“Gosse De Paris”, Charles Aznzvour: Vai para Claudio Leal, neste 9 de janeiro de seus anos. Com parabés e todos e mais ardentes votos de sucesso e felecidade para este super querido bamba do jornalismo em geral, e do texto denso e caprichado no contúdo em geral. Forte abraço de afeto, amizade, admiração e agradecimentos cada vez maiores deste editor e de todos os que pensam e fazem o Bahia em Pauta. Um viva ao aniversariante!!!
Som na caixa, maestro, como diz Olívia.

(Vitor Hugo Soares)


Wagner:enrolado no celular de Leo Pinheiro (OAS)…


…Abrolhos: lama no santuário marinho do extremo sul da Bahia

ARTIGO DA SEMANA

Lama em Abrolhos na hora do coringa Jaques Wagner

Vitor Hugo Soares

O ano novo começou como o diabo gosta. Há sinais enfáticos e explícitos de que periga gorar a maré mansa com a qual o governo Dilma e o PT contavam até o Carnaval. Talvez os mais simbólicos e gritantes destes prenúncios, de mais tempestades e aflições, sejam as notícias e as primeiras imagens da lama de rejeitos da mineradora Samarco (Vale), em Mariana (MG) – do desastre de novembro passado -, alcançando agora as águas límpidas do mar do extremo sul da Bahia.

Na noite de quinta-feira (7), os técnicos do Ibama e ambientalista na região apresentavam, através do portal G1 , os primeiros vestígios da lama invadindo o Arquipélago de Abrolhos. Um dos mais famosos, belos e cientificamente importantes santuários de reprodução e preservação da fauna e flora marinha do planeta no Atlântico Sul.

Indignante demonstração pública e cabal de descaso e incompetência administrativa de uma gestão opaca, desastrosamente misturada com evidências cada vez maiores de grossa cumplicidade governamental (de interesses políticos e econômicos ainda meio submersos). Afinal, quando os rejeitos da Samarco (Vale) começaram sua rota de inundar povoados, matar pessoas, destruir casas e ricas relíquias do patrimônio histórico de Minas – além de envenenar o já poluído Rio Doce -, a presidente da República sobrevoou a região. Falou, ao seu modo peculiar, em “medidas drásticas e puni&cc edil;ões severas”.

A ambígua ministra do Meio Ambiente também andou na área (cercada de técnicos e executivos da mineradora e burocratas ambientais do governo) na mesma época. Ela praticamente descartou “possibilidades da lama de rejeitos alcançar o mar do sul baiano, muito menos Abrolhos”. Pois é: Chegou!. < /span>

A lama em avanço é retrato dramático e sem retoques da gestão de aparências e marketing. De estratégia improvisada e de ocasião para ganhar algum fôlego e aliviar o sufoco infernal de 2015: a nova ordem é “promover arranjos”, rever estratégias e tentar reanimar com tinturas de reboco do novo “pintor” instalado na chefia da Casa Civil, uma administração mambembe e desconexa.

E, se não bastasse, um governo à braços com crise braba e conjugada na política e na economia que, indiferente a algumas vontades e muitos interesses em âmbitos público e privado, nem de longe dá sinais de arrefecimento.

Já no sexto dia de 2016, data comemorativa dos santos Reis Magos dos católicos, uma ruptura inesperada (?) – da almejada onda de tranqüilidade no Palácio do Planalto – emerge, nas linhas de informações explícitas e nos subentendidos da reportagem do Estadão, as ligações encontradas no celular do empresário Léo Pinheiro (preso no bojo da Lava Jato) que apontam na direção de relações, nada republicanas (para dizer o mínimo), do ex-governador da Bahia e atual ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, com a empreiteira baiana OAS,

“Amaldiçoado seja aquele que pensar mal dessas coisas,” diriam, seguramente, os irônicos franceses diante de uma situação assim. Neste caso específico, no entanto, em razão de suas raízes e dos personagens envolvidos, melhor mesmo é dizer como o satírico Gregório de Matos, o Boca de Brasa, em um de seus poemas mais devastadores: “Eia, estamos na Bahia!!!”.

E olha que quando as luzes do Natal de 2015 ainda faiscavam e se ouvia a risada meio sem graça do Papai Noel tentando (em vão) dar um gás na “festa dos presentinhos”, dava para ver e sentir o reboliço dos donos do poder e alguns acólitos, no Palácio do Planalto e imediações, à procura de planos e rotas para uma guinada capaz de tirar das cordas a mandatária petista em apuros.

Conversas de camarinhas, “correção de estratégias”, “azeitamento de peças” e, principalmente, “arranjos” (muitos arranjos), pois sabidamente e de há muito tempo, é esta expressão mais ao jeito e ao gosto do PT , de seus dirigentes partidários e gestores públicos. Além de marketing à mãos cheias..

