Bolero do Disco “Lo Ultimo Que Canto” 1993
compositor: Benny More.

Nostalgia de um tempo que “se fué”, mas que sempre vale a pena recordar.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A conjuminância da magistrada

A expressão “aviso aos navegantes” foi consagrada no uso comum para advertir especuladores de qualquer natureza de que seus objetivos, em geral espúrios, não seriam atingidos, porque havia quem estivesse cuidando de vigiá-los.

Mas sua origem é literal: em tempos remotos, talvez por falta de instrumentos hoje disponíveis, o programa radiofônico oficial “Voz do Brasil” fazia às embarcações em navegação na costa brasileira exatamente um “aviso aos navegantes”, sobre as condições do tempo e outras que poderiam encontrar em seu trajeto.

Por outro lado, convivemos na ditadura militar com “ordens do dia” emitidas por poderosos generais em momentos de maior tensão as quais chamavam a atenção dos adversários do regime, que eram tachados de “industriais da crise”, “vivandeiras impenitentes” e “pescadores de águas turvas”.

Pois agora, nas suas breves palavras no STF após o caso Delcídio Amaral, a ministra Carmen Lúcia juntou magistralmente as duas coisas, ao dirigir um “aviso aos navegantes dessas águas turvas da corrupção e iniquidade” de que “não passarão”. De navegação na turbidez, já basta a do litoral capixaba.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Top Top” diz que o problema é o sistema

Marco Aurélio “Top Top” Garcia dá o seu peteleco em Paris, ao Estadão:

“O sistema político do Brasil como um todo está afetado. O problema é saber como nós vamos superar os problemas políticos estruturais. Você acha que o presidencialismo de coalizão com o qual trabalhamos há algum tempo vai longe? É lógico que não vai.”

Marco Aurélio Garcia chama o desgoverno, a bagunça, a orgia de corrupção, o caos administrativo de “presidencialismo de coalizão”.

Eufemista? Não, enganador, mesmo.

nov
29
Posted on 29-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-11-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

nov
29
Posted on 29-11-2015
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Foto policial de Robert Lewis Dear, de 57 anos, preso pelo massacre / AFP

DO EL PAIS

Pablo Ximénez de Sandoval

De Los Ángeles

O massacre na sexta-feira em um centro de planeamento familiar em Colorado Springs, Estados Unidos, voltou a provocar neste sábado,28, a condenação frustrada do presidente Barack Obama, que em uma declaração disse que o país precisa “fazer algo sobre o fácil acesso a armas de guerra nas nossas ruas por pessoas que não têm nenhum motivo para carregá-las”. “Chega”, acrescentou Obama, que depois do massacre em outubro passado no Oregon, visivelmente irritado, disse que suas próprias declarações sobre esta questão tinham se tornado “rotina”.
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Três pessoas, incluindo um policial, foram mortas na sexta-feira no ataque a tiros contra um centro de planejamento familiar em Colorado Springs, Estados Unidos. Um homem identificado pela polícia como Robert Lewis Dear, de 57 anos, entrou armado no centro de planejamento familiar depois de disparar contra os carros do exterior. Ele permaneceu entrincheirado mais de cinco horas até que a polícia conseguiu entrar, falar com ele e conseguir que se rendesse. Nove pessoas, incluindo cinco policiais, ficaram feridos por balas, mas estão fora de perigo.

O único vestígio biográfico do suposto assassino é que viveu em uma cabana sem eletricidade ou água nas montanhas da Carolina do Norte, do outro lado do país. Os investigadores interrogaram o detido, mas no sábado pela manhã sua declaração ainda não tinha sido divulgada. Seus vizinhos, citado pela Associated Press, dizem que era uma pessoa reservada, cujas raras conversas eram caóticas. No dia seguinte ao ataque ainda é desconhecido se ele tinha alguma ligação com essa clínica ou com Colorado Springs. Dear está detido sem fiança e será apresentado ao juiz na segunda-feira.

