DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O PT ameaça ministros do STJ

O Antagonista encontrou um parágrafo numa reportagem da Veja que deveria estar na manchete de todos os jornais. É o relato das chantagens e pressões do governo do PT sobre os ministros do STJ, para que livrem antes do Natal os empreiteiros e agregados presos pela Lava Jato.

Leiam:

“Veja ouviu de dois ministros do STJ um relato inusitado: os magistrados que vão decidir sobre a liberdade dos empreiteiros estão sob pressão. O que isso quer dizer? ‘Ameaçam-se alguns com dossiês, outros com processos administrativos. Promete-se a inclusão ou o veto de apaniguados nas próximas listas de indicação para promoções de tribunais conforme a decisão a ser proferida’, conta um deles.”

Arriba, Venezuela! Festeje à vontade, que a mudança é a glória da democracia.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

dez
07


Líderes da oposição festejam juntos vitória na Venezuela

DO EL PAIS

A Venezuela inicia uma nova era. O país decidiu dar as costas ao chavismo, e neste domingo, dia em que se completavam 17 anos da primeira vitória de Hugo Chávez nas urnas, a oposição venezuelana superou todas as adversidades possíveis e venceu as eleições parlamentares. A Mesa da Unidade Democrática (MUD) terá o controle da Assembleia Nacional (Parlamento unicameral) ao obter 99 deputados, contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, chavista). Restam definir 22 vagas, as quais definirão o grau de autonomia dos vitoriosos.

O triunfo significa uma surra monumental para a figura e a gestão do presidente Nicolás Maduro, uma vez que as eleições venezuelanas se transformaram em uma espécie de plebiscito. A crise econômica, a criminalidade e a perseguição aos dirigentes oposicionistas foram motivos suficientes para que a sociedade dissesse “basta” e optasse por uma reviravolta no mapa político do país. O mandatário reconheceu os “resultados adversos” e os atribuiu à “guerra econômica” em curso. Além disso, afirmou, em tom desafiador, que a vitória foi de “uma contrarrevolução”. O resultado ruim para o governismo significa um golpe político para a Revolução Bolivariana e o chamado “socialismo do século XXI”, que há duas semanas sofria um primeiro revés com a vitória de Mauricio Macri diante do kirchnerista Daniel Scioli na eleição presidencial da Argentina.

Nos últimos dias as pesquisas prenunciavam uma votação acirrada na Venezuela, com uma participação de 74,25% do eleitorado. O resultado real das urnas, no entanto, evidencia a enorme lacuna existente entre a oposição e o governismo, que conserva a Presidência e mantém o controle sobre todos os poderes do Estado.

A demora do Governo em admitir a derrota não impediu que, à medida que o Conselho Nacional Eleitoral anunciava os números, os líderes da oposição comemorassem um resultado que já consideravam irreversível. Era o caso da eufórica Lilian Tintori, esposa do preso político Leopoldo López, condenado a mais de 13 anos de prisão – dos quais já cumpriu 2. Uma das primeiras medidas que a oposição prometeu adotar se vencesse a eleição é aprovar uma lei de anistia para os presos políticos.

A vitória é também um brinde à unidade. Pela primeira vez, todas as formações oposicionistas confluíram sob um mesmo guarda-chuva, o da Mesa da Unidade Democrática (MUD), um cadinho de partidos políticos que vão da centro-esquerda até a direita mais conservadora, e que conseguiu se sobrepor às intimidações e entraves que o governismo impôs à oposição durante anos.

O fechamento tardio das seções eleitorais maculou uma jornada que havia transcorrido com tranquilidade, atraindo críticas unânimes da oposição. Apesar de o sistema eleitoral estar concebido para favorecer o chavismo, graças a várias medidas adotadas nos últimos anos, no final da manhã o Governo sentiu a necessidade de acionar sua máquina. Maduro convocou uma “ofensiva popular” para que ninguém ficasse em casa, e os militantes chavistas intensificaram a pressão sobre seu eleitorado quando faltavam duas horas para o fechamento das urnas, às 18h (20h30 em Brasília). As mensagens dos líderes e os anúncios feitos incessantemente pela televisão davam a entender que as seções permaneceriam abertas até depois do horário previsto, algo que o Conselho Nacional Eleitoral confirmou ao adiar o encerramento em pelo menos uma hora. A lei permite que as seções eleitorais permaneçam abertas enquanto houver gente para votar. O que o chavismo fez foi mobilizar as pessoas.

