DA TRIBUNA DA BAHIA

Aos poucos a praça principal da cidade ganhou cores. Fantasias e máscaras se multiplicaram. Pierrôs, colombinas, bailarinas. Do mundo animal surgiram onças, tigresas, borboletas. Grupos de amigos, famílias inteiras se preparam durante meses para manter a tradição secular inspirada no carnaval de Veneza, na Itália.

Assim se apresenta o Carnaval de Maragojipe, manifestação reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural do Estado (IPAC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), no ano de 2009, como Patrimônio Imaterial da Bahia.

Em 2016, realizando uma programação com o tema O Carnaval de Máscaras da Bahia, a cidade se torna um verdadeiro baile de máscaras a céu aberto, divertindo diversos foliões que chegam de todas as partes do Brasil e do exterior.


Branca de Neve demoníaca

Depois de muita conversa, sete amigas decidiram inovar e deram à fantasia de Branca de Neve um ar demoníaco. Vieram com máscaras chifrudas. Logo chamaram a atenção dos turistas como Andrea dos Santos, de Santo Antônio de Jesus, que empolgada com a novidade fez logo uma selfie e declarou: “ Venho há três anos, gosto muito. Esse ano está ainda melhor”, analisou.

No palco montado no centro da praça, o desfile de fantasias atraiu olhares. O local também foi escolhido para receber o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal, que, ao lado da prefeita de Maragojipe, Vera Lucia dos Santos, falou sobre a importância do evento. “Parabenizo essa cidade por manter essa tradição. Podemos ir até a máxima tecnologia com os trios e retornar ao passado com o carnaval de Veneza, com o Carnaval de Maragojipe”, afirmou Portugal.

Enquanto houver música e poesia (como estas) haverá esperança. Ou, nas palavras do saudoso mestre baiano Adroaldo Ribeiro Costa, em seu inesquecível programa radiofônico Hora da Criança: “Enquanto nós cantarmos, haverá Brasil!!!”

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

Artur Fischer, o génio criativo alemão, registrou durante a sua vida mais de 1.100 patentes, superando o registro de Thomas Edison.
Fischer.de/DR
Jorge Garcia

DO PORTAL EUROPEU TSF

O Fischer Group, a empresa de Artur Fischer, anunciou na segunda-feira a morte do seu fundador, aos 96 anos. Serralheiro de profissão e inventor por inspiração, Fischer teve a primeira grande ideia em 1947, para melhorar as fotografias que queria tirar da sua filha recém-nascida, sem recorrer à pólvora que era utilizada na época. O mecanismo sincronizado que criou (o flash fotográfico) foi imediatamente comprado por uma empresa.

Estava iniciada uma carreira de sete décadas de invenções. Em 1958, voltou-se para os problemas da construção e criou a famosa bucha, utilizada por todas as pessoas que querem colocar um parafuso na parede de forma segura. Quase 60 anos depois, cerca de 14 milhões de buchas são produzidas todos os dias. Como o jornal alemão Der Spiegel um dia escreveu, Fischer esteve para os adeptos da bricolage como Bill Gates para o computador pessoal.

A explicação para tantas invenções era simples. Fischer interessava-se por qualquer problema para o qual percebesse que era capaz de encontrar uma solução. Pelas suas invenções, o Instituto Europeu de Patentes deu-lhe um prêmio de carreira, em 2014.

Desde muito cedo que a mãe de Fischer reconheceu no filho aptidão para questões mecânicas e encorajou-o, enchendo-o de kits de construção. Fischer acabou por entrar numa escola vocacional, mas saiu para ser aprendiz de serralheiro. Entrou na Juventude Hitleriana com o objetivo de chegar a piloto, algo que não conseguiu pela falta de habilitações acadêmicas. Ficou como mecânico da Força Aérea Nazi, a Luftwaffe, e chegou a construir um pequeno modelo de avião para oferecer à sua mãe, algo que não aconteceu, por iniciativa do seu comandante, que lhe disse, enquanto o elogiava, para entregar o brinquedo a Hitler.

Uns anos mais tarde, escapou por pouco à Batalha de Stalingrado, mas foi capturado na Itália e enviado para Inglaterra, como prisioneiro de guerra. Em 1946 regressou à Alemanha e fundou a sua empresa, que hoje tem 42 subsidiárias internacionais, quatro mil empregados, e vende 14 mil produtos em mais de 100 países.

