DEU NO BLOG DO NOBLAT (O GLOBO)

Ricardo Noblat

Por cautela, e para escapar da suspeita de agir com parcialidade, o juiz Sérgio Moro suspendeu o prazo para as alegações finais da defesa dos executivos da Odebrecht envolvidos com a roubalheira na Petrobras, entre eles Marcelo Odebrecht, ex-presidente.

E pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que se manifeste num prazo de três dias sobre a decisão da Justiça suíça que apontou erros de procedimento no envio ao Brasil de documentos capazes de comprovar a prática de crimes por parte de tais executivos.

Por meio de uma das offshores que controla no exterior, a Odebrecht recorreu, na Suíça, contra a remessa de documentos bancários ao Brasil em pedido de cooperação internacional feito por aquele país.

O objetivo do pedido era cobrar a ajuda de autoridades brasileiras para a apuração conduzida pelo Ministério Público da Suíça, que também investiga a Odebrecht e seus funcionários pela suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro.

A Justiça Suíça não pediu a devolução dos documentos. Nem decidiu que eles não podem ser usados contra a Odebrecht por aqui. Apenas reconheceu erros “procedimentais” cometidos por ela mesma no envio dos documentos. E autorizou a Odebrecht apenas a ingressar com “um recurso interno, tal qual ocorreria caso o pedido de cooperação tivesse partido do Brasil para a Suíça” e não o contrário.

“Assim, a decisão não tem qualquer efeito sobre a acusação criminal contra executivos da empresa, amparada em amplas provas de pagamentos de propinas no Brasil e no exterior e do desvio de bilhões de reais dos cofres públicos.”, segundo nota distribuída ontem pelo Ministério Público Federal, do Paraná.

O entendimento de Moro não é diferente, como prova trecho do seu despacho antecipado, ontem, pelo jornal O Estado de S. Paulo:

“Apesar da aparente identificação de condutas criminais envolvendo as contas, entendeu a r. Corte que a documentação não poderia ser encaminhada via pedido de cooperação ativo (da Suíça) ao Brasil, pois deveria seguir o procedimento do pedido de cooperação ativo do Brasil à Suíça. Por consequência do erro de procedimento, estabeleceu que o Apelado (o Ministério Público Suíço) deveria “iniciar retroativamente o procedimento correto de cooperação mútua”.

Consignou, de todo modo, que o País Requerido, no caso o Brasil, não “pode ser responsabilizado por medidas falhas de órgãos públicos suíços”. Também, em princípio, denegou o pedido do Apelante (Havinsur/Odebrecht) de que o Tribunal determinasse que os documentos não poderiam ser utilizados pelo Brasil ou que fossem devolvidos, já que as falhas procedimentais das autoridades suíças seriam supríveis. A expressão utilizada é a de que solicitação de devolução das provas ou de sua desconsideração “mostrar-se-ia supérflua” (“turns out to be superfluous”).

Então, aparentemente, apesar do reconhecimento pelo Tribunal Suíço da ocorrência de erros procedimentais na transmissão dos documentos atribuíveis às autoridades suíças (e não na quebra de sigilo bancário na Suíça ou na avaliação da presença de relevante conduta criminal), não há, em princípio, decisão daquela r. Corte solicitando a devolução dos documentos ou impedindo a sua utilização no Brasil, pelo contrário, há decisão expressa denegando tal solicitação feita pela Apelante Havinsur/Odebrecht e há afirmação de que os erros procedimentais seriam supríveis na Suíça.

Assim, quanto ao pedido da Defesa do imediato desentranhamento desses documentos, é o caso de, em análise sumária, indeferi-lo provisoriamente, pois a decisão da Corte Suíça não é, em princípio, nesse sentido. De todo modo, para resolver em definitivo tal questão relativamente complexa, necessário ouvir o MPF local.”

“Quem se perdeu do amor humano é como tesoura cega/ Não tem mais direito ao pano”.

Música de Waltinho Queiroz e César Costa Filho, para cantar no Relógio de São Pedro, com Beth Carvalhho, sem trocar a alma pela palma!!!

BOA TARDE E BOM CARNAVAL

(Gilson Nogueira)

fev
03

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A mulher pelada de Renan Calheiros

Renan Calheiros, oito anos atrás, foi acusado de repassar propina da Mendes Jr. para sua amante, Mônica Veloso.

A repórter Beatriz Bulla informa que o ministro Luiz Edson Fachin, ontem à noite, finalmente liberou o caso para julgamento no STF.

Ele pertence a um tempo em que a Playboy ainda mostrava mulheres peladas, como a própria Mônica Veloso. E pertence também a um tempo em que eu, Diogo, ainda chamava os políticos de “meio vagabundos”, como se pode ler na capa da revista.