Embora os motivos do agressor ainda não estavam definidos no sábado, o fato de ser uma clínica de Planned Parenthood disparou os alarmes sobre a segurança de alguns centros que são constantemente difamados pela direita fundamentalista cristã que possui uma grande influência sobre uma parte do Partido Republicano. O presidente evitou, na sua declaração, referir-se aos motivos do assassino. Nem a polícia nem a própria organização de planejamento familiar quiseram, em um primeiro momento, especular sobre o motivo do assaltante.

A sexta-feira não foi um dia mais em um país onde cerca de 10.000 pessoas por ano morrem por armas de fogo. O prefeito de Colorado Springs, John Suthers, disse no sábado que o motivo do massacre podia ser “inferido a partir do lugar onde aconteceu e como aconteceu”. A polícia de Nova York, por exemplo, reforçou a segurança dos centros de Planned Parenthood na cidade na sexta-feira assim que ficou sabendo do ataque. Este é o primeiro ataque a uma clínica de abortos em seis anos, de acordo com a Reuters.

O nome de Planned Parenthood é citado sem exceção por todos os candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos nos debates, competindo por mostrar sua contundência contra a organização e prometendo retirar todo o financiamento federal que ela recebe para prestar assistência médica a mulheres com poucos recursos (cerca de 500 milhões de dólares por ano) nas 700 clínicas que possui em todo o país. Em outubro passado, esses fundos estiveram no centro da discussão pública sobre o orçamento, a tal ponto que os republicanos ameaçaram bloquear novamente o Governo federal. Os republicanos usam uma controversa investigação com câmera escondida na qual, de acordo com a interpretação deles, foram reveladas práticas comerciais macabras de tecidos fetais.

Colorado Springs, que está a cerca de 100 quilômetros ao sul de Denver, Colorado, é um bastião da direita cristã nos Estados Unidos, tem uma grande população de militares e é sede de congregações religiosas influentes. A clínica de Planned Parenthood na cidade é alvo regular de protestos e recentemente se mudou para sua atual localização nos subúrbios.

ARTIGO DA SEMANA

E a OAB?: Filho de Cerveró grava Mefistos em Brasília

Vitor Hugo Soares

“Perguntar não ofende”, proclama um dos jargões mais utilizados no jornalismo brasileiro. Escuto há décadas e inúmeras vezes tenho posto em prática este mandamento profissional básico e essencial. Para ser exato, desde os meus passos iniciais em A Tarde, depois no Jornal do Brasil e na Veja, para citar apenas três pousos da minha estrada.

Fazer perguntas e, principalmente, buscar respostas verdadeiras e convincentes virou algo mais fundamental, ainda, nesta incrível semana de fim de novembro, de tramas diabólicas em Brasília e transações mais que tenebrosas na vida política, econômica, governamental e criminal do Brasil.

Raramente senti tanta necessidade e urgência de “fazer boas perguntas (incômodas ou não), esta arte maior na entrevista ou na reportagem”, a exemplo do que ensinava o mestre Juarez Bahia (sete prêmios Esso conquistados), quando editor nacional do Jornal do Brasil.

Isto, principalmente, diante dos fatos e seus devastadores desdobramentos, a partir da divulgação do conteúdo das gravações, no telefone celular, feitas por Bernardo Cerveró (filho do ex-diretor da Petrobras apanhado na Lava Jato), que levaram à cadeia o senador do PT, Delcídio Amaral (líder do Governo Dilma no Congresso); Diogo Ferreira, seu chefe de gabinete, e o banqueiro André Esteves (do Pactual BTG). Além do advogado Edson Ribeiro, (“defensor” de Cerveró), preso pela Polícia Federal, nesta sexta-feira 27, no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, ao desembarcar de uma viagem a Miami, novo paraíso brasileiro nos Estados Unidos.

Sobre o senador Delcídio, muito foi dito e perguntado, desde a votação histórica do Senado – contra a vontade expressa de seu presidente Renan Calheiros -, que acatou a decisão do ministro Teori Zavaski (acolhida à unanimidade dos membros do Supremo) de manter preso o líder do governo Dilma, figurão de larga e transversal influência em outros governos, na política e na atividade parlamentar e dos negócios dos últimos anos no País.

