Bahia em Pauta no todo e em particular este editor do site blog foram buscar nas saudosas matinês do Cine São Francisco, na ribeirinha e sempre amada cidade baiana de Juazeiro, esta canção imortal e um dos seus mais completos intérpretes, que sei (por ciúmes próprios) ser uma das “quedas” da aniversariante deste 26 de dezembro.

Que uma luminosa poeira de astros e estrela recaia sobre Margarida no seu dia e traga paz, saúde e felicidades ainda para muitos anos de vida. VIVA MARGARIDA! COM AMOR E AGRADECIMENTOS PELA BRAVURA, GENEROSIDADE E COMPARTILHAMENTO DE VIDA.

(Vitor Hugo)


Dilma, com Rui Costa e ACM Neto, na estação Pirajá
do metrô de Salvador: “Vovó olha o metrô!”.

Insólito mundo de Dilma na visita ao Nordeste

Vitor Hugo Soares

Quase fim de dezembro de 2015. Sigo, a uma distância crítica razoavelmente segura, a passagem da presidente Dilma Rousseff pelo Nordeste. Ela chega para apresentar entre a Bahia e Pernambuco, o seu novo bailado da coreografia pós- Joaquim Levy, ensaiado em Brasília na escolinha do “galego Jaques Wagner ”, segundo define uma amiga jornalista que sabe das coisas, ao explicar alguns passos da mandatária – nesta sua nova viagem em busca do tempo perdido.

“Ninguém volta ao que acabou”, diz o samba de Chico Buarque, mas não custa tentar…Propagam assessores e áulicos do Palácio do Planalto, alguns deles tentando esconder a indisfarçável chapa branca: “a presidente viaja em agenda positiva”, na tentativa de melhorar preocupantes índices de desconfiança e rejeição a ela e ao seu instável e desconexo governo na região de sua maior mina de votos: área crucial, portanto, na estratégia para a pretendida manutenção (apesar de tudo) do projeto de poder do PT e seus aliados.

“Tempo demorando em ser tão ruim”. Ressoam os versos do samba de Caetano e Gil.
Os principais indicadores econômicos, políticos, morais, de desenvolvimento humano e sociais despencam a cada novo anúncio de índices das agências e órgão de credibilidade nacionais ou internacionais, sem apresentar sinais de reação de melhoras para tão cedo. Principalmente quando se tem como perspectiva o ano novo que está chegando.

Vejam exemplos da Bahia, enquanto a presidente Dilma baila, ri, desacata alguns adversários, mas divide o palanque com outros (um deles o prefeito do DEM, ACM Neto, que flutua em popularidade nas pesquisas de opinião, para evitar vaias na festa de inauguração da estação do metrô no histórico bairro de Pirajá )e banca a valente em sua passagem.

A importante montadora da Ford em Camaçari acaba de jogar na rua 2.000 trabalhadores ao extinguir o turno noturno da fábrica baiana, em razão da devastadora queda de mercado para os carros que produz, na região metropolitana de Salvador. Amarga notícia de fim de ano, já se vê. Ainda mais quando se sabe que até recentemente a montadora de Camaçari era citada aos quatro ventos como modelo industrial a ser seguido em toda a América Latina: de modernidade, de dinamismo, de produtividade, de vendas…

Depois que a chinesa JAC Motors sepultou de vez o seu projeto de construir também uma montadora em Camaçari ( anunciada no meio de muitas viagens, festas e
propaganda no governo petista de Jaques Wagner (agora na direção da Casa Civil), não poderia haver pior notícia para o estado e para a região.

A presidente do Brasil e o ex – sindicalista governador da Bahia, Rui Costa, ambos do Partido dos Trabalhadores, montaram palanques festivos esta semana na capital e em Camaçari, (como exigiam assessores governamentais, interessados da politica e sumidades da propaganda oficial da interminável obra do metrô e do programa Minha Casa Minha Vida dos dois governos).
Provavelmente embriagados de orgulho e emoção pelo mote e refrão “Vovó, olha o Metrô!” (da insólita peça de marketing espalhada a peso de ouro em tempo choroso de crise, pelos jornais, sites da Internet, blogs, emissoras de rádio e televisão), mandataria e governador desfilaram aparentemente alheios ao fato de graves reflexos econômicos e sociais em Camaçari, no estado e no país.

