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Postado em 07-12-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 07-12-2015 00:40



DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

País busca herói para entregar a batata quente

As ruas e as pesquisas abonam o nome do ministro Joaquim Barbosa como o mais talhado para ocupar a presidência da República, tendo sido mesmo possível ouvir em fila de supermercado, sob assentimento geral, que somente uma chapa formada por ele e o juiz Sérgio Moro salvaria o Brasil.

Não é o presente caso, mas já tivemos no país verdadeiras inexpressividades alçadas à condição de pole-positions em eleições presidenciais, desde Aureliano Chaves, o vice de João Figueiredo (1979-1985), até o recente Roberto Jefferson, sem esquecer Roseana Sarney.

Isso decorre do crescente distanciamento do povo brasileiro da política, atividade “suja” que ele delega, de olhos fechados, aos “porcos”. Uma situação a que foi levado pelo baixo nível educacional e cultural, sem a compreensão de que cada povo tem de tomar seu destino, e não ficar esperando personalidades que o puxem do abismo.

Quais serão, possivelmente, as qualidades que a população enxerga nesses dois cidadãos? A honestidade e a coragem. Sem dúvida, indispensáveis a homens públicos de proa, mas insuficientes para lhes conferir, por passe de mágica, a competência para exercer a primeira magistratura do país.

Caso seja do agrado de Barbosa e Moro, estão aí as instituições, que ambos, galhardamente, defendem. Que eles e outros cidadãos de igual gabarito se apresentem ao instrumento básico da democracia – o partido político –, até para instá-lo à “purificação”, e vão além da bem-vinda contribuição que sacrificadamente já deram aos brasileiros.

Essa “indiferença”, por enquanto, não é somente dos grandes menestréis, que dispõem de espaços nos jornais e nos debates da TV fechada. É também do “povo em geral”, anestesiado por valores incondizentes com a sustentação intelectual de uma sociedade, elementar para sua permanência.

Está longe de nós – lamentavelmente, para nós, nossos filhos e nossos netos – uma sociedade politicamente desenvolvida, com partidos que reflitam correntes de pensamento, apresentando aos eleitores programas claros que tentarão concretizar e estabelecendo uma relação de confiança para respaldar a ação do Estado.

Ao contrário, nossos esforços até parecem voltados à destruição da consciência cívica, a partir da negação dos direitos básicos da cidadania e do exemplo atávico da corrupção, elevado agora a prática “institucional”. Transforma-se este imenso território num salve-se quem puder de futuro incerto.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 7 dezembro, 2015 at 8:39 #

Caro Luís!

Somos um país a procura de um bedel!

A personalidade “barbosiana” passa longe dos preceitos democráticos, rude, grosseira, impaciente, incapaz de conviver com o contraditório.

Esteve magistrado graças ao capricho do “namorado” de Rose, a cota era do MP, e Lula, sempre em busca de holofotes e manchetes, vislumbrou a oportunidade, o primeiro Ministro do Supremo escolhido pela cor, fato jamais negado, assim entregou-lhe a toga.

Barbosa, vide seu curriculum, tem carreira brilhante, não em decorrência de atos e lutas durante o decorrer de sua carreira, nada se destacou ou se tornou digno de loas, a não ser a sua reconhecida capacidade em colher benesses e títulos, especialmente na doce Europa, sonho atávico dos que conhecem os caminhos das indicações, neste aspecto triunfou.

Agiu, mais que isso, rugiu, como legítimo representante da vingança pública, forma irônica com que os velhos e bravos advogados criminalistas nomeavam os promotores em suas batalhas, perdidas ou não, nas comarcas e tribunais. Irado, agressivo, impaciente, ao mesmo tempo incompetente, basta ver que foi derrotado na concepção crucial da formação e existência do crime de quadrilha. È irônico ver Dirceu agora reduzido a criminoso comum, sem a desculpa de agir em prol dos desvalidos e dos ideiais partidários, isso se deve a Moro.

Alçá-lo à paradigma da democracia é tolice e servidão, é testemunho do desalento e do abandono com que se encontra a cidadania.

Este ´país já sonhou com “vassourinha” e “caçada ao marajás”, já marchou rezando, “com Deus e Liberdade”, já acreditou em “Cartas aos brasileiros”, já ungiu um poste, que gostaria, por certo, de ser aclamnada como “uma posta”.

Parece que não aprendemos.

Quanto ao Moro, ao menos tem a discrição e a serenidade necessária para o exercício da função. De resto é magistrado, por concurso. Que continue sendo.


luiz alfredo motta fontana on 7 dezembro, 2015 at 8:44 #

Barbosa aceitaria ser candidato a presidente?

Uma incógnita.

Se ao menos fosse em França.

Se ao mensos fosse ungido, sem ter de passar pelo dissabor e horror do voto.

Talvez, talvez!


Mariana Soares on 7 dezembro, 2015 at 13:13 #

Embora tenha admirado a postura valente e corajosa do ex-Ministro Joaquim Barbosa por ocasião do julgamento do “Mensalão”, jamais votaria nele para Presidente ou para o que quer que seja.
A postura grosseira dele, além de se achar o dono da verdade e sabedor de todas as coisas, em várias ocasiões, o descredencia, para mim, a qualquer cargo público ou o que quer que seja.
Que siga por aí, dando as opiniões dele para quem goste e deseja ouvi-las; a mim não interessa mais.


luis augusto on 7 dezembro, 2015 at 18:28 #

Concordo plenamente com ambos sobre a grosseria e outros aspectos. Recordo o popular que elogiou Mangabeira: “O senhor governou com muita delicadeza”.


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