G1/O GLOBO

Em votação secreta, a Câmara dos Deputados elegeu nesta terça-feira (8), por 272 votos a 199, a chapa alternativa integrada por deputados de oposição e dissidentes da base governista para a comissão especial do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A sessão que definiu os nomes dos deputados responsáveis por analisar o pedido de afastamento da chefe do Executivo foi marcada por tumultos no plenário.

Deputados governistas inconformados com o fato de Cunha ter determinado votação secreta e ter autorizado a candidatura de uma chapa avulsa tentaram impedir a eleição. Eles chegaram a quebrar parte das urnas eletrônicas instaladas no plenário para a votação.

A chapa vencedora, batizada de “Unindo o Brasil”, foi protocolada por parlamentares oposicionistas e dissidentes da base governista na tarde desta terça com a adesão de 39 deputados de PSDB, SD, DEM, PPS, PSC, PMDB, PHS, PP, PTB, PEN, PMB, PSB e PSD (veja a lista com os deputados ao final desta reportagem).

Ao final da votação, os deputados oposicionistas que derrotaram o governo comemoraram intensamente no plenário. Depois, cantaram o Hino Nacional erguendo uma bandeira do Brasil.

Ao todo, a comissão especial será formada por 65 parlamentares titulares e o mesmo número de suplentes. Os partidos que não tiveram indicações na chapa vencedora serão convocados a apresentar as indicações para completar as vagas.

Cunha informou no plenário que os partidos tem até as 14h desta quarta-feira (9) para indicar os nomes que faltam para a chapa da oposição.
Líderes da oposição reunidos nesta terça (8) na Câmara dos Deputados .


Temer:sofrência pelo despezo de Dilma

DO G1/ O GLOBO

Filipe Matoso e Lucas Salomão

Do G1, em Brasília

Após o vice-presidente da República, Michel Temer, enviar uma carta à presidente Dilma Rousseff falando sobre a “desconfiança” que o governo tem em relação a ele e ao PMDB, políticos de diferentes repercutiram nesta terça-feira (8) o teor do texto.

A mensagem, segundo a assessoria da Vice-Presidência, foi enviada em “caráter pessoal” à chefe do Executivo e, nela, Temer “não propôs rompimento” com o governo ou entre partidos, mas defendeu a “reunificação do país”. Em um trecho, Temer, que também é presidente nacional do PMDB, escreve que passou o primeiro mandato de Dilma como um “vice decorativo” e diz que perdeu “todo protagonismo político” que teve no passado.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse ao G1 ter achado “estranho” o conteúdo da carta e afirmou que o documento “cheira a oportunismo”, o que, na opinião de Lupi, não combina com Temer.

Alguns integrantes do PMDB, por outro lado, evitaram fazer comentários diretos sobre o teor da carta e relataram que este é um assunto entre Dilma e Temer.

Veja abaixo a repercussão política da carta de Temer a Dilma:

Ana Amélia (PP-RS), senadora:
“A despeito de avaliar o mérito [da carta], o seu conteúdo, o fato é que isso apenas agrava ainda mais a tensão política que nós estamos vivendo hoje. […] Eu também entendo que precisamos apressar o exame e a análise da representação de impeachment feita à Câmara dos Deputados por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Ives Gandra Martins.”

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT
“Eu já começo me perguntando, quem é que confia inteiramente no PMDB? O PMDB é como uma federação, cada estado tem uma realidade e você tem, dentro do PMDB, o que apoiou a Dilma e o que apoiou o Aécio. Então, outra coisa que pergunto: de qual PMDB ele fala na carta? Acho que ele está atrasado. Afinal, se no primeiro mandato ele ficou como vice figurativo, por que aceitou ser vice outra vez? Neste momento, me parece oportunismo e isso não é coerente com o histórico do Michel Temer. Agora, a população não é boba e está vendo como o processo está se dando. Ele é o principal beneficiário dessa história, isso é inegável. Está tudo muito estranho e isso me cheira a oportunismo.”

Eunício Oliveira (CE), líder do PMDB no Senado
“É difícil fazer uma avaliação sobre o conteúdo da carta neste momento porque só tomei conhecimento do conteúdo por meio da imprensa. É difícil fazer uma avaliação sem ouvi-lo sobre isso. O que está ali é uma avaliação pessoal do vice-presidente que foi escrita em uma carta endereçada à presidenta. Este é um assunto entre ele e ela, e só cabe aos dois falarem sobre o assunto.”

GRANDE LEMOS!!!

SAUDADES, DAS GRANDES!!!

ADEUS!

(Vitor Hugo Soares)

dez
08

DO EL PAIS

Felipe Betim – São Paulo

A presidentE Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT) deram um giro político de 180 graus nos últimos dias, depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), aceitou o pedido de abertura de um processo de impeachment contra a mandatária. Se antes estavam na defensiva, caminhando em uma corda bamba para agradar supostos aliados e afastar o fantasma da destituição, desde quarta-feira, dia 2 de dezembro, quando já não havia possibilidade de manobra, passaram para o ataque. A presidentE começou a semana convocando 30 juristas para rebater juridicamente a tese do impeachment, defendeu de maneira enfática que o Congresso cancele o recesso de janeiro para votar rápido a ação e disse confiar no vice-presidente Michel Temer (PMDB). Tudo isso na manhã desta segunda-feira.

