Gabee: a incrível canção de Patsy Cline e Willie Nelson vai especialmente dedidada a você neste domingo de janeiro, já de volta à sua californiana Mendocino e deixando imensas saudades de sua passagem pela Bahia.

Para lembrar da tarde e noite da Lavagem da Summer House, na fantástica praia de Guarajuba , liroral norte de Salvador. Danças, cantos, cervejas, caipirinhas , mesa farta e saborosa, afetos mútuos , conversas e recordações rolando soltas no salão e mais tarde, em volta da mesa generosa do gramado da casa de Márcia. Para jamais esquecer!!!. Muitas saudades já!!!

Música na caixa, maestro, como diz Olívia.

(tio Hugo e tia Margarida, com muitos abraços)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Feitiço contra feiticeiros

Eduardo Cunha tenta se defender usando contra o PT o mesmo argumento que o PT usa contra Eduardo Cunha.

Leiam o que o presidente da Câmara disse à Folha:

“O governo diz que a presidente é legitimamente eleita e que, por isso, não pode ser cassada por ato do Congresso. E eu, que também fui legitimamente eleito, posso ser cassado? O meu pode e o deles não?”

Cunha e Dilma sabem que podem – e merecem – ser cassados. E pegam carona na ruína um do outro buscando alguma sobrevida.

POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A política reles por trás do Estado

A “brincadeira” do ministro da Saúde, Marcelo Castro, de “torcer” para que as mulheres peguem o zika vírus fora do período fértil e, assim, se imunizem contra o risco maior da microcefalia, é o retrato perfeito da condução do Estado no Brasil.

Sem outras qualidades apropriadas que não a de médico, Castro, deputado do PMDB do Piauí, assumiu o cargo em outubro, numa manobra para reorganizar a base da presidente Dilma na Câmara, o que, aliás, não deu em nada.

Indicado e prestes a ser empossado, Castro acenou à nação não com medidas que pretendesse adotar para melhorar o quadro da saúde. Apressou-se, isto sim, em defender o retorno da CPMF, e em caráter permanente, como imposto, revelando o foco no dinheiro.

Até a aviação entra no samba

O exemplo, lamentavelmente, não é único – antes se trata de uma prática regular, fazendo do conforto parlamentar do governo uma preocupação maior que as próprias tarefas de governar.

A questão é que agora, contando com a do ministro, três situações semelhantes ocorrem em curtíssimo período. Outra é a que envolve a Secretaria da Aviação Civil, criada com status de ministério em 2011, ainda sob a lembrança do apagão aéreo e grandes acidentes de anos antes.

Imaginava-se que a administração do órgão obedecesse a padrões técnicos quando a notícia veio a público: a presidente articula a nomeação, como ministro, de parlamentar do PMDB mineiro, para garantir na liderança do partido o deputado Leonardo Picciani, seu “aliado”.

Mas o exemplo vem “de cima”

Para coroar o descalabro administrativo sequencial, ninguém menos do que o ex-presidente Lula é apontado como o homem que deu ao senador Fernando Collor “ascendência” sobre a BR Distribuidora, para que colocasse ao bel-prazer nos cargos de direção aqueles que melhor lhe sugassem os recursos.

Na empresa estatal, segundo denúncia do procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal, ao longo de seis anos funcionou “uma organização criminosa” que age “em favor de empresas privadas”, cobra “vantagens indevidas” e ainda estabeleceu um pedágio para quem quisesse montar bases de distribuição de combustíveis.

Os beneficiários desse modelo de gestão não foram, obviamente, os acionistas da companhia, muito menos o público consumidor, pois a corrupção impõe um sobrepreço compensatório aos produtos. No lucro mesmo, disse Rodrigo Janot, saíram o senador Collor e outros parlamentares do PTB e do PT, destinatários de propinas.

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“No momento não posso atender…”

Data: 16/01/2016
09:54:08

Ex-governantes que tiveram desempenho de estadistas criam institutos e bibliotecas para preservar-lhes a memória e servirem de referência à cidadania e, sobretudo, às novas gerações, além de promover iniciativas culturais e científicas visando ao desenvolvimento do país e da sociedade.

