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Posted on 11-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-01-2016

DO EL PAÍS

Pablo Guimón

De Londres

David Bowie, a legendária estrela do rock, morreu no domingo em Nova York, vítima de câncer, aos 69 anos. O anúncio foi feito por volta de 4h30 desta segunda-feira (hora de Brasília) nos perfis oficiais do artista no Facebook e no Twitter. “David Bowie morreu pacificamente hoje, rodeado por sua família, depois de uma valente luta de 18 meses contra o câncer. Embora muitos de vocês devam compartilhar a perda, pedimos respeito à privacidade da família durante seu tempo de dor.”

A notícia foi confirmada pouco depois, também no Twitter, por seu filho, o diretor de cinema Duncan Jones. “Lamento muito e me entristece dizer que é verdade”, escreveu. O agente do artista confirmou a notícia à imprensa britânica, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, lamentou a “enorme perda” de um “mestre da reinvenção”. “Cresci escutando e vendo o gênio do pop David Bowie”, escreveu no Twitter.

O choque pela morte do artista londrino, que influenciou como poucos a música e a estética durante 50 anos, é ainda maior porque sua doença não era pública, e na semana passada ele havia lançado um novo álbum, coincidindo com seu 69º aniversário. Quis o destino que o disco saísse apenas três dias antes da sua morte.

Blackstar, 25º trabalho da sua carreira, com sete canções de ares jazzísticos e toques eletrônicos, foi elogiado pela crítica no mundo todo. O criador do personagem Ziggy Stardust, segundo seus colaboradores, não pretendia divulgar o álbum com shows e entrevistas promocionais. Nos últimos anos, Bowie havia reduzido sua capacidade de trabalho, depois da notícia de que sofrera um ataque cardíaco na década passada. Seu último show foi em 2006, em Nova York.

Bowie foi um artista em permanente revolução. Desafiou todas as convenções na música, na moda e até na sexualidade. Foi mais que a voz de uma geração. Sua imaginação e seu talento marcaram a segunda metade do século XX. “O que faço é muito simples, o que acontece é só que as minhas escolhas são muito diferentes das de outras pessoas”, disse ele numa ocasião.

Seu primeiro sucesso foi Space Oddity, faixa que dava título ao seu segundo disco, em 1969. Hunky Dory (1971) e The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders of Mars (1972) cimentaram sua lenda global. A segunda metade dos anos setenta trouxe a chamada Trilogia de Berlim, seus discos com Brian Eno, incluindo o imortal Heroes (1977). Nos anos oitenta abraçou o pop e desceu à pista de dança, com sucessos como Let’s Dance (1983).

Com seus discos, suas aparições cinematográficas e seus looks, David Bowie deixa um rastro indelével na música e na cultura popular do último meio século. David Robert Jones – esse era seu verdadeiro nome – estava casado desde 1992 com a modelo Iman, com quem teve uma filha.

Discografia de um mito

Space Oddity(1969)

The Man who sold the World (1970)

Hunky Dory (1971)

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)

Aladdin Sane (1973)

Station to Statation (1976)

Young Americans (1975)

Low (1977)

Heroes (1977)

Scary Monsters (1980)

Let’s Dance (1983)

Never let me Down (1987)

Outside (1995)

Heathen (2002)

Reality (2003)

The Next Day (2013)


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

Biombo de notas não esconde Wagner

A imprevidência do ministro Jaques Wagner talvez não esteja tanto na sua ida para a Casa Civil quanto na reação ao ter apontadas as relações perigosas mantidas com o empresário Léo Pinheiro, condenado a 16 anos com base no processo da Operação Lava-Jato.

Do ser falante sobre cujos ombros se pôs o destino do governo Dilma Rousseff, do homem que derramava sobre repórteres os conceitos que norteariam o reequilíbrio político e a retomada da atividade econômica, resta alguém que, sob graves acusações, esconde-se atrás de notas.

Dizer, como tem feito, que não responde às denúncias por desconhecer os termos das citações de seu nome, simplesmente, não convence. Seria preciso repudiar com veemência e clareza, diretamente, o que está nos jornais – do recebimento de propina ao tráfico de influência.

Vale realçar que não é de agora o comportamento do ex-governador da Bahia quanto à Lava-Jato, no mínimo, estranho para uma autoridade da República, como em março, quando afirmou que “daqui a pouco muita gente vai dizer pra acabar logo essa investigação que o país precisa voltar à normalidade”.

Afora o fato de que ele foi o primeiro e único a fazer tal abordagem, seria bom saber que tipo de normalidade desejava o então ministro da Defesa para o Brasil – certamente não é este em que se desvia dinheiro público e se sacrifica o patrimônio nacional para abastecer pessoas e campanhas eleitorais.

Da “máquina eleitoral” ao tacho de melado

Parece consensual que, ao chegar à Casa Civil, Wagner vislumbrou, para futuro mais adiante ou, talvez, quase imediato, a possibilidade de credenciar-se no PT como candidato a presidente da República.

Era algo com que sonhava há muito tempo, até mesmo na colocação que fazia de si mesmo na estrutura partidária, fora das múltiplas “tendências” internas, embora se posicionasse de fato ao lado da majoritária CNB, de Lula e Dirceu.

Mas essa será uma unidade difícil de ser conquistada em torno de seu nome, não por causa das denúncias, e sim em razão da ira interna que provocou com a estratégia do “PT lambuzado”.

