Será?!!!

BOA TARDE !

(Gilson Nogueira)

DO G1/ O GLOBO (BLOG DE MATHEUS LEITÃO)

A força-tarefa da Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Conselho Administrativo da Receita Federal (Carf), irá tomar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para indagá-lo sobre a suposta compra de medidas provisórias na época em que o petista comandou o Palácio do Planalto.

Segundo informado ao Blog, a Polícia Federal vai intimar Lula para tentar esclarecer a suspeita de negociação de MPs que beneficiaram o setor automotivo.

O empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente, é investigado pela Zelotes em razão de uma de suas empresas ter sido contratada por R$ 2,5 milhões pela empresa Marcondes & Mautoni, acusada de fazer lobby para a aprovação dessas medidas provisórias.

Os investigadores levantaram suspeitas sobre a consultoria prestada por Luís Cláudio, que, segundo perícia da PF, teria se baseado em informações disponíveis na internet. Os donos do escritório estão presos e, um deles, já iniciou negociação para fazer delação premiada.

O ex-ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula ao longo dos oito anos em que o petista presidiu o país, também é investigado pela força-tarefa.

Os advogados de Luis Cláudio negam o envolvimento do empresário no caso e afirmam que a empresa do caçula de Lula foi contratada como prestadora de serviço e executou projetos devidamente entregues.

Após pedido da defesa de Luis Cláudio, o Tribunal Regional da 1ª Região decretou sigilo dos documentos apreendidos na empresa do filho do ex-presidente.

Responsável pela decisão, a desembargadora Neuza Maria Alves da Silva definiu a operação de busca e apreensão como “flagrante desproporcionalidade”.

Carvalho também nega envolvimento na suposta compra de MPs. O Blog procurou a assessoria do Instituto Lula, mas até a última atualização deste post ainda não havia obtido resposta.

dez
11
Posted on 11-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-12-2015

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Cunha não pode cair depois de Dilma

Uma razão meridiana norteia qualquer decisão que favoreça o impeachment da presidente Dilma: antes dela, necessariamente, é preciso tirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e do próprio mandato parlamentar.

O contrário seria uma discriminação odiosa e injusta que clamaria por um cerco à Câmara para que a nação exigisse publicamente a cabeça daquele cidadão. Não sendo assim, às favas a democracia, a Constituição e o decoro.

O que se viu quarta-feira , no entanto, na reunião do Conselho de Ética, foi a disposição de evitar a qualquer custo que a letra da lei alcance Cunha, como estaria vigorando no plenário da Casa a disposição de trucidar Dilma, se não fosse a intervenção do STF.

Ação de Araújo é propícia à nulidade

Embora venha projetando desde o início a ideia de independência, com a determinação de tratar Eduardo Cunha como “um deputado como outro qualquer”, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD), tem um comportamento que comporta interpretações em contrário.

Já há cerca de 15 dias, indagado sobre a viabilidade de Cunha permanecer na presidência, declarou textualmente: “Essa é uma pergunta difícil para eu resolver como presidente do Conselho de Ética, porque depois ele pode alegar que eu estou tomando partido, que eu estou contra ele”.

A frase, que não obteve a devida repercussão, é a própria imagem da suspeição, pois seu autor admite claramente, por lapso ou propósito, que uma declaração sua revelaria que ele é “contra” Cunha. Não cabe outra conclusão.

Mas foi quarta-feira, na sessão, que Araújo, aparentando uma firme disposição de derrotar os interesses de Cunha, mais pode ter contribuído para seus intentos, ao criar situações que resultariam em atropelos regimentais.

Um fato que saltou aos olhos, por estranho que é num cenário dessa natureza e importância, foi a chegada com atraso do deputado Paulo Azi (DEM), no momento em que Araújo ia proclamar o resultado de uma votação.

Sob protesto, o presidente acatou o voto de Azi, que empatava o placar, e negou que houvesse encerrado o processo, uma questão levantada pelo deputado Manoel Júnior (PMDB) e que poderá, mais adiante, ser motivo de nulidade da sessão.

