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Postado em 10-12-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 10-12-2015 00:53

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

De Brizola a Temer, PT soberbo de sempre

Tratada muito adequadamente de carta-bomba, a mensagem do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff reflete o clímax de uma práxis histórica do PT em que a indisposição ao diálogo e à concessão são a marca principal.

O partido que, na sua origem, cultivava a veleidade do isolacionismo e da superioridade política, que não aceitava alianças, somente apoios, que não assinou a Constituição, hoje está para ser empurrado abismo abaixo com seus maiores nomes, inclusive, e principalmente, a presidente da República.

Os motivos e os sinais estão, todos, na carta, de cujo explosivo conteúdo vale destacar a parte que significa o desprestígio devotado ao vice-presidente, ditado pelo desprezo aos que, não sendo petistas, não são “iguais”.

O “vice decorativo” – chutado para longe até em caso de reuniões protocolares, como a que Dilma teve, justamente, com o ocupante do posto correspondente ao dele nos Estados Unidos – chegou ao ponto do não-retorno depois de ter tido, por longos anos, uma discreta postura institucional.

Convidado a socorrer a presidente quando as chamas já estavam altas, Temer viu boicotada no palácio e no partido a articulação com que pretendia superar problemas relativos à ocupação de cargos no governo e à pauta congressual, deixando profunda dúvida sobre a capacidade de avaliação da conjuntura de tão elevados próceres.

Não é surpresa essa tresloucada empáfia do PT, ainda mais que se encontra no usufruto do poder. Fora dele, era pior, sendo exemplo histórico o boicote à participação de Leonel Brizola em diretrizes da campanha de 1998, quando foi o vice na chapa de Lula. “Não nos ouviam”, queixou-se, depois, estupefato, o velho líder trabalhista.

Miragem no deserto das ruas

“O PT — em especial o ex-presidente Lula, vem incentivando sua militância a ocupar as ruas para defender o governo”, assegura o respeitado jornalista Felipe Betim em El País, conforme repercute o site Bahia em Pauta.

Se não for blefe, é delírio. Será um esforço vão. A deterioração do quadro e os exemplos anteriores de “manifestações” dão conta plenamente de que não é nas ruas que Lula e o PT encontrarão guarida.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 6:48 #

“Não nos ouviam” queixou-se Brizola.

O pior é que depois de aparecer um dia (não mais do que isso, acho) no programa eleitoral de Lula na TV nas eleições de 1998 e falar o que deveria ser falado —e não o que o PT escreveu especialmente nas entrelinhas na Carta aos Banqueiros (não era aos brasileiros, como ficou demonstrado cabalmente depois)— Brizola foi retirado do ar.

Certamente se recusou a mentir, a escamotear a verdade, e por isso não apareceu mais no programa eleitoral.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 7:13 #

Depois de se reunir no Alvorada com Dilma na noite desta quarta (9/11) o vice-presidente Michel Temer, com aquele ar e postura de agente funerário, saiu dizendo que daqui pra frente as relações serão profícuas.

Fiquei preocupado. Profícua significa também lucrativa, rendosa. Tomara que sejam lucrativas e rendosas apenas para o Brasil.

Com tanta coisa acontecendo pelos lava-jatos da vida, quando se fala em lucrativo fico todo arrepiado, cabreiro, achando que lá vem mais um golpe.


Jader martins on 10 dezembro, 2015 at 7:18 #

Janio de Freitas na FSP:

Eduardo Cunha no Planalto
10/12/2015 02h00

A responsabilidade é em tudo idêntica: também Michel Temer liberou verbas pela modalidade das ditas “pedaladas fiscais”, que os advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal invocaram para a proposta de impeachment de Dilma –e, sem o saber, puseram o vice-presidente sob a mesma ameaça que quiseram criar para a presidente. Logo, se as tais “pedaladas” forem motivo para destituir Dilma, o mesmo destino estará aberto a Temer. E o presidente da Câmara será o seguinte, na hierarquia constitucional das sucessões, a receber a Presidência da República. Você já sabe um pouco de quem se trata.

As “pedaladas” do vice, reveladas pelo jornal “O Estado de S. Paulo” anteontem, têm três agravantes que negam a alegada ingenuidade de Temer ao assinar os créditos suplementares. São pelo menos sete atos, não um ato ocasional. O montante não é coisa que um presidente, apesar de interino, devesse assinar sem noção do que faria: R$ 10,8 bilhões. Se “pedaladas” deste ano agravam para Dilma, também o fazem para Temer, que as assinou em 2014 e 2015.

