JS grava Gil na Bahia: pioneiro

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Jorge Santos, o pioneiro do disco na Bahia

Perseguindo o título de pequeno contribuinte da descrição da vida de Salvador nas décadas de 60 e 70, Por Escrito faz ressalva à voz corrente na sessão especial da Assembleia Legislativa em homenagem aos 30 anos da axé music, na qual se atribuiu a Wesley Rangel a fundação da primeira gravadora da Bahia.

Figura respeitável como profissional e pessoa, Rangel foi, mais que importante, fundamental para a explosão da, digamos, moderna música baiana, mas o título de pioneiro é, indeclinavelmente, de Jorge Santos, publicitário e homem de rádio e TV falecido há cinco anos, proprietário da JS Gravações, datada de 1960.

Era num prédio na Rua Chile, que este editor teve a oportunidade de muito visitar, acompanhando vizinhos que eram artistas locais iniciantes, como Antonio Carlos (da dupla com Jocáfi) e sua então mulher Maria Creuza, renomada cantora. Lá pontificava o maestro Carlos Lacerda e lá, sabíamos, gravava Gilberto Gil, ainda desconhecido nacionalmente.

Jorge Santos era figura popular na cidade por causa do programa J&J Comandam o Espetáculo, que apresentava, ao lado de José Jorge Randam, na TV Itapoan recém-inaugurada. O formato não era muito diferente dos atuais: concurso de calouros, sorteio de prêmios e promoção de artistas.


Ayeska Paulafreitas:psquisa relevante

Pesquisa mostra a extensão da JS

A lembrança daquela época aguçou a curiosidade, permitindo descobrir o trabalho da professora e radialista Ayêska Paulafreitas, mestre em Letras pela UFBA e docente do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual Santa Cruz, que pesquisou o tema em profundidade.

Por ela sabemos que tiveram na JS, muitas vezes, a primeira oportunidade de lançar um disco, cantores e compositores que, de outra forma, dependeriam de tentar a sorte, quase sempre frustrada, no Sul do país. Entre outros, Osvaldo Fahel, Batatinha, Riachão, Osmar Macedo, Novos Baianos, Walter Queiroz e Tom e Dito.

A professora Ayêska informa ainda que a JS lançou, em 1970 e 1971, respectivamente, dois discos que eram marcos no Estado: “I Festival do Samba da Bahia” e “As 12 Mais do Carnaval”. Ao todo, foram contabilizados na história da empresa nove vinis 78 rotações, nove compactos duplos e nove LPs.

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