Mônica e Diogo juntos, com oito anos de atraso

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O longo pronunciamento do governador Rui Costa na sua mensagem anual na Assembleia Legislativa, ontem, poderia ter sido melhor – se tivesse sido mais curto.

Estendido a cerca de duas horas, serviu apenas de tortura mental aos que, por protocolo ou dever profissional, tiveram de ouvi-lo.

Trata-se de um momento único, em que o responsável pelo Poder Executivo comparece ao Legislativo para relatar sua ação no ano anterior e anunciar programas abrangentes e estruturantes para o corrente.

Rui recheou sua fala de chavões e assuntos sem conteúdo, a exemplo das dezenas de visitas a escolas sem, desgraçadamente, que isso tenha produzido uma melhora substancial na educação.

Enfadonho, referiu-se a muito dinheiro, sempre na casa dos milhões, como se a ressonância das cifras fosse suficiente para convencer o ouvinte da importância da obra ou serviço.

Aproveitando a época, chegou ao extremo o governador de citar o “apoio a blocos afros” e informar que “25 mil homens” comporão a força policial no Carnaval, nada mais, rigorosamente, que uma rotina administrativa.

Esperava-se uma abordagem compatível com o elevado cargo do orador, de linhas amplas, contendo compromissos factíveis de investimento para fortalecer a economia e, por consequência, a criação de empregos.

O que tivemos foram referências pontuais, temas antigos e compromissos vãos, mais parecendo de natureza primordialmente política, pois o governador fazia questão de vincular obras e outros anúncios a deputados, citados nominalmente entre sorrisos de cumplicidade.

Contar com “parcerias” e projetar tudo para o futuro foi a tônica, num texto sem conteúdo e profundidade, às vezes, lido atropeladamente.

Foi pior nas partes improvisadas, quando Rui entrou pelo surto das doenças provocadas pelo aedes aegypti.

“O mosquito não tem filiação partidária, não é de oposição nem de governo”, advertiu o governador. E ainda houve quem puxasse aplausos.

Vá pras ruas, livre e sem cordas, que é a melhor maneira de ver e viver o carnaval de Salvador. do Rio ou de Veneza.

BOA QUARTA-FEIRA DE ABERTURA DA FOLIA NA CIDADE DA BAHIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Ordinários. Ordinaríssimos”

O Estadão bate forte e justamente na “alma mais honesta do mundo”.

Tome isso, Lula:

“Se em relação a Luiz Inácio Lula da Silva a Operação Lava Jato e afins não conseguirem revelar nada mais do que até agora veio a público, já estará mais do que demonstrado um traço importante do comportamento do ex-presidente que o desqualifica como homem público incorruptível ou, como ele próprio se definiu, a ‘alma mais honesta’ do País: a promiscuidade com empresários corruptos como o ex-presidente da construtora OAS, condenado a 16 anos de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da Petrobras.”

E mais isso:

“A relação espúria Lula-Léo Pinheiro se reproduz em muitas outras do gênero que povoam o ambiente de promiscuidade entre política e negócios, com uma infinidade de ‘amigos do peito do presidente’. Ela é a própria essência do secular e corrupto sistema patrimonialista que trava o desenvolvimento do País. Um sistema que, pelas injustiças que tende a provocar – o caso Bancoop é um magnífico exemplo –, sempre esteve na mira do PT enquanto era oposição. Um sistema ao qual Lula e seus seguidores se renderam sem o menor constrangimento há 13 anos, sob o argumento falacioso de que, para fazer bem ao povo, é preciso garantir a ‘governabilidade’ a qualquer custo. Essa é a verdadeira farsa que a Lava Jato está desmontando. Lula e seus fiéis escudeiros, tendo à frente o notório José Dirceu, sempre se apresentaram como heróis ao povo brasileiro. Nunca passaram de homens comuns, daqueles que se deixam corromper pelas circunstâncias. Ao contrário deles, heróis mudam as circunstâncias e conservam suas virtudes. Lula e a tigrada nunca foram nem serão heróis – não passam de homens ordinários. Ordinaríssimos.”

Só que a Lava Jato tem tudo para revelar ainda mais sobre a “alma mais honesta do Brasil”.


Hillary Clinton realiza um evento em Nashua, New Hampshire.
A. LATIF REUTERS

DO EL PAIS
Yolanda Monge

Des Moines (USA)

Com 100% dos distritos eleitorais contados, o Partido Democrata anunciou na terça-feira a vitória da ex-secretária de Estado por uma diferença mínima: 49,8% contra 49,6% do senador de Vermont, o que estabelece que a luta pela indicação será longa e que o aparato do partido subestimou o potencial do velho socialista e a força do movimento dos milhares de jovens que o apoiam.