Até o momento, Rousseff tem demonstrado ter uma blindagem maior que a de Fernando Collor, ex-presidente que renunciou em 1992 no meio de um processo de impeachment contra ele. Em uma coletiva de imprensa após o encontro com a mandatária, os juristas (entre eles, os professores da USP Dalmo Dallari, Gilberto Bercovici e Heleno Torres) respaldaram os argumentos que até agora o PT vem usando para defendê-la: os de que, em resumo, não existe um argumento jurídico consistente que justifique a destituição; outros presidentes também realizaram as chamadas pedaladas fiscais para fechar as contas do Governo; e que um impeachment nessas condições seria, na verdade, uma “ameaça ao Estado de Direito” —ou seja, um “golpe parlamentar”.

O pedido de impeachment, assinado pelos juristas Hélio Bicudo (que ajudou a fundar o PT), Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, acusa a presidenta de crime de responsabilidade devido às manobras fiscais do Governo em 2014 para fechar suas contas. Também argumenta que o Executivo vem fazendo o mesmo neste ano. Os dois argumentos, que constituem a principal base jurídica do pedido, foram respaldados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Em uma entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, o advogado Marcello Lavenère, ex-presidente da OAB na época de Collor e que assinou o pedido de destituição contra ele, argumentou que o impeachment vem sendo usado na luta política e que as pedaladas fiscais são “uma desculpa”. “O que ela fez? Roubou? Recebeu propina? Recebeu vantagem ilícita? Perdeu o decoro do cargo? Cometeu algum dos ilícitos que estão contidos na Constituição e na Lei do Impeachment? Não”, afirmou, para depois lembrar que possíveis erros de seu primeiro mandato “não contaminam” o segundo. Opinou, além disso, que a destituição é “improvável”.

Enquanto isso, o apoio do vice-presidente Michel Temer vem sendo disputado pelos dois lados, em uma espécie de cabo de guerra. De um lado, Dilma puxa a corda ao dizer que sempre confiou e continua confiando em Temer. A oposição, por sua vez, escancara que apoiará um possível governo seu. “Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar”, disse o senador José Serra (PSDB) em uma entrevista à Folha de S. Paulo, após ser questionado se apoiaria o atual vice-presidente em um eventual Governo. Serra disse ainda que espera “um novo estilo de governo, com menos barganha”, além do compromisso de que Temer não disputará a reeleição em 2018.

A posição de Temer ainda é uma incógnita. Segundo a imprensa, o vice-presidente expressou nos bastidores que não cabe a ele defender ou fazer oposição ao Governo, e questionou a confiança que a presidenta diz ter. “Só agora?”, ironizou. Assessores acreditam que o vice-presidente, por ser um advogado constitucionalista, sabe que não há base jurídica para impeachment, mas que evita condená-lo porque parte do seu partido apoia essa ideia. A saída de Eliseu Padilha do ministério da Aviação Civil aumentou a especulação com relação a um possível abandono de Temer do Governo. Seu apoio é necessário para que uma importante ala do PMDB vote contra a destituição.

Ainda no campo político, o Governo espera que a maioria dos governadores se posicionem contra o impeachment. Os primeiros a rejeitá-lo foram os mandatários do Nordeste. Neste fim de semana foi a vez de Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, que prometeu se reunir com outros governadores para montar uma frente contra a destituição. Flavio Dino (PC do B), do Maranhão, também prometeu se reunir com seus colegas para articular a defesa do mandato presidencial.

Ao mesmo tempo em que se blinda, a presidenta parte para o embate direto. Desde a semana passada, em meio à troca de acusações verbais com a oposição e o deputado Eduardo Cunha —uma espécie de disputa para ver quem “mentiu” mais—, Dilma vem usando sua biografia como escudo e destacando que não possui nenhuma conta na Suíça. Os movimentos pró-impeachment prometeram manifestações em todo o pais no próximo domingo, enquanto o PT —em especial o ex-presidente Lula— também vem incentivando sua militância a ocupar as ruas para defender o Governo. Depois de meses titubeando entre defender o Governo, criticar a política econômica do ministro Joaquim Levy e negociar com Cunha no Congresso, o PT parece ter voltado a suas origens combativas, como se dissessem aos seus simpatizantes: “Aqui estamos, companheiros. Voltamos à luta”.

Toda essa reação energética do Executivo e do PT para se blindar precisa ser combinada com a população, que cada vez mais vem sentido os efeitos da recessão econômica e do desemprego. E que, agora, terá que esperar que a agenda do Governo —qualquer que seja ele— finalmente esteja voltada para a resolução de seus problemas cotidianos, deixados de lado enquanto a crise política não tenha um desfecho.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A farra continua

Informa-se que o BTG Pactual levantou com o Fundo Garantidor de Crédito a bagatela de R$ 6 bilhões para permitir a liquidez de seleta clientela.

