VIVA SAMPA! AOS 462 ANOS, E SEMPRE!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO G1/ O GLOBO

Do G1 São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador, Geraldo Alckmin, foram hostilizados após saírem de uma missa em comemoração ao aniversário da capital paulista na Catedral da Sé, no Centro.

Cerca de 20 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) se concentraram ao lado da catedral para aguardar a saída dos governantes. Desde o anúncio do aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, o movimento organizou cinco grandes atos para pedir a revogação.

Haddad parou para falar com a imprensa, e os integrantes do movimento cantaram músicas contra ele. O prefeito foi atingido por uma garrafa quando dava entrevista para os jornalistas “Hoje é dia de celebração, o dia de comemorar São Paulo. Estamos tendo um feriado prolongado bastante bonito, muita cultura”, afirmou.

Ao perceber que foi atingido, afirmou. “Vamos deixar pra outra hora, que aqui está meio ruim”, disse.

Alckmin saiu por trás da Igreja e também chegou a ser cercado e hostilizado por manifestantes.

jan
25


CRÔNICA DE CINEMA

Ingrid Bergman: coração aos pulos

Maria Aparecida Torneros

O documentário “Eu sou Ingrid Bergman” é sensacional. Imagens concebidas pela própria atriz que trouxe no sangue a arte de fotografar e filmar, herdada do seu pai.
Como eu tinha lido há uns anos sua autobiografia, além de ter assistido diversos dos seus filmes, ao ver o trabalho que registra sua vida profissional e pessoal com profusão de dados e fidelidade de história, senti Grande emoção. Meu pai era seu admirador e foi ele que me deu o livro autobiográfico da dama sueca que conquistou Hollywood.
Mas a migrante Ingrid, que casara jovem com o sueco Petter e com ele teve a filha Pia, trocou a fama e a estabilidade afetiva pelo amor à italiana, ao se envolver cm o cineasta Roberto Rosselini com quem teve três filhos vivendo um romance que provocou repercussão até da igreja. A talentosa artista foi uma mulher à frente do seu tempo e deu a volta por cima sempre que resolveu mudar de país cidade, trabalho e levar sua melhor bagagem: as memórias .
Justamente por isso foi possível reunir tanto material com seus familiares para a riqueza do documentario. Cenas do dia a dia com seus maridos e filhos, a constante perseguição dos paparazzi e muitos depoimentos compõem o filme.
Conjunto que integra o compasso de amor à vida e à profissão de uma atriz que fotografava e filmava tudo e sobretudo escrevia diários e cartas para nos legar tantas preciosidades.
Angústias e alegrias são trazidas para a tela que sempre foi seu encanto. Ingrid tem um luminosidade intensa que ultrapassa o tempo e faz dela um ser sintonizado com o mundo grande que ela quis conhecer ao sair da Suécia para fazer carreira.
Numa das entrevistas diz que não tinha raízes e relembra que morou na América, na Itália , na França e na Inglaterra, mas voltou à Suécia para fazer cinema com Ingmar Bergman e teatro ao interpretar Joana Dark.
Seu último casamento foi com o produtor de teatro também sueco Lars.
Ingrid morreu aos 67 anos, de câncer , mas antes pôde voltar aos Estados Unidos e se reconciliar com o público Norte americano. Ganhou dois Oscars ao longo dos anos fazendo jus ao reconhecimento da sua garra e dedicação. A personagem de Casablanca vivida por ela marcou várias gerações que testemunharam a segunda grande guerra enquanto o romantismo sobrevivia ao nazi fascismo e aos bombardeios.
Ingrid filmou com Liv Ulman em 1978 , dirigidas por Ingmar Bergman, o conflito ente mãe e filha, e teve a coragem de mostrar rugas como troféu. Estava explendida nesse trabalho.
Seus filhos dão muitas declarações no documentario. Há uma unanimidade nas falas dos quatro: eles gostariam de conviver mais com ela mas guardam em suas lembranças o quanto era divertida e pelas imagens, é fácil perceber como a atarefada profissional buscava compensar os longos intervalos sem estar ao lado deles por viajar e trabalhar tanto.
Ela era Ingrid e aprendi cedo a ser sua fã por influência do meu pai e depois pelo que pude acompanhar da sua trajetória cinematográfica.
O documentário foi um presente que ganhei. Na minha companhia estava a amiga Vera que também se emocionou bastante e se identificou pois é fotógrafa com sensibilidade artística. Na verdade, saímos da sessão com o coração aos pulos. Ingrid é luz cujo foco é mesmo Câmera e Ação. Para sempre.
Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde é editora do Blog da Mulher Necessária.

Magnífica canção!!! Maravilhoso e imortal Bola de Nieve!!! Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A sociedade espera a palavra de Dilma

Como forma de superar as dificuldades que enfrenta no Congresso – votação de projetos do “ajuste fiscal” e a possibilidade de impeachment –, a presidente Dilma Rousseff escalou o ministro Jaques Wagner para conversar com a oposição.

O diálogo é necessário, não há dúvida, mas é preciso levar em conta a peculiaridade que passou a cercar Wagner desde que contra ele vieram à tona denúncias de tráfico de influência e propina eleitoral, levando-o a ausentar-se até de solenidades oficiais.

