EVOÉ!!! Carnaval é isso, o resto é balcão de secos e molhados!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Lewandowski posto à prova

Eliane Cantanhêde escreve no Estadão sobre o possível acordo entre Renan Calheiros, Dilma e Rodrigo Janot para que o peemedebista fosse poupado na Lava Jato. Para a colunista, a prova dos 9 será Ricardo Lewandowski.

Leiam o que Eliane Cantanhêde publicou no Estadão:

“A confusão piorou muito, muitíssimo, depois que o ministro Luiz Edson Fachin liberou para entrar na pauta do plenário do Supremo aquele processo de Renan, de oito anos atrás, em que ele caiu na esparrela de uma ex-amante. Cabe ao presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, determinar a data do julgamento. É a prova dos 9 do presidente do STF.

Se puser o processo de Renan na pauta, cria um problemão para Dilma, que enfrenta o pedido de impeachment com Cunha na Câmara e precisa de Renan no Senado. Se não puser, vira alvo da opinião pública, tendo de justificar, tintim por tintim, em que baseia sua decisão de poupar Renan numa hora dessas.”

ARTIGO
Revisitando NY

Laura Dourado Tonhá

Final do ano passado estive em terras nova-iorquinas, desfrutando o frio charmoso de Manhattan. Fui convocada pelo editor deste blog a falar sobre esta passagem por lá… e procrastinei… costumo ser mais entusiasmada quando se tratar de viagens, mas por razões que demorei a entender, neste caso, foi diferente.
Particularmente, foram dias incríveis, bastante hedonistas, passeei bastante, vi decoração de Natal, estive em restaurantes excelentes e tomei muito vinho, apesar do preço do dólar, desanimador para nós tupiniquins. Também pratiquei meu esporte favorito em viagens, “watching people” . Gosto de observar as pessoas como vivem no cotidiano. Na ilha mais famosa do mundo, um dos m2 mais caros do planeta, as pessoas estão praticando bastante “running”, a corrida de rua é uma febre, a comida saudável também e a quinoa está em alta. Em Manhattan, fast food, tipo Mc Donalds, esta em absoluta decadência.
Observando mais, foi possível perceber que a Manhattan, linda e chique de Sex in the City, está diferente. A cidade e seus moradores já não refletem a supremacia e esplendor de outrora, nas ruas os mendigos, muitos, não deixam dúvidas.
O atentado de 11 de setembro de 2001 e a crise de 2008, mudaram a cidade. Uma mudança evidente para mim que estive lá antes destes acontecimentos. O clima de vigilância é constante. Andei por pontos turísticos como Times Square e Empire State nos dias que se seguiram ao atentado do último novembro em Paris, Nova York estava em alerta, mas de acordo com os moradores tal vigilância na cidade é constante.
A crise do mundo ocidental é evidente. A crise da Bolsa, a tecnologia que desempregou, o terrorismo que intimida, está tudo ali, sem solução. As respostas virão. Talvez dali. As próximas gerações se reinventarão, como tem sido. Mas, no momento tudo parece nebuloso. Nova York sentiu. Talvez, por isso, demorei para escrever.Algo estava diferente e sem resposta em NY. Difícil ler o estilo americano de ser, sem a tal confiança e certeza de si.
A cidade esta sem a empáfia habitual, mas ainda respira e transpira inspiração: empreendedorismo latente e pulsante, ideias de negócio exclusivas e inusitadas, criatividade, competência, empoderamento.
Em tempos de crise lá e cá, não vale dar sorte para o azar, como reza a lenda: uma alisadinha nas bolas do touro de Wall Street atrair sorte e prosperidade, fila de gente do mundo todo para cumprir o ritual, não seria eu que iria fugir à regra.
Espero retornar em breve.