A situação não era nova. Há três anos, nas últimas eleições disputadas pelo falecido Chávez, estima-se que o líder bolivariano tenha obtido 800.000 votos no final da tarde, um volume que acabou sendo decisivo para sua vitória final. Uma situação similar se repetiu meses depois, quando o oposicionista Henrique Capriles, que partia com ampla vantagem, acabou novamente derrotado, desta vez por Maduro. Graças à chamada Operação Reboque, o chavismo naquela ocasião conseguiu salvar quase meio milhão de votos.

Agora, pela primeira vez em 17 anos as urnas confirmaram as pesquisas que apontavam uma vitória contundente da oposição. Tentando evitá-la, Maduro foi intensificando seu discurso, a ponto de dizer na semana passada que o chavismo teria de ganhar “do jeito que seja”. No entanto, o presidente se mostrou especialmente conciliador na noite anterior à votação, quando afirmou que suas declarações foram mal interpretadas e prometeu reconhecer um eventual resultado adverso. De alguma forma, jogava a peteca para a oposição, caso esta não conseguisse a vitória que dava como certa. E que afinal aconteceu, dando início a uma nova época na Venezuela.

dez
07



DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

País busca herói para entregar a batata quente

As ruas e as pesquisas abonam o nome do ministro Joaquim Barbosa como o mais talhado para ocupar a presidência da República, tendo sido mesmo possível ouvir em fila de supermercado, sob assentimento geral, que somente uma chapa formada por ele e o juiz Sérgio Moro salvaria o Brasil.

Não é o presente caso, mas já tivemos no país verdadeiras inexpressividades alçadas à condição de pole-positions em eleições presidenciais, desde Aureliano Chaves, o vice de João Figueiredo (1979-1985), até o recente Roberto Jefferson, sem esquecer Roseana Sarney.

Isso decorre do crescente distanciamento do povo brasileiro da política, atividade “suja” que ele delega, de olhos fechados, aos “porcos”. Uma situação a que foi levado pelo baixo nível educacional e cultural, sem a compreensão de que cada povo tem de tomar seu destino, e não ficar esperando personalidades que o puxem do abismo.

Quais serão, possivelmente, as qualidades que a população enxerga nesses dois cidadãos? A honestidade e a coragem. Sem dúvida, indispensáveis a homens públicos de proa, mas insuficientes para lhes conferir, por passe de mágica, a competência para exercer a primeira magistratura do país.

Caso seja do agrado de Barbosa e Moro, estão aí as instituições, que ambos, galhardamente, defendem. Que eles e outros cidadãos de igual gabarito se apresentem ao instrumento básico da democracia – o partido político –, até para instá-lo à “purificação”, e vão além da bem-vinda contribuição que sacrificadamente já deram aos brasileiros.

Essa “indiferença”, por enquanto, não é somente dos grandes menestréis, que dispõem de espaços nos jornais e nos debates da TV fechada. É também do “povo em geral”, anestesiado por valores incondizentes com a sustentação intelectual de uma sociedade, elementar para sua permanência.

Está longe de nós – lamentavelmente, para nós, nossos filhos e nossos netos – uma sociedade politicamente desenvolvida, com partidos que reflitam correntes de pensamento, apresentando aos eleitores programas claros que tentarão concretizar e estabelecendo uma relação de confiança para respaldar a ação do Estado.

Ao contrário, nossos esforços até parecem voltados à destruição da consciência cívica, a partir da negação dos direitos básicos da cidadania e do exemplo atávico da corrupção, elevado agora a prática “institucional”. Transforma-se este imenso território num salve-se quem puder de futuro incerto.

dez
07
Posted on 07-12-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-12-2015


Nanichar, no portal de humor gráfico A Charge Online


Manifestantes na avenida Paulista em 16 de agosto.
/ P. W. (REUTERS)

DO JORNAL EL PAIS

Gustavo Moniz

De São Paulo

Acolhido na quarta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff provocou uma corrida para reorganização de protestos pró e contra o impeachment. Movimentos dos dois lados foram pegos de surpresa pelo anúncio e ainda estudam os passos seguintes e as alianças que serão feitas nas ruas. De olho no timing para pressionar parlamentares no processo na Câmara, os anti-Dilma do Movimento Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line, articuladores dos maiores protestos deste ano, convocaram em várias cidades do Brasil ato batizado de “Esquenta para o impeachment” no próximo domingo, 13.