Ainda assim, sobram inumeráveis questões no ar. O representante de Mato Grosso do Sul precisará respondê-las, sem os jogos vazios de palavras e sem escamotear os fatos, como pareceu evidente no seu primeiro interrogatório na PF, a deduzir pelo relato apresentado aos jornalistas por seu advogado. Perguntas, perguntas: é preciso interrogar cada vez mais, doa a quem doer. É preciso ser incômodo mesmo.

É assim que se chega à verdade por inteiro e sem máscaras. Salvo em lampejos brilhantes, a exemplo da idéia de Bernardo Cerveró (ou de quem o orientou) de gravar com um celular ligado no bolso da calça, toda a conversa com o senador, o assessor e o advogado, num quarto de hotel em Brasília. Ação arriscada, mas elogiável ato em defesa do pai e de sua família. Digno dos maiores heróis de contos e romances policiais, do passado ou da tecnológica atualidade.

Depois disto, de tudo que se viu e ouviu até aqui, urgentes e inescapáveis questões devem ser destinadas ao advogado Edison Ribeiro e aos condutores atuais dos destinos da histórica e (outrora) gloriosa Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seu Conselho Federal e seccionais estaduais.

Qual o motivo do estranho e complacente comportamento da Ordem, até esta sexta-feira, neste caso mais que escabroso para o parlamento e para a advocacia no Brasil? Que análise ética faz e como interpreta, a OAB, o “modus operandi” de quase gangster mafioso, exibido por um de seus mais afamados filiados, cujo nome e ações, comparáveis à de um Mefisto (diabólico personagem de Klaus Mann, que vende a alma por dinheiro, fama e poder), ganham agora dimensões internacionais com a demolidora gravação no hotel em Brasília.

O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, enviou um ofício, quinta-feira (26), à seccional do Distrito Federal, “solicitando a abertura de um procedimento ético-disciplinar para apurar a conduta do advogado Edson Ribeiro”. Ok, mas, apesar do palavrório de ofício formal e burocrático (tão ao gosto no país de quem não quer apurar nada, ou deseja empurrar tudo com a barriga), resta a pergunta: Qual a palavra moral da OAB à sociedade, frente a torpe e escancarada ação de um agente do direito, traindo a vontade de um cliente e de sua família, tentando obstruir a ação da Justiça?

Pessoal e profissionalmente, quantos investigados ele ajudou a escapar do alcance da polícia e dos juízes, utilizando-se da ponte aérea clandestina e criminosa “do Mercosul”, via Paraguai, como ele se vangloriou na conversa com o senador Delcídio, o assessor e o filho de Cerveró. Quais os nomes? Quem financiou tais operações criminosas?

E cai o pano deste ato insólito da peça em cartaz, imprópria até para adultos. A sociedade aguarda as respostas que se seguirão neste teatro nacional de vergonha. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@ig.com.br

PELA RUA”, DE DOLORES DURAN E JOSÉ RIBAMAR, COM TITO MADI E A ORQUESTRA DO MAESTRO RADAMÉS GNATTALI!

BOM SÁBADO E BOM FINAL DE SEMANA!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Chegará a vez de Dilma no cardápio

A lâmina da desintegração penetra de forma quase letal no governo da presidente Dilma Rousseff, que vê seu representante direto na Câmara Alta atrás das grades.

Não havendo culpa pessoal de Dilma, restar-lhe-ia a completa inépcia, por delegar o poder da voz presidencial a alguém que nem a sua própria pode usar para defender-se – antes proferiu-a para tentar calar outras vozes a custa de gorda mesada.

Mas também disso Dilma não deve ser a culpada. Na sua posição de laranja, esse foi um líder que ele teve de engolir pelas circunstâncias.

