A Otacílio Fonseca. Jornalista e amigo. Eternamente.

SAUDADES!!!

(Vitor Hugo e Margarida, pelo BP)

Mensagem postada no Facebook pelo jornalista e amigo do BP, Antonio Jorge Moura, ontem (24) , por volta do meio dia, quando este editor do BP acabava de chegar em casa de volta da cerimônia de cremação do corpo do poeta e ficcionista João Justiniano da Fonseca, no cemitério temporal que caiu no sábado em Salvador.E algumas mensagens que se seguiram durante o dia, até a manhã deste domingo do jornalista referencial dos anos 70/80 na Bahia. (Vitor Hugo Soares)
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Antonio Jorge Moura

“Morreu Otacílio Fonseca, exemplo de profissional digno do Jornalismo. Isso mesmo, com letra maiúscula. Bom amigo dentro da categoria, bom colega e um daqueles profissionais que sobreviveu da renda de seu trabalho. Não acumulou valores, acumulou valor humano e profissional. Algo exemplar para nossa geração. Empobreceu como empobrecem todos aposentados que vivem exclusivamente do vencimento da Previdência Social e não tiram renda de investimentos bancários embora tenha trabalhado em um deles. Otacílio e suas feijoadas memoráveis deixaram história. Agora tem lugar cativo na eternidade onde ficam os de bom coração!

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Vitor Hugo Soares

Triste e dolorosa notícia para o jornalismo da Bahia e do País. (Otacílio Fonseca) Foi a minha primeira grande referência profissional quando comecei a trabalhar na redação de A Tarde (com janelas abertas para a Praça Castro Alves e para o mar da Baia de Todos os Santos, e ele editava a página de Polícia do mais importante jornal do Nordeste na época.

Ficamos amigos e atravessamos juntos e em convívio intenso (na redação, nos bares, na política ,nas ruas, nos encontros memoráveis que ele promovia em sua casa na Cidade Baixa) uma das fases mais importantes do jornalismo baiano (como conteúdo) e das relações humanas e afetivas, áreas em que Otacílio era imbatível. A notícia doi mais, porque acabo de retornar do Jardim da Saudade, do enterro do poeta e ficcionista João Justiniano da Fonseca , figura singular de amigo, parente e intelectual, da qual a Bahia digna e inteligente também sentirá muita falta.

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Antonio Moreno Tive a feliz oportunidade de trabalhar com Otacílio no Banco Econômico.Além do aprendizado jornalístico, pude conviver com um ser humano de profunda sensibilidade. Sabedoria pura!

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Luiz Faustino

Tô junto com os que lamentam a perda e se solidarizam com a família. Todas as referências são verdadeiras e até poucas para o calibre do profissional que conheci pouco – no Cacique (bar , restaurante e ponto de referência de jornalistas, boêmios e intelectuais dos anos 70 na Praça Castro Alves) dos velhos tempos – e admirei.

Josefa Teixeira Ribeiro Silva

Trabalhei ao lado dele (A Tarde) e em um pequeno Jornal que ele mantinha, com sede no Comércio. Anos 70.Profissional, na melhor acepção da palavra. Agora estava sempre a me perguntar onde ele andaria…E Antonio Jorge me respondeu com a notícia de sua morte…descanse em paz Mestre.
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Marcia Oliveira

Jaci Fonseca, aí está um pequeno conforto para sua família. Todos que conheceram Sr. Otacílio sabem do ótimo profissional e ser humano iluminado. Para vocês meu carinho, meu respeito e meus sentimentos por tão grande perda.
Curtir · Responder · 2 · 23 h · Editado
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Jose Jesus Barreto

Boas lembranças, bom profissional e companheiro. Lamentamos.
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Ligia Aguiar

Luz!!!

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Olívia Soares

Grande Otacílio! O enterro será no domingo, às 11 horas, no cemitério Bosque da Paz.

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Adeus, Tatá!!!

(Vitor Hugo)

jan
24
Posted on 24-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-01-2016


Cirinho: baleado na perna na praia de Iracema

DO UOL/FOLHA

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

O filho do ex-governador do Ceará e pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, foi baleado na noite desse sábado (23) após uma tentativa de assalto próximo à praia de Iracema, na orla de Fortaleza.