Muitas das invenções de Fischer foram aproveitadas para outras áreas. A bucha, por exemplo, serviu de inspiração na medicina para criar um mecanismo que permite unir os ossos partidos. Uma das últimas invenções de Artur Fischer revela a sua persistente, pondo termo a um problema que lhe chegou em 1946, através do dono de um hotel. Na época, o hoteleiro estava preocupado com a sujeira que os clientes faziam ao descascar os ovos cozidos. A solução chegou quase 70 anos depois, com um um instrumento que permite cortar o topo de qualquer ovo.

Vai para Gracinha, foliã dos anos 70 na Barraca Botafogo (Relógio de São Pedro onde tudo acontecia), amiga do peto do BP, que passa o carnaval na praia de Grarajuba (litoral norte)

Evoé

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Lúcio pilota patrol para abrir caminhos

Entre as poucas coisas interessantes que se pescam no noticiário nesta época, em que tudo parece estar “blindado” pelo Carnaval, o deputado Lúcio Vieira Lima, nos brinda com uma frase instigante para falar da posição do PMDB sobre a reeleição do prefeito ACM Neto.

“Estamos com boa parte do caminho asfaltada para manter a aliança”, disse Lúcio, ressalvando que não há “nada confirmado” e que o partido aguardará o chamado de Neto, “para sentarmos e conversar”, o que, como acrescentou, “ele já disse” que só ocorrerá “depois do São João”, quando “fecharemos”.

Não precisava ter se alongado. O asfalto para “manter a aliança” foi suficiente. Está – a menos que nossos espíritos estejam mal aguçados – implícita a determinação de dividir o bolo: a vice-prefeitura de Salvador por dois anos e a perspectiva de tê-la por mais quatro.

Vamos convir que não há outra pedida e, sobretudo, força mais legítima para assumir essa “responsabilidade”. O conflito é novo na Bahia “democrática”, mesmo a políticos de formação “moderna”. Será preciso uma opção entre o compartilhamento do poder e o velho dissenso de sempre.

Piatã está fora desde que assumiu

Data: 08/02/2016
15:53:29

Lúcio falou também, supostamente em alguma entrevista nos vieses da folia, sobre deputados que, no passado, deixaram o PMDB, fascinados pelos governos do PT.

O móvel do comentário foi o deputado Alex da Piatã. A mídia estarrece-se com sua possível saída, aproveitando a “janela” a ser promulgada após o Carnaval, mas essa era uma pedra cantada desde quando assumiu o mandato.

É a única perda peemedebista na atual legislatura. Da fornada 2007-2011, de uma bancada de seis parlamentares, somente a deputada Marizete Pereira, ainda assim após a eleição de 2010, deixou o partido.

Na seguinte, como lembrou o deputado Lúcio em seu papo carnavalesco, a bancada perdeu a metade, com a saída, por ordem alfabética, de Alan Sanches, Ivana Bastos e Temóteo Brito.

Essa não vale

O deputado Alan Sanches deixou o PMDB, partido de oposição pelo qual foi eleito em 2010, e filiou-se ao nascente PSD, que foi criado para fazer parte da base do governo Jaques Wagner.

Alegar, agora, quando sai do partido do senador Otto Alencar, que procurou o caminho difícil da oposição, não pode, evidentemente, validar a transferência.


Gilmar Mendes e Dias Toffoli no plenário do TSE. Lula Marques Agência PT/El Pais

DO EL PAIS

Afonso Benites
Brasília

Um dos pesadelos do PT está próximo de se tornar realidade. Daqui a pouco menos de três meses o ministro Gilmar Mendes deverá ser empossado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em substituição ao ministro Dias Toffoli. Isso só não ocorrerá se houver uma reviravolta interna e os outros seis ministros da Corte romperem a tradição de indicar o atual vice-presidente no lugar do presidente. Na última semana, Mendes manteve o seu posto no foro eleitoral por indicação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele dependia desse aval para continuar no cargo.

Considerado um bastião da oposição no Judiciário brasileiro, Mendes é um ferrenho crítico do PT. Já chegou a dizer que, diante do esquema de desvios bilionários da Petrobras, o mensalão petista deveria ter sido julgado por um tribunal de pequenas causas. É comum ouvi-lo fazer comentários como esse nos julgamentos STF ou em palestras que profere frequentemente pelo país.

Neste momento, o maior problema para o PT no TSE é a rigidez e a celeridade com que Mendes quer tratar temas como a prestação de contas eleitorais. Exatamente neste tribunal corre uma ação judicial, patrocinada pelo oposicionista PSDB, que questiona as contas da campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) e pede a impugnação da candidatura dela e de seu vice, Michel Temer (PMDB) no pleito de 2014, quando ela foi reeleita. No atual cenário, em que a Câmara dos Deputados está enfraquecida sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a maior chance de Rousseff perder o seu cargo está no TSE. E lá é onde o Governo teria menor influência.

