Artur Fischer, o génio criativo alemão, registrou durante a sua vida mais de 1.100 patentes, superando o registro de Thomas Edison.
Fischer.de/DR
Jorge Garcia

DO PORTAL EUROPEU TSF

O Fischer Group, a empresa de Artur Fischer, anunciou na segunda-feira a morte do seu fundador, aos 96 anos. Serralheiro de profissão e inventor por inspiração, Fischer teve a primeira grande ideia em 1947, para melhorar as fotografias que queria tirar da sua filha recém-nascida, sem recorrer à pólvora que era utilizada na época. O mecanismo sincronizado que criou (o flash fotográfico) foi imediatamente comprado por uma empresa.

Estava iniciada uma carreira de sete décadas de invenções. Em 1958, voltou-se para os problemas da construção e criou a famosa bucha, utilizada por todas as pessoas que querem colocar um parafuso na parede de forma segura. Quase 60 anos depois, cerca de 14 milhões de buchas são produzidas todos os dias. Como o jornal alemão Der Spiegel um dia escreveu, Fischer esteve para os adeptos da bricolage como Bill Gates para o computador pessoal.

A explicação para tantas invenções era simples. Fischer interessava-se por qualquer problema para o qual percebesse que era capaz de encontrar uma solução. Pelas suas invenções, o Instituto Europeu de Patentes deu-lhe um prêmio de carreira, em 2014.

Desde muito cedo que a mãe de Fischer reconheceu no filho aptidão para questões mecânicas e encorajou-o, enchendo-o de kits de construção. Fischer acabou por entrar numa escola vocacional, mas saiu para ser aprendiz de serralheiro. Entrou na Juventude Hitleriana com o objetivo de chegar a piloto, algo que não conseguiu pela falta de habilitações acadêmicas. Ficou como mecânico da Força Aérea Nazi, a Luftwaffe, e chegou a construir um pequeno modelo de avião para oferecer à sua mãe, algo que não aconteceu, por iniciativa do seu comandante, que lhe disse, enquanto o elogiava, para entregar o brinquedo a Hitler.

Uns anos mais tarde, escapou por pouco à Batalha de Stalingrado, mas foi capturado na Itália e enviado para Inglaterra, como prisioneiro de guerra. Em 1946 regressou à Alemanha e fundou a sua empresa, que hoje tem 42 subsidiárias internacionais, quatro mil empregados, e vende 14 mil produtos em mais de 100 países.

Muitas das invenções de Fischer foram aproveitadas para outras áreas. A bucha, por exemplo, serviu de inspiração na medicina para criar um mecanismo que permite unir os ossos partidos. Uma das últimas invenções de Artur Fischer revela a sua persistente, pondo termo a um problema que lhe chegou em 1946, através do dono de um hotel. Na época, o hoteleiro estava preocupado com a sujeira que os clientes faziam ao descascar os ovos cozidos. A solução chegou quase 70 anos depois, com um um instrumento que permite cortar o topo de qualquer ovo.

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