À primeira vista, Araújo trabalhou contra Cunha, pois ele mesmo, no voto de minerva, decidiu que as votações no colegiado seriam abertas. Mas isso seria apenas um detalhe se, no futuro, uma decisão judicial pusesse a perder todo o esforço realizado até então.

Uma dupla do baralho

Araújo mostrou vocação para crupiê logo na abertura dos trabalhos. Questionado sobre a perspectiva de a presidência da Mesa da Câmara determinar a saída do deputado Fausto Pinato (PRB) da relatoria, como viria a acontecer, anunciou: “Tenho na manga dois deputados, que posso sacar”.

Referia-se a Zé Geraldo (PT) e Vinicius Gurgel (PR), que faziam parte da lista tríplice da qual saiu o nome de Pinato. Foi outra falha grave do presidente, ensejando aos partidários de Cunha contra-atacar com a exigência de novo sorteio de nomes, já que, necessariamente, o relator tem de ser escolhido numa lista tríplice. Acabou, como se sabe, sendo Marcos Rogério (PDT).

Dean Martin & Frank Sinatra,Christmas Hits, a
companhando os votos do BP de um Natal Wonderful para todos!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

Ninguém vai pedir a suspeição dos ministros suspeitos?

Decisões importantes no STF e no STJ estão nas mãos de ministros que deveriam ser afastados por suspeição.

Como já publicamos, Edson Fachin, que resolveu boicotar o processo de impeachment, é declaradamente partidário de Dilma e do PT – o vídeo de sua participação em ato da campanha de 2010 é um escárnio.

Marcelo Navarro Dantas, que votou a favor da libertação de Marcelo Odebrecht, é citado por Bernardo Cerveró em depoimento à PGR como parte de uma “movimentação política para obtenção de habeas corpus”. “O tom da conversa era de que o nomeado iria resolver monocraticamente”.

dez
11
Posted on 11-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-12-2015


Sid,no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

De Buenos Aires

Mauricio Macri começa seu mandato com uma clara fragilidade parlamentar, sem maioria, e com o kirchnerismo em guerra contra ele. O novo presidente sabe que tem contra si boa parte dos argentinos, já que 48% o rejeitaram. Por isso o eixo de seu primeiro discurso como presidente se voltou para a unidade. Macri promete unir todos os argentinos, e precisa buscar acordos quanto antes para governar. O novo presidente garantiu que não haverá autoritarismos: “A política não é atribuição para quem tem o maior ego”.

O presidente fez um discurso em tudo muito leve, sem exibições de poder, em um tom conciliador. Em frente, no Congresso onde falava, tinha dezenas de cadeiras vazias: as dos kirchneristas, que, como sua líder, Cristina Kirchner, decidiram boicotar o ato e não compareceram. Estava ali, sim, o grande rival de Macri nas eleições, Daniel Scioli, mas não os deputados e senadores mais leais à presidenta.

Graças à ausência do kirchnerismo, que enfim não organizou nenhuma manifestação nas ruas contra Macri, o novo presidente pôde ter a festa que queria e percorreu a avenida de Mayo em um ambiente festivo com sua mulher, Juliana Awada, ambos em um carro sem capota, saudando as pessoas com enorme tranquilidade enquanto elas gritavam “Sim, é possível” e “Argentina! Argentina!”.

As duas Argentinas se encontraram no mesmo lugar, mas em dias diferentes. Se na quarta-feira a president conseguiu lotar a praça de Mayo para sua despedida, nesta quinta-feira Macri também a encheu de fiéis que saudavam o novo presidente. Começou a era Macri e ele saiu à sacada histórica da Casa Rosada, a dos discursos de Perón e Evita, tirou a faixa e dançou uma cúmbia em seu estilo particular enquanto a vice-presidenta, Gabriela Michetti, cantava de microfone em punho. Cristina sempre rejeitou sair nessa sacada porque “é a de Evita”. Mas agora Macri manda na Casa Rosada e a primeira coisa que fez foi sair nesse lugar tão especial para os argentinos.

