DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma ganha prazo para testemunhar

O juiz Vallisney Oliveira concedeu prazo até dia 5 de fevereiro para que Dilma Rousseff se manifeste por escrito como testemunha do lobista Eduardo Valadão na Operação Zelotes.

O prazo também vale para outras autoridades com foro privilegiado, como o ministro Aloizio Mercadante, além de parlamentares, governadores e prefeitos arrolados.

Eles podem alegar que não têm nada a dizer.

Leila Pinheiro,” Verde”, de Costa Netto e Eduardo Gudin, para tocar o barco,enquanto há Brasil.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO PORTAL DE NOTÍCIAS G1/ O GLOBO

Filipe Matoso e Roniara Castilhos

Do G1, em Brasília

Antes de embarcar para o Equador – onde participará de encontro de cúpula dos chefes de Estado da Celac – a presidente Dilma Rousseff convocou nesta terça-feira (26) ao Palácio do Planalto oito ministros para discutir, entre outros temas, a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado “Conselhão”, que será realizada na quinta-feira (28).

Participaram do encontro no gabinete da presidente: Jaques Wagner (Casa Civil), Valdir Simão (Planejamento), Nelson Barbosa (Fazenda), Kátia Abreu (Agricultura), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alexandre Tombini (Banco Central), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Aloizio Mercadante (Educação) – mesmo Mercadante não fazendo parte da equipe econômica, ele ocupou o cargo de secretário-executivo do conselho.

O “Conselhão” se reunirá em Brasília na próxima quinta após um ano e meio sem encontros – o último ocorreu em junho de 2014. A retomada do grupo é uma das estratégias da presidente Dilma Rousseff para encontrar alternativas para o país superar a crise econômica que enfrenta e retomar o crescimento.

Com o tema “Caminhos para a retomada do desenvolvimento sem inflação e com crescimento sustentável”, o conselho se reunirá em Brasília com o objetivo de “repactuar o diálogo” entre o poder público, empresas e a sociedade como um todo.

O encontro de Dilma e os ministros começou por volta das 9h50 e até a última atualização desta reportagem não havia sido encerrado e não havia previsão de entrevista coletiva no Palácio do Planalto por algum integrante da equipe econômica.

Integrantes
De acordo com a assessoria da Casa Civil, o decreto com os nomes dos 90 integrantes do “Conselhão” ainda não saiu no “Diário Oficial da União” porque alguns dos conselheiros ainda não confirmaram presença.

Mesmo sem a publicação, contudo, o governo já confirmou parte dos nomes. Entre eles, estão Luiz Trabuco (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú), Cláudia Sender (TAM), Alberto Broch (Contag), Creuza Oliveira (Fenatrad), Luiza Trajano (Magazine Luiza) e Warlei Martins (Cobap).

Criado em 2003 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o conselho é presidido por Dilma e por representantes de empresários, de movimentos sociais, de sindicatos e de representantes da sociedade civil.

jan
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CRÔNICA

MINHA ALMA TORCE

Gilson Nogueira

Minha alma canta, como a de Tom Jobim, quando vejo o Rio de Janeiro, de cima, da janela do avião. O mesmo acontece ao sobrevoar Salvador. Antes, diziam os antigos, “um colar de pérolas”.Hoje, não mais. A Cidade da Bahia é uma enorme maquete de contrastes e absurdos. Roubaram-lhe o colar.Mas, a poesia resiste.
Paradoxalmente construida em cima da beleza que Deus criou, Salvador é uma metáfora sem o brilho de outros carnavais. A violência urbana transformou a primeira capital do Brasil no império do medo,sufocou-lhe a alegria.
Quem busca inspiração, para compará-la, na atualidade, a uma jóia, desiste.
Salvador lembra, infelizmente, armadilha, considerando a ação dos bandidos que a transformaram na metrópole do crime na porta de entrada do turismo no Nordeste.
Apesar desse quadro de descontentamento, em função da insegurança pública, há motivo forte a provocar gritos de gol na arquibancada de minhas recordações. E na de muita gente,como eu.
Recordo,aqui, o avistar a terra em que nasci da janelinha do Andes, navio inglês que me trouxe da adorável Santos, até o Porto, em 1957. E de ter, dois anos depois, a maior emoção da minha vida, ao testemunhar o Esporte Clube Bahia campeão da primeira disputa de um campenato brasileiro de futebol, a Taça Brasil.
Por ser o maior feito do clube azul,vermelho e branco, o Esquadrão de Aço, derrotando, em 1959, no Maracanã, então considerado o Maior Estádio do Mundo, por 3×1, o Santos de Pelé, sinto na alma do torcedor que só irá visitar a Fonte Nova no dia em que ela voltar a ser chamada de Estádio Octávio Mangabeira, um faiscar de esperança por constatar que o maior time do planeta, nas suas divisões de base, está preparando os futuros campeões brasileiros da Nova Era, aquela que, nos espaços serenos da memória, os “Heróis de 59”, título do livro que o jornalista Antônio Matos está ultimando, ressurgirão, com talento e brio, no modo de atuar em campo.Em corpo e alma de meninos que vi jogar, como anteontem, pela TV,contra o América de Minas Gerais.
Salvador, por essas e outras, é a grandeza do Bahia. O banditismo organizado haverá de perder o jogo, meu povo!
Gilson Nogueira é jornalista, col
aborador da primeira hora do BP

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO(DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Uma longa equação na Bahia até 2022

Os próximos seis anos da política baiana podem ser representados por aquela cena recorrente que ilustra a descrição de grandes problemas: num quadro-negro que ocupa todo o fundo da sala, uma intrincada sucessão de fórmulas, símbolos e incógnitas.

