Na pista do BP, Papa-Oom-Mow-Mow, com The Rivingtons!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


Protesto em Salvador: ministro Fachim (STF)
virou um dos alvos.

BLOG DO CAMAROTTI /PORTAL G1 (O GLOBO)

Gerson Camarotti

Em um ponto integrantes do Palácio do Planalto e da oposição concordam em relação às manifestações deste domingo: a adesão popular diminuiu de forma significativa.

Para auxiliares da presidente Dilma, os protestos deste domingo foram recebidos com alívio e dão ao governo tempo para tentar se reaglutinar. Além disso, diminuiram a pressão imediata em cima do Congresso Nacional para acelar o processo.

Nas palavras de um ministro petista, apesar da insatisfação real, apontada nas pesquisas recentes, as manifestações de rua perderam fôlego.

“Independentemente da manifestação ter sido esvaziada, temos de reconhecer que existe, sim, desaprovação recorde ao governo. Portanto, precisamos tentar reverter essa situação”, observou ao Blog esse ministro.

Para a oposição, foi um erro tentar fazer uma mobilização em cima da hora. Em Brasília, por exemplo, o protesto reuniu, cerca de seis mil pessoas, segundo a PM, bem menos que os 45 mil registrados em março.

“E também foi visível a falta de adesão popular ao protesto da Av. Paulista” disse ao Blog um senador tucano.

Para este cacique do PSDB, a data escolhida para as manifestações foi “errada”, porque é véspera de Natal e, nas palavras dele, as pesoas não estão mobilizadas. Para a cúpula do partido, o “ideal” seria esperar o início do próximo ano para que, depois do carnaval, fosse organizada grande mobilização nacional.

“Uma mobilização esvaziada pode passar a impressão de que não há apoio popular a favor do impeachment e isso faz com que o governo ganhe algum tempo para se rearticular no parlamento”, acrescentou esse senador.

Oposicionistas reconhecem que, diferentemente do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, quando as ruas pressionaram o Congresso, agora terá de haver movimento oposto, ou seja, uma mobilização do Congresso para pressionar as ruas. “Por isso a mobilização deste domingo deveria ter sido adiada para outra data.”

Uma preocupação entre integrantes da oposição é que as mobilizações a favor do impeachment fiquem restritas a grupos mais radicais de direita. “É preciso incluir toda a sociedade. Se a mobilização ficar apenas com extremistas, isso afastará a classe média”, completou o senador tucano.

Conforme relatos do repórter Filipe Matoso, do G1, que acompanhou o protesto em Brasília, em dois momentos os manifestantes vaiaram pessoas que defenderam intervenção militar em discursos nos carros de som.


Dilma e Lula visitam juntos área das obras
de transposição do Rio São Francisco.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO)

Ninguém sabia que se roubava no São Francisco

A história das obras de transposição do Rio São Francisco é uma sucessão de superfaturamento, distorção de editais, aditivos ilegais, descumprimento de cronogramas e erros de projeto, para citar alguns dos problemas levantados e comprovados, ao longo de dez anos, pelo Tribunal de Contas da União.

Ao contrário do que se poderia supor, que a fiscalização eficiente sustasse a sangria de dinheiro público e propiciasse a concretização de um empreendimento tão importante social e economicamente, a situação só se agravou com o passar do tempo.

Com conclusão prevista para 2012, obra agora é prometida para 2017, e o custo original de R$ 4,7 bilhões é estimado hoje em R$ 8,5 bilhões.

Portanto, não pode ser surpresa para ninguém que, em contratos que somam R$ 680 milhões, tenham sido desviados R$ 200 milhões, escandalosos 30% – ou, pensando bem, talvez esteja até abaixo da média esse percentual.

Em 2005, o TCU já determinava o “cancelamento de editais para projeto, execução e supervisão” por sido “detectado” (esse o verbo) “sobrepreço” de R$ 400 milhões.

