DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

ABI move ação contra lei do direito de resposta

A Associação Brasileira de Imprensa entrou no STF com uma ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, em que questiona a lei que regulamenta o direito de resposta. O Estadão informa que o relator da ação é Dias Toffoli.

A citada lei é um dos mais bárbaros atos de censura institucionalizados pelo governo do PT com apoio de um Congresso de Delcídios. Toffoli deveria se declarar impedido

Nelson Riddle, fundo musical para o dia a dia de quem batalha com olhos no futuro!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

Como o lixo pode varrer a si próprio?

A prisão do senador Delcídio Amaral (PT), líder do governo no Senado, abre necessariamente uma discussão no Brasil – sobre a impossibilidade de o país superar de forma efetiva a crise de múltiplas vertentes que o afeta se esse trabalho tiver de ser feito pela atual elite dirigente.

Já vivemos uma situação esdrúxula, difícil de explicar, como temos visto, a jornalistas estrangeiros que aqui trabalham como correspondentes, em que os presidentes das duas Casas do Congresso estão denunciados por repetidos crimes e não cumprem o dever elementar de se afastar dos cargos pela lisura da apuração.

Centenas de outros parlamentares, aos quais cabe fazer as leis, fiscalizar o Poder Executivo e elaborar o orçamento da União, estão enredadas em ilícitos de toda natureza, da lavagem de dinheiro ao homicídio, sem falar em transgressões “mais simples” da Constituição, como a da proibição de que sejam sócios de emissoras de rádio e TV.

O próprio episódio Delcídio atesta a falta de idoneidade dos quadros políticos para levar adiante a tarefa de governar: as primeiras informações dão conta de dificuldade de substituí-lo na liderança, pois outros senadores petistas com estofo para a função, como Humberto Costa e Gleisi Hoffmann, estão igualmente envolvidos na Lava-Jato.

É um novelo que, quanto mais se desenrola, mais torna indispensável que as chamadas forças vivas que ainda sobram à nação tomem uma atitude original e decisiva na busca da refundação do Estado brasileiro, sem a qual é imprevisível o extremo de instabilidade a que poderemos chegar.

Chegará a vez de Dilma no cardápio

A lâmina da desintegração penetra de forma quase letal no governo da presidente Dilma Rousseff, que vê seu representante direto na Câmara Alta atrás das grades.

Não havendo culpa pessoal de Dilma, restar-lhe-ia a completa inépcia, por delegar o poder da voz presidencial a alguém que nem a sua própria pode usar para defender-se – antes proferiu-a para tentar calar outras vozes a custa de gorda mesada.

Mas também disso Dilma não deve ser a culpada. Na sua posição de laranja, esse foi um líder que ele teve de engolir pelas circunstâncias.

O fato a torna mais enfraquecida e tudo caminha para um quadro em que, resolvida a questão Eduardo Cunha, ela passará a prato do dia.

A esperança escarnecida pelos cínicos

Para ficar, se não na história, pelo menos na crônica da corrupção contemporânea, o pronunciamento da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, indignada com mais este caso:

“Houve um tempo em que pensamos que a esperança tinha vencido o medo. Com a Ação Penal 470 ( processo do mensalão), vimos que o cinismo venceu a esperança. Agora, vemos que o escárnio venceu o cinismo, mas os criminosos não passarão por cima da Constituição”.

Vale recordar que o senador Delcídio foi o presidente da CPMI dos Correios, que desaguou nas investigações do mensalão, dez anos atrás.

Magnífica composição do imenso Agustin Lara, derramando-se de paixão pela amada diva Maria Felix!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Delcídio, de férias em restaurante de Ibiza . Foto Época

DO EL PAIS

Afonso Benites

São Paulo

A prisão do senador Delcídio do Amaral sob a acusação de atrapalhar o andamento da Justiça (tudo gravado em áudio) é o desfecho de uma maré de más notícias que cercaram o senador nos últimos meses. Primeiro foi ver seu nome ligado à Operação Lava Jato (depois a investigação foi arquivada), na sequência foi filmado por socialites cariocas na ilha espanhola de Ibiza em meio à crise política brasileira e, por último, teve de explicar a ação de um motorista seu, que trocou sopapos com um deputado na entrada do Congresso Nacional.

