Dá-lhe Paula Toller, do Kid Abelha! Canta e arrasa para ouvintes e leitores enquanto a turma do Bahia em Pauta também pega a estrada do Litoral Norte de Salvador, logo cedo nesta quinta-feira, para um descanso rápido (merecido) e para esperar a chegada do Ano Novo na praia de Guarajuba, que ninguém é de ferro. Daremos notícias se E QUANDO possível, mas no sábado, 2 do janeiro do ano que vem, esperamos estar de volta ao batente do BP. OK?
Agora cantemos todos com Paulinha e o Kid Abelha.

FELIZ 2016 PARA TODOS

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 31 dezembro, 2015 at 8:27 #

Caro VHS

Te saúdo com essa crônica recolhida do Blogbar

O bar, a tarde, e o final de ano

(luiz alfredo motta fontana)

Tarde calma, como devem ser as tardes do derradeiro dia do ano, nas casas os sonhos começam a ser lavados, as cozinhas já antecipam o aroma dos temperos e carinhos, os freezers começam atingir suas temperaturas idealizadas.

O bar, fechado para descanso, mal responde ao acender das luzes laterais, o balcão reina absoluto, frente ao ordenado descansar de mesas e cadeiras.

Ao ligar o som ambiente, entremeado de blues e MPB, reconhece o arranjo de um Tamba Trio que percorreu tantas noites em boêmia recém descoberta, numa São Paulo ainda ingênua, nos anos sessenta.

– Não se faz balanço de anos. Pensou, para concluir: – Esse proceder é próprio das instituições financeiras, o que se faz, numa tarde de 31 de dezembro, é apenas escolher as memórias que irão ficar.

Como parceiro e cúmplice, empunhou o copo baixo, desde sempre, o baixo, o cristal no limite, e nele o suave tom do scotch, diluindo-se em gelo.

Algo de egoísmo permeia um bar vazio, algo de liberdade poética contribui com o olhar, e com o recordar.

A mesa 7, e seus habitués, a mesa 9 em que brindara a última despedida, a mesa 13, dos afoitos, e a singela mesa 3 em que hoje habita uma saudade.

Na mesa 3, por muito tempo, quando sorvia ainda a primeira dose das noites de um tempo breve, tivera a companhia discreta e aristocrática de um velho amigo. Não confessava, nem precisava, mas era a mesa mais terna, a mais representativa do estar simplesmente no bar.

Na sequência, o som, já entoava Caymmi e o doce mistério de um mar, o mesmo mar que sempre banhara seus sonhos, e que também apagara suas palavras na areia. Quanta juras de amor eterno, quantas promessas de dispensar adeus.

A tarde, em bossa já não tão nova, ocupava todo o salão, a saudade abraçava o sorrir, e o olhar, sempre perdido, buscava enfim o conforto de seu colo.

Feliz ano novo!


Carlos Volney on 31 dezembro, 2015 at 11:41 #

Caro poeta, permito-me um comentário, conquanto a crônica seja uma dedicação ao mestre Vitor Hugo, mais do que merecedor.
Saudando a você e todos que frequentam este BP, desejo um 2016 menos tenso e com algum motivo para que dele gostemos.
De resto, efusivos parabéns pela belíssima crônica, uma poesia em prosa, deveras tocante, principalmente para quem tem alma boêmia.
TIM TIM!!!


Mariana Soares on 31 dezembro, 2015 at 15:00 #

Amei a crônica, Poeta! Linda e verdadeiramente tocante.
Detesto tb esta história de “balanço”…guardo comigo as histórias que me fizeram brilhar os olhos, tremer os joelhos, acelerar o coração e me deram algum aprendizado…o resto? Lixo! E sigo em frente…
Desejo ao meu irmão, em especial, e a todos os que movimentam este nosso querido espaço democrático, com opiniões, informações, textos, músicas, poesias e o que mais houver, um 2016 com saúde, alegria e muito amor.


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