O presidente tenta demonstrar normalidade e alegria enquanto a Argentina vive uma absoluta anormalidade porque não foi a presidenta quem pôs a faixa em seu sucessor, como é tradição, mas o macrista Federico Pinedo, presidente transitório do Senado, que ocupou o poder durante algumas horas por decisão judicial. O kirchnerismo está indignado pela saída antecipada da presidenta, por decisão da Justiça, e arma uma batalha feroz contra a presidência de Macri.

Nesse ambiente de enorme tensão com a oposição, que se avizinha muito dura, Macri tentou convencer os argentinos a deixar essa briga para trás e buscar uma conciliação de que precisa para levar adiante as reformas e evitar uma explosão social. “Buscamos um país unido na diversidade, queremos a contribuição de todos, os das direitas e os das esquerdas, peronistas e não peronistas. Tudo isso pode soar incrível depois de anos de enfrentamentos. Mas é o que pediram milhões de argentinos cansados de enfrentamentos inúteis”, clamou o novo presidente.

“As eleições já passaram. Se ousarmos nos unir, os argentinos serão invencíveis”, repetia essa ideia de reconciliação, que tanto rendeu frutos eleitorais a um homem que ninguém pensava há um ano que pudesse chegar a ser presidente. À época pesava muito seu nome, o de um dos empresários mais ricos do país, seu pai, Franco. Mas Macri conseguiu romper os limites e ganhar as eleições pela margem mínima, mas sem discussão. Agora sabe que seu primeiro objetivo é que a classe média e, principalmente, a popular que votou no peronismo deixem de temê-lo. “Convoco a todos para aprender a arte do acordo. Frondizi disse que o desafio não é de uma pessoa, mas de todo o povo. Vamos levar o país em frente juntos”, disse.
Scioli vai sim à cerimônia de seu grande rival

Alguns dirigentes importantes do peronismo romperam a ordem de não ir à posse de Mauricio Macri. A presença mais chamativa foi a de seu grande rival nas eleições, Daniel Scioli. Outro dos que esteve foi o governador da província nortenha de Pula, Juan Manuel Urtubey, que já está dando sinais de independência a respeito de Cristina Kirchner.

Também foram outros governadores kirchneristas como a de Tierra del Fuego, Laura Bertone; o de Tucumán, Juan Manzur; o da Rioja, Sergio Casas, e o de Formosa, Gildo Insfrán. Todos precisam pactuar com Macri o financiamento de suas províncias.

Macri deixou claros os três pilares de seu mandato, os que o levaram à vitória eleitoral: “Pobreza zero, derrotar o tráfico de drogas e unir os argentinos”. “O Estado irá proteger a todos, nenhuma criança ficará desprotegida. Vamos urbanizar os vilarejos para transformar a vida de milhares de famílias. Vamos multiplicar as fontes de trabalho. Hoje há uma pobreza inaceitável”, disse, como uma mensagem a essa parte da população que mais desconfia dele.

Ele também prometeu “um tempo novo” e uma forma de governar muito diferente do kirchnerismo. Primeiro, o respeito à Justiça independente. “Não vai haver juízes macrista, não pode haver juízes ativistas”, prometeu. Em segundo lugar, combater a corrupção. “Eu serei implacável. Não vai haver tolerância. Os ativos da Argentina são para todos os argentinos”. Além disso, buscar alianças com parceiros tradicionais. “Aspiramos a um nacionalismo mais saudável, o verdadeiro amor pelo país é o amor e o respeito por seu povo, por todas as suas pessoas. Acreditamos na unidade e cooperação da América Latina e do mundo”.

E, acima de tudo, buscar o diálogo. Macri agradeceu o esforço de todos os que competiram nas eleições com ele, e convocou para sexta-feira um encontro com Scioli e Sergio Massa, seus dois grandes rivais nas eleições, como um sinal de sua intenção de contar com todos. Sua minoria parlamentar o obriga a isso, mas também quer mostrar suas diferenças com Cristina desde o primeiro dia.

O desafio é enorme, e uma vez que começar a tomar medidas duras já sabe que terá de enfrentar o kirchnerismo. Mas o poder que tem agora um país presidencialista como a Argentina é enorme. Em pouco tempo se saberá como começa de verdade a era Macri.

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