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Postado em 09-01-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 09-01-2016 01:01

Wagner estaria melhor em Andaraí

Melhor teria feito o ex-governador Jaques Wagner se não cedesse à vaidade ou à ambição para desembarcar no olho de um furacão a cujas evoluções ele demonstra não ter muito resistência.

Certamente seria cômodo e seguro permanecer no Ministério da Defesa, de trabalho quase nenhum, ou antecipar a aposentadoria e recolher-se ao bucolismo de Andaraí, onde ninguém iria mexer com ele.

Preferiu, no entanto, o risco. Na Casa Civil da Presidência da República, meteu-se com bandidos de laia bem superior à dos existentes na Bahia, a exemplo de Eduardo Cunha, e agora sofre as consequências do desnudamento de brumas que precariamente o protegiam.

Agentes nada secretos

A serem verdadeiras as ilações de que a Operação Lava-Jato flagrou bate-papos de corrupção com os nomes usados em código, é preciso urgentemente esses supostos criminosos buscarem assessoria na matéria.

Afinal, chamar Jaques Wagner de “JW” ou de “Compositor”, pela homonímia com o célebre alemão Richard Wagner, ou Nelson Pelegrino de “Andarilho”, pela semelhança do sobrenome com “peregrino”, aí é estar com vontade de entregar tudo.

Agentes nada secretos

A serem verdadeiras as ilações de que a Operação Lava-Jato flagrou bate-papos de corrupção com os nomes usados em código, é preciso urgentemente esses supostos criminosos buscarem assessoria na matéria.

Afinal, chamar Jaques Wagner de “JW” ou de “Compositor”, pela homonímia com o célebre alemão Richard Wagner, ou Nelson Pelegrino de “Andarilho”, pela semelhança do sobrenome com “peregrino”, aí é estar com vontade de entregar tudo.

Via Sedex

Outro ponto que chamou atenção nos diálogos é aquele em que se interpreta a simples informação de endereço como sendo quantia a ser paga ao radialista Mário Kertész pelo apoio a Pelegrino: MK Street 3.600.

Não adiantou o disfarce, pois a resposta foi esclarecedora: “O valor é muito alto”. Talvez tivesse sido mais prudente dizer: “Olha, esse endereço citado, acho que está uns dois mil metros antes”.

E tudo isso teria acontecido para o segundo turno das eleições de prefeito de Salvador em 2012, quando a citada artéria viária de cidade hipoteticamente norte-americana nem estava mais na campanha.

Recuo estratégico

Nesta hora grave, o deputado Pelegrino e o ministro Wagner recusam-se a comentar a denúncia – este último saiu depois com pífia nota em que alegava defender “os interesses da Bahia”.

Só Kertész, mesmo porque está todo dia na mídia e não poderia furtar-se a uma explicação, encarou a situação, mas disse algo de que ninguém o acusara: que não participou de arrecadação para a campanha de Pelegrino.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 9 Janeiro, 2016 at 7:44 #

Não olvide Gabrielli, o mecenas com as burras da Petrobras.


luis augusto on 9 Janeiro, 2016 at 8:12 #

Não foi intencional o esquecimento. Ele é apontado como carteiro de luxo e eu me restringi aos destinatários das correspondências.

Creio que não houve nenhum caso de devolução por falta de endereço.

Abraços, caro LAMF.


Taciano Lemos de Carvalho on 9 Janeiro, 2016 at 8:34 #

São muitas as artérias viárias sendo pavimentadas neste Brasil de meu Deus. Eu só queria saber quem é o engenheiro responsável. O material usado é do conhecimento público.


luiz alfredo motta fontana on 9 Janeiro, 2016 at 9:23 #

Caro Luís, não fira os sentimentos de Gabrielli, jamais aceitaria a condição d emero circunstante.


luiz alfredo motta fontana on 9 Janeiro, 2016 at 9:33 #

Carteiro não tem acesso ao erário, ele teve e utilizou à larga, doce mecenato, eu e você, caro Luís, arcamos com a desdita, como todos. Gabrielli merece seu lugar ao sol, até para efeitos de assepsia dos ares soteropolitanos!


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