Sem uma palavra sequer sobre atitudes, providências ou mesmo de indignação – como seria justo esperar de gestores preocupados e responsáveis. Nem mesmo uma mensagem formal de conforto à nova leva de desempregados, que se sobrepõe agora ao desastre anterior da paralização das obras monumentais no Estaleiro do Paraguaçu, em Maragogipe (Recôncavo Baiano). Outro engodo administrativo, político e eleitoral levado a efeito no Nordeste. Este sob a bandeira despedaçada da Petrobras (orgulho nacional). Impossível esquecer o palanque da inauguração do estaleiro de Maragogipe, em cima do qual a presidente, governantes e políticos petistas e aliados (baianos e nacionais) festejavam com os donos e executivos de grandes empreiteiras. Vários deles apanhados em grossa prática de ilícitos criminais e corrupção pela Operação Lava Jato (a exemplo de Marcelo Odebrecht e Ricardo Pessoa), que passaram o Natal na cadeia em Curitiba.

Depois, com aparente novo alento do respiradouro de oxigênio de emergência ofertado na crise pelo Supremo do ministro Lewandowski, a presidente Dilma seguiu viagem para Pernambuco. Na beira do rio da minha aldeia ela foi continuar tentando vender outra custosa, interminável e agora, após a “batida” da Polícia Federal na Operação Vidas Secas (extensão da Lava Jato) mais que suspeita fantasia dos governos Lula-Dilma: o sucesso das obras de transposição das águas do Rio São Francisco.

Insólito mundo de Dilma e seu governo, evidenciado na rápida visita da presidente. A mandatária cancelou a parada prevista para o Rio de Janeiro ( assustada com o tamanho do caos na saúde e o vulcão instalado na vizinhança da sede da Petrobras, e tratou de retornar a Brasília. Agora, entrincheirada no Palácio do Planalto, sob a guarda de Wagner e Lewandowski, espera 2016 chegar. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Acordo impossível

Sobre o convencimento de petistas de que o avanço nas obras do metrô será suficiente para desequilibrar a balança eleitoral de Salvador, hoje francamente favorável a Neto, só aguardando para avaliar.

Diz-se que, no partido, somente o senador Walter Pinheiro teria estatura para disputar o pleito. Mas ele sabe que seria uma espécie de sacrifício, que só valeria a pena se tivesse a garantia de dividendos futuros, os quais, para dizer pouco, são incertos.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Fora de questão

Claro, não se pode omitir o ministro Jaques Wagner das estrelas do PT. Mas não contem com ele. Ainda mais agora, que a presidente Dilma deu uma respirada.

dez
26
Posted on 26-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-12-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

DO EL PAIS

Ramón Muñoz

Madri / São Paulo

A telefonia móvel nasceu da necessidade de falar em movimento. Essa funcionalidade mudou radicalmente nos últimos tempos. A generalização dos smartphones, ou telefones inteligentes capazes de se conectarem à Internet, e o aparecimento das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, revirou essa funcionalidade básica de telefonia. A Internet está devorando a telefonia móvel no mundo, e, no Brasil, as operadoras brasileiras tiveram uma prova acachapante de sua perda de hegemonia com a comoção provocada pela interrupção por quase 13 horas do WhatsApp, em punição pelo não cumprimento de uma medida judicial brasileira.

As mensagens de texto há tempos se tornaram um anacronismo. E agora chega a vez dos telefonemas. Trata-se uma tendência global. Essa mudança de hábitos, que desloca o usuário de um universo analógico e individualista para outro digital e socializado, tem uma dupla consequência empresarial e sociológica. No caso do Brasil, também jurídica e geopolítica: afinal, como deve ser a relação dessas empresas globais de aplicativos —o WhatsApp foi comprado pelo Facebook— com as justiças nacionais?

Seja como for, quanto maior a economia na comparação entre as tarifas tradicionais de telefonia e o uso de aplicativos como WhatsApp, mais rápida é a transição, e foi exatamente isso que aconteceu no Brasil. No âmbito dos negócios, as operadoras veem suas receitas tradicionais com tráfego de voz desabarem e tentam compensar essa queda com faturamento por uso de dados. Por ora, o balanço é negativo porque os planos de tarifas fixas de dados móveis se mostram mais acessíveis que a receita com as chamadas, sujeitas a despesas extras, como o custo de sua realização. Mas o fenômeno mais desestabilizador para as contas das empresas é o wi-fi, que passou a ser o principal recurso de navegação para os dispositivos móveis.