Laura Dourado Tonhá é publicitária, estudante de Direito (estagiária em advocacia) e fundadora do site blog Bahia em Pauta

Incrível Netinho, grande ausente do carnaval 2016 em Salvador (por motivos de saúde) enquanto artistas se desdobram em cima de trios elétricos ( Ivete à frente) para ver quem faz mais salamaleques aos atuais donos do poder, Rui Costa (governador), do PT, e ACM Neto (prefeito), do DEM.
Bravo, paulistanos, bela bela e digna homenagem ao grande artista do axé da Bahia!!!.
BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

fev
08


O ex-presidente em imagem de arquivo.
R. Stuckert/Instituto Lula

DO EL PAIS

No baralho do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o ás, o rei e o valete. Quadro mais importante da legenda, puxador de votos e formador de sucessores no Planalto, o petista foi jogado nas últimas semanas no meio de um turbilhão das operações Lava Jato e Zelotes, que ameaçam torná-lo carta fora da disputa de 2018. Um sítio de amigos e um tríplex de luxo reformados por empreiteiras investigadas por participação no caso de corrupção da Petrobras colocaram o mito de Lula novamente em uma posição desfavorável. Vale lembrar que não é a primeira vez que o petista tem sua popularidade arranhada por escândalos no partido: apesar de sofrer desgaste durante o mensalão, o ex-presidente escapou quase ileso do episódio, e foi reeleito em 2006.

Mas agora, ao ter seu nome envolvido no que as autoridades acreditam ser um possível episódio de troca benesses – que incluiriam um elevador privativo no tríplex – por contratos com o Governo, a reputação do líder petista sentiu o abalo. Vale lembrar que todos os ex-presidentes, de José Sarney a Lula, passando pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, e políticos de modo geral, são frequentemente cortejados com presentes, favores e agrados por parte do empresariado, em relações que muitas vezes se encontram na fronteira entre o imoral e o ilegal. “Não basta parecer sério, é preciso ser sério”, diz o provérbio atribuído ao imperador romano Júlio César, referindo-se à sua ex-esposa Pompeia.

Se no passado outros políticos brasileiros tiveram ‘agrados’ questionados, agora é Lula quem está no centro das atenções, justamente quando sua sucessora está no poder, e quando seu partido tem declarado interesse nas eleições de 2018. Por isso, cabe a ele justificar que o que parece ser não é exatamente. Nos últimos dias a seriedade do ex-presidente foi posta à prova com a divulgação de um ofício do delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pela Zelotes, no qual ele confirma a existência de um inquérito para apurar se o ex-presidente e outras pessoas participaram do esquema investigado ou se foram vítimas do mesmo. Assim, Lula entrou de vez nas duas operações da Polícia Federal: seu nome começou a ser atrelado à Lava Jato e já é investigado na Zelotes.

O reflexo da crise na imagem do petista se traduz em números. Pesquisa do instituto Ipsos divulgada nesta semana apontou que apenas 25% dos entrevistados consideram que o petista é honesto. Durante o escândalo do mensalão eram, 49% acreditavam na idoneidade do líder. E não é só: 68% das pessoas acham que Lula não tem moral para falar de ética, (ante 57% em 2005), e 67% disseram que a Lava Jato mostra que o ex-presidente é tão corrupto quanto outros políticos (no mensalão 49% tinham essa percepção). Soma-se a isso a péssima avaliação do Governo de Dilma Rousseff, o naufrágio ainda sem socorro da economia brasileira e a expectativa de mais um ano de martírio na relação do PT com o Congresso – sem contar o surto de doenças com o zika vírus –, e têm-se os ingredientes que podem jogar vinagre nas aspirações do ex-sindicalista de subir, pela terceira vez, a rampa do Palácio do Planalto.

Os números são influenciados fortemente pelo bombardeio sofrido pelo ex-presidente na imprensa, que colocou sob escrutínio seu patrimônio – e de seus amigos. Alguns veículos fizeram até mesmo o levantamento de quantas vezes Lula esteve no sítio de Atibaia (111 vezes), filmagens aéreas da região, e o cálculo do tamanho da propriedade: 173.000 metros quadrados ou 24 campos de futebol, como repetem diariamente os noticiários. É aí que mora o perigo, segundo alguns analistas. O brasileiro simples pode se perder dentro das notícias que falam sobre desvios de 100.000 reais ou 100 milhões. Mas ele entende perfeitamente a figura de linguagem que chegou agora para falar sobre as posses do ex-líder sindical. Ou sobre uma cozinha planejada adquirida para o triplex no Guarujá, pago por uma construtora.