Vê-se que Temer, o decorativo, não o é na medida em que diz. O que não impediria seu sentimento de suscitar em Dilma “absoluta desconfiança”. Se assim foi “sempre”, como diz sua carta à presidente, autoriza uma pergunta e uma dedução: por que, então, candidatou-se à reeleição de vice de Dilma e se mostrou um candidato tão empolgado? Inclusive na posse, em que se fez acompanhar do seu lado de fato decorativo. Ou foi um candidato hipócrita ou é inverdadeiro agora. Duas hipóteses que recomendam economia de confiança.

Agora mesmo, como presidente do PMDB, Michel Temer tem óbvia conivência com as atitudes do seu subordinado partidário que, também com contribuição sua, detém a presidência da Câmara. Temer, o fisiológico, que só se mostrou interessado em cargos –seu método também quando “coordenador político” do governo–, não é isento de responsabilidade na criação e no prolongamento da crise política que agrava a crise econômica. E desmoraliza mais o país.

Sem uma só palavra do presidente do PMDB contra a degradação da Câmara e da Constituição, o Conselho de Ética fez nesta quarta (9) a sexta tentativa de decidir entre aceitação ou recusa de “investigação” sobre Eduardo Cunha, o imperador da Câmara. Na manhã desta quinta (10) fará a sétima, se sua alteza não a impedir. Na sessão suspensa com intervenção da Mesa Diretora da Câmara, sob chefia do próprio personagem a ser avaliado, estreou o novo líder do PMDB. O anterior foi destituído, com a conivência do presidente peemedebista Michel Temer, por cumprir o regimento e indicar, como é próprio dos líderes, os nomes do PMDB na comissão de 65 que sugerirá ou recusará o processo de impeachment.

A inexperiência do (ex) líder Leonardo Picciani foi onerosa não só para ele. Ao escolher oito prováveis votantes contra o impeachment, desagradou a outra banda do partido. Ao fazer as indicações com antecedência, ainda na semana passada, deu tempo a Eduardo Cunha, e outros, de transformar o desagrado em rebelião da bancada e desordem geral. Mas houve também um resultado positivo.

A baderna regimental, física e ética do que seria uma votação na Câmara foi levada ao Supremo Tribunal Federal, em busca ao menos de alguma compostura jurídica e constitucional nos procedimentos e decisões dos deputados. Ainda não deu para saber se as marés do Supremo também dependem da Lua, da fartura dos lanches na Casa, ou da concepção ideológica de cada magistrado. O fato é que não se sabe quanto o STF derrubará ou manterá das vigarices na Câmara contra o regimento e contra a Constituição, em torno do impeachment e da cassação de Eduardo Cunha.

Bem, se você pensa na hipótese de que a Lava Jato, se pegou um senador, pegue Eduardo Cunha antes que chegasse à Presidência: é possível. Mas vale lembrar que Delcídio do Amaral não é do PMDB do vice. E tinha relações com Lula, o que é sempre perigoso no Brasil atual.


rosane santana on 10 dezembro, 2015 at 7:45 #

Eis a questão: nunca houve e não há na oposição ao PT, o desejo de transformação das práticas condenáveis, que o partido adotou na administração da coisa pública. O que existe é oportunismo puro, falso moralismo e ganância pelo poder.


luís augusto on 10 dezembro, 2015 at 7:59 #

É isso mesmo, Ró-Ró, como dizem os repórteres de TV, confirmando o que diz o âncora ao chamá-los.

Não está longe da verdade quem acha que estamos num beco sem saída. Mas uma saída haverá de ter.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 8:16 #

Mas essa saída do beco, Luís, acredito que não seja com essa figurinhas carimbadas que hoje existem na política brasileira.

Não há saída de um beco como o que nos jogaram sem que haja coragem, destemor. Coragem não para lutar para manter cargos, privilégios, quadrilhas.

Mas coragem para romper com tudo que está aí.

Coragem para isso, quem tem? Não vislumbro isso, infelizmente, no Brasil da desgraça atual.


rosane santana on 10 dezembro, 2015 at 8:35 #

Luis, as manchetes de hoje mostram que a Lava Jato atingiu o governo de FHC e vai fazer estragos. Que a verdade venha com toda força, para libertar esse país da hipocrisia. Que desça aos níveis estadual e municipal, inclusive a Salvador de hoje. Já falei várias vezes neste espaço, o modus operandi do poder e’ idêntico. Estudiosos como Manuel Castells já escreveram sobre. Com as novas descobertas estampandas, a partir de hoje, vai ficar cada vez mais claro, inclusive com o artigo de Janio de Freitas, postado acima, que existe, sim, um golpe em marcha contra Dilma, aproveitando suas visíveis fragilidades. Outros momentos da história brasileira, desde o Império, são ilustrativos de como os conservadores usam as mesmas táticas para retomar o poder. Nada mudou. Cabe observar atentamente, para não entrar na canoa furada dos salvadores da pátria. Não tardará, vocês verão o Neto de ACM obrigado a explicar o inexplicável.