Tudo foi muito caótico. Nervoso e desconcertante. Enquanto o caucus republicano mostrava um claro vencedor na noite de segunda-feira, as somas feitas pelos democratas davam um saldo incerto sobre quem vencia. Nesse cenário, Hillary Clinton apareceu de surpresa entre seus seguidores forçando seu melhor sorriso, agradecendo a Iowa pelos serviços prestados e lembrando em seu discurso que ela era “uma progressista”. Como não poderia ser de outra forma, já que não podia cantar vitória, a ex-senadora se limitou a representar outro dos encontros de campanha.

A verdade é que não houve nenhum contratempo e isso evitou o pânico dentro do establishment democrata, mas a luz vermelha de alarme está longe de apagar. Isso foi confirmado pouco depois por Bernie Sanders lembrando que tinha vindo para a corrida pela nomeação presidencial “sem nome conhecido” e “sem dinheiro”. O homem de 74 anos que ganhou 84% do voto dos democratas entre 19 e 29 anos declarou o seguinte, sob os aplausos de êxtase de seus seguidores: “Vou competir com os Clintons, a organização política mais poderosa nos Estados Unidos”.

“Acho que as pessoas de Iowa enviaram uma mensagem muito profunda ao establishment político, econômico e, claro, também, aos meios de comunicação”, disse Sanders na noite de segunda-feira. “A mensagem é que, por causa da enorme crise que nosso país enfrenta, já é tarde demais para establishments, sejam políticos ou econômicos”. “Nunca é fácil perder”, acrescentou Sanders em seu discurso, referindo-se à retirada de Martin O’Malley da disputa. Claro que não estava falando de si mesmo. Sua derrota por tão pouco foi uma vitória.

Em Iowa 2016, Hillary Clinton tirou parte da espinha da garganta de Iowa 2008, quando abandonou esse estado rural do Meio Oeste com uma forte derrota. Mas seu plano não era esperar até as quatro da manhã para se declarar “aparente vencedora”. Quando Clinton começou sua marcha para a indicação nas planícies de Iowa em abril do ano passado, se considerava a candidata inevitável. A imprensa a exaltava como a candidata absoluta. Independente de quem fosse o adversário, seria despachado em poucos combates e o caminho ficaria livre para a convenção democrata, no final de julho.

Isso não aconteceu. Não vai ser assim. O senador de Vermont e seu exército de voluntários vão manter aberta a disputa porque têm a força e os recursos necessários para isso. Por enquanto, Sanders parte com uma vantagem considerável nas primárias de New Hampshire na próxima terça-feira. Também vai continuar sendo ampla a profunda divisão ideológica que separa os dois campos em disputa. Clinton é apoiada pelas mulheres (não as mais jovens) e pelos eleitores mais velhos. Mas não pode vencer sem o apoio dos jovens.

Nas semanas, ou meses, que vêm pela frente, Hillary Clinton precisa convencer as bases que agora a rejeitam que seu partido, ao contrário de Sanders –que se juntou recentemente às fileiras democratas – é o partido do New Deal, o partido de Franklin D. Roosevelt. Também é o partido de Woodrow Wilson; Harry Truman; Lyndon Johnson. O partido que possibilitou os direitos civis e a seguridade social.

fev
03
Posted on 03-02-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO JORNAL A TARDE

A 11ª Vara de Justiça Federal, de Goiânia, acatou nesta terça-feira, 2, a denúncia do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) contra 16 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudar prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF) em três estados do país. Entre os acusados está o baiano e pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira de futebol Edilson da Silva Ferreira, o Edilson ‘Capetinha’.

Segundo informações da 11ª Vara Federal, a denúncia foi recebida pelo juiz Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, e já foram expedidas as cartas precatórias para citação dos acusados – ou seja, a partir de agora, os citados no processo serão intimados pela Justiça e apresentarão suas defesas.

A quadrilha foi desarticulada através da Operação Desventura, no final do ano passado. De acordo com a denúncia do MPF-GO, Edilson aproveitou seu prestígio para se aproximar do seu gerente no banco e influenciá-lo a participar da fraude. A quadrilha falsificava bilhetes premiados e por prescrever e retirava a premiação no banco, dividindo os valores entre os integrantes do grupo e os funcionários cooptados. O grupo agia nos estados de Goiás, São Paulo e Bahia.

Em setembro último, quando a operação foi deflagrada, o MPF-GO pediu a prisão preventiva de Edilson, o que foi negado pela Justiça Federal. À época, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do ex-jogador, recolhendo discos rígidos de computadores lá.

Entre os crimes denunciados pelo inquérito estão os de furto qualificado por fraude, estelionato, moeda falsa, falsificação de documento público, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, crime contra a ordem tributária, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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