Em meio a esse emaranhado, porém, uma afirmação pode ser feita: o prefeito ACM Neto é, inarredavelmente, candidato à reeleição, apesar dessas avaliações esquisitas que andaram por aí, segundo as quais ele temeria enfrentar a partir de 2017 a escassez de recursos decorrente da “crise”.

Sensatez é preciso. Neto ganhou a Prefeitura contra as máquinas federal e estadual em ponto de bala e assumiu o cargo com a cidade e as finanças em frangalhos. Não será agora, com melhor domínio da gestão e popularidade, diante do adversário enfraquecido, que abrirá mão do poder.

Igualmente frágil é a ideia adjunta de que, não sendo candidato este ano, o prefeito também poderia não enfrentar o governador Rui Costa em 2018, mas guardar-se para 2022. Faltou dizer o que ele faria nos seis anos seguintes.

jan
26
Posted on 26-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-01-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Ensaios das escolas de samba no Rio.
B.K. Getty Images/Robert Harding World Imagery

DO EL PAIS

María Martín

Do Rio de Janeiro

Não há neste Carnaval nenhuma fantasia, por mais criativa que seja, capaz de alavancar as vendas das lojas especializadas. Na tradicional fábrica de máscaras Condal, no Rio do Janeiro, os funcionários moldaram neste ano o rosto do japonês da Federal – o agente que aparecia com ar risonho e óculos de sol junto a todos os detidos da Operação Lava Jato. Também desenharam a do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a dos políticos presos no escândalo da Petrobras, mas não há nenhum clima de euforia.

“Vendemos 3.000 máscaras do japonês, mas o resto, junto, não chega a outras 3.000. Só da do Joaquim Barbosa [então ministro do Supremo Tribunal Federal que foi protagonista no Carnaval de 2013] vendemos 15.000! Este ano está sendo muito difícil, vendi 30% menos”, calcula Olga Gibert, a catalã que comanda essa fábrica que abastece o Brasil com máscaras há 40 carnavais.

A crise no Brasil, em recessão há seis meses e com uma inflação muito acima do índice previsto, está desinflando o ânimo e os bolsos dos brasileiros, fechando lojas de fantasias – “Das 40 lojas que atendíamos em Belém, sete faliram”, conta Gibert – e anestesiando qualquer euforia para a festa mais importante do ano. Várias cidades cancelaram seus desfiles para investir em necessidades básicas a pequena fortuna antes dedicada ao Carnaval.

A cidade de Porto Ferreira, no interior de São Paulo, por exemplo, precisava de uma ambulância, então a prefeita decidiu dedicar à secretaria da Saúde os 150.000 reais inicialmente orçados para a folia. Em Irati, no Paraná, os 100.000 reais do desfile serão gastos em obras para evitar alagamentos no centro do município. A prefeitura de Rolim de Moura, em Rondônia, construirá salas de aula com os 120.000 reais reservados para o Carnaval, e Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul, aproveitará os 24.000 reais do folguedo para recapear estradas. A imprensa local calcula que em mais de cem cidades o Carnaval será cancelado ou reduzido à sua mínima expressão.

No Rio, capital mundial do Carnaval, é provável que os turistas – cerca de um milhão deles são esperados – não vejam rastro da crise durante a festa. O prefeito Eduardo Paes decidiu dobrar a subvenção pública às escolas de samba (de 12 para 24 milhões de reais), mas, nos bastidores, a crise também aperta. A duas semanas dos desfiles, o Sambódromo ainda não alugou cerca de 20 camarotes, algo inédito desde 2000. Os tradicionais desfiles de rua, que dependem de patrocínios, também precisaram apertar os cintos. Seus organizadores reduzirão os músicos e os gastos em fantasias, mas prometem sair à rua mesmo que precisem passar o chapéu.
Delcídio Amaral, Eduardo Cunha e o japonês da Federal na fábrica de máscaras de Carnaval, no Rio.
Delcídio Amaral, Eduardo Cunha e o japonês da Federal na fábrica de máscaras de Carnaval, no Rio. Vanderlei Almeida afp

A crise serve de inspiração

A interminável novela da crise política brasileira, com a ameaça de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, a corrupção e as dificuldades econômicas, são temas centrais nas letras que serão ouvidas nas ruas brasileiras durante o Carnaval. No concurso de marchinhas do centro cultural Fundição Progresso, no Rio, 60% dos candidatos apostaram nessa temática. “A política sempre teve muito protagonismo entre os participantes, mas era difícil que chegassem à final”, diz Vanessa Damasco, uma das responsáveis pelo concurso, que tem duas letras de sátira política entre as finalistas.

O advogado paulistano Thiago de Souza, que apresentou uma letra sobre o agente de ascendência japonesa da Polícia Federal, tem um enorme repertório de canções que demonstram que também é possível rir da complicada situação do país. Nelas, ele ironiza a conflitiva relação da presidenta Dilma Rousseff com seu vice, Michel Temer, as provas encontradas durante as investigações na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e as dificuldades de pagar os juros com o aumento da inflação.

Também no Rio, a letra ganhadora do tradicional bloco carnavalesco Imprensa Que Eu Gamo apela à profunda crise econômica no Estado e tem como protagonista o seu governador, Luiz Fernando Pezão, aliado de Rousseff. Apenas um dos trechos satiriza ao mesmo tempo o governador, os discursos de Dilma, os panelaços, as pedaladas fiscais, o desastre de Mariana e até o Zika vírus: “Levei um ‘Pezão’ no orçamento/ Meu bolso é um estoque de vento/ É panelada, é pedalada, lama até no mar/Manda essa zika pra lá.”

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