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Burt Bacharach,Alfie! Abrace e beije, fitando a Ilha, sem ponte alguma.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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Posted on 15-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-02-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Cardozo e o mosquito cearense

José Eduardo Cardozo esteve em Fortaleza no fim de semana para, oficialmente, fazer panfletagem contra o aedes aegypti.

Segundo a revista Mundo Ceará, Cardozão aproveitou sua estadia no hotel Gran Marquise para se reunir extraoficialmente com desembargadores.

Será que discutiram algo sobre o julgamento de hoje às 17h que pode cassar o mandato do governador petista Camilo Santana e tornar o ex-governador Cid Gomes inelegível por oito anos?


Fernando Pessoa com Costa Brochado no
Café Martinho da Arcadia (Lisboa)

Uma quase carta a Fernando Pessoa

Janio Ferreira Soares

Meu caro poeta: antes que algum ardoroso fã se enfureça pela ideia inicial deste ribeirinho de águas tão distantes em lhe escrever umas linhas tortas, gostaria de esclarecer os motivos que quase me levaram a cometê-las. É que depois de anos e anos inventando mil desculpas, finalmente saí das margens do meu rio e, no momento em que teclo este texto, me encontro exatamente a mirar seu Tejo, mais precisamente sentado numa mesa do Café Martinho da Arcada, local por demais aprazível, mas que, suponho, deva sua longevidade mais ao fato de você tê-lo frequentado assiduamente, do que pelo seu correto pasto. “Olha o bonde tirando fino nas paredes, Luanzinho!”, grita a mãe de sotaque nordestino para um menino mais preocupado com seu novo telemóvel do que em olhar os Elétricos que passam triscando os muros da Praça do Comércio. Melhor pedir um vinho.

Com um branco do Douro comboiando à perfeição umas amêijoas à Bulhão Pato, observo calmamente o lugar, cuja atmosfera, repito, se propõe mais a preservar a presença do poeta em cada canto da casa, que por lá se mantém como se fora uma espécie de divindade suprema concebida por belas fotografias – suas e de seus documentos -, que parecem estar ali justamente como uma forma de confirmar a veracidade das lendas que rolam. Antes de pedir a segunda garrafa, olho para a mesa onde ele rabiscava seus poemas enquanto se entorpecia com generosas doses de absinto e pergunto a um garçom visivelmente entediado em repetir suas histórias, se o seu destilado era daqueles que derrubava elefantes. Enchendo minha taça, ele faz aquele ar bem característico dos portugueses, tipo: “mas tu devias saber, ó gajo ignorante!” e responde que “sim, sim, sim, naquele tempo a bebida tinha 90 graus de álcool e era praticamente um entorpecente”. Sua resposta me fez lembrar de quando, também empurrado pelas afoitezas da juventude, eu pegava um absinto Neto Costa (nesse caso com “apenas” 57 graus), algumas cervejas e saía num jipe 66 pelas manhãs do sertão, tendo como companhia uns poucos e bons, além daquelas necessárias canções que têm o dom de transformar quaisquer estradas e paisagens em alguma coisa a ver com o paraíso (a propósito, numa das vezes o absinto pegou tão forte num querido amigo, que ele ficou um bom tempo se comunicando com um imaginário pica-pau através de batidas num tronco oco de uma árvore cumpizada).

Peço a conta e antes de pagá-la fico um bom tempo diante de sua mesa, imaginando se nela houve alguma farra com a presença de seus heterônimos Ricardo Reis, Álvaro de Campos e o meu favorito, Alberto Caeiro – seu velho mestre que, segundo a imaginação de Pessoa, morava com os avós no interior depois de ter ficado órfão muito cedo. Mas isso é papo pra outras viagens.

Conta paga, visto meu casaco, pego Baco pelo braço e juntos saímos cambaleando pela fria e cinzenta beira do Tejo, que, como no poema de Caeiro, por instantes poderia até ser mais belo que o rio que um dia correu pela minha aldeia. Mas, justamente por não o fazê-lo, o Tejo jamais será tão bonito como aquelas águas que hoje vivem enclausuradas por entre barragens de concreto e que, do velho rio, só sobrou o nome de santo. Um brinde a Pessoa, Ricardo, Caiero, Álvaro e a todos os bêbados e rios do mundo. Tim, Tim!