Sem falar que à oposição, na presente conjuntura, não cabe o papel de ajudar o governo, seria indispensável que o embaixador presidencial fosse alguém que, ao mesmo tempo em que tratasse com deputados e senadores, estivesse aberto à interlocução com a sociedade.

A esta altura, entendimentos sigilosos, através de um representante que se mostra desinteressado de prestar publicamente contas políticas, estão condenados à mesma ineficácia que vem apresentando a articulação da presidente no âmbito legislativo.

Convém destacar que o movimento pelo impeachment perdeu força não por causa dos bons ofícios de graduados assessores ou distribuição de cargos, e sim pela desmoralização completa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, seu principal algoz.

Tarefa quase impossível, a reconquista da confiança da nação é o único caminho para Dilma, primeiramente, não cair, e, depois, tentar reconduzir o país à recuperação econômica. O chá e simpatia do ministro, mais uma vez, não serão suficientes.


Michel Temer e Dilma Rousseff em evento em dezembro
Ueslei Marcelino Reuters

DO EL PAIS

André de Oliveira

De São Paulo

Na semana que passou, a presidenta Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, tiveram seu primeiro encontro do ano. Mas, por trás da aparente tranquilidade, verba volant, scripta manent (as palavras voam, os escritos permanecem), como disse o próprio vice na carta que deflagrou uma crise institucional entres os dois em dezembro passado. O texto tem fornecido mais dores de cabeça para ele do que para ela. Não por acaso, dias antes da reunião entre eles, Temer emitiu sinais de que o arroubo epistolar teria sido um ato precipitado e que o mais importante nesse momento seria promover a harmonia no país. Em um cenário de convulsões partidárias internas e uma reeleição para a presidência do PMDB a ser definida em março, a principal frente de luta de Temer é reconquistar a persona de político sóbrio, prudente e equilibrado frente ao seu próprio partido.

Para um ex-ministro do PMDB no Governo Rousseff, Temer chegou até onde chegou pela via da temperança e discrição. “Ele nunca foi uma liderança partidária com muito poder ou seguidores, sua figura se tornou consensual dentro do partido graças à capacidade que tinha de conciliar, de se manter a margem”, diz. Ao enviar a carta, contudo, ele quebrou com seu estilo e acabou alimentando as disputas internas do PMDB, que são inerentes a configuração do partido, mas que também são insufladas pelo Governo que busca um arranjo mais favorável em sua base – apoiando Leonardo Picciani para a presidência da Câmara e se aproximando de Renan Calheiros.

A carta, um ponto fora da curva, segundo esse ex-ministro, teria surgido por um lado das pressões internas do PMDB que exigiam mais participação no Governo e por outro do fato de que Temer passou a ser visto como uma opção viável pela oposição e acabou gostando disso. “O José Serra (PSDB) é um interlocutor muito presente e, na época, chegou-se a falar abertamente que ele seria ministro da Fazenda em um eventual Governo Temer”, diz. Assim, a preocupação que o vice-presidente tinha de não ser visto como um conspirador foi posta de lado e a carta enviada.

“Na medida em que o Governo conseguiu desarticular a carta de Temer, ele teve que voltar a preocupação para sua casa. Ele não iria continuar em duas frentes de batalha, uma interna e outra externa, sabendo que o Governo tinha entrado no quintal dele”, comenta o cientista político Rudá Ricci.

Em que se pesem as dores de cabeças advindas da decisão de Temer de romper com sua figura conciliadora, o mais provável é que ele seja reeleito presidente do PMDB. A questão é qual imagem ficará dele e o poder de fogo que terá daqui para frente – a depender de outros cargos de destaque que estão em jogo no partido. “A relação entre a presidenta e ele nesse momento é uma relação política clássica. Os dois se respeitam levando em consideração as armas que têm em mãos. Qualquer situação em que um dos dois lados se revelar mais fragilizado, não tenha dúvidas que o lado oposto vai tentar derrubar”, analisa Ricci, ressaltando que, por enquanto, o momento é de calmaria.

Em uma metáfora do cenário atual brasileiro, um interlocutor próximo a Temer disse que, quando as coisas estão andando com normalidade, a política é como a composição das nuvens no céu: há dias mais abertos e dias mais fechados. Hoje, contudo, as coisas parecem flutuar em um rio em que tudo é muito imprevisível e escorre rapidamente. Para ele, Temer se jogou nesse rio acreditando que tinha achado um atalho para virar presidente em 2016. Não deu certo, mas sua jogada foi para valer e ele continuará navegando, se outra oportunidade surgir, ele não hesitaria em articular novamente. O vice prepara uma série de viagens pelo país, começando na última semana de janeiro, e será boa oportunidade para testar águas novamente, dentro e fora do PMDB. O que está escrito, está escrito.

jan
25
Posted on 25-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2016



Sid, no portal de humor gráfico A Chargr Online


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Mudanças constitucionais

Lauro Jardim informa que Delfim Netto vem aconselhando Dilma a apresentar “medidas de mudanças constitucionais” para salvar a economia.

O mesmo Delfim Netto que assinou o AI-5.

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