No início da obra, em 2007, merece destaque a sucessão de contratos aditivos, muitos deles acima do limite legal, para “novos serviços”, como diz o tribunal, acrescentando R$ 127 milhões a um custo inicial de R$ 238 milhões.

No ano seguinte, um contrato que era de R$ 212 milhões foi para R$ 327 milhões, e assim continuou gestão após gestão do Ministério da Integração Nacional, com a participação “surpreendente” de empresas como OAS, Galvão Engenharia e outras do “petrolão”, sem falar no doleiro Alberto Youssef.

E assim transcorreu durante estes oito, nove anos, em que o custo foi subindo em compensação ambiental, desapropriações, mão de obra e outros itens. Apesar de espocarem periodicamente as denúncias, o barco foi adiante – mas não no rio, coitado, que está com sua navegabilidade mortalmente ferida.

Nossa solidariedade à pobre velhinha

Desconhecia-se que estivesse na cadeia a mãe do ator José de Abreu. Mas como a afirmação é do confiável ex-ministro Geddel Vieira Lima…

Fritando o porco na própria banha

O bom desse nome da operação da Polícia Federal, “Vidas Secas”, é que no futuro seus protagonistas não precisarão deixar a obra de Graciliano Ramos: poderão escrever suas próprias “Memórias do Cárcere”.

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Preso político

Em tempo: não confundir “o Graça”, que também foi prefeito, com essas figuras atuais. A cadeia de oito meses, em 1936, ele a puxou sob a acusação, pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, de ligação com o Partido Comunista do Brasil.

Da arte na investigação policial

O Brasil se supera em surrealismo: da Lava-Jato brotou a Vidas Secas.

Marília

Marlon Marcos

É tão difícil ser neste nosso país. Aqui, mais que talentosos, temos que exercer a inumana perfeição. Tenho a clareza das noites de 1982 quando, após a voz de Nana cantando Se queres Saber, você entrava em cenas sobre amor e dor, ao lado de Claudio Marzo, na série global Quem ama não mata, e eu acessando ali o seu raro talento… Depois veio Pixote – a lei do mais fraco, para chegar a Brega e chique e confirmar, em mim, você como a maior atriz brasileira.

Tive a honra de assistir, no Teatro, Elas por Ela, Master Class, Mademoiselle Chanel e me maravilhar com o seu domínio cênico, a destreza da enorme atriz, a beleza da mulher, a mágica das invenções em cena. Foram muitas outras coisas e em tudo: Marília Pêra!

E assim, banhada em entrega e grandeza artística, você nos deixou e calou minha voz e bagunçou meus pensamentos. Metendo medo, em Pé na Cova, com a sua grandiosa Darlene, em tom de despedida, como Clarice Lispector nos deixando com a sua Macabéa.

Darlene e Macabéa, Macabéa e Darlene… Marília e Clarice, Clarice e Marília… Meus sonhos rodando no centro desta aproximação distante que a arte faz e eu choro a sua morte agradecendo a nossa vida. A sua vida!

Minha atriz, entre tantas outras maravilhosas como Cleyde Yáconis, Laura Cardoso, Louise Cardoso, Ruth de Souza, Dina Sfat, Débora Bloch, que me ensinou a gostar de teatro e cinema, já que televisão eu já adorava…Minha atriz que dançava e cantava com talento e elegância… A mulher visionária acendendo cenas e iluminando de possibilidades o breu contextual do Brasil.

Escrevo–lhe, entre lágrimas e carinho, mais silêncio do que palavras, sem aplausos para não macular seu descanso. Sua vida foi brilhantemente cumprida e nós calamos frente ao seu legado e ao que do feminino genial você marcou na história do Brasil. Pensar cultura, em sintonia com a arte, é eternizar o nome Marília Pêra.

