pois é justamente lá que estará lado a lado com uma infinidade de más companhias.

Pronunciamento do líder é aguardado

Em 18 de dezembro, sob o título “Mulher inspira a liberdade do marido”, este blog relacionava a ida do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a providências que poderiam resultar na libertação do senador Delcídio durante o recesso do Poder Judiciário, por decisão monocrática do seu presidente, Ricardo Lewandowski.

O prazo foi um pouco ultrapassado, pois só agora, dois meses depois, veio a medida, não mais pelo presidente, mas igualmente solitária, pelas mãos do ministro Zavascki, o mesmo que, no início, transferira Delcídio da carceragem da Polícia Federal para um quartel de bombeiros.

Na certeza de que, com a consolidação da delação premiada de Nestor Cerveró, o senador não mais terá condições de atrapalhar as investigações, que podem envolvê-lo, resta saber quando fará seu primeiro pronunciamento pós-cana como líder do governo, já que ainda não foi substituído.

BOM DOMINGO!!!

DO EL PAIS

Antonio Jiménez Barca

De São Paulo

Revelações da jornalista Mirian Dutra, de 55 anos, ex-amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sacudiram a já convulsionada vida política do Brasil. A jornalista, que atualmente vive em Madri, afirmou que uma empresa, a Brasif S.A. Exportação e Importação, que operava na época, entre outras coisas, as lojas de duty free de vários aeroportos, lhe enviava todos os meses, de 2002 a 2006, cerca de 3.000 dólares mensais em virtude de um contrato falso que, na realidade, era um pagamento encoberto de uma pensão que o ex-presidente dava a Dutra para ajudar na manutenção do filho de ambos, Tomás. O menino nasceu em 1991, fruto de uma relação que o político e a jornalista haviam mantido desde 1985. Em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, a jornalista disse que Fernando Henrique Cardoso lhe pediu inclusive que abortasse, mas ela preferiu seguir em frente com a gravidez. “Fui para Portugal e a rede Globo me contratou, mas eu não ganhava o suficiente para manter meus filhos (…) anos depois, quando vivia em Barcelona, me senti exilada porque quis voltar ao Brasil e não me deixaram”.

A autora da entrevista lhe perguntou, então, quem não a deixou, e Dutra responde: “[O então senador] Antônio Carlos Magalhães e seu filho Luis Eduardo Magalhães (aliados políticos de Henrique Cardoso na época) estavam envolvidos na reeleição [do ex-presidente]”. Assim, a história do pagamento começou por meio de uma empresa intermediária para complementar o salário da jornalista na rede Globo.

Segundo explica Dutra, Cardoso, que governou o país de 1995 a 2002, entregou 100.000 dólares à Brasif para que fosse remetendo valores dessa soma à jornalista, à base de 3.000 dólares ao mês. O contrato, reproduzido em parte pela Folha de S.Paulo, especifica que Dutra realizava o “serviço de acompanhamento e análise do mercado de vendas a varejo a viajantes”. A ex-jornalista comenta que “jamais pisou em uma loja” em sua vida para trabalhar. A Brasif confirmou em nota que contratou a jornalista Mirian Dutra e que o ex-presidente não teve qualquer interferência nessa contratação, além de não ter feito depósitos em nenhuma empresa do grupo.

Por sua vez, Fernando Henrique Cardoso, por meio de uma nota enviada à Folha de S. Paulo, negou na quinta-feira ter utilizado uma empresa intermediária para o envio de dinheiro a Tomás, e afirmou que sempre lhe mandou dinheiro, mas através de contas legais que possui no exterior.

Seja como for, a bomba midiática lançada por Dutra explodiu em um momento delicado do país, muito polarizado politicamente, e no qual as acusações e as suspeitas de corrupção chegam a quase todas as esferas do poder. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), viu seu nome nas primeiras páginas dos jornais recentemente: a polícia investiga se recebeu presentes (um apartamento na praia e um sítio) provenientes de empresas com ramificações na trama corrupta da Petrobras. A própria presidenta Dilma Rousseff, também do PT, embora por uma questão diferente — ter maquiado contas públicas para burlar as normas legais do déficit público — será alvo nas próximas semanas de um processo de destituição parlamentar (impeachment) de resultado incerto e que pode pôr o país de pernas para o alto do ponto de vista político.

Em um ambiente tão encrespado, na própria quinta-feira, dia em que foi publicada a entrevista com Dutra, alguns parlamentares do PT, adversário do PSDB, pediram ao Ministério Público que investigue os envios de dinheiro, suscetíveis, a seu ver, de esconder tráficos de influência. Nesta sexta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a polícia se ocupará do assunto.

fev
21
Posted on 21-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-02-2016


Clayton, no jornal O Povo (CE)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Delcídio teme Moro

Delcídio do Amaral teme o confronto com Sérgio Moro. Por isso, ainda da cadeia, mandou um recado em tom de ameaça aos colegas de bancada. Segundo o Painel da Folha, o senador “não aceitará perder” o mandato e, por consequência, o foro privilegiado.

O que Delcídio pode fazer contra o PT? Na delação premiada, ser generoso com os investigadores.

Delcídio teme Moro. O PT teme Delcídio.

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