DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Ai se tivessem…

Escândalo sobre escândalo: oito policiais militares do Rio de Janeiro detêm, desnudam, espancam, torturam e constrangem quatro jovens.

Depois, os PMs são colocados em “prisão administrativa” pelo “comando” e não têm os nomes revelados.

Por fim, a locutora do telejornal assegura: “Nenhum dos jovens tem passagem na polícia”.

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Do Rio Doce ao Rio de Janeiro: mal incurável

A lama de Mariana pode ter sido um “acidente”, apesar de sabermos que resultou apenas da incúria de uma empresa, que não cuidou da gestão de suas instalações, e de governos ineptos, que não exerceram o poder para evitar que ocorresse a maior tragédia ambiental do Brasil.

A desgraça da saúde no Rio de Janeiro, no entanto, não tem desculpa nem eufemismo. Resulta da incompetência continuada de políticos despreparados para seu mister e indiferentes à vida das pessoas comuns e indefesas que neles votaram – ou não.

A explicação, dada ainda em tom de arrogância ante os que ousam duvidar da sapiência de uma safra medíocre de homens públicos, é a crise econômica. A arrecadação do Rio caiu drasticamente por causa dos “problemas com o petróleo”.

Convenhamos: não se trata de um pequeno município ou Estado de algum rincão perdido que dependa dos fundos de participação para pagar a folha. Falamos da unidade federativa onde ressai a segunda metrópole do país, sem material, em toda sua rede hospitalar, para a simples sutura de um corte.

Antes que o petróleo assumisse papel relevante no seu perfil econômico, o Rio tinha unidades de referência em várias especialidades que já atendiam a muitos milhões de habitantes. Hoje, está quebrado o único aparelho existente para exames essenciais no tratamento do câncer.

Demorou um pouco para o país entender o que aconteceu sobre o Vale do Rio Doce, mesmo com as mortes e “desaparecimentos”. A própria presidente só foi à região uma semana depois. No caso do Rio, aonde ela desistiu de ir, a compreensão é imediata. O cenário se traduz por gestantes dando à luz em calçadas.

dez
29

Uma das músicas preferidas deste editor do BP para começar e animar a terça-feira , enquanto 2016 vai afastando com dificuldades 2015 do caminho antes de chegar.

BOM DIA E FELIZ ANO NOVO A LEITORES E OUVINTES.

(Vitor Hugo Soares)

DO G1/O GLOBO

BRASÍLIA – A reforma administrativa anunciada pela presidente Dilma Rousseff no início de outubro, prevendo reduções de salários, de ministérios, de secretarias especiais e de cargos comissionados, mal saiu do papel. Pressionada a enxugar a máquina pública para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões previsto na ocasião no Orçamento de 2016, a presidente prometeu cortar ministérios e reduzir número de cargos de confiança, mas, até agora, os cortes foram pífios.

Dos 3 mil cargos que seriam extintos, segundo Dilma, apenas 346 foram efetivamente cortados. Das 30 secretarias, só sete deixaram de existir. Dilma, o vice Michel Temer e os ministros teriam seus salários reduzidos de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23. Isso também ainda não aconteceu. A previsão do governo era economizar com esses cortes R$ 200 milhões. O montante alcançado até agora foi de apenas R$ 16,1 milhões.

O governo explica que a redução de salários depende do Congresso. Dilma enviou o pedido dias depois do anúncio da medida, porque é preciso editar um decreto legislativo para reduzir vencimentos. Mas o decreto ainda não foi apreciado pelos congressistas. Quanto aos demais cortes, a explicação de auxiliares de Dilma é que a necessidade de negociar cargos com aliados em troca de apoio na Câmara, em meio à abertura do processo de impeachment, paralisou a reforma.

Logo após o anúncio do enxugamento, Dilma ampliou o espaço do PMDB, entregando ao partido os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia. O PDT, que comandava o Ministério do Trabalho, passou para as Comunicações, estrutura maior do que aquela que a legenda ocupava anteriormente.

Além de ter de entregar a esses partidos mais funções, Dilma deu mais cargos do 2º escalão a PR, PRB e PP, reduzindo a possibilidade de passar a tesoura nos cargos comissionados e nas secretarias ligadas aos ministérios. A dificuldade de cortar cargos de ministérios mais políticos fica evidente quando se vê a redução feita pelo Planejamento, essencialmente técnico. Dos 346 cargos extintos, 216 foram dessa pasta.