Siga, mas fique, viu? Não quero que lhe esqueçam e nem quero a fragilidade das homenagens necrófilas… Quero você vibrante e amoral tocando no âmago da gente que ainda sobrevive. Quero falar da minha saudade que nunca será maior que a minha grande admiração, meu amor pela sua arte – Caetano Veloso, outro mestre, dizendo: “Marília é a maior atriz de cinema do mundo”.

Não sei se do mundo, mas você é a maior atriz de mim.

Marlon Marcos é jornalista, antropólogo e poeta.

dez
13
Posted on 13-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-12-2015


Samuca, no Diário de Pernambuco


Fogo resiste na Chapada e exibe incapacidade oficial
no combate à devastação no coração da Bahia

DEU NO PORTAL G1/ O GLOBO

Tatiana Dourado

Do G1 BA
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Considerada o coração da Bahia, a Chapada Diamantina, um destino de turismo de aventura mundialmente conhecido, sofre há meses com incêndios que comprometem a biodiversidade do Parque Nacional. Desde novembro, quando as chamas ganharam força, ao menos 50 mil hectares foram queimados, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) – um dos pontos mais devastados é o entorno do Morro do Pai Inácio, perto de Lençóis. Apesar da proximidade das festas de fim do ano, como o réveillon, a farta rede de hospedaria sente a redução do número de visitantes. O G1BA procurou alguns dos principais hotéis e pousadas, e parte teve baixa de até 50% nas reservas.

“Estamos bem próximo ao réveillon e temos somente metade das acomodações vendidas. Normalmente, nesse período, já estamos fechando as últimas reservas. Faço relação direta com os incêndios. É uma pena, mas é verdade. Tudo isso gera insegurança, porque o turista é cauteloso”, disse Ney Paulo, gerente do hotel Canto das Águas, em Lençóis. Paulo afirmou que as atrações não estão fechadas e podem ser visitadas normalmente, mas que as marcas das queimadas são visíveis. “Está de cortar o coração. Os atrativos funcionam, mas com imagem desagradável que ninguém gostaria de ver. A nossa sorte é que a Chapada tem uma área bastante extensa e é possível fugir para locais fora dessa questão do fogo, como a Cachoeira do Sossego, Poço Encantado, Lapa Doce, Pratinha”, citou.
Fogo no Capão, na Chapada Diamantina, na Bahia (Foto: Emannuel

A portuguesa Cristina Secio, recepcionista da pousada Vila Serrano, também em Lençóis, contou que os turistas geralmente entram em contato para monitorar como está a situação do fogo, e que a equipe tenta reverter possíveis cancelamentos explicando que a situação não interfere no turismo.

“Apesar dos cancelamentos, temos conseguido explicar às pessoas que podem nos visitar da mesma forma e que a maior parte dos roteiros não está fechado. Temos muitas reservas de brasileiros, mas também de franceses, ingleses, norte-americanos, australianos. A notícia negativa acaba por prejudicar o turismo”, relatou.

A cerca de 80 km de Lençóis, a procura pelo Vale do Capão também é diretamente afetada. Na Pousada Lendas do Capão, o gerente Cristiano Argolo indicou que apenas quatro dos 22 quartos estão reservados atualmente. “Normalmente, nessa época estamos com pelo menos nove quartos alugados, porque o pessoal compra bem na hora. As notícias impactam, porque o pessoal acha que o fogo está aqui dentro. Conheço várias pousadas e estão todas vazias. O fim de ano vai ser difícil”, comentou.

Silvia Martins, dona da pousada Pé no Mato, estima em 50% os cancelamentos. “Mas outras pessoas apostam e acreditam que daqui para lá vai chover. Teve gente que desmarcou até para o carnaval. Quando o incêndio foi noticiado na mídia, as pessoas começaram a cancelar. Mas naquela época não tinha fumaça no Vale. Trilhas ativas, o turismo normal. Lógico que estamos tristes, 5% do parque foi queimado. Mas o lugar que pegou fogo ninguém nunca andou, as pessoas acham que é aqui, mas estamos do outro lado. Agora, sim, dá para ver a fumaça”, apontou.