rosane santana on 10 dezembro, 2015 at 8:51 #

Correções: este país; estampadas.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 10:32 #

Uma opinião diferente das que andam normalmente por aí:

“Dilma ainda não caiu, mas seu ‘governo’ já acabou”

“Tanto que o establishment, com direito a editorial do “O Globo” e tudo, posicionou-se há poucos meses pela sua continuidade. Entretanto, uma vez que sua permanência impede o próprio funcionamento “normal” das instituições –o Congresso não vota o sangrento “ajuste” contra os trabalhadores –e arrisca a “estabilidade” dos investimentos, tornou-se mais caro mantê-la que descarta-la. Sua hora soou.”

http://www.tribunadaimprensaonline.com/2015/12/dilma-ainda-nao-caiu-mas-seu-governo-ja.html


Mariana Soares on 10 dezembro, 2015 at 10:35 #

Caro Luis, gostei enormemente da sua análise.
Dá a impressão mesmo que estamos sem saída e isto nos angustia sobremaneira.
Não temos liderança, ninguém em quem apostar as nossas fichas, para tentar salvar a nossa Pátria querida.
Mas, ainda assim, prefiro que se vá cada vez mais fundo nas investigações e que peguem e encarcerem TODOS, independentemente de partido (ou será facção?) cor, sexo ou religião.
Em terapia, costumamos ouvir dos terapeutas ou psicanalistas, que só nos salvamos da dor ou problemas quando a conhecemos de verdade e chegamos no fundo, para emergir.
Tudo indica que nosso país ainda demora para chegar ao fundo desse poço escuro e fedorento e que isto demandará de todos nós força e coragem, para enfrentar cada nova descoberta escandalosa, cada nova prisão, cada novo show de cinismo e hipocrisia do Cunha, novas cartas ou e-mails desabonadores, chantagiosos ou tenebrosas transações, para usar a expressão da moda, e todas as insanidades, para dizer o menos, da mandatária do Brasil.
Estamos em pleno dezembro, às vésperas do Natal e de um novo ano, e o que se vê pela frente, no lugar das alegrias e esperanças que sempre tomam lugar nesta época, é uma rua escura e sem saída, repleta de marginais e fantasmas, ao fundo, a nos amedrontar.
Está muito difícil, mas, assim como você, também creio que haverá uma saída.


Jader martins on 10 dezembro, 2015 at 10:56 #

luis augusto on 10 dezembro, 2015 at 13:17 #

Então a psicanálise é cristã, pois foi Jesus quem disse “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Agradeço suas palavras carinhosas, Mariana, e acrescento que minha crença está nos 8,5 milhões de km² do Brasil e na sua população de mais de 200 milhões.

Com todo respeito às demais nações, nós sobressaímos no mapa-múndi e nas escalas demográficas e somos livres de espírito. Mesmo ignorantes, a esta altura não nos deixaremos dominar.

E pra falar a verdade, eu tenho um medo retado da verdade bíblica, sei que tenho muitas contas a pagar, e tá difícil ir amortizando.


luiz alfredo motta fontana on 10 dezembro, 2015 at 16:21 #

Caro Luís

O PT é imutável, toma como seu, o sonho infindo dos ingênuos, para o negociar na tábua rasa do poder e seus desvios. Faz isto desde sempre, desde a primeira benção de Arns e outros devotos, prenhes de boas intenções e resultados podres.

Há quem ainda acredite, assim como há uma multidão, que acreditava, vagando agora entre remorso e desesperança.

Temer acordou? Tomou vergonha e atitude? Escreveu a missiva tal qual Erasmo Carlos?
Ou descobriu-se instado a simular opção?

Temer é de outra cepa, anos luzes distante de Brizola, descobriu o imponderável, como sobreviver sem voto. fingindo-se estadista. Como negociar o que nunca teve, mantendo-se à largo do abismo.

Temer é um sobrevivente estranho, um atleta do não esforço, um diplomata sem estado.

É só olhar o mapa eleitoral do seu PMDB em sua província, São Paulo, em 2010 elegeu um deputado, Edinho Araújo, desprezado pela imprensa, mas por ele lembrado na missiva. Em 2014, elegeu dois deputados, novamente Edinho e o Baleia Rossi. Esse o legado de Temer.

Como compará-lo a Brizola? Não há suporte fático ou conteúdo ideológico para tanto. Se iguais são, em algo, certamente será na diminuta importância política em terras paulistas. Brizola, a história ainda fará tese, ignorava São Paulo, não cabe aqui e agora esmiuçar o fenômeno. Temer foi ignorado por São Paulo faz tempo.

