ARTIGO
Revisitando NY

Laura Dourado Tonhá

Final do ano passado estive em terras nova-iorquinas, desfrutando o frio charmoso de Manhattan. Fui convocada pelo editor deste blog a falar sobre esta passagem por lá… e procrastinei… costumo ser mais entusiasmada quando se tratar de viagens, mas por razões que demorei a entender, neste caso, foi diferente.
Particularmente, foram dias incríveis, bastante hedonistas, passeei bastante, vi decoração de Natal, estive em restaurantes excelentes e tomei muito vinho, apesar do preço do dólar, desanimador para nós tupiniquins. Também pratiquei meu esporte favorito em viagens, “watching people” . Gosto de observar as pessoas como vivem no cotidiano. Na ilha mais famosa do mundo, um dos m2 mais caros do planeta, as pessoas estão praticando bastante “running”, a corrida de rua é uma febre, a comida saudável também e a quinoa está em alta. Em Manhattan, fast food, tipo Mc Donalds, esta em absoluta decadência.
Observando mais, foi possível perceber que a Manhattan, linda e chique de Sex in the City, está diferente. A cidade e seus moradores já não refletem a supremacia e esplendor de outrora, nas ruas os mendigos, muitos, não deixam dúvidas.
O atentado de 11 de setembro de 2001 e a crise de 2008, mudaram a cidade. Uma mudança evidente para mim que estive lá antes destes acontecimentos. O clima de vigilância é constante. Andei por pontos turísticos como Times Square e Empire State nos dias que se seguiram ao atentado do último novembro em Paris, Nova York estava em alerta, mas de acordo com os moradores tal vigilância na cidade é constante.
A crise do mundo ocidental é evidente. A crise da Bolsa, a tecnologia que desempregou, o terrorismo que intimida, está tudo ali, sem solução. As respostas virão. Talvez dali. As próximas gerações se reinventarão, como tem sido. Mas, no momento tudo parece nebuloso. Nova York sentiu. Talvez, por isso, demorei para escrever.Algo estava diferente e sem resposta em NY. Difícil ler o estilo americano de ser, sem a tal confiança e certeza de si.
A cidade esta sem a empáfia habitual, mas ainda respira e transpira inspiração: empreendedorismo latente e pulsante, ideias de negócio exclusivas e inusitadas, criatividade, competência, empoderamento.
Em tempos de crise lá e cá, não vale dar sorte para o azar, como reza a lenda: uma alisadinha nas bolas do touro de Wall Street atrair sorte e prosperidade, fila de gente do mundo todo para cumprir o ritual, não seria eu que iria fugir à regra.
Espero retornar em breve.

Laura Dourado Tonhá é publicitária, estudante de Direito (estagiária em advocacia) e fundadora do site blog Bahia em Pauta

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Comentários

vitor on 8 Fevereiro, 2016 at 12:23 #

Sim, Laurita, voltará, seguramente. Pode apostar. Afinal (asseguro) você é o próprio rosto e jeito de NY.Além disso, assim como Paris na romântica história cinematográfica de Ingrid Bergman e Bogart, “sempre haverá NY”. BP e seu editor agradecem pelo texto. E pedem mais.


Raffaelli Brito on 8 Fevereiro, 2016 at 15:05 #

Quinoa x Mc Donalds.. gostei.. os americanos sofrem muito com a obesidade infantil.
parabéns pelo texto Laura


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