DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Toma que a bomba é tua

O governador Rui Costa “liberou” o PT para decidir se lança ou não um candidato a prefeito de Salvador apenas dois dias depois que o presidente regional, Everaldo Anunciação, disse que o partido está decidido por uma “política de aliança”.

Ora, o PT se jacta de ter liderado, na última eleição, uma coligação que quase bate em 15 legendas. Em nove pleitos municipais, somente no longínquo 1992 deixou de disputar, em favor de Lídice da Mata, que se elegeu.

Portanto, os fatos casam. O governador tirou o corpo da embrulhada, e o partido usa um eufemismo para dizer que – agora que a coisa está mais difícil, agora que cansaram de apanhar, agora que a derrota é quase certa – eles abrem mão para um aliado.

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Chris Rea,Driving Home For Christmas,ligado no BP!!!

BOM DIA!!! BOA NOITE DE NATAL!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A “consideração” do governo com Renan

O Estadão informa que ontem à noite Jaques Wagner se reuniu com Renan Calheiros. Algumas horas antes, ele havia dito que a quebra do sigilo fiscal e telefônico do presidente do Senado pelo STF não alterava sua relação com o governo..

O encontro, é claro, não constou da agenda oficial de nenhum dos dois.

Na conversa, segundo o Broadcast, Renan pediu “consideração” e interlocução com o governo.

dez
24
Posted on 24-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-12-2015


Pelicano, no portal de humor gráfico A Charge Online


Michelle Bachelet e o filho Sebastián Dávalos, em dezembro.
M. RUIZ EFE

DO EL PAIS

Rocío Montes
Santiago do Chile

Entre todas as tramas de política e dinheiro que vieram à tona no Chile em 2015, provavelmente o caso Caval é o mais delicado, tanto por seus protagonistas como por seu alcance: a família da Presidenta Michelle Bachelet e o desempenho do próprio Governo. Embora o Ministério Público ainda não tenha formalizado a acusação contra os principais envolvidos nos polêmicos negócios imobiliários da Caval, empresa cuja propriedade está 50% nas mãos da nora de Bachelet, Natalia Compagnon, o processo judicial teve importantes efeitos políticos desde que o escândalo estourou em fevereiro passado. Uma das maiores consequências foi a queda dos principais atributos da socialista, como a credibilidade, e a diminuição de sua taxa de aprovação, que estaria em 24% segundo a última pesquisa do Centro de Estudos Públicos (CEP).

O segundo semestre de 2015 havia sido relativamente tranquilo, talvez porque o escândalo Caval esteve em ponto morto: o promotor do caso, Luis Toledo, teve que se afastar devido à sua frustrada postulação ao cargo de promotor federal. Nos últimos meses, o Palácio de La Moneda conseguiu retomar a agenda de Governo e a própria presidenta começou a exercer novamente a liderança, após um longo período de paralisia. Mas, em novembro passado, Toledo retomou a investigação e começou a realizar os procedimentos pendentes. Entre eles, o terceiro depoimento do primogênito da presidenta, Sebastián Dávalos, que era gerente de projetos da Caval e que participou com a esposa de gestões essenciais em 2013, em plena campanha, para conseguir empréstimos bancários que permitiram fechar o negócio imobiliário.

O depoimento de Dávalo no Ministério Público, na condição de imputado, foi realizado na segunda-feira (21) e vazou à imprensa há algumas horas. Seus efeitos políticos foram imediatos: representaram uma espécie de bomba tanto para o Executivo como para a situação chilena, e reabriu uma frente complicada para o Governo.

O cientista político de 37 anos e pai de dois dos netos de Bachelet relatou aos promotores as razões pelas quais apagou a informação do computador que usava no Palácio de La Moneda, onde trabalhava como diretor sociocultural até que sua mãe o obrigou a renunciar quando estourou o caso Caval. Dávalos atacou sobretudo o antigo homem forte do Governo de Bachelet, Rodrigo Peñailillo, que a presidenta tirou do cargo de ministro do Interior em maio passado em virtude da perda de confiança e dos estilhaço da trama. “(Pedi) que apagassem meu perfil de usuário e senha porque não quis correr o risco de que fossem manipulados (…), pois tinha o medo fundado de que isso poderia ocorrer”, disse o primogênito de Bachelet aos promotores. Em referência a Peñailillo e seus colaboradores, Dávalos indicou: “Eu temia que essas pessoas, pela forma como haviam agido nos últimos 11 meses, pudessem manipular a informação contida no computador, seja pela introdução de arquivos ou enviando e-mails no meu nome.”

Dávalos aponta também para dirigentes relevantes do oficialismo como parte de uma operação política para o prejudicar

O filho da Presidenta contou em detalhes aos promotores a complexa relação que teve com Peñailillo enquanto os dois trabalhavam na sede do Governo chileno, entre março de 2014 e fevereiro de 2015. Dávalos relatou que sua nomeação como diretor sociocultural da Presidência provocou uma “forte reação adversa” por parte de Peñailillo e seu grupo político, G90, formado por militantes do Partido pela Democracia (PPD), de centro-esquerda, que estão na faixa dos 40 anos. “Segundo eles, seriam chamados a ser a nova geração da política”, afirmou. De acordo com Dávalos, a relação com Peñailillo ficou ainda mais conflituosa e distante assumiu a Direção Sociocultural do Palácio de La Moneda e revogou as nomeações que o G90 havia realizado anteriormente. “Eu não seguia suas linhas políticas, de indicar aos cargos pessoas não idôneas, e sua ânsia de controle do poder, que, segundo meu parecer, mostram seu desejo de chegar a ser Presidente algum dia”, afirmou o filho da Presidenta.

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