“Quando você fala que o mensalão desviou milhões, bilhões, de reais, ou menciona compra de apoio parlamentar, isso não quer dizer nada para o ‘brasileiro médio”, diz Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília. “Agora quando você fala em elevador privativo e reformas no sítio pagas por empreiteiras, isso choca demais a população, que passa a ver o Lula como uma farsa. As pessoas tendem a se questionar: ‘esse era o presidente pai dos pobres?”. Segundo ele, nesse cenário o valor envolvido na reforma, por exemplo, não é o fundamental para provocar o desgaste da imagem do petista, mas sim a questão dos valores e da ética.

A vantagem que Lula sempre teve em relação a seus rivais desde que foi eleito em 2003, que é justamente o imaginário popular sobre o homem que saiu da pobreza para olhar pelos menos favorecidos, entra em curto-circuito neste momento em que o juiz Sergio Moro foi elevado a categoria de herói nacional. Vale lembrar, de qualquer forma, que o Guarujá é hoje uma praia de classe média mas está longe dos circuitos dos milionários, assim como a cidade de Atibaia, a uma hora da capital paulista.

A polícia investiga se o sítio seria efetivamente de Lula, embora esteja em nome de amigos, o que caracterizaria ocultação de propriedade. Para aliados do ex-presidente, que saiu do poder com 80% de aprovação, essa leitura é absurda. Em entrevista ao jornal O Globo,o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, diz que qualquer pessoa poderia comprar um sítio ou casa na praia e emprestar a alguém. “Vamos imaginar que eu tenho uma casa na praia e disponibilize para você usar todo final de semana, alguém tem alguma coisa ver com isso? É o caso do sítio”, afirmou. “O problema é que não estão atrás da verdade. Estão atrás de encontrar um jeito de mostrar que o Lula está envolvido na Lava-Jato”, completou Marinho.

Se real ou apenas perseguição política, o fato é que já há quem duvide que o ex-presidente chegue com fôlego de concorrer à eleição em 2018. A empresa de consultoria política e de risco Eurasia Group, que costuma ser ponderada em suas avaliações políticas sobre o Brasil – nunca encampou a tese do impeachment de Dilma, por exemplo – chegou a cravar em um relatório que “Lula está fora da corrida presidencial de 2018”. Para justificar a análise, cita um estudo segundo o qual as chances de um presidente emplacar sucessor quando sua popularidade é menor do que 40% gira em torno de 6%. “A aprovação de Dilma gira em torno de 10% a 15%”, diz o relatório. Soma-se a isso “a profundidade com que o escândalo da Lava Jato já rebaixou Lula aos olhos de 70% da população”.

Caldas, da Universidade de Brasília, hesita em tirar Lula do páreo em 2018, em todo caso. “Prova disso é o mensalão. Todos davam ele como acabado em 2004, e no entanto em 2006 ele se reergueu e foi reeleito”, afirma o professor, que, no entanto, vê diferenças no tipo de escândalo que resvala no ex-presidente agora. O único cenário no qual o cientista político vê o fim das pretensões presidenciais do petista é caso ele seja condenado na Justiça.

O analista político Thiago de Aragão, da Arko Advice, concorda com a avaliação de Caldas. “É complicado colocá-lo como carta fora do baralho faltando dois anos para as eleições, principalmente no Brasil, onde a população tem uma enorme capacidade de perdão e esquecimento”, afirma. No entanto, ele faz uma ressalva com relação à diferença nos momentos econômicos vividos no país à época do mensalão e agora: “Quanto mais a economia cresce, mais a sociedade é tolerante com a política, e o contrário também é verdade. Os anos do mensalão foram de esperança, foi um momento positivo para a economia nacional”. Hoje, com a atual crise econômica e o aumento do desemprego, Aragão diz existir uma parcela da população que relaciona o “o petrolão com a crise”. “Um indivíduo que acabou de perder o emprego e está em casa assistindo TV vê uma reportagem com os números dos desvios na Petrobras, e faz essa associação. E no final, tudo isso é canalizado para o Lula e o PT”.