O fato a torna mais enfraquecida e tudo caminha para um quadro em que, resolvida a questão Eduardo Cunha, ela passará a prato do dia.


O senador Romário, na Suíça. / Facebook

DO EL PAIS

Gustavo Moniz

De São Paulo

O senador Romário voltou atrás sobre a conta no banco Suíço BSI. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira, ele admitiu pela primeira vez que foi correntista do banco. “Quando jogava na Europa, tive conta no BSI, só não sei o ano.” Romário disse ainda que não sabe se a conta foi realmente fechada e que é possível que ela ainda esteja aberta. As declarações vão contra tudo o que o senador vinha dizendo desde que a revista Veja publicou em 24 de julho a existência da conta. Na época, Romário foi até a Suíça e disse que “o banco admitiu que nunca tive vínculo com eles”. A revista voltou atrás e pediu desculpas ao político. Agora, a história toma um rumo totalmente diferente.

Em seu Facebook, o ex-atleta disse que nesta sexta-feira protocolou um ofício no Ministério Público pedindo para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contate o Ministério Público Suíço para que seja instaurada uma investigação sobre a conta no banco suíço BSI. “A suposta fraude para me favorecer merece ser apurada e uma nova resposta deve ser dada a todos os cidadãos brasileiros, em especial aos cariocas e fluminenses que a mim confiaram o seu voto.” O problema para Romário seria não ter declarado o dinheiro que estava na conta (cerca de 7,5 milhões de reais) à Justiça Eleitoral, que mostrou que o ex-atacante possuía patrimônio de 1,312 milhão de reais em 2014, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro.
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O assunto voltou à tona nessa semana porque Romário foi citado pelo senador Delcídio do Amaral (PT) em gravação feita pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, que levou para a prisão Delcídio e o CEO do Banco BTG Pactual, André Esteves. No diálogo, gravado por Bernardo em 4 de novembro, Delcídio do Amaral fala sobre uma reunião “estranha” em seu gabinete, naquele mesmo dia, com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, seu braço-direito e pré-candidato ao cargo em 2016, Pedro Paulo Carvalho, Romário e o senador Ricardo Ferraço. Segundo Delcídio, Paes aproveitou o encontro para informar ao senador, na frente de Romário, que os dois haviam fechado um acordo para que o ex-jogador desistisse da candidatura à prefeitura do Rio em 2016 e apoiasse Pedro Paulo. O motivo da aliança forçada por Paes, de acordo com Delcídio do Amaral, foi a suposta conta que Romário teria no banco Suíço BSI, divulgada pela revista Veja e depois desmentida pelo veículo diante da negativa do próprio banco, apresentada por Romário. O prefeito do Rio é irmão de Guilherme da Costa Paes, um dos diretores e sócio do BTG Pactual, que comprou o banco BSI em 2014 e a hipótese é que poderia ter usado o irmão para costurar o apoio do ex-jogador.

Uma foto foi tirada na ocasião, com todos os citados por Delcídio de mãos unidas, e começou a circular na quinta-feira nas redes sociais.

Depois da divulgação da gravação, Romário e Paes se contradisseram sobre a aliança para a prefeitura em 2016. Durante a inauguração do estádio de canoagem slalom na quinta-feira, no Complexo Esportivo de Deodoro, Paes confirmou o acordo com Romário. “Tenho um entendimento com o senador Romário. Se ele não se candidatar, ele vai apoiar o Pedro Paulo.” No dia anterior, porém, Romário tinha usado as redes sociais para negar apoio ao candidato de Paes: “Não é novidade para ninguém que o prefeito Eduardo Paes tem interesse que eu apoie o seu candidato à sucessão. Deixo claro que não tenho nenhum acordo com ninguém.”

Agora, a afirmação de que realmente teve conta no banco BSI se soma à série de desencontros e desmentidos que estão fazendo dessa história o capítulo mais conturbado da vida política de Romário. Novos desdobramentos deverão vir à tona em breve.

nov
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Posted on 28-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-11-2015


Sinovaldo, no jornal NH (RS)

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