Assim, logo deu para notar que 2016 começava exibindo novidades no jogo com o mexido baralho do poder. Tudo fica mais patente quanto se observa a ocupação dos espaços na mídia, as novas funções, o maior relevo político e pessoal ( medido em salamaleques, reverências e tapinhas nas costas), além do peso específico de algumas cartas tidas como mais valiosas do baralho.

A carta da manga (ou seria da vez) neste alvorecer de 2016 é, sem dúvidas, Jaques Wagner (o galego de Lula, como é chamado na Bahia). Para o bem ou para o mal. E a verificação deste fato remete a memória do jornalista a um escrito publicado neste espaço nos primeiro dias de janeiro de 2015, quando Dilma Rousseff tomava posse em seu segundo mandato.

Então eu retornava de rápida viagem ao Chile. No aeroporto de Santiago adquiri a edição dominical do jornal El Mercúrio, que trazia como uma de suas principais manchetes políticas reportagem sobre a transição entre os dois governos da petista: “El dicionário Del segundo mandato de Dilma”

Escrevi então: “Página inteira, de A a Z. Vai do A, de Aloízio Mercadante ao Z, de Zé Dirceu. Passando pelo Y do doleiro Yousseff, o P da Petrobras, o L de Lula e o W, de Wagner (Jaques), o disputado coringa de qualquer jogo, governador da Bahia até janeiro deste ano”. No fim, o jornalista Jean Patou Egoaguirre sugeria: “É recomendável não perder de vistas o coringa do PT”. Por vários e diferentes motivos reforço a recomendação neste começo de 2016. E assino.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br_


BOM DIA!!!

jan
09

Wagner estaria melhor em Andaraí

Melhor teria feito o ex-governador Jaques Wagner se não cedesse à vaidade ou à ambição para desembarcar no olho de um furacão a cujas evoluções ele demonstra não ter muito resistência.

Certamente seria cômodo e seguro permanecer no Ministério da Defesa, de trabalho quase nenhum, ou antecipar a aposentadoria e recolher-se ao bucolismo de Andaraí, onde ninguém iria mexer com ele.

Preferiu, no entanto, o risco. Na Casa Civil da Presidência da República, meteu-se com bandidos de laia bem superior à dos existentes na Bahia, a exemplo de Eduardo Cunha, e agora sofre as consequências do desnudamento de brumas que precariamente o protegiam.

Agentes nada secretos

A serem verdadeiras as ilações de que a Operação Lava-Jato flagrou bate-papos de corrupção com os nomes usados em código, é preciso urgentemente esses supostos criminosos buscarem assessoria na matéria.

Afinal, chamar Jaques Wagner de “JW” ou de “Compositor”, pela homonímia com o célebre alemão Richard Wagner, ou Nelson Pelegrino de “Andarilho”, pela semelhança do sobrenome com “peregrino”, aí é estar com vontade de entregar tudo.

Agentes nada secretos

A serem verdadeiras as ilações de que a Operação Lava-Jato flagrou bate-papos de corrupção com os nomes usados em código, é preciso urgentemente esses supostos criminosos buscarem assessoria na matéria.

Afinal, chamar Jaques Wagner de “JW” ou de “Compositor”, pela homonímia com o célebre alemão Richard Wagner, ou Nelson Pelegrino de “Andarilho”, pela semelhança do sobrenome com “peregrino”, aí é estar com vontade de entregar tudo.

Via Sedex

Outro ponto que chamou atenção nos diálogos é aquele em que se interpreta a simples informação de endereço como sendo quantia a ser paga ao radialista Mário Kertész pelo apoio a Pelegrino: MK Street 3.600.

Não adiantou o disfarce, pois a resposta foi esclarecedora: “O valor é muito alto”. Talvez tivesse sido mais prudente dizer: “Olha, esse endereço citado, acho que está uns dois mil metros antes”.

E tudo isso teria acontecido para o segundo turno das eleições de prefeito de Salvador em 2012, quando a citada artéria viária de cidade hipoteticamente norte-americana nem estava mais na campanha.

Recuo estratégico

Nesta hora grave, o deputado Pelegrino e o ministro Wagner recusam-se a comentar a denúncia – este último saiu depois com pífia nota em que alegava defender “os interesses da Bahia”.

Só Kertész, mesmo porque está todo dia na mídia e não poderia furtar-se a uma explicação, encarou a situação, mas disse algo de que ninguém o acusara: que não participou de arrecadação para a campanha de Pelegrino.

jan
09
Posted on 09-01-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-01-2016


Mario, na Tribuna de Minas


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Carceragem de Curitiba tem vaga

A pedido da Polícia Federal, Ricardo Lewandowski decidiu transferir o argentino Alberto Angel Pérez, preso em Curitiba por duplo homicídio, para a penitenciária de Catanduvas.

Segundo a Folha, o objetivo da medida é evitar riscos para a segurança de presos, como José Carlos Bumlai, Alberto Youssef e Nestor Cerveró. Pérez é considerado um detento de alta periculosidade.

A decisão coube ao Supremo porque o argentino é alvo de processo de extradição. O Antagonista torce para que a nova vaga seja preenchida rapidamente

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