Até o momento o ex-presidente prestou depoimento no âmbito da operação Zelotes, que investiga a compra de Medidas Provisórias durante seu Governo e a venda de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. No entanto até o final do mês ele e sua mulher, Marisa Letícia, devem depor na condição de investigados. Para o Instituto Lula, “fracassaram todas as tentativas de envolver o nome do ex-presidente no processo da Lava Jato, apesar das expectativas criadas pela imprensa, pela oposição e por alguns agentes públicos partidarizados, ao longo dos últimos dois anos”.

De acordo com a nota, tentativas do mesmo gênero feitas no âmbito da Zelotes também devem fracassar. Não há nenhum elemento que justifique a mudança do tratamento. Sobre o inquérito que irá apurar eventuais responsabilidades de Lula no caso de vendas de MPs, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o petista “foi ouvido no dia 6 de janeiro na condição de informante, sem a possibilidade de fazer uso das garantias constitucionais próprias dos investigados”, e que “não há nenhum elemento que justifique a mudança do tratamento [de tratá-lo como investigado]”.

fev
08
Posted on 08-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-02-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Temer já emitiu o bilhete de Cunha

O cenário começa a tomar a configuração das grandes estratégias para o vice-presidente Michel Temer – para manter o cargo, para assegurar mais uma “temporada” no comando do PMDB e para viabilizar-se como candidato à sucessão em 2018, entre outros objetivos que eventualmente persiga.

E eis que o lorde inglês de Tietê empalma duas palavras que, embora aparentemente com a mesma raiz, têm significados diferentes: florete e floreio. O florete é arma branca, afiada, porém de ponta amortecida, de incisão menos danosa.

Quando apoia Jarbas Vasconcelos para assumir a presidência da Câmara, Temer o esgrime com eficácia, pois exibe a premissa de que dá como certa a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, sem explicitá-lo, homem leal que é, principalmente com um aliado.

Preocupado em atrair o que resta de “esquerda” no PMDB para seu projeto interno no partido, Temer demonstra que não está nem aí para a presidente Dilma, pois Jarbas é partidário do impeachment e tem autoridade, eventualmente, em novo pedido, para comandar o acolhimento pela Câmara.

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O velho amigo e companheiro Jarbas

Data: 07/02/2016
12:24:18

É nessa parte que entra o floreio, palavras derramadas ao vento para encobrir um passado dos “mesmos tristes, velhos fatos, que num álbum de retratos” todos colecionam.

As divergências do partido não significam “desunião”, porque a “convergência” passa a ser o objetivo maior quando o país vive “momentos dramáticos” – como agora, e ele naturalmente não precisou completar.

O geralmente discreto Temer dá tratos ao verbo. Jarbas “é um dos primeiros nomes do PMDB”, conceito que já lhe transmitira. Além disso, “sempre dignificou” o partido, ao qual daria “estatura extraordinária” caso viesse a suceder Cunha.

De fato, Jarbas tem história. Na década de 70, formou na frente parlamentar de resistência à ditadura, constituindo o “bloco autêntico” do velho MDB, entre cujos membros podem ser citados Marcos Freire, Fernando Lyra, Chico Pinto e Alencar Furtado. Hoje é uma pequena lembrança daquela época

fev
08
Posted on 08-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-02-2016



Bruno Aziz, no jornal A Tarde (
BA)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Responsabilidade histórica

Em coluna assinada para O Globo, Fernando Henrique Cardoso escreveu sobre o que considera certo e errado, e destacou que isso pouco tem a ver com o entendimento de esquerda e direita. Os dois trechos abaixo concluem o artigo:

“É urgente corrigir os desatinos fiscais do lulopetismo, desaparelhar o Estado, reconquistar a confiança da sociedade e retomar a agenda de reformas que o lulopetismo abandonou em favor de anabolizantes pró-crescimento que produziram medonhos efeitos colaterais para o país.”

“Há forças capazes de corrigir os desatinos cometidos. Para isso, é preciso que lideranças não comprometidas com o lulopetismo, apoiadas pelos grupos sociais que nunca se deixaram ou não se deixam mais seduzir pelo seu falso encanto, assumam a sua responsabilidade histórica, dentro da Constituição, para fazer o certo em benefício do povo e do país.”

É justamente o que o Brasil espera das lideranças ligadas a Fernando Henrique Cardoso.

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