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco.


FRANK, NO DIA DOS NAMORADOS NA AMÉRICA, OU PARA COMEÇAR A SEMANA MUSICAL NO BP, SEMPRE UM PRESENTE!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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15

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Estado não revela termos de “parceria” com Ford

Não se sabe se por êxito ou fracasso da tentativa anterior, em novembro, o governo do Estado acaba de revalidar, até o fim do mês, “parceria” com a Ford para que servidores públicos possam comprar veículos com até 9% de desconto, que chegaria ao máximo de R$ 7,5 mil.

O setor automobilístico, como toda a indústria, sofre os efeitos da crise no Brasil, com retração das vendas e consequente queda da produção e do emprego. O princípio capitalista baseado na lei da oferta e da procura sugere, de fato, a redução dos preços, mas em benefício de todo o mercado.

Nas informações sobre a “promoção”, constam os modelos à disposição, as condições necessárias à adesão e até a possibilidade de uso de todas as formas de pagamento praticadas pela fábrica. Só não são revelados os termos da “parceria”, ou seja, como o Estado entra nessa brincadeira – a menos que seja apenas garoto-propaganda.


O senador Romário, que deve deixar o PSB.
J. Rudy Ag. Senado


DO EL PAÍS

Afonso Benites

De Brasília

O quadro partidário do Congresso Nacional, empossado há pouco mais de um ano, está próximo de ser bastante alterado. A partir da próxima quinta-feira, os deputados federais estão liberados para a pular a cerca e mudar para a legenda que melhor satisfizer seus interesses pessoais e seus projetos de manutenção – ou expansão – do poder político em suas bases eleitorais. O período de infidelidade partidária sem nenhuma punição por meio da Justiça eleitoral estará liberado por 30 dias a partir do dia 18 de fevereiro. Com isso, entre 50 e 80 parlamentares federais deverão estar em partidos diferentes dos quais foram eleitos em 2014. A maioria, para concorrer às eleições municipais de outubro.

No caso dos deputados, a autorização para o desquite partidário ocorrerá quando o presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), promulgar a emenda constitucional que trata do assunto (PEC 113/2015). Até lá, no dia 18, as negociações se intensificarão. Já os senadores não dependem desse aval da nova lei, pois seus cargos, assim como os dos chefes de Poderes Executivo, são considerados majoritários.

O cálculo feito pelo EL PAÍS, com base em declarações de 12 líderes e vice-líderes de partidos, abrange os quase 35 deputados federais e senadores que já mudaram de legenda nos últimos meses. Entre eles, os 21 que foram para o Partido da Mulher Brasileira, e os seis da Rede Sustentabilidade, ambos partidos recém-criados.

Até 2007 o troca-troca partidário era comum no Brasil, pois não havia regra que o impedisse. Naquele ano, o Tribunal Superior Eleitoral editou uma resolução que só autorizava as mudanças para partidos recém-criados ou que justificassem algum tipo de perseguição de seu próprio partido. Quem trocasse de legenda fora desse panorama poderia perder o mandato, conforme os julgamentos dos tribunais. Ocorre que poucos foram cassados porque a Justiça demorava para julgar cada caso e, quando estava próximo de fazê-lo, os mandatos já tinham acabado. Assim, as mudanças continuaram ocorrendo, ainda que em menor quantidade. Agora, com a brecha criada pelos próprios congressistas, ninguém corre risco de punição.
Os interesses

Diversos são os interesses dos que mudam de legenda em ano de eleição. “Entre os que mudarão de partido estão os que querem concorrer eles mesmos nas eleições municipais deste ano e os que mudam para apoiar o seu grupo político”, explicou o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG). Ele próprio admite que não deixou o PSB porque conseguiu emplacar um aliado seu como o candidato do partido na sua base eleitoral, caso contrário cogitaria fazer essa migração.

Outra razão para “virar a casa” seria o controle do fundo partidário em seu Estado. Alguns, como o senador Romário Faria (PSB-RJ) devem trocar de legenda exatamente porque não tem mais o comando regional. No caso dele, que já recebeu o convite de sete legendas, também conta a possibilidade de concorrer à prefeitura do Rio com o apoio de um grupo político maior do que o atual.