FUSÃO DE MINISTÉRIOS AINDA NÃO FOI FEITA

A reforma teria como marca a redução de ministérios. Em agosto, o plano do governo era cortar dez pastas. Quando oficialmente anunciada em outubro, porém, a reforma reduziu em oito o número de pastas, caindo de 39 para 31. Isso se deu a partir de fusão e incorporação de 11 estruturas — que geraram três novos ministérios. Mas até agora apenas cinco das que seriam extintas realmente foram cortadas: Secretaria Geral, Secretaria de Relações Institucionais e Micro e Pequena Empresa se fundiram para criar a nova Secretaria de Governo, passando de 545 cargos comissionados para 431; o Gabinete de Segurança Institucional foi extinto e teve as atribuições distribuídas por outros órgãos, reduzindo de 50 para 34 os cargos comissionados; e Assuntos Estratégicos passou a ser um órgão do Planejamento — pasta com maior redução de cargos de livre nomeação, de 1.263 para 1.047.

Anunciadas há dois meses, as fusões entre os ministérios do Trabalho e da Previdência e entre as secretarias de Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos, além da extinção da Pesca, ainda não foram finalizadas. Faltam decretos para formalizar as mudanças.

Por e-mail ao GLOBO, o Planejamento afirma que os cargos de ministros do Trabalho, da Pesca, do Gabinete de Segurança Institucional, de Relações Institucionais, de Assuntos Estratégicos, da Igualdade Racial, das Mulheres, da Micro e Pequena Empresa, e de Assuntos Estratégicos foram extintos. Admite, no entanto, que as estruturas desses ministérios ainda não foram reduzidas.

“Estão sendo elaboradas as estruturas do Ministério do Trabalho e da Previdência Social (fusão do Ministério do Trabalho com o da Previdência), do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e de Direitos Humanos (Fusão da SEDH, com Seppir e SPM) e do Ministério da Agricultura (que passará a executar as competências do Ministério da Pesca)”, diz nota do Planejamento.


Governadores em Brasilia: hora de passar o chapeu.

DO EL PAÍS

Ana Carolina Cortez

De São Paulo

Não é apenas a presidenta Dilma Rousseff que vem enfrentando problemas para fechar as contas públicas no azul. Nesta segunda-feira (28), governadores de onze Estados e do Distrito Federal se reuniram com o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para pedir socorro do Planalto e garantir recursos num futuro próximo para o pagamento até das despesas mais básicas, como gastos com saúde, como no caso do Rio de Janeiro, e com o salário de servidores, como no Rio Grande do Sul. Com o argumento de que a crise econômica que o país enfrenta afetou demais a arrecadação também nas esferas estaduais e municipais, essa “delegação” de governadores entregou uma lista com sete reivindicações a Barbosa.

A lista foi concebida horas antes, durante um almoço articulado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), em sua residência oficial. Estiveram presentes os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB); de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); da Bahia, Rui Costa (PT); Rio Grande do Sul, José Ivo Sartoti (PMDB); Piauí, Wellington Dias (PT); Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB).

Segundo Rollemberg, um dos pedidos mais importantes feitos ao ministro nesta tarde foi a celeridade na regulamentação de uma lei já aprovada no Congresso Nacional, que trata de um novo indexador para a dívida que os estados têm com a União, tornando esses débitos mais baratos. “Isso vai mudar tanto o estoque quanto o fluxo das dívidas dos estados, garantindo mais fôlego para o caixa dos estados”, afirmou o governador do DF logo após a reunião com Barbosa.

“O ministro disse que o Governo vai regulamentar nos próximos dias a lei aprovada no Congresso”, complementou, sem apresentar mais detalhes sobre o tema. Rollemberg pediu, ainda, que a União autorize novos empréstimos aos Estados, medida que foi congelada por causa do ajuste fiscal promovido pela União.
Repasses pelo SUS

Para resolver parte dos problemas enfrentados no setor da saúde por diversos Estados – sendo o Rio de Janeiro o caso mais emblemático – os governadores pediram a Barbosa permissão para que sejam eles, e não mais a União, os responsáveis por cobrar as operadoras de planos de saúde os valores devidos aos hospitais públicos. Essa dívida é decorrente do atendimento, por hospitais custeados pelo governo, de pacientes que têm planos de saúde com empresas privadas. No Rio de Janeiro, hospitais públicos reduziram o atendimento por falta de repasses de recursos do Governo e o Estado chegou a decretar emergência e a situação das unidades de saúde só foi regularizada, ainda que parcialmente, com a ajuda financeira do Ministério da Saúde.

Rollemberg não informou, contudo, se as reivindicações foram bem recebidas pela Fazenda. A única promessa mais concreta do dia foi a criação de uma “delegação” de governadores permanente. “O próximo encontro está agendado para 1º de fevereiro. “Com isso, podemos criar uma agenda positiva de curto, médio e longo prazo para o Brasil”, declarou Rollemberg.

dez
29
Posted on 29-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-12-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma sempre fez o diabo

Dilma Rousseff vai pagar as pedaladas para esvaziar o pedido de impeachment. Não importa que, para tentar cancelar um crime, cometa outro. Ela não tem ministros, mas cúmplices.

O seu único objetivo é chegar ao fim do mandato. Danem-se as leis. Dane-se o país.

Dilma Rousseff sempre fez o diabo para conseguir o que quer.

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