DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Rui prefere o PT de fora em 2016

Petistas reclamam da imagem negativa que teria o PT se não se julgasse em condições de ter um nome próprio para disputar a Prefeitura de Salvador sendo detentor, simultaneamente, dos governos estadual e federal. E sugerem que seja do governador Rui Costa a ação direta para evitar que isso aconteça – com o 13 nas urnas de 2016.

Afora o fato de que o poder nacional e local do PT esteve presente em duas eleições municipais – 2008, com o presidente Lula e o governador Wagner, e 2012, ainda com Wagner e já com a presidente Dilma –, ressaltemos que essa “obrigação” petista de candidatura carece de autoridade, pois foi derrotada nas sete vezes em que legenda participou do pleito direto em capitais, restaurado em 1985.

Essa realidade é o xis da questão para Rui Costa, que não se sabe se toparia essa briga. Ele próprio ainda está em fase de afirmação, digamos, num estágio probatório de alto nível, embora os bajuladores de palácios e os interessados diretos na distribuição de obras, recursos, nomeações e propaganda o coloquem no topo das excelências da política e da gestão.

Rui, por mais restrições que eventualmente lhe possam fazer adversários e analistas, não é governador porque é néscio, mas porque tem uma trajetória e, ainda, na retaguarda, toda a suficiência dissimulada do ministro Jaques Wagner. Sabe que é uma eleição difícil, a reunir dois óbices: a qualidade do adversário – o prefeito ACM Neto – e o desgaste do PT.

Não vale, nesse último aspecto, para uma cidade como Salvador, o conhecido argumento de que só os temas locais têm prevalência. Na Bahia, desenrola-se uma batalha “ideológica”, triste definição em que a “esquerda” precisará provar que não jogou fora sua chance e a “direita” terá de convencer que não repetirá as desgraças do passado próximo e remoto.

Com os pés na terra, aliás, em todo o território baiano, Rui Costa tem tudo para excluir liminarmente o PT e preferir um candidato a prefeito – ou vários, como se diz – de qualquer outro partido da base, ao qual não estaria diretamente vinculado. Uma derrota que ficasse gravada em sua testa afetaria o projeto de reeleição.

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