Ciro Saboya Ferreira Gomes, 30, foi atingido com um tiro na perna e, segundo nota divulgada pelos pais da vítima, passa bem e não corre risco de morte. Ele foi levado a um hospital particular no bairro do Meireles.

O crime aconteceu por volta das 21h. A família não informou se algo foi roubado da vítima, nem como ocorreu o caso, e apenas agradeceu “as manifestações de solidariedade”.

O centro de operações da Polícia Militar também não soube informar detalhes do caso e disse que equipes estão na região em busca dos suspeitos, mas não há informações de prisão.

Cirinho, como é conhecido, é filho de Ciro Gomes com sua ex-esposa, Patrícia Saboya, atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado.


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Cuidem das árvores e de tudo mais

O prefeito ACM Neto defendeu-se com lógica da acusação de a Prefeitura ter sido um tanto radical na poda de árvores na cidade, que gerou reclamações: “E se a árvore tivesse vitimado alguma pessoa?”

Quis o destino – como diziam antigos escribas e oradores – que no dia seguinte uma árvore despencasse das alturas e matasse na Avenida Tancredo Neves, “centro financeiro” de Salvador, uma velhinha de 80 anos, que, como vendedora ambulante, ainda lutava pelo sustento diário.

A prevenção de Neto, desgraçadamente, não o salva. A árvore da Tancredo Neves não poderia ter caído, assim como dezenas, centenas de outras em condições precárias, também não poderão cair. Do contrário, a culpa é dele.

Acidentes “municipais” que tiram vidas e causam prejuízos têm de ser evitados a qualquer custo. Ao poder público não vale argumentar que “está fazendo a sua parte”. Tem de fazer sempre, universalmente, e não errar.

Bobby Darin & Johnny Mercer,Two of a kind!!!

Bom Domingo para todos!!!

(Gilson Nogueira)

jan
24
Posted on 24-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-01-2016


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Sempre que Dilma falar em “golpe”

Merval Pereira, em O Globo, é de um didatismo exemplar. A sua coluna deveria ser lembrada pelos editores da imprensa brasileira (ainda) independente, sempre que Dilma Rousseff afirmar que o seu impeachment é “golpe” — o que ela faz dia sim, outro também.

Leiam um trecho:

“Criou-se no Brasil a falsa tese de que a única razão para o impedimento de um presidente da República é a corrupção em benefício próprio, como aconteceu com o então presidente Fernando Collor. Por isso a presidente Dilma insiste na tese de que nunca teve acusação contra ela sobre uso indevido do dinheiro público, como repetiu agora num ato do PDT contra o impeachment. Não é verdade.

Mesmo que o incubente não tenha metido no bolso dinheiro público desviado, ele pode ser impedido por má gestão do dinheiro público, o chamado crime de responsabilidade. No caso de Dilma, ainda existe a suspeita de que suas campanhas presidenciais tenham sido financiadas, pelo menos em parte, com dinheiro desviado da Petrobras e outras estatais.

O uso indevido do dinheiro público não se refere apenas à corrupção pessoal, mas à manipulação do Orçamento. Foi justamente para impedir que o governante se utilize do dinheiro público de forma indevida para fazer populismo que foi editada a Lei de Responsabilidade Fiscal, que Dilma está sendo acusada de ter transgredido de diversas formas, especialmente em ano eleitoral.”

jan
24
Posted on 24-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-01-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

jan
24
Posted on 24-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-01-2016


Evo Morales e o vice-presidente Álvaro García Linera (à esquerda). AP

DO EL PAIS

Fernando Molina

De La Paz

Evo Morales completou, nesta sexta-feira, 10 anos no poder. Ele chegou em 2006, após o colapso do sistema de partidos “neoliberais”, prometendo “refundar o país”. Uma década mais tarde, a Bolívia já leva sua marca. Tem um novo nome, “Estado Plurinacional” em lugar de “República”, uma nova Constituição, um novo modelo econômico baseado na extração nacionalizada de gás, prosperidade bastante generalizada, melhores relações interétnicas e estabilidade política. Mas também uma centralidade inquestionável e incontestável: o próprio Morales.