O protesto do dia 13 seria uma espécie de prévia da Mega Manifestação, ainda sem data para acontecer. Os organizadores dizem que o ato do domingo também será pela saída de Eduardo Cunha, evidenciando o desconforto de ter o peemedebista, envolvido em escândalos, como deflagrador do processo. “O pedido de impeachment não é do Eduardo Cunha. Ele foi feito e protocolado por cidadãos brasileiros, que conhecem lei, constituição e já participaram de outros momentos importantes da história política brasileira. Cabe ao Eduardo Cunha apenas encaminhá-lo nesse momento e conduzir todos os ritos na Câmara. Ele vinha tratando desse pedido misturando com interesses pessoais e barrando a parte democrática do processo”, afirmou Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua.

Protestos pró-Dilma

No lado pró-Dilma, uma grande encontro de lideranças está prevista para este domingo em São Paulo, reunindo PT e Central Única dos Trabalhadores (CUT), para definir os próximos passos. Ainda de maneira tímida, a primeira manifestação nas ruas foi da CUT, em Brasília, na tarde desta sexta-feira, a favor de Dilma e contra o impeachment, que foi chamado de “golpe”. “Vamos às ruas lutar pelo Estado de Democrático de Direito, contra o golpe e o retrocesso, em defesa do mandato da presidenta Dilma e, também, pela mudança da política econômica e pelo desenvolvimento econômico, com justiça social e distribuição de renda”, diz comunicado oficial do grupo. Outro ato da CUT está marcado para 8 de dezembro no Rio de Janeiro, na Candelária.

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que integra a Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo junto com a CUT, Guilherme Boulos afirmou que o grupo deve se reunir nos próximos dias para definir a agenda de manifestações. “Juntamente com outros movimentos vamos discutir uma mobilização de rua, mas ainda não temos data definida.” Boulos disse ainda que os atos não serão pró-Dilma, mas sim contra o impeachment e a favor da queda de Eduardo Cunha. “Deixamos claro o nosso desacordo com as políticas que vem sendo implementadas pelo Governo. (O protesto) Não é um salvo conduto para o governo Dilma.” O MTST é contra as políticas de austeridade adotadas pela presidenta, entre elas os cortes de 6 bilhões de reais no programa de habitação Minha Casa, Minha Vida.

Do lado petista, Rui Falcão, presidente nacional do partido, aposta na rejeição a Cunha para galvanizar o apoio de Dilma. “A decisão dos nossos deputados de votarem pela continuidade do processo no Conselho de Ética mobilizou nossa militância no país inteiro. Ela tem certeza que agora, com essa decisão de separar o joio do trigo, nós abrimos um caminho para estabelecer uma nova governabilidade no país.”

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Áreas de instabilidade associadas ao ar quente e úmido formaram nuvens muito carregadas sobre o interior da Bahia na tarde deste domingo. Em vários municípios da região do Planalto da Conquista e da Chapada Diamantina, a chuva veio com forte intensidade, raios e rajadas de vento.

De acordo com as estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia, já foram acumulados cerca de 40mm em Piatã, 18mm em Irecê, 26mm em Vitória da Conquista e 17 mm em Brumado.

A chuva mais volumosa aconteceu em Piatã, onde em apenas uma única hora foram acumulados cerca de 36mm. Além da do temporal, foram observadas rajadas de vento de 45 km/h.

Na imagem de satélite a seguir é possível verificar vários núcleos de chuva espalhados entre o Planalto da Conquista e a Chapada Diamantina. Observa-se que continua chovendo forte sobre a região do Planalto, principalmente.

Ao longo desta tarde e noite, as áreas de instabilidade continuam provocando chuva moderada à forte em alguns momentos sobre o interior da Bahia. Até pelo menos a terça-feira, a chuva continua concentrada sobre estas áreas, e ainda há risco para novos temporais.

BOM DIA!!!

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