Temer sobreviveu estes anos na doce postura de vice indesejado, na condição de fiel depositário de uma aliança de interesses, assistindo de longe as manobras de Sarney de Renan, de Jucá, estes sim, verdadeiros usufrutuários da governabilidade.

Caro Luís, esse cenário pobre e infecundo de PT e PSDB, escravizou gerações, duas faces imundas de uma mesma moeda de mendicância, de simulações, de iniquidade, de ausência de ética.

O PSDB é apenas o butim resultante do golpe aplicado em Ulisses, por FHC, Covas, Serra, entre outros, na mesma província de são Paulo, quando usando a desculpa d enão poderem conviver com Quércia, envolvendo nest amanobra o a´fpavel e ingênuo Montoro, este sim detentor de votos e gratidão do povo paulista, inaugurando assim essa ave simbólica que veste black tie mas possui um bico enorme e carnavalesco.

Talvez a lava jato alcance os tucanos, talvez, eles costumam voar, de galho em galho, para além da prescrição. Até hoje se deram bem.

Luís, o que resta, é a pasmaceira, é a inércia de uma geração de eleitores acostumados a sofrerem quietos, resmungando contra os eleitos que os traíram, abstendo-se contudo de assumirem a culpa por votos tão mal manejados.

A democracia também exige discernimento, sem ele colhemos Lulas.

Que Brizola perdoe e descanse em paz.


luiz alfredo motta fontana on 10 dezembro, 2015 at 16:40 #

Luís e Mariana

Não consigo compartilhar as esperanças que aludem, talvez pelo simples fato de ter convivido, este tempo todo, nasci em 1953, com um país que consegue “transformar” em herói e até louvar, um ditador que cometeu o pior ato de nossa história, falo deste tal Getúlio que entregou de maneira torpe e covarde, entregou Olga à sanha assassina do nazismo.

É o que somos, eternos fingidores, habituais usuários de esquecimentos seletivos.

Vivemos em busca de heróis, louvamos qualquer um.

Depois, resmungamos.


luiz alfredo motta fontana on 10 dezembro, 2015 at 17:24 #

Uma inserção

Cena digna de filme noir, Katia Abreu redime as mulheres com um gesto tresloucado, mas hollywoodiano.
Serra respingando o vinho derramado não tem preço!


Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 17:49 #

Por que o vinho? Por que não a taça?


Taciano Lemos de Carvalho on 10 dezembro, 2015 at 17:54 #

O mais hilário dessa história toda do vinho é que na internet, nos WhatsApp da vida, um monte de petista aparece aplaudindo Kátia Abreu. Esquisito.

Uma latifundiária lavando a alma dos companheiros do PT. É o fim do mundo, né? Apesar de Serra está pra lá do fim do mundo.


luiz alfredo motta fontana on 10 dezembro, 2015 at 18:35 #

Estaria Serra embriagado com a possibilidade de ser ministro de Temer? Sonhando em ser o FHC de Temer?

De qualquer modo, andou mal o emplumado.


luis augusto on 10 dezembro, 2015 at 19:53 #

Poeta, graças a seus relatos, que são antigos, redimo-me de muito do que escrevi sobre Temer, mas tenha certeza de que jamais, como brizolista, pensei em ombreá-lo ao velho Leonel. Foi apenas o aproveitamento de um comportamento semelhante do PT com os dois políticos.

Valeram também os links repassados por Jader, especialmente aquele em que Josias de Souza diz o óbvio que não enxergávamos: com todas aquelas queixas, por que ele topou repetir-se na vice?


regina on 10 dezembro, 2015 at 20:35 #

O brasileiro tem memória curta e adora colocar santo em andor, qualquer um que se sobressaia pelo simples cumprimento do dever, da profissão, é endeusado, como se isso fosse suficiente munição para a “canonização” já que raro (vide Joaquim Barbosa, Sérgio Moro e tais…).
Temos uma história política para lá de sofrível e nosso futuro, portanto, não inspira júbilo. Mas, é bom que se abram os armários, que se ponha na mesa os conchavos e que se puna os atores desse drama cruel e corrupto, que se lave a roupa suja e que a lama role, como no Rio Doce, pode ser que daqui a alguns anos novas aguas brotem sobre o leito cicatrizado… A história se faz dia a dia…


luiz alfredo motta fontana on 10 dezembro, 2015 at 20:58 #

Caro Luís, relatos antigos, como antigo já é meu olhar, distraído e antigo.

Gostaria até de renovar, mas, pelo andar da carruagem, não pertine ao meu presente, já meu futuro anda curto.

Melhor quedar imerso em memórias, que restem poéticas.


luis augusto on 10 dezembro, 2015 at 22:40 #

Antes que me esqueça, somos rigorosamente da mesma geração (1952). Coroa, aqui, só VHS.


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