No caso do Instituto Lula, a nação aguarda que exerça, algum dia, tão nobres finalidades, deixando para segundo plano as operações de recebimento de recursos financeiros e o papel de alter ego do ex-presidente que dá, quase todo dia, explicações sobre atos passados dos quais deveria falar ele, pessoalmente.


Magnífica canção!!! Magnífico Edu!!!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O Petrolão em um parágrafo

Rodrigo Janot apresentou denúncia formal da Lava Jato contra deputado Nelson Meurer. Nela, o procurador-geral da República pede a cassação do mandato do deputado do PP. O Antagonista chama a atenção para o resumo da denúncia feito pelo Estadão. É o Petrolão em um parágrafo:
“O esquema na Petrobrás é fruto do loteamento político da estatal, entre partidos da base, promovido pelo Planalto para garantir a governabilidade e a permanência do poder a partir de 2004. Conforme a denúncia, PT, PMDB e PP eram os responsáveis pelas três áreas que concentravam os maiores investimentos na Petrobras. Por meio do controle de cada uma das áreas, cobravam de 1% a 3% de propina em grandes contratos, em conluio com empreiteiras. Entre elas, as maiores do País, como Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Corrêa. A constatação é resultado de quase dois anos de trabalhos da força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, em Curitiba – sede da Lava Jato.”

jan
17
Posted on 17-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-01-2016


Sinovaldo, jornal NH (RS)

jan
17
Posted on 17-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-01-2016

DO EL PAIS

TALITA BEDINELLI

De São Paulo

A posse do novo Congresso espanhol nesta semana começou com uma polêmica. Mas não a que seria esperada diante de um cenário de intensa divisão política, como a que ocorre atualmente no país. Mas uma inesperada, que acabou ensejando uma discussão sobre maternidade e amamentação. A deputada do esquerdista Podemos, Carolina Bescansa, foi criticada por levar seu bebê de cinco meses ao Plenário e amamentá-lo.

Ela justificou a ação, dizendo que “é preciso dar visibilidade ao que há nas ruas dentro da instituição” e seu partido afirmou que “foi um gesto simbólico, pela reivindicação de todas as mulheres que têm que conciliar a vida pessoal e profissional e atualmente não podem”. Em resposta, ouviu de parte dos políticos espanhóis que o gesto foi uma “lamentável instrumentalização de crianças com fins políticos” e um “mau exemplo, desnecessário”, já que na Casa há uma creche. A polêmica, é claro, ganhou as redes sociais espanholas, entre memes e discussões mais sérias. Entre elas, críticas de mulheres que disseram que o gesto reforça a imagem de que só a mãe é responsável pela criação do filho.

E no Brasil, o que aconteceria se uma parlamentar levasse seu bebê e o amamentasse em meio a uma sessão plenária?

Segundo as deputadas entrevistadas pela reportagem, não há registros de políticas federais que tenham amamentado em sessões. Mas a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila (PCdoB), passou pela experiência no final do mês passado. Mãe de Laura, de quatro meses, ela levou a bebê para uma sessão extraordinária na Assembleia no último dia 27, onde ficou das 10h às 2h do dia seguinte em votação. Laura se revezou entre ela, na sessão, e o marido, no gabinete, e foi amamentada no Plenário. “Amamentei na sessão, na sala dos deputados e no café. Foi absolutamente tranquilo e, se alguém se ofendeu, não teve coragem de dizer”, afirmou. “E, se alguém questionasse, teria que [me] responder como a Casa do Povo não respeita o direito da criança. Mamar até o sexto mês é um direito dela. Se não garantem a licença [pelos seis meses]…”, complementa.

O Brasil aprovou em 2008 a ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses, período no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva. A opção, entretanto, é facultativa para os empregadores e nem todos optam pelos dois meses extras de licença. Laura mamará no Plenário pelo menos até os seis meses, garante ela. Não há creche na Assembleia.