Até mesmo Dias Toffoli, que já foi considerado um ministro mais alinhado com os petistas por ter sido indicado ao STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje está distante das influências palacianas. Além disso, foi graças à intensa atuação de Mendes que a ação do PSDB ganhou força no tribunal. A relatora da ação, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, havia decidido engavetar o processo do PSDB por entender que faltavam provas na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo. Quando o caso chegou ao plenário do TSE, composto por sete membros, Mendes apresentou um posicionamento que a contestava e acabou vencedor por cinco votos a dois.

Na ação de impugnação, o PSDB acusa a chapa Dilma-Temer de ter cometido abuso de poder político, econômico e fraude na campanha. Cita também que houve o “financiamento de campanha mediante doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”. O PT nega essas irregularidades e tentou acelerar o julgamento desta ação antes da saída de Toffoli, mas até agora não conseguiu.

Conforme especialistas em direito eleitoral, é difícil antecipar o julgamento desta ação porque há prazos regimentais a serem cumpridos pelas partes. Ainda falta, por exemplo, uma manifestação oficial de Dilma Rousseff e Michel Temer, que já foram notificados, e a apresentação de eventuais provas que o PSDB diz ter. A principal base dos tucanos para concluir que houve um financiamento ilegal, por exemplo, está na operação Lava Jato. E é exatamente nela que Mendes se baseou para garantir a vitória de seu voto contra o de Moura.

Em entrevista ao portal UOL no mês passado, Mendes disse acreditar que esse julgamento será concluído ainda no primeiro semestre deste ano. Ou seja, em até um mês após ele assumir o cargo de presidente do TSE. Afirmou também que espera o compartilhamento de provas da Lava Jato para embasar a denúncia. “Se se concluir neste semestre, melhor. Porque esse processo também traz instabilidade política. O eventual desfecho desse processo no sentido da sua aceitação significa a cassação dos mandatos e a realização de eleições”.

Se o julgamento da ação resultar na cassação da candidatura de Rousseff, pode ser que o país tenha não só eleições municipais em outubro deste ano (quando se elegem prefeitos e vereadores), mas também tenha de escolher um novo presidente. Na mesma entrevista, Mendes afirmou que a votação conjunta é plausível. É tudo o que o PT luta contra neste momento.

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09
Posted on 09-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 09-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2016


Mujica:conversa com Fidel em janeiro

DO G1 / O GLOBO

O ex-presidente uruguaio José Mujica, que visitou Havana no final de janeiro, afirmou que o presidente Raúl Castro já tomou a decisão de deixar o governo por causa de sua idade, revela em entrevista publicada nesta segunda-feira (8) pelo jornal italiano La República.

“Raúl vai embora, já está com a decisão tomada e tem 85 anos. Por quê? Porque com a biologia não se pode e é preciso respeitá-la porque é determinante”, assinalou o ex-presidente do Uruguai (2010-2015).

O comentário surgiu quando indagado sobre a possibilidade da sua volta como candidato no Uruguai, o que também descartou por causa da idade. Em seguida, deu como exemplo governantes longevos como os irmãos Castro.

Porém, o ex-presidente uruguaio não deixou claro quando Raúl deixaria o poder, nem como seria o processo de sucessão na presidência de Cuba. Quando foi eleito para o segundo mandato de cinco anos, em 2013, Castro afirmou que seria sua última legislatura.

“Devo esclarecer que, no meu caso, independente da data em que nossa constituição for atualizada, este deve ser meu último mandato”, disse, na época, Raúl Castro.

Raúl Castro é o presidente de Cuba desde 2006, quando seu irmão, Fidel Castro, ficou doente e deixou o poder. Em 2008, ele foi eleito oficialmente. Os irmãos Castro comando o país desde 1959.

Fidel melhor

Sobre Fidel Castro, Mujica disse que o viu melhor do que há dois anos, apesar de “estar com dificuldades para caminhar”.

“Tem que usar uma bengala, mas está com a cabeça muito clara, perfeitamente informado. Fiquei surpreso que leia sem óculos. Está vivaz, faz perguntas inteligentes, como sempre”, afirmou.

A foto de Mujica com Fidel Castro difundida em 30 de janeiro é a imagem mais recente do líder cubano.

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