Das principais bancadas legislativas, quem mais deve perder parlamentares é o PMDB. Alguns líderes dessa legenda estimam que entre sete e nove peemedebistas devem sair do partido por razões locais, ou seja, porque não controlam o partido em suas cidades e não conseguiram apoio nos pleitos municipais. Se isso ocorrer, e os quadros não forem repostos, o partido corre o risco de deixar de ser o maior da Câmara. Hoje, o PMDB tem 67 deputados e o PT, o segundo maior, tem 59. A conta não inclui os deputados que estão licenciados para ocuparem cargos de secretários estaduais/municipais ou ministros.

“Devemos ter uma perda considerável, mais de 10% de nossa bancada. E será difícil repor os quadros porque o PMDB hoje não tem nenhum atrativo. Antes, quem era oposição e queria se aproximar do Governo, se filiava ao PMDB. E quem era Governo e queria se aproximar da oposição, também. Hoje, não agradamos nem um, nem outro”, analisou o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Considerado um dos líderes da banda anti-Dilma, Lima aponta um outro fator que interfere na falta de atratividade de sua legenda: “O PMDB é o partido do ‘deixa a vida me levar’. Nossos líderes não estão preocupados em nos fortalecer e deixam o barco ser levado”. Na avaliação desse parlamentar os principais quadros peemedebistas estão focados em cuidar de seus próprios problemas. “O Michel [Temer] só pensa na sua reeleição para a presidência do partido. O Renan [Calheiros] e o Eduardo [Cunha] só pensam em seus problemas judiciais. O Leonardo Picciani só discute cargos com o Governo e o Eunício [Oliveira] está focado na eleição do Ceará”, afirmou, referindo-se ao vice-presidente, aos presidentes do Senado e da Câmara, e aos líderes da legenda no Congresso.

Já o PT, que tem sido varrido pela Operação Lava Jato, dificilmente perderá algum quadro nas próximas semanas. “Quem queria sair, já saiu. Imagino que não teremos mais perdas”, afirmou o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS). No ano passado, quatro deputados e uma senadora deixaram o PT. O mineiro Weliton Prado e os paranaenses Toninho Wandscheer e Assis do Couto se filiaram ao PMB. O fluminense Alessandro Molon foi para a Rede. E a paulista Marta Suplicy para o PMDB.

Caso esse otimismo de Vargas se concretize, o PT será, ao menos até o fim das eleições municipais de outubro, o maior partido da Câmara. Após esse pleito, quando alguns deputados se elegerem prefeitos, possivelmente o quadro mudará de novo. Por isso, até lá, a correlação de forças entre oposição e situação pouco deve mudar. “Não vejo nenhuma mudança substancial entre Governo e oposicionistas até porque o impeachment esfriou por enquanto. Se o cenário fosse o de meados do ano passado, possivelmente teríamos mais gente indo para a oposição”, ponderou o oposicionista Delgado, do PSB.

As bancadas da oposição também já estimam perder alguns de seus membros. O PSDB, deve perder dois quadros. O DEM, mais dois. E o Solidariedade, outros três. Em alguns casos, no cômputo entre os oposicionistas, as mudanças não são tão consideráveis, já que uns saem de um opositor para o outro ou seguem para partidos nanicos.

fev
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Posted on 15-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-02-2016


Samuca, no Diário de Pernambu
co

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Tirania econômica

A Venezuela está perto de um colapso. Miriam Leitão resumiu a calamidade comparando a situação a um cenário de guerra ou desastre natural.

Leiam um trecho da coluna publicada em O Globo:

“No mês passado, o BC do país anunciou uma queda de 7,1% no PIB do terceiro trimestre de 2015, depois de ficar dois anos sem divulgar indicadores. Mas o cálculo dos economistas é que o país teve uma recessão de 10% no ano passado e encolherá outros 8% este ano. A inflação foi a 141% e, como o Banco Central tem financiado o Tesouro com emissão de moeda, deve chegar a 200%. O decreto de emergência econômica dará a Maduro o poder de expropriar bens e empresas, intervir em qualquer companhia, obrigar fábricas a aumentar produção, acessar qualquer fundo extraorçamentário. É uma tirania econômica de quem foi o responsável pela calamidade.”

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