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DEU NO FACEBOOK, NA LINHA DO TEMPO DE ELIESER CESAR, JORNALISTA, ESCRITOR E POETA COM A QUALIDADE DAS MELHORES SAFRAS BAIANAS (NOS TRÊS CASOS). É COMO DIZIA SILVIO LAMENHA EM SUA COLUNA INESQUECÍVEL NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS: “NO MAIS, POESIA É AXIAL”.

(Vitor Hugo Soares)
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FOLHINHA DE MARIANA

Eliesér Cesar

Leve e singelo, esse poema de Drummond sempre me pareceu algo como uma hipotética Agência Lírica Reguladora da Tranquilidade (ALRT), de uma “Cidadezinha qualquer”. Isso numa época em que o tempo não trazia sobressaltos e sua passagem (quase despercebida) era apenas notada no gesto corriqueiro de arrancar, na folhinha, a página do dia que passou. Uma folhinha que não é mais a de Mariana, conspurcada pela lama da cobiça.

ORDEM

Quando a folhinha de Mariana
exata informativa santificada
regulava o tempo, as colheitas,
os casamentos e até a hora de morrer,
o mundo era mais inteligível,
pairava certa graça ao viver.

Hoje, quem é que pode?

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