Dá-lhe, Marley. Força imortal da música de seu povo E DO MUNDO!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na noite desta terça-feira (8) suspender a formação e a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Fachin determinou que os trabalhos sejam interrompidos até que o plenário do Supremo analise o caso, votação que está marcada para a próxima quarta (16).

Segundo o magistrado, ele suspendeu todo o processo do impeachment para evitar novos atos que, posteriormente, possam ser invalidados pelo Supremo, inclusive prazos.

A decisão liminar (provisória) de Fachin foi tomada no mesmo dia em que a Câmara elegeu, por 272 votos a 199, a chapa alternativa de deputados de oposição e dissidentes da base aliada para a comissão especial que vai analisar o prosseguimento do processo de afastamento da chefe do Executivo federal.

Na tarde desta terça, ao concluir a votação que elegeu parte da comissão especial do impeachment, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), convocou uma nova sessão para a tarde desta quarta-feira (9) para que os líderes dos partidos indiquem os outros 36 membros do colegiado. Com a decisão de Fachin, a nomeação desses outros deputados não deverá ocorrer.

A decisão do ministro do STF também impede os demais procedimentos previstos no processo: eleição de presidente e relator do pedido de impeachment, bem como abertura do prazo para Dilma apresentar sua defesa.

A assessoria de imprensa do presidente da Câmara informou que Eduardo Cunha só irá se manifestar após ser formalmente comunicado da decisão da mais alta corte do país.

P
O ministro do STF analisou pedido apresentado nesta terça-feira pelo PC do B, antes de a Câmara eleger a chapa oposicionista. Na ação judicial, o partido aliado questionou não apenas a possibilidade de deputados concorrerem às vagas sem indicação pelos líderes de seus partidos, mas também a votação secreta para escolha da chapa e a divisão da comissão por blocos, e não partidos.

Ao analisar o pedido do PC do B, Edson Fachin considerou que a votação secreta – que impede a identificação da opção de cada parlamentar – não está prevista no regimento interno da Câmara e na Constituição.

Assim, para evitar novos atos que, posteriormente, podem ser invalidados pelo Supremo, o ministro suspendeu todo o processo do impeachment, inclusive prazos. A decisão valerá até a quarta da semana que vem, dia 16, quando o STF se reunirá em plenário para decidir sobre outros questionamentos do PC do B sobre o caso.

Chapa avulsa

A formação da comissão gerou um impasse entre opositores e defensores do mandato de Dilma. A “chapa alternativa” foi articulada pela oposição para abrigar deputados defensores do impeachment, principalmente do PP e do PMDB, que não haviam sido indicado pelos líderes.

Na ação, o PC do B argumentou que a escolha de um deputado para a comissão por votação em plenário, sem indicação do líder, fere a autonomia partidária. O partido defendeu a existência de uma chapa única para o colegiado, como havia sido previamente acordado entre os líderes na semana passada.

“As candidaturas avulsas consistiriam em arranjo sem previsão normativa em que deputados se candidatam a membros da comissão especial contrariando as indicações de seus partidos, feitas pelos respectivos líderes partidários”, afirma o texto.

DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Pulso, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras). Em Pernambuco, diligências estão sendo realizadas nos municípios do Recife e Goiana, onde foi construída a fábrica da Hemobras. Na capital, durante uma abordagem no edifício Pier Duarte Coelho, mais conhecido como uma das “torres gêmeas”, no bairro de São José, uma grande quantidade de dinheiro foi jogada pela janela de um apartamento, provavelmente para livrar o flagrante durante as buscas.

A PF confirma que no prédio mora o presidente da Hemobrás em Pernambuco, Rômulo Maciel Filho. No entanto, não confirma que as cédulas foram arremessadas do apartamento dele. Os pacotes de dinheiro estão sendo periciados para tentar identificar sua origem. “É claro que o dinheiro pertence a esses integrantes”, adiantou o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro.

No empresarial JCPM, no bairro do Pina, onde funciona um escritório da Hemobrás, os funcionários foram encaminhados para o auditório, enquanto as salas passam por uma vistoria. O mesmo acontece na sede da empresa, em Goiana, onde os funcionários foram impedidos de entrar e aguardam a conclusão das buscas no estacionamento. Os suspeitos estão sendo encaminhados para a sede da PF, na Avenida Cais do Apolo, para esclarecimentos. À tarde, um balanço da operação será apresentado no local.

Operação em cinco estados

Ao todo, estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 29 ouvidas mediante intimações nos estados de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. A Polícia Federal também pretende cumprir dois mandados de prisão temporária expedidos contra empresários com atuação na empresa pública, entre eles, um lobista com atuação em Pernambuco, Piauí e exterior. A operação ainda recebeu a autorização para afastar três integrantes da Hemobras, dois deles membros da diretoria.