Se de todas essas ele conseguiu se safar sem nenhuma mácula, dificilmente sairá completamente limpo da última. Ainda mais depois que o presidente do PT, Rui Falcão, emitir uma dura nota sobre a sua prisão. Eis um trecho do documento petista: “Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador tem qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado. Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”.

Delcídio nunca teve vida fácil dentro do PT. Diretor da Petrobras durante os anos Fernando Henrique Cardoso, foi alçado como candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul em 2002 a contragosto de boa parte do partido, que o via como um representante do PSDB. Pesou a seu favor, seus bons contatos na área financeira e com fortes doadores de campanha, entre eles o ex-bilionário Eike Batista, empresário que atuava na área de mineração.
mais informações

Neófito na política, Delcídio conseguiu pegar duas ondas vermelhas em seu Estado. A primeira era do até então, bem avaliado Governo de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT – que foi reeleito naquele ano— e a de Luiz Inácio Lula da Silva, que venceria naquela ocasião José Serra (PSDB) na eleição presidencial. Acabou eleito mesmo com menos apoio interno do que qualquer vereador já tivera. A boa aparência com suas bem-tratadas madeixas grisalhas (hoje já são em sua maioria brancas), a facilidade em discursar e ter o dono do maior jornal sul-mato-grossense (Antonio João, do Correio do Estado) como seu primeiro suplente também o ajudaram.

Logo após chegar ao Senado, foi “premiado” com o cargo de presidente da CPI dos Correios, aquela comissão que investigou o escândalo do mensalão petista. A escolha dele levou em conta a razão de que o PT precisava ter um representante no comando do grupo, mas não poderia colocar uma “raposa velha” da política. Internamente foi bem avaliado e saiu com a pecha de que era uma pessoa que prezava pela ética no Congresso Nacional.

Enquanto ganhava os holofotes no cenário nacional, em seu Estado sofria duas fortes derrotas políticas. Perdeu as eleições para governador em 2006 e em 2014. Na última vez, quando era favoritíssimo, escondeu o vermelho do PT para fugir do escândalo da Lava Jato e, mesmo assim, foi derrotado pelo seu antigo aliado, o PSDB. Um dos motivos para as derrotas, mais uma vez, foi a falta de apoio de sua legenda. O ex-governador e hoje deputado federal Zeca do PT, por exemplo, rompeu com ele em mais de uma ocasião. No meio dessas duas derrotas, Delcídio conseguiu se reeleger senador e, neste ano, foi escolhido o líder do Governo Dilma Rousseff no Senado.

Quando Dilma Rousseff o escolheu como seu representante no Senado, Delcídio decidiu assumir um cargo que poucos queriam. Dizia à época que pegou uma “bucha” e, em alguns momentos, pensou em recusá-la. Aliados de Rousseff diziam que ele era a pessoa mais adequada para a função pelas mesmas razões que o elevaram a presidente da CPI dos Correios, era petista, pero no mucho. Seu bom trânsito entre as bancadas dos opositores e do PMDB, principalmente, também ajudaram na sua assunção ao cargo.

O agravamento da crise política petista e a demora da presidenta a fazer uma reforma ministerial o forçavam a reavaliar sua decisão. Pensou em deixar o cargo e sua insatisfação era muito comum nas conversas com jornalistas. Nos últimos meses pouco participava das reuniões de coordenação política do Governo Rousseff por entender que audiências com mais do que três pessoas pouco funcionavam. “Quem quer ouvir 15 pessoas não ouve ninguém”, costumava dizer. Seus colegas do Legislativo, porém, raramente faltavam aos encontros. O senador José Pimentel e o deputado José Guimarães são figuras frequentes nas audiências.

Sempre falou palavrão escancaradamente, quando não estava em público. Não poupava quase nenhum ministro. Nos últimos tempos, os diálogos eram marcados mais por xingamentos a colegas de partidos do que qualquer outra coisa. Agora lê, na prisão, parte do troco, nas palavras do PT.


Delcídio do Amaral entre colegas em sessão do Senado do dia 24 de novembro. / Jefferson Rudy (Agência Senado)

DO EL PAIS

Não há analista político no Brasil que se arrisque hoje a fazer previsões de mais de uma semana sobre os rumos da crise em Brasília. Os mais ousados podem até ensaiar análises de maior fôlego, de um mês ou até um semestre, mas sempre com a mesma ressalva: tudo pode mudar por conta da Operação Lava Jato. Nesta quarta-feira, a operação que surgiu de uma investigação sobre lavagem de dinheiro embaralhou o tabuleiro político do país mais uma vez, com a prisão do líder do Governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio do Amaral (PT), e do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. O Governo da presidenta Dilma Rousseff, que desfrutava de um certo alívio com as pressões pelo impeachment arrefecendo até pelo menos o ano que vem, voltou a mergulhar na crise e pode ter ainda menos chances de aprovar qualquer medida no Parlamento neste ano.