Emmanuel Requião, proprierário da Pousada do Capão, também conta com os turistas que são adeptos do local e não desistem da visita mesmo com o fogo. “As pessoas conhecem o Vale, sabem que é agradável. Claro que uma parte dos passeios fica comprometida, mas há procura. O fogo afetou menos [locais] do que poderia ter afetado. Tem Angélicas, Rio Preto, Gerais [do Vieira], Riachinho, Conceição dos Gatos”, apontou como exemplos dos atrativos. “A Chapada tem intimidade com o fogo, assim que chove fica tudo verdinho, já volta a se recuperar. Mas o céu está limpo, não tem nenhuma nuvem. Esse é o grande problema. As duas chuvas que deram, que achávamos que daria um refresco, foram muito poucas”, disse.

Situação climática

Não há previsão de chuvas significativas na Chapada Diamantina pelo menos até a quarta (16), segundo o metereologista Heráclio Alves, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). “Se tiver, será bem fraca e passageira”, contou. O clima continua seco, a temperatura alta e a umidade baixa. Tudo isso por conta de uma massa de ar quente e seco.

“Isso impede a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. A massa se intensifica mais pela influência do El Niño. A frente-fria que avança do sul do país não consegue romper a massa de ar seca. Com isso, ela bloqueia, fica parada, ou se desloca para o oceano”, disse. Alves explicou que a massa cobre todo o estado e que não é comum, nessa época do ano, a falta de chuva.

Situação crítica
A preocupação está concentrada em três áreas: o Capão, a Cachoeira da Fumaça e o Morro Branco, informou o secretário Eugênio Spengler. Continua crítico o incêndio na região do Vale do Capão. Quatro trilhas estão fechadas: Cachoeira da fumaça, Fumacinha, Véu de Noiva e Buracão. Brigadistas e equipe de bombeiros do governo conseguiram evitar que as chamas invadissem a área urbana, mas ainda há risco do fogo se alastrar. Quatro trilhas continuam interditadas, são elas Cachoeira da Fumaça, Fumacinha, Véu de Noiva e Buracão.

“Quero registrar que a situação do incêndio na Chapada é altamente crítica. Na madrugada o fogo chegou muito próximos às residências [do Capão]. Tudo isso é agravado com situação de seca extrema, baixíssima umidade e ventos”, explicou Spengler. A operação do programa “Bahia Sem Fogo” é realizada com 60 bombeiros militares, 40 brigadistas, oito peritos, além de quatro veículos tracionados, três helicópteros e seis aviões “air tractors”, que conseguem transportar até 3,8 mil litros d´água. Foi pedido o apoio da Defesa Civil Nacional e a resposta deve sair nas próximas horas, informou o secretário.

12/12/2015

Os anjos festeja os 100 Anos de Sinatra!!!

Na Terra e no BP, cantemos ainda neste domingo (e sempre) em memória de Frank. Tim Tim!!!


(Gilson Nogueira e Vitor Hug
o soares)

Sempre vale a pena ter esperanças, projetos, sonhos transformadores e lutar por tudo isso. Paris, na Conferência do Clima encerreda ontem, é prova disso.

No Brasil, neste domingo, o caminho é a rua.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAIS

Manuel Planelles

De Paris

Os 195 países reunidos há duas semanas na Cúpula de Paris finalmente chegaram a um acordo contra o aquecimento global, o primeiro “pacto universal da história das negociações sobre o clima”, segundo descreveu o presidente francês, François Hollande, ao apresentar o texto final na manhã deste sábado. Um texto que foi debatido nas últimas horas e que busca limitar o aumento da temperatura média do planeta, fixa um teto para as emissões de gases de efeito estufa e estabelece um sistema de financiamento para que os países com menos recursos possam se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas.
mais informações

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Após reunir o plenário, no qual foram dados os últimos retoques ao documento, o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, anunciou o acordo sobre as mudanças climáticas, com um largo sorriso e uma atitude contundente. Os presentes se levantaram de seus assentos para um longo e sonoro aplauso pelo marco alcançado.

