DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)rui

Briga de egos eleitoreiros na fronteira da folia

É inacreditável que, no momento que vive o país, seja o Carnaval – para ficarmos no exemplo da Bahia –, e não a educação, ou a saúde, ou a economia, a levar ao conflito duas autoridades do nível do governador Rui Costa e do prefeito ACM Neto.

Trata-se do perfeito caso em que os dois brigam e nenhum tem razão. Rui parte para o confronto como meio de polarizar com Neto num quadro pré-eleitoral em que é flagrante a vantagem do prefeito para a reeleição, o que o faz jogar qualquer cartada.

A desavença do momento tem seu cerne num aspecto supostamente técnico e funcional: o prefeito quer estender a folia e certa área da cidade e o governador diz que não há condições de policiamento por falta de recursos.

O prefeito certamente agiu de forma folgazã, marca da gestão, que pesa muito na conquista da simpatia popular, correspondendo ao seu interesse de consolidar a reeleição com que já sonha.

O governador acusa o prefeito ação “eleitoreira” ao querer forçar um gasto extra do Estado, dizendo preferir “salvar vidas”, numa alusão ao investimento em saúde, que o deputado Jorge Solla, do seu partido, no mesmo dia, garantiu que vem caindo.

Quem dá mais não interessa

Por outro lado, há uma guerra sobre despesas e patrocínios. Cervejarias pra cá, trios sem cordas pra lá, um gasta não sei quantos milhões, o outro não fica atrás – num duelo despudorado que faz do irracional coletivo o objeto da mensagem eleitoral.

A diferença só se estabeleceria se o governo ou a Prefeitura se descartasse de suas obrigações e deixasse com o outro a responsabilidade. Atuando como estão, cada um na sua seara, cooperam para dar aos soteropolitanos e visitantes um evento em que prevaleçam a paz e a diversão.

Nas ruas, a ação da polícia, da vigilância sanitária, dos agentes de trânsito, de órgãos de segurança de instalações e de diversas outras áreas de competência não será vista como estadual ou municipal pelo folião que vai às ruas. No barulho, ninguém distingue.

Reprovado

Mesmo com essa confusão toda, no entanto, não dá para o secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal, dizer que a grana para pagar a Ivete Sangalo e Bell vem da” iniciativa privada” e citar como fontes o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Bahiagás.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Janeiro 2016
    S T Q Q S S D
    « dez   fev »
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728293031