Embora não sejamos “um blog de economia” e confessando a ignorância total na matéria, dá pra desconfiar de roubo de dinheiro público.


Carlos Lemos:um carioca da gema, essencial
em décadas para o jornalismo brasileiro

DEU NO G1/O GLOBO

Do G1 Rio

Morreu na manhã desta segunda-feira (7), aos 86 anos, o jornalista Carlos Lemos. Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro estava sozinho em casa. Segundo André Lemos, um dos filhos dele, tudo indica que o jornalista levou um tombo dentro de casa. A causa da morte de Lemos ainda não foi divulgada. Ele deixou quatro filhos.

Durante 27 anos Carlos Lemos trabalhou no Jornal do Brasil, onde ocupou vários cargos, da reportagem à chefia de redação. Nos anos 60, ele participou da reforma que transformou o jornal. Eram textos mais leves e criação de suplementos, que até então não existiam na imprensa brasileira.

Após deixar o Jornal do Brasil, Lemos também trabalhou no Grupo Globo onde dirigiu a sucursal do jornal “O Globo”, em Brasília e depois a Agência Globo.

Lemos ainda fez ainda carreira no rádio e foi diretor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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PALAVRAS DE RECORDAÇÃO E TRIBUTO DO BAHIA EM PAUTA A LEMOS: Este site blog baiano e particularmente seu editor, sentem profunda e dolorosamente a notícia da repentina e brusca morte de Carlos Lemos. No caso deste BP, pela relevância da presença marcante de Lemos (como todos os chamavam na redação do Jornal do Brasil) na imprensa do País em muitas décadas, principalmente a partir dos anos 60, quando ele, oriundo da Tribuna da Imprensa, participou e contribuiu decisivamente na revolucionária reforma gráfica e de conteúdo redacional do JB, iniciada por Alberto Dines.

Pessoalmente posso afirmar, pois ninguém me contou, eu vi: Lemos foi um mestre excepcional na arte de pensar e fazer jornal. Dos 27 anos em que ele fez história no importante jornal do Rio de Janeiro, de leitura e influência nacional (na política, na cultura, na economia, no esporte), atuei quase 17 sob sua influência ou sob sua chefia, mais próxima ou mais distante. Na ponte Salvador- Rio- Salvador.

Colega e grande amigo pessoal do chefe da sucursal de Salvador, Florisvaldo Mattos (desde o tempo em que atuaram juntos na sede do Rio), o carioca da gema Carlos Lemos tinha especial predileção pela Bahia. Visitava com frequência a redação da sucursal que eu passei a chefiar com a ida do jornalista Osvaldo Gomes para O Globo (primeiro na Rua Chile, depois em Pernambués, onde hoje está a Radio Metrópole), também uma referência de bom jornalismo no estado e na região nordestina.

Prestígio ampliado, ainda mais, com a instalação da Rádio JB-FM-Salvado, que Lemos ajudou a implantar e estimulou com toda força de seu talento profissional e do grande respeito que sempre mereceu do comando empresarial do JB. A ele (por sugestão de Florisvaldo) devo o convite para ser o coordenador da “ponte Bahia-Salvador”, na fase da implantação da JB-FM, que então significou um avanço fundamental no radiojornalismo baiano. Nas constantes viagens ao Rio, naquela fase, deu-se o estreitamento ainda maior os laços profissionais e de afeto pessoal por Lemos. Além de encontros incríveis e de grande aprendizado com Ana Maria Machado (que então dirigia a Rádio JB AM), e o grande Procópio Mineiro. A notícia na Globo News da partida de Lemos, nesta segunda-feira de dezembro(7) , apanhou de surpresa e golpeou duramente o coração deste editor, mesmo sabendo dos 86 anos bem e gloriosamente vividos por Carlos Lemos. Abraço de saudade e gratidão ao mestre, generoso companheiro e jornalista como poucos no Brasil.

(Vitor Hugo Soares)

dez
08
Posted on 08-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-12-2015

Peter, no jornal @Tribuna (ES)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Prisão domiciliar é piada”

Leiam o que disse o juiz americano Stephen S. Trott, uma das referências de Sergio Moro, nas páginas amarelas da Veja:

Veja: A prisão domiciliar é uma pena aceitável?

Stephen S. Trott: Não quero criticar o trabalho de colegas no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos não usamos prisão domiciliar para criminosos importantes. Aqui, essa punição seria considerada piada. O ladrão de um carro ou de uma bicicleta é preso e um criminoso rico que desvia milhões pode ficar em casa com sua mulher e filhos vendo televisão? Uma punição como essa não impede ninguém de roubar, porque o custo de cometer o crime é muito baixo.

Os Estados Unidos da América são mesmo um país atrasado: punem grandes criminosos com regime fechado.

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