No Brasil, de acordo com a Anatel, o número de novas linhas de celulares diminuíram pela primeira vez em anos. Entre abril e outubro, foram 10 milhões de celulares a menos conectados, num resultado que analistas atribuem tanto à crise econômica como ao uso de aplicativos e wifi. Na Espanha, os dados oficiais mostram a importância do wifi. Um total de 73,6% dos usuários com smartphone se conecta habitualmente a redes wi-fi e apenas 8,3% recorre exclusivamente às redes de banda larga móvel para acessar a Internet, segundo os dados oficiais espanhóis. “Os consumidores não querem surpresas em sua conta. Percebem o wi-fi como um serviço gratuito e ilimitado, embora na realidade esteja sujeito a uma tarifa mensal. Por isso, preferem consumir dados a consumir voz, apesar de empregarem esses dados para falar”, diz o porta-voz de uma operadora do país.
Apelo das operadoras no Brasil

No Brasil, o WhatsApp já é o aplicativo mais usado pelos internautas (93%), segundo pesquisa divulgada recentemente pelo instituto Ibope. Por isso, quando a Justiça anunciou o bloqueio do WhatsApp, as operadoras em guerra fria há meses com o aplicativo, apenas anunciaram que cumpririam a decisão. A reação forte dos brasileiros em rechaço à suspensão do serviço, no entanto, deve ter feito as operadoras do setor pensar duas vezes antes de continuar uma campanha contra o aplicativo e similares, que flertou, inclusive, com ações judiciais. O principal linha de argumentação é chamar o WhatsApp de serviço pirata.

Em setembro, o sindicado das empresas do setor, o SindiTeleBrasil, fez uma nota que misturava protesto e apelo para falar de sua perda de espaço: “A concorrência desigual, injusta e mesmo desleal por parte de algumas OTT’s (serviço over-the-top), que ofertam serviços de voz, vídeo e mensagens de forma similar aos serviços de telecomunicações, pode colocar em risco o crescimento da infraestrutura, o emprego do brasileiro, a arrecadação nos níveis municipal, estadual e federal e a própria sustentabilidade do setor”, disse a entidade.

O SindiTeleBrasil diz defender “uma discussão profunda sobre a revolução digital” e cobra do Governo Dilma Rousseff uma definição. A solução, como em outras áreas da economia como táxis e hotelaria, não parece fácil e tampouco parece haver volta atrás.
Na Espanha

De fato, o panorama não é diferente na Europa. Para desgraça da Telefónica, Vodafone, Orange ou Yoigo, as principais companhias espanholas, os usuários falam e navegam mais que nunca por celular, mas cada vez gastam menos ao fazê-lo. A despesa dos domicílios da Espanha em telefonia móvel caiu 4,2% no último ano e o gasto médio mensal passou de 29 a 27 euros (120 a 110 reais), de acordo com os dados da última edição do informativo As TICs nos Domicílios Espanhóis, correspondente ao primeiro trimestre de 2015. Esse mesmo estudo revela que a segunda principal característica que os consumidores valorizam quando renovam seu celular é a conexão wi-fi (64,7%), só superada pela câmera (79,1%). Consequentemente, as receitas por telefonia móvel caíram 9,8% em 2014, enquanto as de banda larga móvel cresceram 4,4% e as de banda larga fixa aumentaram 5,5%, segundo o informe oficial correspondente ao quarto trimestre de 2014. Paralelamente, o uso dos aplicativos de mensagem instantânea, que agora se complementam com serviços de voz, como o WhatsApp, se generalizaram igualmente em tempo recorde.

“O sucesso do WhatsApp pode ser decorrente de uma convergência entre SMS e as redes sociais. Por um lado, guarda o respeito à privacidade; por outro, permite a troca de mensagens em grupo, emulando uma rede social, mas sem que o conteúdo seja público, e sem que o usuário tenha a impressão de que seu conteúdo está sendo rastreado com fins publicitários, como fazem o Facebook e o Google”, diz Frederic Guerrero-Solé, professor de Comunicação da Universidade Pompeu Fabra.

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