Esse é o legado do governo mais longo de uma única corrente política, o Movimiento al Socialismo (MAS), tanto na democracia como em qualquer outro período da história nacional.

A década de Morales fez com que fosse comparado a Porfirio Díaz, o patriarca mexicano anterior à Revolução, ou a Fidel Castro, o líder que mudou radicalmente Cuba. Para o presidente e historiador Carlos Mesa, Morales não é apenas um dos três líderes mais importantes que o país já teve, mas já se tornou um “mito”. Depois de tão “inimaginável” — em termos bolivianos — permanência no poder, continua desfrutando de uma popularidade de quase 70%. A posteridade vai se lembrar dele como o primeiro presidente indígena de um país com uma maioria de índios, mas intensamente racista, no qual uma condição para ter acesso ao poder era ser branco e ter um título acadêmico. Se deixar o governo agora, também seria lembrado como o presidente mais bem sucedido que o país teve. “O melhor presidente”, como dizem seus seguidores de todas as classes sociais.

O MAS fala da “década de ouro” da Bolívia. De acordo com Manuel Canelas, um jovem membro deste partido, a maior conquista é a “estabilidade econômica e política, que transformaram a Bolívia em um país normal, com algumas certezas que não tinha antes, e que são básicas em outros países”. Canelas também destaca o “pacto social” conseguido na nova Constituição, que combina a ideologia nacionalista revolucionária e indigenista do MAS com o liberalismo da oposição e das elites tradicionais do país. “Conseguimos sem grandes explosões de violência e assim foi possível a inclusão dos indígenas”, diz ele. Canelas não fala só de inclusão na política, mas também na vida cotidiana.
Hegemonia do MAS

Graças às políticas do Governo, fatos comuns no passado, como que as mulheres em trajes tradicionais (cholas) não podiam entrar em hotéis ou restaurantes, terminaram. “Qualquer uma delas poderia ser ministra”, diz o proprietário de um desses lugares. Óscar Ortiz, senador do opositor Movimiento Demócrata, coincide: “O bom do Governo foi sua reivindicação da inclusão indígena, e o fato de ter priorizado a luta contra a pobreza”.

Quando as luzes são brilhantes, as sombras são intensificadas. Ortiz acredita que o presidente “perdeu uma grande oportunidade para a sociedade, a economia e a política”. Dadas as condições que o favoreceram, especialmente o boom das matérias-primas, “poderia ter integrado a sociedade, mas a manteve dividida e confrontada; poderia ter preparado o terreno para um desenvolvimento produtivo, mas preferiu o populismo e apostou em um crescimento baseado na extração de gás e na construção de grandes obras de infraestrutura, em vez de ampliar e diversificar a produção; poderia ter consolidado um Estado democrático, mas seguiu o modelo chavista e agora temos uma fachada de democracia, vazia de Estado de direito”, acrescenta.

Canelas reconhece que a hegemonia do MAS “cria tensões no pluralismo político”, mas atribuiu mais à fraqueza da oposição e à força de seu partido, que agora está em campanha para garantir que, em fevereiro, um referendo constitucional autorize Morales a concorrer em 2019 pela quarta vez consecutiva. “A continuidade de Morales é um perigo para o próprio presidente”, aponta Ortiz. Em sua opinião, se Morales tivesse deixado o cargo depois dos dois mandatos como havia prometido, teria deixado um legado mais importante do que se continuar. Especialmente pela crise econômica após o colapso dos preços do petróleo.
Todos com o presidente boliviano

Uma das mudanças imediatamente perceptíveis é a ocorrida nas relações da Bolívia com os EUA e os organismos financeiros internacionais, diz Manuel Canelas, deputado do governante MAS.

Se o ex-presidente Jorge Quiroga admitiu em uma entrevista de 1996 que se opor aos pedidos políticos de organizações como o Banco Mundial e o FMI, tais como pedir que o país apoiasse a intervenção no Iraque era “impossível, porque eles tiram as estradas”, agora a situação é completamente oposta: os organismos e as embaixadas estão se esforçando por congratular Evo Morales, porque ele tem poder e recursos próprios.

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