O Senado era considerado uma ilha de tranquilidade para o PT, ao contrário da Câmara, onde a base governista é bastante frágil. Até o furacão Delcídio. A prisão do líder do Governo na Casa inaugurou as detenções da Lava Jato no âmbito da Procuradoria Geral da República, de onde o procurador-geral Rodrigo Janot comanda as ações. Desde a divulgação da “lista do Janot”, esse é o primeiro grande evento da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Marca uma nova fase e ameniza o receio daqueles que imaginavam que, fora da Curitiba do juiz Sérgio Moro, a operação não seguiria com o mesmo ímpeto.

De acordo com o regimento interno do Senado, a votação em que os senadores decidiram acatar a decisão do STF de prender Delcídio por interferência nas investigações da Lava Jato seria secreta. Mas os governistas foram derrotados e a votação foi nominal, com resultado de 59 a 13 (uma abstenção) em acatamento da decisão, que mantém preso o senador petista.

A prisão do senador volta a colocar o Governo Dilma Rousseff e principalmente o PT no centro da Operação Lava Jato. O caso de fundo que levou o senador petista à prisão é a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, fechada durante o Governo Lula e enquanto a então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da Petrobras. O senador Humberto Costa (PT) admitiu que o Palácio do Planalto “está preocupado” com a questão, mas disse que “nós temos aí assuntos muito importantes que estão pautados e não queremos que essa pauta seja interrompida por esse fato”.

O PT divulgou nota para dizer que “nenhuma das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado”; “por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, segue a mensagem. Já a presidenta Dilma não comentou o assunto, e o Palácio do Planalto se limitou a informar em nota que a escolha do novo líder no Senado será feita na próxima semana. Dilma se preparava para um dia de reuniões tranquilas quando se deparou com a notícia-bomba de que seu principal representante no Senado tinha acabado de ser preso no hotel em que mora em Brasília, o Golden Tulip. Foi o sinal de que, apesar da calmaria prevista para os próximos dias, com o arrefecimento do pedido de impeachment e o foco quase exclusivo em Eduardo Cunha, tinha ido para o espaço.

As audiências que seriam abertas à imprensa, como uma prevista com a seleção brasileira de handebol feminino, se fecharam. Entre membros do Governo, a justificativa em tom de brincadeira era que ela havia acabado de se deparar com uma nova doença, a gripe Delcidis, e, por essa razão, não queria dar declarações públicas. Assim, ao invés de se preparar para a viagem a Paris, onde participará da COP-21, na próxima semana, e uma visita de Estado ao Japão, a presidenta teve de apagar o incêndio que acometeu o Legislativo. Reuniu-se com quatro vice-líderes, ministros e conselheiros políticos para analisar as responsabilidades do caso.

Com a prisão de Delcídio e a Lava Jato avançando sob o núcleo político a cada dia, a crise só tende a se amplificar, ainda mais levando em conta que há outros dez senadores investigados pela Polícia Federal pelo mesmo escândalo. Para a consultoria Eursia, as prisões de Delcídio, Esteves e do pecuarista José Carlos Bumlai, próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerem que os investigadores estão focando seus esforços em torno da Petrobras. Segundo os analistas da consultoria, essas prisões devem levar a novas informações, agravando as consequências da Operação Lava Jato para a estatal. Consequentemente, é de se esperar o prolongamento das indefinições políticas e surpresas para o Governo a partir das investigações — talvez essa seja a única certeza da política brasileira para o próximo ano.


nov
26
Posted on 26-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-11-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

André Esteves em Harvard

Há dois anos, André Esteves doou 25 milhões de dólares para a Harvard Business School, que em sua homenagem rebatizou a sede da escola com o nome do banqueiro brasileiro.

Ele ganhou essa placa aí abaixo, que o descreve como um empreendedor exemplar, de visão extraordinária, que nutriu a esperança e o sonho de tantos outros. O de Delcídio Amaral, por exemplo.

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