Fantasiados de mosquitos, manifestantes criticam ministro Marcelo Castro. UESLEI MARCELINO REUTERS

DO EL PAÍS

Afonso Benites

De Brasília 17 FEV 2016 – 21:28 BRST

Na véspera da eleição para a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, disse em tom confiante que escreveria o resultado do pleito em um papel e o colocaria dentro de um envelope lacrado. Assim que terminasse a votação, o peemedebista apresentaria o papel para os jornalistas com o número de votos que dariam a vitória ao seu candidato, Hugo Motta. Assim que a urna foi aberta com 37 votos para Leonardo Picciani, candidato do Governo de sua grande rival, Dilma Rousseff, e 30 para Motta, Cunha voltou atrás. Disse que não tinha motivos para revelar o seu palpite. Com a voz aguda que lhe é peculiar em momentos de maior tensão, afirmou que não se sentia derrotado, afinal, não era ele o candidato, mas sim um aliado seu.

Cabe ao líder da bancada sinalizar o rumo que a legenda deve seguir em votações de projetos de lei e a escolher membros de comissões permanentes e temporárias, como a do impeachment de Rousseff, que será formada nas próximas semanas.

As movimentações de Cunha no recesso parlamentar para pedir votos para Motta (“Votar nele é votar em mim”, dizia) mostram que a reeleição de Picciani foi um duro golpe para o homem que já teve o seu partido na palma da mão e que, por isso, conseguiu impor importantes derrotas à Rousseff no ano passado. Ele foi eleito duas vezes para a liderança, uma delas por aclamação, e acabou festejado pelo PMDB como um candidato alternativo à presidência da Casa no ano passado. Até que chegou a operação Lava Jato, a revelação da existência de contas bancárias no exterior e a suspeita de receber milhões de reais em propinas.

Agora, internamente, Cunha não é mais unanimidade. Costumava ser mal visto por uma minúscula (quase inexistente) ala independente da sigla, mas agora passa a perder a sustentação de parte de quem um dia lhe foi fiel. Por isso, a reeleição de Picciani nesta quarta-feira representa mais do que uma vitória do Governo Dilma Rousseff. É uma sonora derrota de Cunha, no primeiro embate que ele trava com sua rival. Ele, entretanto, nega. “Nunca estive isolado na bancada. Nem estou isolado. Votar no Picciani não significa estar contra mim”.

Nesta quarta-feira, não foi bem isso o que os peemedebistas entenderam. Cinco deputados decidiram retornar ao Legislativo para dar suporte ao candidato do Governo à reeleição e inflaram a bancada do PMDB, que atingiu 71 parlamentares – dois votaram em branco e dois não compareceram à votação. “Não há a menor dúvida de que o Governo sai fortalecido com essa vitória do Picciani. As posições contra o Governo, de maneira geral, ficam enfraquecidas”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, um dos peemedebistas que voltou à Câmara apenas para votar. O Governo tinha tanto interesse na escolha do líder do PMDB, do qual é completamente dependente nas votações da Casa, que liberou o ministro da Saúde para o pleito em meio a uma grave crise de saúde pública, o aumento de casos de microcefalia no país, e não se opôs à visita de Celso Pansera, outro ministro peemedebista, que acompanhou a votação in loco durante um dia de trabalho regular. Os dois ministros entraram no Governo em outubro passado, em uma polêmica reforma ministerial feita por Rousseff para dar mais espaço aos peemedebistas e conseguir mais apoio a seus projetos na Câmara.


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Não tem nada de ideologia nisto

É uma posição difícil e ingrata a do deputado Soldado Prisco, que deixa o PSDB e vai para o PPS, aproveitando a “janela”.

A mesma janela que ele, bom representante da lei, defenderia da sanha de “ventanas”, como se dizia na antiga gíria – para quem não sabia, os ladrões que pulam janelas para cumprir seu desiderato.

Imagina o parlamentar que reassume a “posição ideológica” de sua origem, mas não é exato. O PPS, com todo respeito, foi uma entrega de princípios do antigo PCB, derrapado na teoria após o fim da União Soviética e do “socialismo real”.

Hoje temos na sua liderança o ex-comunista Roberto Freire, “o melhor candidato do pior partido”, como ainda se pôde dizer nas pioneiras eleições presidenciais de 1989, quando chegou em oitavo lugar, com pouco mais de 1% dos votos.

Freire representou o mesmo partido que, nos muitos anos anteriores, havia sustentado doutrinariamente, na clandestinidade, a luta da esquerda brasileira e dos liberais democratas que sofriam juntos sob a ditadura.

Hoje não tem mais isso. O PPS virou legenda lusco-fusco, alinhada ao neoliberalismo e, por que não dizer, a forças da direitona nos espaços diversos da política nacional.

fev
18
Posted on 18-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-02-2016


Clayton, no jornal O Povo (CE)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Uma vitória extraordinária de Sergio Moro

O STF decidiu que os condenados agora vão para a cadeia depois da segunda instância.

É uma vitória extraordinária para o juiz Sergio Moro, que defendeu essa proposta no ano passado.

Isso deve ter um reflexo imediato sobre a Lava Jato.

Os empreiteiros contavam com a possibilidade de arrastar seus julgamentos até que os crimes fossem prescritos.

A decisão do STF elimina esse caminho da chicana.

Confesse, Marcelo Odebrecht. Confesse, Léo Pinheiro.

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