A reta final para se chegar ao acordo histórico teve início na manhã deste sábado com a apresentação, por parte de Hollande e Fabius, do texto final. Foi o resultado de uma intensa noite de negociações marcada pelo embate entre os países desenvolvidos e a China e a Índiasobre o nível de envolvimento das economias emergentes nesse acordo. O texto preparado por Fabius, encarregado de liderar as negociações como anfitrião da cúpula, parecia contar com alto grau de apoio. Mas fontes da delegação europeia chegaram a indicar que ainda não era “100% certo” que ia ser aprovado

Por volta das 18h (15h em Brasília), pouco antes do início do plenário, os países que tinham se pronunciado a favor do texto do acordo já formavam uma maioria. O G77, que agrupa 134 nações em desenvolvimento ou emergentes, entre elas a China, se declarava “satisfeito” com o projeto. Momentos antes, dezenas de outros países, como a Índia e a Arábia Saudita, já tinham anunciado seu respaldo, assim como os Estados Unidos e a União Europeia.

O texto final do acordo de Paris tem como objetivo principal impedir que o aumento da temperatura média do planeta até o fim do século, por causa das mudanças climáticas, passe 2oC, em relação aos níveis pré-industriais. E também estabelece que devem ser feitos esforços para que o aumento “não supere 1,5o C”. Além disso, busca criar um sistema de financiamento de 100 bilhões de dólares anuais para ajudar os países com menos recursos a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas.

Em uma primeira leitura, as principais ONGs ambientalistas consideraram que o compromisso climático proposto é uma reviravolta “histórica” que torna irreversível a transição a uma economia de baixo carbono. Apesar disso, consideram que a partir de agora será necessário pressionar os governos e as empresas a cumprir o acordo e aumentar suas ambições.

Hollande também lançou um claro apelo aos representantes dos 195 países: “A França lhes pede que adotem o primeiro acordo universal da história das negociações climáticas”. “É muito raro na vida ter a oportunidade de mudar o mundo, e vocês estão tendo”, acrescentou o presidente francês, que foi acolhido com aplausos.

Tanto Hollande como Fabius, que foi quem manteve conversações com os ministros durante os últimos dias, apelaram à responsabilidade dos negociadores. “Não foram satisfeitas as exigências de todos”, argumentou o presidente. Mas não vamos ser julgados por uma palavra, “mas pelo conjunto do texto”. Está em jogo nossa credibilidade coletiva.

“Estamos quase no final de nosso caminho”, disse Fabius. “O mundo inteiro está segurando o fôlego e conta com todos nós”, acrescentou. “É o melhor equilíbrio possível”, afirmou ele sobre o texto final do acordo. Fabius admitiu que não pode agradar aos 195 países, que em muitos casos têm seus interesses contrariados, mas que cada um poderá voltar à “casa com a cabeça erguida e com conquistas importantes”.

“O mundo inteiro está segurando o fôlego e conta com todos nós”, concluiu o ministro francês de Relações Exteriores, que foi interrompido por aplausos em sete vezes. Entre os presentes durante a apresentação do texto estavam o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, – que se encarregou de coordenar os negociadores de seu país durante a cúpula – e também o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

No texto final apresentado por Fabius, a meta estabelecida é de que o aumento máximo da temperatura média do planeta não supere os 2o C em relação aos níveis pré-industriais, e abre-se a possibilidade de baixar esse objetivo a 1,5o C. Cientistas ressaltaram que, após décadas de emissões de gases de efeito estufa, já não é possível conter o aquecimento do planeta. O que se busca agora é tentar que o aumento da temperatura não passe da barreira dos 2o C, para evitar consequências catastróficas. Para isso, é necessário limitar as emissões desses gases, principalmente o dióxido de carbono.

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