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Carlos Lemos:um carioca da gema, essencial
em décadas para o jornalismo brasileiro

DEU NO G1/O GLOBO

Do G1 Rio

Morreu na manhã desta segunda-feira (7), aos 86 anos, o jornalista Carlos Lemos. Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro estava sozinho em casa. Segundo André Lemos, um dos filhos dele, tudo indica que o jornalista levou um tombo dentro de casa. A causa da morte de Lemos ainda não foi divulgada. Ele deixou quatro filhos.

Durante 27 anos Carlos Lemos trabalhou no Jornal do Brasil, onde ocupou vários cargos, da reportagem à chefia de redação. Nos anos 60, ele participou da reforma que transformou o jornal. Eram textos mais leves e criação de suplementos, que até então não existiam na imprensa brasileira.

Após deixar o Jornal do Brasil, Lemos também trabalhou no Grupo Globo onde dirigiu a sucursal do jornal “O Globo”, em Brasília e depois a Agência Globo.

Lemos ainda fez ainda carreira no rádio e foi diretor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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PALAVRAS DE RECORDAÇÃO E TRIBUTO DO BAHIA EM PAUTA A LEMOS: Este site blog baiano e particularmente seu editor, sentem profunda e dolorosamente a notícia da repentina e brusca morte de Carlos Lemos. No caso deste BP, pela relevância da presença marcante de Lemos (como todos os chamavam na redação do Jornal do Brasil) na imprensa do País em muitas décadas, principalmente a partir dos anos 60, quando ele, oriundo da Tribuna da Imprensa, participou e contribuiu decisivamente na revolucionária reforma gráfica e de conteúdo redacional do JB, iniciada por Alberto Dines.

Pessoalmente posso afirmar, pois ninguém me contou, eu vi: Lemos foi um mestre excepcional na arte de pensar e fazer jornal. Dos 27 anos em que ele fez história no importante jornal do Rio de Janeiro, de leitura e influência nacional (na política, na cultura, na economia, no esporte), atuei quase 17 sob sua influência ou sob sua chefia, mais próxima ou mais distante. Na ponte Salvador- Rio- Salvador.

Colega e grande amigo pessoal do chefe da sucursal de Salvador, Florisvaldo Mattos (desde o tempo em que atuaram juntos na sede do Rio), o carioca da gema Carlos Lemos tinha especial predileção pela Bahia. Visitava com frequência a redação da sucursal que eu passei a chefiar com a ida do jornalista Osvaldo Gomes para O Globo (primeiro na Rua Chile, depois em Pernambués, onde hoje está a Radio Metrópole), também uma referência de bom jornalismo no estado e na região nordestina.

Prestígio ampliado, ainda mais, com a instalação da Rádio JB-FM-Salvado, que Lemos ajudou a implantar e estimulou com toda força de seu talento profissional e do grande respeito que sempre mereceu do comando empresarial do JB. A ele (por sugestão de Florisvaldo) devo o convite para ser o coordenador da “ponte Bahia-Salvador”, na fase da implantação da JB-FM, que então significou um avanço fundamental no radiojornalismo baiano. Nas constantes viagens ao Rio, naquela fase, deu-se o estreitamento ainda maior os laços profissionais e de afeto pessoal por Lemos. Além de encontros incríveis e de grande aprendizado com Ana Maria Machado (que então dirigia a Rádio JB AM), e o grande Procópio Mineiro. A notícia na Globo News da partida de Lemos, nesta segunda-feira de dezembro(7) , apanhou de surpresa e golpeou duramente o coração deste editor, mesmo sabendo dos 86 anos bem e gloriosamente vividos por Carlos Lemos. Abraço de saudade e gratidão ao mestre, generoso companheiro e jornalista como poucos no Brasil.

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Pedro Luz on 9 dezembro, 2015 at 14:01 #

Gostaria que meu papai fosse lembrado nao como jornalista, mas sim como o grande sujeito que ele eh. Sim, pois a morte nao apaga o seu legado de exemplo, etica e coerencia.


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