A boa aceitação vista por d’Ávila nesta primeira experiência, no entanto, não é um sinal de que as pessoas estão mais preparadas para receber mães que amamentam em público. Em novembro, um post de uma usuária do Facebook que acusou de “falta de bom senso” uma mãe que aparecia amamentando sua filha enquanto andava de bicicleta e disse que a imagem mostrava “pobre fazendo pobrice” acabou em uma avalanche de protesto nas redes sociais. Várias mulheres também relatam terem sido reprimidas ao amamentarem em público e os casos foram tantos, e tão polêmicos, que São Paulo decidiu aprovar no ano passado uma lei que pune quem proíbe a mulher de amamentar em público. O Rio Grande do Sul fez o mesmo em seguida.

A própria D’Ávila é uma prova de que ainda há intolerância com o fato no país. Nesta quarta-feira ela recebeu críticas após ter uma foto sua, amamentando, publicada em um blog do jornal Folha de S.Paulo. Uma das críticas dizia que a imagem era uma “exposição desnecessária da mama de uma deputada” e ressaltava que ela deveria “apenas falar o que faz sem mostrar”. “Depois reclamam de assedio e [de] falta de respeito”, arrematou o comentarista. Indignada, a deputada respondeu: “Esse peito não é de deputada, é da mãe da Laura”. Ao EL PAÍS, ela explicou: “É sempre assim, se eu não amamentasse eles iriam cobrar o direito da bebê. Se amamento, estou expondo. Na verdade, eles não se conformam com mulheres ocupando espaços de poder”.

Se a situação fora da política já está longe da ideal, dentro de um espaço historicamente dominado pelos homens ela tende a ser pior. Na Câmara, existem 50 mulheres dentre os 513 deputados. No Senado, são 12 senadoras dentre 81. Em um cenário como esse, planejar políticas trabalhistas que facilitem a vida das parlamentares não é uma prioridade. As senadoras, por exemplo, ganharam apenas em 2016 um banheiro feminino dentro do Plenário. Até 2015, a facilidade estava disponível apenas para os homens. “Os parlamentos brasileiros não estão nada preparados para as mulheres”, ressalta a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora da mulher no Senado. Não há creches disponíveis, na Câmara ou no Senado, para os filhos das parlamentares. E, por regimento, a licença após a gestação é de quatro meses. Não houve, entretanto, nenhuma parlamentar grávida desde que a lei foi alterada e as assessorias do Senado e da Câmara dizem que, quando houver, o tempo de licença será avaliado.

BEBÊS POLÍTICOS PELO MUNDO

A senadora espanhola Yolanda Pineda, del PSC, em 2012. K. HUESCA EFE
A número três do Podemos, Carolina Bescansa, não foi a primeira mulher a levar seu filho ao Parlamento. Aqui, outras histórias:

1. Deputada e mãe ao mesmo tempo (2009): A eurodeputada dinamarquesa Hanne Dahl foi ao Parlamento Europeu com seu bebê em 2009.

2. Lizia Ronzulli em sua cadeira no Parlamento Europeu, com o seu bebê (2010): A eurodeputada italiana Licia Ronzulli recebeu os aplausos de seus colegas ao ir votar no Parlamento com seu bebê, em solidariedade a “mulheres que não podem conciliar” trabalho e maternidade.

3. Um bebê na cadeira (2012): A senadora espanhola do PSC Iolanda Pineda levou seu filho para o plenário do Senado. “Eu decidi vir com ele primeiro porque estou amamentando e não podemos nos separar muito um do outro. Depois porque ontem a Câmara aprovou a opção de votação eletrônica durante a licença maternidade e eu acho que é uma discriminação que isso seja feito em uma Casa e na outra não”, disse.

4. Um bebê na Assembleia de Madri (2015): Em agosto do mesmo ano, a deputada Mónica García chegou à Casa com a sua filha e apresentou um projeto para ampliar a licença maternidade.

5. Na Argentina, mamar e votar (2015): Em julho do ano passado, a congressista argentina Victoria Donda Pérez não só levou para a Câmara sua filha Trilce, como a amamentou durante a votação. A imagem viralizou.

6. As acusações de machismo no Chile (2015): A líder estudantil chilena Camila Vallejo, que ficou conhecida nos protestos de 2011 no país, assumiu seu cargo de deputada com o bebê no colo em 2014. No ano passado, ela levou a filha novamente a uma sessão e foi criticada por um deputado. Em resposta, acusou-o de machismo.

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