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Postado em 08-02-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 08-02-2016 00:33

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Temer já emitiu o bilhete de Cunha

O cenário começa a tomar a configuração das grandes estratégias para o vice-presidente Michel Temer – para manter o cargo, para assegurar mais uma “temporada” no comando do PMDB e para viabilizar-se como candidato à sucessão em 2018, entre outros objetivos que eventualmente persiga.

E eis que o lorde inglês de Tietê empalma duas palavras que, embora aparentemente com a mesma raiz, têm significados diferentes: florete e floreio. O florete é arma branca, afiada, porém de ponta amortecida, de incisão menos danosa.

Quando apoia Jarbas Vasconcelos para assumir a presidência da Câmara, Temer o esgrime com eficácia, pois exibe a premissa de que dá como certa a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, sem explicitá-lo, homem leal que é, principalmente com um aliado.

Preocupado em atrair o que resta de “esquerda” no PMDB para seu projeto interno no partido, Temer demonstra que não está nem aí para a presidente Dilma, pois Jarbas é partidário do impeachment e tem autoridade, eventualmente, em novo pedido, para comandar o acolhimento pela Câmara.

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O velho amigo e companheiro Jarbas

Data: 07/02/2016
12:24:18

É nessa parte que entra o floreio, palavras derramadas ao vento para encobrir um passado dos “mesmos tristes, velhos fatos, que num álbum de retratos” todos colecionam.

As divergências do partido não significam “desunião”, porque a “convergência” passa a ser o objetivo maior quando o país vive “momentos dramáticos” – como agora, e ele naturalmente não precisou completar.

O geralmente discreto Temer dá tratos ao verbo. Jarbas “é um dos primeiros nomes do PMDB”, conceito que já lhe transmitira. Além disso, “sempre dignificou” o partido, ao qual daria “estatura extraordinária” caso viesse a suceder Cunha.

De fato, Jarbas tem história. Na década de 70, formou na frente parlamentar de resistência à ditadura, constituindo o “bloco autêntico” do velho MDB, entre cujos membros podem ser citados Marcos Freire, Fernando Lyra, Chico Pinto e Alencar Furtado. Hoje é uma pequena lembrança daquela época

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