Durante um ano de investigações, a polícia descobriu que inúmeras amostras de sangue coletado, que deveriam ser transformadas em medicamentos contra a hemofilia e outras doenças, foram armazenadas de forma inadequada, tornando-se inapropriadas para a produção dos medicamentos.

Cento e setenta policiais participam da operação que se volta para as atividades ilícitas em licitações e contratos de logística de plasma e hemoderivados e na obra de construção da fábrica em Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco. Emtre os crimes investigados estão peculato, corrupção passiva e ativa, fraude contra a Lei de Licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas variam de um a 12 anos de prisão. A Hemobrás foi criada para alcançar autonomia tecnológica na produção de medicamentos derivados do sangue necessários para abastecimento de pacientes da rede pública de saúde no Brasil.

Versos de separação que bem poderiam constar da carta de “desabafo” de Temer para Dilma. Ou não? Responda quem souber.
BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

O vice- presidente Michel Temer (PMDB) abandonou um dos seus traços mais característicos, a discrição, para expor a fratura do Governo Dilma em plena crise do impeachment por meio de uma explosiva carta. “As palavras voam, os escritos permanecem”, é com essa frase, em latim, que Temer começa o texto no qual demonstra sua insatisfação com o Governo, no qual é vice há cinco anos. Dirigido à presidenta em caráter privado, o documento era para ser um duro desabafo entre um aliado e a chefe de Estado. Mas o intencional vazamento à imprensa dos “escritos” e as entrelinhas da carta demonstraram um claro rompimento entre ambos no momento em que a gestão petista se prepara para enfrentar no Congresso Nacional uma batalha contra o impeachment.

A carta, de 901 palavras e datada de 7 de dezembro, só reforça os sinais que já vinham sendo demonstrados dia a dia. Do discurso de que era necessário “unificar o país” à demissão de ministros próximos a Temer – primeiro Edinho Araújo, durante a reforma ministerial, e depois Eliseu Padilha, na segunda-feira passada. Da entrega de cargos a um PMDB rachado à ausência do vice-presidente nos discursos e reuniões mais importantes para o Governo. Isso sem falar no programa do PMDB, “Uma Ponte para o Futuro”, feito sob a batuta de Temer e que critica a política econômica e ignora os avanços sociais.

“Em algum momento o rompimento aconteceria. Não há quem aguente ser deixado de lado o tempo inteiro. Nem o Michel, que é um poço de tranquilidade”, afirmou um deputado próximo ao vice-presidente.

No documento enviado a Dilma, Temer jogou por terra a discrição que costumava ter. Disse que o Governo menosprezava a ele e ao PMDB. Afirmou que no primeiro mandato se sentiu como um vice-presidente decorativo e que perdeu o protagonismo político alcançado em quase 30 anos de vida pública. “Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.

Dois aliados de Temer ouvidos pela reportagem disseram que o documento demonstra que ele está livre para tomar qualquer rumo. Seja o de apenas esperar o cargo “cair no seu colo” ou o de articular com a oposição para obter o impeachment. Na última semana, antes de viajar a São Paulo, Temer se reuniu com cinco senadores oposicionistas e disse que estaria aberto a conversas com todos os setores da sociedade. Algo que ele admite no documento entregue à Dilma Rousseff e diz que isso ajudou o Governo nos momentos necessários. “Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento”.

Ser deixado de lado pelo Governo não irritou mais Temer do que declarações atribuídas a ele por ministros de Rousseff. Na quinta-feira passada os ministros Edinho Silva, da secretaria de Comunicação, e Jaques Wagner, da Casa Civil, disseram que após uma reunião com a presidenta, o vice teria afirmado que não havia respaldo jurídico para o impeachment dela. Era uma tentativa de envolver o vice-presidente na defesa do mandato da petista. No mesmo dia, a assessoria de Temer apressou-se em dizer que ele só aconselhou a presidenta a tratar a questão com caráter institucional, sem ataques a quaisquer partes envolvidas no processo, principalmente a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara que aceitou o início da abertura do processo de impeachment de Dilma.

Na noite de segunda-feira, a mesma assessoria do vice-presidente informou que a carta dele para Rousseff não propunha o rompimento entre os partidos (PMDB-PT) nem com o Governo. Se as palavras ditas voam, as escritas deram sinais de que, muito provavelmente, Rousseff não poderá contar com o seu vice nessa guerra política.