O ex-ministro Tarso Genro acha que Wagner “deveria ser menos metafórico e mais politizado nas declarações”. Genro é da corrente Mensagem ao Partido, a segunda maior, que há pouco mais de três anos, no auge do julgamento do mensalão, propôs a “refundação” do PT.

Agora, é o ex-ministro Patrus Ananias quem lança a ideia de “o partido fazer uma reavaliação, um exame de consciência, uma autocrítica construtiva”. Patrus usou palavras incisivas, enquanto Wagner, solertemente, debitou o quadro ao “uso de metodologias do passado”.

A afirmação mais esclarecedora sobre o caráter de Wagner, no entanto, coube a Valter Pomar, líder da “tendência” Articulação de Esquerda. Lembrou que num encontro nacional, em 1998, foi justamente ele a dizer que o PT “tinha que aprender a ser uma grande máquina eleitoral” – essa mesma na qual está “lambuzado”.

O futuro dirá

Wagner também disse, no passado, sobre o escândalo da Petrobras: “Não sei qual é a dimensão nem a quem atinge”.

Como a lista continua crescendo, podemos todos dizer em uníssono: “Nem nós!”

Blindagem geral

O termo “blindagem” voltou à ordem do dia. Vão tentar “blindar” o homem a quem cabia “blindar” Dilma.

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Duas palavras vão ditar o quadro: Lava Jato”

A fala mais relevante sobre a eleição interna no PMDB foi de Lúcio Vieira Lima. O deputado sabe que ainda há muito água a rolar antes de março. E que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot estão dispostos a abrir algumas torneiras.

Leiam o que Vieira Lima disse a O Globo:

“Daqui até março duas palavras vão ditar o quadro: Lava-Jato. Não estou falando de ninguém que está sendo investigado ou que será candidato. Em tempo de Lava-Jato, é tempo de mergulhar e todo mundo só vai falar de unidade. Então isso aí vai ser levado em banho-maria. Antes de março ainda tem janeiro e fevereiro. Tem que conversar, conversar e, na hora de assinar o contrato, vai depender da Lava-jato, que vai influenciar o ambiente político dentro e fora do PMDB.”

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Posted on 11-01-2016
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Cau Gomez, no jornal A Tarde (BA)

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DO EL PAIS

O atual ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Jaques Wagner, foi indicado para o cargo em outubro para servir de bombeiro em meio à crise política que atinge o Planalto. Político conhecido por suas habilidades conciliadoras e tido como um bom negociador, o ex-governador baiano, no entanto, pode involuntariamente ter ajudado a colocar mais lenha na fogueira que assa o Governo. Isso porque, de acordo com documentos apreendidos no gabinete do senador petista Delcídio Amaral (MS), preso pela força-tarefa da operação Lava Jato, dão conta que o ex-diretor da área internacional da Petrobras, o delator Nestor Cerveró, teria afirmado que “um grande aporte de recursos” desviados da estatal teria irrigado a campanha de Wagner em 2006.

Wagner assumiu a Casa Civil no lugar de Aloizio Mercadante, que teve atuação muito criticada por parlamentares da base aliada e até mesmo por petistas ligados ao grupo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento encontrado em posse de Delcídio é um resumo da delação premiada de Cerveró prestada perante a Procuradoria-Geral da República. Além de implicar o ministro, os papeis também acusam o então presidente da estatal, o petista José Sérgio Gabrielli, de ter operacionalizado o esquema. Wagner foi eleito aquele ano, e posteriormente reeleito em 2010. Ao jornal O Estado de São Paulo, Gabrielli afirmou que “nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobras para a campanha”. Wagner disse que as acusações são meras “ilações”, e em nota afirmou que não comentaria os fatos por não ter conhecimento do conteúdo das delações.

Na delação, Cerveró fala que para viabilizar o pagamento da propina “foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobras”. O delator não soube precisar, no entanto, qual empreiteira teria realizado a obra, mas de acordo com o jornal Folha de S. Paulo a Odebrecht e a OAS, ambas investigadas por formação de cartel e corrupção na Petrobras, teriam sido responsáveis pela construção.

Mas os problemas de do ministro não acabam por aí. Mensagens apreendidas no telefone celular do empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, falam sobre um esquema de corrupção envolvendo fornecedoras da Petrobras e fundos de pensão. Em um dos textos, o empresário fala sobre um impasse nas negociações, e cita “o nosso amigo JW”, que seria o código com as iniciais do petista. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso por envolvimento no esquema investigado pela Lava Jato, também é citado por Pinheiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nos autos que “houve pagamento de vantagens indevidas aos responsáveis por indicações políticas”.

As denúncias envolvendo Wagner chegam em péssima hora para o Planalto. Após um ano em que o Executivo se viu encurralado por pedidos de impeachment e não conseguiu impor sua agenda perante uma base rebelde e oposição irredutível, a expectativa era de que as situação se acalmasse em 2016. Isso porque o Supremo Tribunal Federal jogou um balde de água fria no processo de impedimento de Dilma, questionando o rito imposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Feito o estrago, existe o receio de que a oposição convoque o ministro para depor em uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar malfeitos nos fundos de pensão da estatal, o que colocaria lenha na fogueira do bloco pró-impeachment.

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