A carta vem a público no mesmo dia em que a Comissão de Impeachment não conseguiu ser formada por uma clara divisão do PMDB sobre o apoio à saída de Rousseff da presidência. Como presidente do partido, Temer escancara a posição incômoda em que se encontra e pode influenciar votos de indecisos da legenda a apoiar o impedimento da presidenta na nova reunião para a formar a Comissão na tarde desta terça. Seu gesto é celebrado pelos que estão a favor do desfecho da crise política através da saída da presidenta, mas já suscita adjetivos incômodos ao vice, que está sendo chamado de “amigo da onça” por alguns. Na manhã desta segunda, o cientista político Cláudio Couto já tinha uma leitura política que expôs em sua página no Facebook: “Parecia que o Frank Underwood era o Cunha. Mas que nada! É o Temer!”.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer acusa governo de envolvê-lo na “tese da ilegalidade”

Michel Temer falou com exclusividade novamente ao jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo. Repetiu sua decepção com o vazamento da carta para Dilma Rousseff e acusou os ministros Jaques Wagner e Edinho Silva de espalharem mentiras a seu respeito.

O que deixou Temer mais indignado foi a disseminação pelo Palácio do Planalto da versão de que ele ajudaria Dilma na defesa jurídica do pedido de impeachment. Chegaram a dizer que o vice não via “lastro jurídico” no pedido.

“Isso foi o que me deixou mais indignado. Como constitucionalista, não posso dizer um absurdo desses. Os cidadãos brasileiros que entraram com esse pedido cumpriram todo um ritual, dentro da Constituição.”

“É inconcebível que pessoas com a responsabilidade de ministros de Estado passem à opinião pública diálogos inexistentes entre as duas principais autoridades do país.”

“Acho que quando insistiram para que eu voltasse, a caminho do aeroporto, para me encontrar com a presidente, já havia essa intenção de me envolver com a tese da ilegalidade do pedido e do acolhimento.”

Não há a menor dúvida, Temer rompeu definitivamente com Dilma e seus ministros mentirosos.

dez
09
Posted on 09-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-12-2015


Sid,no portal de humor gráfico A Charge Online

dez
09

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Cunha trama nova trapaça, entre tantas

À luz do dia, o deputado Eduardo Cunha engendra em seu favor mais uma regimentalidade: quer decretar o recesso do Congresso Nacional para que não possam ir adiante, por pelo menos 40 dias, o processo de impeachment da presidente Dilma e o movido contra ele próprio no Conselho de Ética da Câmara.

Parece contraditório Cunha retardar os passos do impeachment, mas não segundo a sua lógica pessoal. Se o “caso Dilma” for apreciado agora, sem interrupção, a presidente tem grande chance de escapar, porque, diz-se, não lhe seria difícil obter na Câmara os 172 votos que arquivariam o projeto de sua derrubada.

Cunha prefere que a inflação e o desemprego cresçam ainda mais e isso deságue na rejeição integral do povo brasileiro a Dilma, condição que encorajaria de vez os aventureiros sedentos por meter a mão na coroa. Simultaneamente, a ação por falta de decoro que pode cassar-lhe o mandato aguardaria o milagre de melhor desfecho.

Os otimistas a toda prova dizem que as revelações, prisões e condenações no país são demonstração inequívoca de pleno funcionamento das instituições. Mas enquanto numa das maiores – a Câmara dos Deputados – continuarem as claras e vergonhosas manobras que temos registrado, incluindo as que cancelam sessões e atrasam indicações de nomes, o cheiro de farsa prevalecerá.

Foram para trás das grades os maiores empresários do Brasil, o senador líder do governo, diversos ex-deputados e o ex-ministro mais forte do partido no poder há 13 anos. Imaginava-se, portanto, que a cidadania não toleraria que um homem como Eduardo Cunha chegasse a legitimar o estelionato político.

Recesso é receita para agravar a crise

Esclarecendo as últimas manobras de Cunha: apesar de a Constituição determinar expressamente que “a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias”, ele encomendou à sua “assessoria” um “parecer técnico” que fecha o Congresso de 23 de dezembro a 31 de janeiro.

A LDO deveria ter sido votada no primeiro semestre, foi-se atrasando na pauta, em parte por causa do avanço da crise. Agora, são necessários pelo menos 257 votos à sua aprovação, e nas circunstâncias atuais esse número só seria alcançado por acordo, hipótese aparentemente fora do horizonte.

Como se supõe que a pretensão de Cunha não deverá prosperar, até por recurso judicial, o mais provável é que o Congresso siga funcionando, pela elementar conclusão de que os trabalhos do Poder Legislativo não podem ser interrompidos em meio à verdadeira convulsão política em que se encontra o país, como atesta o virtual rompimento do vice-presidente Michel Temer com a presidente.

Não se conceberia, a esta altura dos fatos, que o Congresso Nacional entrasse – por interesses ocultos, embora conhecidos – no que a opinião pública entende como “férias”. Impor o recesso seria apenas agravar a crise e postergar, com mais sofrimento, qualquer tentativa de solução. Está chegando a hora de o Brasil encarar a si mesmo – mais uma vez.

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